Oficinas interativas promovidas pela internet movimentam mais de 850 estudantes de Contagem

Para os estudantes do tempo integral de Contagem, a saudade do ambiente escolar e dos colegas está sendo amenizada por meio do Projeto Integral Online: Oficinas Interativas. Com o distanciamento social e a suspensão das aulas na pandemia de covid-19, a comunidade se uniu e abraçou o projeto que está envolvendo cerca de 850 famílias por meio das redes sociais e dos grupos de whatsapp. Todos os dias, oficineiros enviam várias opções de atividades para os estudantes fazerem em casa, o que acabou interagindo com todos os moradores por causa da interdisciplinaridade das tarefas.

São oficinas de teatro, dança, artesanato, leitura, poesias, quiz, atividades físicas, circo, meio ambiente e sustentabilidade, capoeira, percussão, entre outras. Participam do projeto os seguintes espaços: Educarte Industrial, Educarte Estação do Saber, Educarte Lucas Braga, Centro de Educação Integral (CEI), E. M. Antônio Carlos Lemos, Programa Educação Sem Fronteiras. “As oficinas vêm estimulando e ajudando os atendidos nos aspectos afetivos, cognitivos e social, proporcionando a eles e às famílias uma melhor qualidade de vida nesse momento de pandemia.”, explicou a superintendente de Educação Integral, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Sheila Brandão.

Segundo a assessora educacional da Seduc e coordenadora do projeto, Luciana Batista, “quando pensamos neste projeto não imaginamos que seria tão bem aceito como está sendo. Os estudantes e familiares receberam a proposta de forma tão positiva que superaram nossas expectativas. Nos motivando a cada dia a doar mais de nós para que os estudantes nesse período de isolamento social tenham o interesse de desenvolver suas habilidades e seus conhecimentos”.

Oficinas interativas

No Educarte Lucas Bragas, na região Sede, 13 oficineiros atendem a cerca de 120 crianças e adolescentes no projeto. Foram criadas 10 turmas que se comunicam via grupos do whatsapp. Os estudantes recebem os vídeos ou arquivos com as orientações das atividades e depois divulgam o resultado. Neste tempo, já foram trabalhados temas como apoio pedagógico, artesanato, percussão, balé, dança urbana, taekwondo, tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade e musicalização. Quando a atividade é mais extensa, são feitas lives nas redes sociais para os participantes.

Segundo a coordenadora do Educarte Lucas Braga, Adriana Campos Andrade, esse trabalho foi um grande desafio no início, pelo fato de atender os estudantes por meios tecnológicos. “Para uma grande maioria, o acesso à internet é dificultador, muitos têm só o celular da mãe ou do pai, mas o retorno que temos recebido é muito bacana. A comunidade se organiza e podemos fazer um trabalho mais diferente do cotidiano, numa linha conjunta e interdisciplinar. Isso foi um ganho enorme para todos, pois essa ferramenta vai poder ser utilizada também após a pandemia. Aproximou muito mais as famílias das atividades que estamos desenvolvendo”, disse.

Moradora do Jardim Marrocos, Maria Aparecida Pereira de Andrade é mãe dos estudantes da E. M. Dona Cordelina da Silveira Mattos, Thyler (7 anos) e e Thaylor (6 anos). Eles frequentam o Educarte Lucas Braga pela manhã e à tarde vão para a escola. Para Maria, o projeto deu outro tom para o distanciamento social. “Os meninos não ficam entediados porque sempre têm atividades legais para fazer. É bastante conteúdo e eu estou acompanhando, já tiveram oficinas de dança, artes, aprenderam um pouco de Libras (Língua Brasileira de Sinais), matemática, entre outros. Estamos adorando”, falou.

Repórter: Vanessa Trotta

Foto: Divulgação

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