Vacinação para não deixar doenças evitáveis reaparecerem

Imunização contra poliomielite e sarampo segue até dia 31 de agosto: iniciativa dos pais de levarem crianças de 1 a quase 5 anos para vacinar é fundamental para interromper a transmissão e a erradicação dessas doenças

Saúde - 21/08/2018, 15:37:15 - Repórter: - Foto: Adelcio Ramos Barbosa

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e o Sarampo, iniciada no último dia 6, segue imunizando crianças de um 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias contra essas doenças em todo o Brasil e se estenderá até 31 de agosto.

Em Contagem, desde o início da campanha até o sábado passado (18), quando ocorreu a mobilização do Dia D, já foram aplicadas 13.835 doses contra a poliomielite e 13.622 contra o sarampo, totalizando, respectivamente, uma cobertura vacinal de 43,66% e 42,99%.

A meta do Ministério da Saúde (MS) é de vacinar até o fim da campanha 95% das crianças nesta faixa etária, ou seja, 31.686 crianças no município de Contagem. A meta vale para ambas as doenças.

Erradicação

No Brasil, as campanhas contra poliomielite foram iniciadas em 1980, e as campanhas contra o sarampo, em 1995, com a vacinação de população-alvo específica que, na grande maioria das vezes, abrange as crianças de um a quatro anos de idade. Conforme o Ministério da Saúde (MS) afirma, o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989. Já em relação ao sarampo, em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo.

Entretanto, apesar dos esforços empreendidos para erradicar essas doenças, o país está enfrentando neste ano de 2018 dois surtos de sarampo, nos estados de Roraima e no Amazonas, de acordo com informações do MS atualizadas em 7/8.

Em comunicado datado de julho/2018, referindo-se à poliomielite, o MS afirma que em 312 municípios brasileiros – sendo 63 da Bahia e 44 de São Paulo –, menos de 50% da população está vacinada.

Também em julho deste ano, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBIm) e Infectologia (SBI) divulgaram um manifesto no qual assinalam que “a manutenção da população protegida, através das elevadas coberturas vacinais, é fundamental para manter o país livre da pólio, e as baixas coberturas vacinais, registradas nos últimos anos em nosso país, podem colocar em risco todo o esforço de nosso Programa Nacional de Imunizações”.

A assessora na Central de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fernanda Elisa Ferreira de Almeida, chama a atenção para a importância da participação dos pais e familiares na interrupção da transmissão e manutenção da erradicação de doenças, evitáveis com vacinas. “É fundamental que os pais levem seus filhos às salas de vacina, para manter o cartão de vacinação sempre atualizado, assim como o seu próprio cartão de vacinas também deve estar constantemente atualizado. Existem diversas vacinas disponíveis para o público adulto, que na maioria das vezes negligencia esse cuidado. As crianças (e/ou adultos) que não são imunizadas são potenciais transmissores de doenças. Um exemplo recente foram os surtos de sarampo que aconteceram inicialmente no norte do Brasil e em seguida atingiu outras regiões do país. Se a população estivesse devidamente vacinada, ou seja, com a cobertura vacinal esperada, não teríamos tido uma disseminação tão rápida da doença”, assevera a técnica.

Agravos mortais

Fernanda Elisa ressalta também que o sarampo e a poliomielite são doenças que podem causar agravos que, em alguns casos, podem até matar a pessoa. “O sarampo, que é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, inicia-se com sintomas mais comuns, como febre, tosse persistente, conjuntivite, coriza, manchas vermelhas no corpo e prostração. Esses sintomas podem se complicar, causando infecções como pneumonias, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso que podem evoluir para o óbito. Quanto à poliomielite, uma doença infectocontagiosa viral aguda, os sintomas iniciais são parecidos com os da gripe, mas podem vir também associados a perda de força e musculatura dos membros inferiores e dos reflexos. Estes sintomas podem causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte”.

Procure uma das 51 salas de vacinação espalhadas por todo o município (clique AQUI e veja os endereços) e leve as crianças de um ano a menos de cinco anos para tomar as vacinas contra a poliomielite e o sarampo. Não se esqueça de levar o documento e o cartão de vacinas das crianças. As salas funcionam das 8h às 16h30.

Saúde - 21/08/2018, 15:37:15 - Repórter: - Foto: Adelcio Ramos Barbosa

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