Semana Mundial da Amamentação chama a atenção para importância do aleitamento materno

Leite materno é capaz de reduzir ocorrência de infecções e de mortes por causas evitáveis em crianças com menos de cinco anos. Amamentação exclusiva é recomendada até os seis primeiros meses de vida, mas aleitamento pode e deve prosseguir até os dois primeiros anos de idade ou mais

Saúde - 03/08/2018, 15:41:14 - Repórter: - Foto: Fábio Silva

A amamentação é um ato de amor, no qual mãe e bebê estabelecem um vínculo profundo de afeto. E ela vai além, proporcionando uma vida mais saudável para as crianças e para as mães que amamentam. Com o objetivo de reforçar a importância do leite materno para o desenvolvimento e a proteção da criança, o Brasil e mais de 150 países comemoram a Semana Mundial da Amamentação. Celebrada entre os dias 1 e 7 de agosto, a campanha deste ano, que acontece sob o slogan “Amamentação é a base da vida”, busca conscientizar a população sobre os benefícios para a saúde da criança e da mulher.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

Jéssica Damasceno Zeferino é mãe da pequena Valentina, que nasceu no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a maternidade de Contagem, em 20 de fevereiro de 2017. Jéssica foi doadora por cerca de seis meses do Rota do Leite, iniciativa do município que coleta o leite humano oriundo de doações e o encaminha para a pasteurização no Banco de Leite da cidade de Betim.

No dia seguinte ao nascimento de Valentina, Jéssica participou da reunião de sensibilização oferecida na maternidade sobre a importância da amamentação, oportunidade na qual puérperas e familiares também recebem orientações sobre os cuidados necessários ao recém-nascido e sobre doação de leite. A participação nas reuniões de grupo, que atualmente acontecem nas instalações do CMI todos os dias da semana, às 13h30, é voluntária. À ocasião, Jéssica disse, após participar do encontro, que a experiência tinha sido muito válida, “principalmente em relação à amamentação. Estou amamentando e, se possível, vou inclusive doar leite. Até ordenhadeira eu já tenho em casa. Acho que a amamentação ajuda não só a fortalecer o elo que tenho com minha filha, mas também na recuperação do meu próprio corpo”, afirmou Jéssica.

E o vaticínio de Jéssica acabou se confirmando: ela não só se tornou doadora do Rota do Leite, seguindo os passos da mãe e da avó, que segundo Jéssica foram amas de leite, mas também se tornou a madrinha da campanha em favor da amamentação promovido pela Prefeitura de Contagem em 2017.

Hoje, um ano e cinco meses após o nascimento de Valentina, embora não participe mais do Rota do Leite, Jéssica conta que segue firme com a amamentação da filhota. “Eu trabalho e estudo e passo muitas horas do dia longe de casa. Mas, depois do trabalho e antes da faculdade, eu ainda a amamento, e também antes de dormir. É até hoje um momento único com a Valentina”, relata a mãe.

Jéssica está certíssima: o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida. Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

Um viva à Jéssica e à Valentina!

Amamentação cruzada pode transmitir doenças
A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, chama a atenção para o fato de que a prática de amamentar filhos de outras mulheres, atualmente conhecida como “amamentação cruzada”, pode trazer riscos à criança, uma vez que o leite materno pode transmitir infecções como o HIV. “As amas de leite eram figuras muito comuns antigamente. Mas, hoje, sabe-se que essa prática pode trazer riscos. A recomendação é de que as mães procurem o posto de coleta de leite humano do CMI para se informar sobre doação de leite humano”, ressalta a técnica.

Agosto Dourado e Mamaço em Contagem

No Brasil, a amamentação ganhou mais um estímulo no mês de agosto: a Lei nº 13.435/2017, que institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno. Em Contagem, está prevista uma ação de incentivo ao aleitamento materno para sensibilizar a população quanto à importância do aleitamento. Será o primeiro Mamaço de Contagem, quando um grupo de mães se reunirá, ainda neste mês, para amamentar seus bebês em público.

Acompanhe no Portal da Prefeitura de Contagem e no Blog De bem com a vida, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a divulgação da data, horário e local do Mamaço.

Saúde - 03/08/2018, 15:41:14 - Repórter: - Foto: Fábio Silva

Notícias relacionadas

Secretaria Municipal de Comunicação | Prefeitura de Contagem
Desenvolvido: Secretaria Municipal de Comunicação