Saúde se mobiliza enfrentar arboviroses: dengue, zika, chikungunya e febre amarela

Notícia Principal - 01/12/2021, 13:22:00 - Repórter: - Foto: Fábio silva/PMC

Contagem vem se preparando para o combate às arboviroses (dengue, zika, chikungunya), desde o início do período chuvoso no mês de outubro. Em dezembro, será apresentado ao Conselho Municipal de Saúde o Plano de Contingência de Enfrentamento das Arboviroses Urbanas e Febre Amarela e, posteriormente, enviado à Secretaria Estadual de Saúde, para publicação.

O plano foi construído com o apoio de gestores e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde-SMS, por meio de metodologia participativa em quatro oficinas realizadas no mês de novembro. O plano de contingência possui diretrizes para planejamento e execução de ações consideradas imprescindíveis na prevenção e controle das arboviroses, almejando resultados positivos como a redução da infestação de mosquitos do gênero Aedes e garantir a assistência dos casos em tempo oportuno, reduzindo a probalidade de ocorrência de formas graves da doença e, principalmente, óbitos. 

De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Rejane Balmant, o Plano de Contingência permite a organização de estratégias capazes de mitigar os efeitos causados pela epidemia de tais doenças e subsidiar os gestores do município, por meio de diretrizes técnicas e informações para tomada de decisão de forma ágil. “Temos registros de epidemias de dengue a cada três anos intercaladas com chikungunya e zika. As condições climáticas, caracterizadas por altas temperaturas e chuvas intensas, aliadas à vulnerabilidade socioambiental e de infestação pelo Aedes aegypti, eleva o risco de mais uma epidemia em 2022. Alertamos para o risco de coexistência de epidemias de arboviroses e Covid-19, visto que estamos diante do registro de uma nova variante, o que pode gerar elevação do número de casos e óbitos, impactando a capacidade de resposta dos serviços assistenciais, bem como o controle vetorial, comprometendo as atividades”, afirmou. 

 Ações de prevenção

O período compreendido entre dezembro a maio, caracterizado por elevado índice pluviométrico e de temperatura, é o de maior proliferação do mosquito vetor e, consequentemente, o adoecimento da população. O combate às arboviroses tem sido feito regularmente pela Secretaria de Saúde, que se mantém em alerta, mesmo com os esforços voltados para o combate ao coronavírus. Para evitar uma futura epidemia, especialmente, de dengue, é preciso manter os cuidados e fazer a prevenção.

Em Contagem, além das visitas domiciliares pelos agentes de combate a endemias, é realizado o monitoramento por meio das 512 armadilhas “ovitrampas” espalhadas pelas oito regionais, durante todo o ano. Elas indicam focos duradouros dos mosquitos, facilitando o controle e a eliminação. Além das ações rotineiras de controle vetorial, o município ainda realiza pesquisas entomológicas nos meses de janeiro, março e outubro que permite conhecer a distribuição do Aedes aegypti nos oitos distritos de Contagem. Essa pesquisa, denominada LIRAa – Levantamento Rápido do Aedes aegypti, permite ainda identificar quais os bairros mais críticos e quais depósitos são predominantes na área. O último resultado da pesquisa, realizada em outubro deste ano, identificou que o município de Contagem está em risco médio para ocorrência de epidemia

Os resultados da pesquisa entomológica, associados aos dados produzidos pelo monitoramento de ovitrampas e dos trabalhos de rotina dos agentes de combate às endemias e comunitário de saúde são importantes para o planejamento e estruturação de ações de mutirões de limpeza nas regionais identificadas como de maior risco. São também realizadas ações de mobilização dos estudantes nas escolas  e na comunidade por meio de peça teatral com o grupo “Agente em Cena”.

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, José Renato Costa, apesar do ano de 2021 considerado um ano não epidêmico, as ações de prevenção são fundamentais para manter o status de vigilância e evitar uma possível epidemia nos próximos anos. “É importante que todos autorizem os agentes para que possam entrar na parte externa das residências e fazer essa vigilância, bem como a eliminação dos reservatórios, que são mais comuns como nos inservíveis que acumulam água nos quintais”, disse.

 

Vigilância em Saúde | Oficina em epidemiologia - 11/11/2021

Notícia Principal - 01/12/2021, 13:22:00 - Repórter: - Foto: Fábio silva/PMC

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