Dia Nacional da Imunização reforça a relevância da vacinação para controle e erradicação de doenças

Vacinação em massa está relacionada à redução da mortalidade e ao aumento da expectativa de vida. Vacinas disponibilizadas pelo SUS são consideradas seguras e eficazes

Saúde - 08/06/2018, 17:09:27 - Repórter: - Foto: Adelcio Ramos

Neste sábado, 9 de junho, é celebrado o Dia Nacional da Imunização. A data é um lembrete da importância da vacinação para a redução da mortalidade infantil por doenças neonatais e infectocontagiosas, para o controle e/ou erradicação de várias doenças e para o aumento da expectativa de vida mundial a partir do final do século XIX. As vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos e são agentes de defesa que atuam contra os micróbios que provocam doenças infecciosas.

No Brasil, em 1973, antes mesmo da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde (MS), que oferece gratuitamente todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que permanece em vigor até hoje, dada a sua relevância. Todas as vacinas disponibilizadas no país são consideradas seguras e eficazes.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), nas últimas décadas, o Brasil conseguiu erradicar doenças como a varíola, cujo último caso foi registrado em 1971, e a poliomielite, em 1989. Além disso, entre 2010 e 2014, não foram confirmados casos de rubéola no País.

”Esse resultado positivo é reflexo da imunização gratuita e em massa promovida desde 1973, quando foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do MS. O desenvolvimento da vacina foi uma das maiores conquistas mundiais em saúde pública, assim como o saneamento básico, o tratamento da água e a descoberta dos antibióticos”, afirma Tania Marcial, médica infectologista e uma das referências técnicas da Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Contagem.

Salas de vacinação espalhadas por todo o território de Contagem

O município conta com 48 salas de vacinas, instaladas no interior de unidades de saúde da cidade. A Central de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o setor encarregado de planejar, supervisionar e avaliar as atividades de vacinação no município, conforme normas básicas estabelecidas pelo PNI, incluindo a vacinação de rotina, as estratégias especiais, como campanhas e vacinações de bloqueio, e as notificações de eventos adversos. Contagem utiliza o calendário de vacinação do MS, ofertando todas as vacinas preconizadas pela OMS. Em 2018, de acordo com a Central de Imunização, já foram aplicadas aproximadamente 112 mil doses do calendário básico, além de 70 mil doses da vacina contra Febre Amarela e 102 mil doses do imunizante contra a Influenza.

Cartão de vacina deve ser atualizado

Para o controle e a erradicação de doenças por meio da vacinação, não basta que as autoridades sanitárias disponibilizem os imunizantes e promovam ações de educação sanitária: é preciso que as pessoas também façam a sua parte, mantendo seu cartão de vacinas atualizado e levando as crianças para tomarem as vacinas ofertadas pelo Ministério da Saúde (MS). “Infelizmente, a população adulta ainda não se conscientizou da importância de manter o seu cartão de vacinação atualizado, sem ter que esperar alguma doença imunoprevinivel acometer a população e causar mortes, como foi com a febre amarela recentemente”, ressalta Fernanda Elisa Ferreira de Almeida, assessora da Central de Imunização.

País produz diversas vacinas disponibilizadas pelo PNI

Fernanda Elisa explica que desde meados da década de 1980, o Brasil produz grande parte das vacinas disponibilizadas pelo SUS. “Os principais produtores brasileiros são o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz-RJ), o Instituto Butantan (SP), o Instituto Vital Brazil (IVB-RJ), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar-PR), a Fundação Ezequiel Dias (Funed-MG), a Fundação Ataulfo de Paiva (FAP-RJ) e o Instituto de Pesquisas Biológicas (IPB-RS)”, elenca a assessora.

Vacinas disponibilizadas no país são seguras

As tecnologias da informação facilitaram o acesso das pessoas em geral a dados que rapidamente são compartilhados. Mas a facilidade de acesso à informação também causou dúvidas em muitas pessoas quanto à segurança das vacinas, como aconteceu no início neste ano, quando o país viveu uma epidemia de informações falsas ou descontextualizadas e de boatos que circularam pelas redes sociais sobre a vacina contra a Febre Amarela. É importante ressaltar que os imunizantes são fundamentais para o controle e a erradicação de doenças. A médica infectologista Tania Marcial reforça a segurança das vacinas.

“A maioria das vacinas protege cerca de 90% a 100% das pessoas. O pequeno percentual de não-proteção se deve a muitos fatores — alguns estão relacionados com o tipo da vacina, outros, com o organismo da pessoa vacinada que não produziu a resposta imunológica adequada. Quanto à segurança, ou seja, à garantia de que não vai causar dano à saúde, é importante saber que toda vacina, para ser licenciada no Brasil, passa por um rigoroso processo de avaliação realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse órgão, regido pelo Ministério da Saúde (MS), analisa os dados das pesquisas, muitas vezes realizadas ao longo de mais de uma década, que demonstram os resultados de segurança e eficácia da vacina obtidos em estudos com milhares de humanos voluntários de vários países. O objetivo é se certificar de que o produto é de fato capaz de prevenir determinada doença sem oferecer risco à saúde”, explica a técnica.

Saúde - 08/06/2018, 17:09:27 - Repórter: - Foto: Adelcio Ramos

Secretaria Municipal de Comunicação | Prefeitura de Contagem
Desenvolvido: Secretaria Municipal de Comunicação