Teste da orelhinha: um exame importante para os primeiros dias de vida

No mês passado, mais de quinhentos bebês receberam o atendimento no Centro Materno e Infantil (CMI)

Notícia Principal - 10/09/2019, 11:55:05 - Foto: Bruna Alves

A Triagem Auditiva Neonatal (TAN), popularmente conhecida com Teste da Orelhinha, é um importante exame que deve ser feito, preferencialmente, nos primeiros 30 dias de vida do bebê, para a detecção de perda auditiva precoce. Em Contagem, o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus é a unidade de referência na rede pública de saúde para que o exame seja realizado.

Os bebês que nascem no Centro Obstétrico do CMI realizam a TAN antes da alta médica, sob a supervisão da equipe de triagem neonatal e acompanhadas dos pais na própria maternidade.  Outras crianças também chegam ao ambulatório da unidade para efetivar o teste por meio do agendamento referenciado da Unidade Básica de Saúde.

A fonoaudióloga do ambulatório do CMI, Nádja Campos Araújo, ressalta que a triagem auditiva é um procedimento rápido, indolor e confiável. Para fazer o exame, o fonoaudiólogo utiliza um equipamento específico para aferir a percepção auditiva da criança e, em seguida, ele faz uma avaliação com o bebê também. “É por meio do teste e da avaliação que será possível identificar anormalidades na audição e o profissional poderá fazer o acompanhamento, preventivo ou de recuperação,” completou Nádja Campos.

Nos casos em que o recém-nascido apresenta resultados com alteração, uma nova consulta é agendada e caso seja confirmada perda auditiva, novos exames e acompanhamento especializado serão sugeridos. Em agosto de 2019, a equipe de triagem auditiva do Centro Materno Infantil realizou 534 atendimentos, entre testes da orelhinha, teste de confirmação e acompanhamentos.

Mãe pela primeira vez, Isabela Pereira, ficou feliz em fazer o exame do pequeno Asafe com dois dias de vida na própria maternidade. Ela desconhecia a importância do teste e disse que foi mais uma descoberta que a maternidade lhe trouxe.

A fonoaudióloga do CMI, Carolina Pereira Galvão Fonseca, esclarece que o recém-nascido pode apresentar a surdez por fatores de risco (idade/intercorrência gestacional, peso ao nascimento, tipo de parto) ou genéticos que serão investigados pelo profissional. Ela reforça que a TAN feita nos primeiros dias ajuda na prevenção que os problemas de audição ocasionam como atraso de fala, isolamento social, sensibilidade ao som ou zumbido nos ouvidos.

Notícia Principal - 10/09/2019, 11:55:05 - Foto: Bruna Alves

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