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Pró-Escola vai investir R$ 10 milhões na reforma de unidades municipais de ensino

Programa lançado pela Secretaria de Educação inclui intervenções de grande porte, que serão iniciadas neste mês de junho.

Desde o início de 2017, cerca de 50 escolas da Rede Municipal de Ensino de Contagem foram contempladas com algum tipo de reforma pontual. Agora, as instituições passarão por revitalizações de grande porte. Serão investidos R$ 10 milhões por meio do Programa Pró-Escola, lançado pela Secretaria Municipal de Educação. A necessidade das obras foi avaliada pelos diretores escolares e cada unidade apontou até cinco intervenções para melhoria da estrutura do prédio.

Das 115 unidades da Rede Municipal, 100 fizeram as solicitações de reforma. As prioridades foram definidas pelos dirigentes escolares. Cada diretor teve autonomia para baixar um formulário disponível no portal da Secretaria de Educação (Estuda Contagem) e elencar as obras necessárias na instituição de ensino. Além de pinturas, serão feitas reformas de telhados, rede de esgoto, banheiros, salas de aula, muros e quadras poliesportivas, dentre outras.

A previsão é a de que as intervenções sejam concluídas em todas as escolas contempladas até o final de 2020. O investimento foi aprovado pela Câmara Orçamentária de Administração Financeira (Coaf). Serão aplicados recursos arrecadados com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e outras fontes do Município. “Estou feliz em ofertar melhores condições para toda a Rede Municipal de Ensino. Sabemos que com um prédio escolar mais digno teremos a condição de melhor investir na formação dos nossos estudantes e também valorizar o servidor”, explica o prefeito Alex de Freitas.

O lançamento do Pró-Escola foi na última quinta-feira (6 de junho) na Escola Municipal Rita Carmelinda Rocha, no bairro São Joaquim, Regional Ressaca, que será contemplada. “Desde que cheguei nesta escola, há sete anos, nunca foi feita uma reforma satisfatória para toda a comunidade escolar. Escolhi melhorias na rede de esgoto, que é antigo, além da pintura completa, a mudança do local de entrada e saída dos estudantes, pois estamos em uma área de trânsito intenso, e a troca do telhado. As mudanças trarão mais conforto aos estudantes e corpo docente”, afirma o diretor da escola, Luiz Ricardo Souza.

Além das escolas municipais, serão feitas reformas nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e Centros de Educação Infantil (Educartes). “Nós entendemos que o rendimento escolar tem uma relação muito direta com o ambiente revitalizado. Isso faz com que a comunidade escolar sinta-se mais participativa. Estamos lançando o Programa Pró-Escola para que todas as nossas unidades estejam compatíveis com a nossa proposta curricular e pedagógica”, ressalta a secretária Municipal de Educação, Sueli Baliza.

As escolas que solicitaram pintura receberão a ordem de serviço nesta sexta-feira (7). Nas demais, as intervenções serão iniciadas ao longo do mês de junho, após licitação e liberação de recurso por meio do Caixa Escolar. A grande adesão ao Pró-Escola, pelos servidores, estudantes e toda a comunidade escolar, se deve à justiça de distribuição de recursos.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 07/06/2019

Professores, articuladores, oficineiros e coordenadores de Educartes participam de formação

No módulo atual, estão sendo tratadas as práticas educativas com foco no planejamento na educação integral.

A terceira formação da Superintendência de Educação Integral no ano de 2019 foi realizada na manhã da sexta-feira (24), na Faculdade UNA Contagem. O encontro contou com a participação de professores, articuladores, oficineiros, coordenadores de Educartes e instituições conveniadas.

“Ofertamos um conteúdo rico em informação para os participantes, abordando temas que possam agregar nos seus desafios diários com a Educação”, destaca o assessor educacional Gustavo Henrique da Costa.

As formações são promovidas mensalmente e divididas em módulos. No módulo atual, estão sendo tratadas as práticas educativas com foco no planejamento na educação integral.

A coordenadora da Associação Crescer, Patrícia Lemos de Oliveira, ressaltou a importância em se capacitar nas formações oferecidas. “A formação é importante pelo fato de nos preparar para lidar no dia a dia com os estudantes. Estamos mais capacitados a ofertar um melhor conteúdo e também a selecionar as demandas que surgem”, observa.

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Geraldo Tadeu
Publicação: 17/05/2019

Roda de Conversa “Contagem de Afetos” chega à regional Sede

Objetivo da iniciativa é ouvir demandas de familiares de alunos com deficiência da Rede Municipal de Ensino.

Mary Jane Iorque Silva fará seis anos em junho. O avô da menina, Ormando Arnaldo, conta que ela enfrentou uma meningite aos três meses de idade e que chegou a entrar em coma. “Os médicos disseram que as sequelas da doença fariam com que ela não enxergasse e não conseguisse mexer as pernas. Um médico chegou a dizer que ela tinha apenas 1% de chance de sobreviver”, relata.

Mas a menina venceu: hoje, Mary Jane é aluna da Rede Municipal de Contagem e foi uma das crianças que estiveram presentes, acompanhadas por familiares, da “Roda de Conversa: Contagem de Afetos” da regional Sede. O encontro ocorreu na quarta-feira (22), na bonita e acolhedora Escola Municipal Eli Horta Costa.

Representantes da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), do Conselho Tutelar, da regional Sede, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, professores da Rede Municipal e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), pais e familiares de alunos com deficiência estiveram presentes, num total de cerca de 70 pessoas.

No ambiente da reunião, cuidadosamente preparado, livros produzidos por alunos com autismo da Escola Municipal Eli Horta Costa estiveram em exposição. E enquanto a reunião corria, as crianças puderam participar de uma oficina de arte, conduzida por educadores, em outro ambiente.

Esse foi o segundo de uma série de oito encontros com familiares de alunos com alguma deficiência das escolas municipais das oito regionais administrativas do município que está sendo promovida pela Seduc. O objetivo da iniciativa é fazer uma roda de conversa com essas famílias, ouvir suas demandas em relação às escolas e sensibilizá-las sobre a importância da participação dos familiares na vida escolar de seus filhos. Na oportunidade, também é feita uma escuta das demandas dessas famílias em relação a outras políticas do município, como direitos humanos e cidadania, educação, saúde e assistência social.

A regional possui 14 escolas municipais e seis salas de recurso multifuncional, nas quais funcionam o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os profissionais do AEE fazem a interlocução com os professores da Rede Municipal e auxiliam nos processos inclusivos e no desenvolvimento das capacidades dos alunos atendidos. Mas, para que todos os pequenos grandes avanços possam ocorrer, é fundamental a participação das famílias. Afinal, as pessoas precisam se sentir acolhidas no ambiente familiar e fora dele.

A legislação relativa a alunos com deficiência é pautada pela tônica da inclusão. A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2005, institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Em seu capítulo IV, que trata sobre o direito à educação, no art. 27, a legislação institui que a educação constitui-se como direito da pessoa com deficiência e assegura que o sistema educacional inclusivo precisa se dar em todos os níveis, ao longo da vida toda, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. Ou seja, o sistema educacional como um todo (público e privado) deve ser inclusivo em todos os seus níveis e modalidades.

“A lei fala de inclusão, mas não basta matricular: todos os alunos têm que participar de todos os projetos da escola. Isso sim é inclusão de verdade! Nós fazemos aquilo em que acreditamos. Todos os dias, eu escuto familiares dizendo o quanto é bom seus filhos frequentarem a escola, que eles estão muito felizes. Quando ouço esses relatos, percebo que estamos no caminho certo. E o trabalho que a Ludmilla (Ludmilla Skrepchuck, superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc) vem fazendo é essencial para isso. Essa parceria com a Seduc é que garante esse trabalho”, assevera Márcia Rocha, diretora da Escola Municipal Eli Horta Costa.

Ainda em relação ao capítulo IV da Lei nº 13.146, a legislação institui que deve haver articulação intersetorial na implementação de políticas públicas. “Algumas questões ultrapassam os muros da escola, e é preciso contar com o apoio de outras políticas para que o atendimento integral dessas crianças seja garantido. Por isso, é preciso que exista uma rede de parceiros relacionados a outras políticas do município, como direitos humanos e cidadania, educação, saúde e assistência social. Acreditamos que o atendimento aos estudantes com deficiência deve ser um atendimento integral, que requer, portanto, ações intersetoriais”, afirma a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Skrepchuck.

Rede assistencial acessível a pessoas portadoras de deficiência

Waleson Penteado, conhecido como “Pretim”, superintendente de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, explica que existem várias iniciativas no município que podem ser acessadas por pessoas com alguma deficiência.

Confira algumas delas:

– CER IV: o Centro Especializado em Reabilitação – CER IV e Oficina Ortopédica oferece assistência em quatro tipos de reabilitação: física, visual, intelectual e auditiva. O acesso aos serviços do CER IV é feito a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). As UBSs acolhem as demandas e realizam os encaminhamentos ao Setor de Reabilitação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

– Programa Sem Limites: o objetivo do programa é oferecer serviço de transporte suplementar às pessoas com deficiência física, com alto grau de comprometimento ou impossibilitadas de utilizar veículos do sistema de transporte público convencional no município. O acesso ao programa pode ser feito pelas UBSs e também pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

– Central de Libras de Contagem: a central oferece, junto à Associação dos Surdos de Contagem (ASC), intérprete gratuitamente, para que pessoas com surdez possam acessar ambientes como agências bancárias, consultas médicas, delegacia, fórum e juizados especiais. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 99715-8775.

Reportagem: Carolina Brauer
Foto: Ronaldo Leandro
Publicação: 24/05/2019

20 de maio: Dia do Pedagogo

A Secretaria Municipal de Educação e a Fundação de Ensino de Contagem (Funec) parabenizam nesta data todos os profissionais de Pedagogia. A vocês nosso carinho e nossa gratidão.

Secretaria de Educação promove I Encontro Família e Escola para estudantes surdos

Objetivo foi sensibilizar alunos, familiares e profissionais quanto à importância do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

“Boa noite a todos. Meu nome é Deison e sou presidente da Associação dos Surdos de Contagem. Um abraço a todos. Obrigado”, disse Deison Andrade, presidente da ASContagem, ao compor a mesa de abertura do I Encontro Família Escola, evento voltado à integração entre estudantes surdos do município, suas famílias e profissionais que prestam atendimento a eles na Rede Municipal de Educação. Deison é surdo e se comunicou com o público por meio da Libras, a Língua Brasileira de Sinais, tendo sua fala traduzida simultaneamente para o Português pela intérprete Mércia Anita Lacerda.

O primeiro encontro de familiares de estudantes surdos e profissionais da rede ocorreu na quinta-feira (11), no auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, com a presença de cerca de 50 pessoas. O objetivo foi sensibilizá-los quanto à importância de os alunos com deficiência auditiva frequentarem o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para o apoio ao processo de alfabetização em Libras. Na oportunidade, foi apresentada a política educacional para atendimento especializado do município – a apresentação, como não podia deixar de ser, foi bilíngue, feita em Libras e em Português.

Além da presença de Deison Andrade, a mesa do evento contou com a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Ludmilla Skrepchuk Soares, a assessora de Educação Inclusiva na Seduc, Francimara das Graças Batista, e também com representantes de entidades parceiras: Lions Clube de Contagem, representado por sua vice-presidente, Cleuza Rodrigues de Souza Vieira Dias, e Sociedade Cultural e Religiosa, representada pelo seu presidente, Daniel Juvêncio Soares dos Santos.

Trinta salas multifuncionais voltadas à educação no contraturno escolar

O município dispõe de 30 salas de recurso multifuncional, distribuídas em todas as oito regionais, nas quais o AEE, uma política pública de serviço complementar educacional, oferta atendimento para todos os estudantes com deficiência física, motora, visual, auditiva, intelectual e ainda para estudantes com autismo e síndromes diversas.

Para os surdos, a Rede Municipal de Educação disponibiliza profissionais de apoio específicos, os intérpretes e instrutores de Libras, que diariamente acompanham os estudantes surdos nas escolas e, no contraturno, no AEE. A Rede Municipal de Educação conta com 16 instrutores e 24 intérpretes em Libras, para que os estudantes surdos possam ser alfabetizados nas duas línguas.

“Se o estudante frequenta a escola regular no turno da manhã, tem direito a uma vaga no AEE à tarde, e vice-versa. São 30 salas de recurso multifuncional, e a gente consegue cobrir 100% da rede”, esclarece a superintendente Ludmilla Soares. De acordo com ela, atualmente há 1.600 estudantes com alguma deficiência matriculados em escolas municipais e, entre esses, existem 40 estudantes surdos, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos os alunos surdos são atendidos individualmente.

“É feito um investimento grande da Prefeitura de Contagem nesse atendimento especializado. Pela especificidade dos estudantes surdos, nós organizamos esse encontro com as famílias, para sensibilizá-las principalmente em relação à importância de acessarem o serviço educacional especializado, que é o AEE, a sala de recursos multifuncional, um serviço complementar oferecido no contraturno escolar. Nem todos os 40 estudantes surdos da rede estão matriculados no AEE (contraturno), e estamos tentando sensibilizar as famílias para que matriculem seus filhos no AEE. Hoje, temos cerca de 40% dos estudantes no atendimento complementar, e a nossa meta é chegar a 100%”, afirma a superintendente.

Ana Carolina Maria de Oliveira, moradora da regional Sede, é mãe de Alercia, que tem problemas auditivos. Ela conta que a filha, hoje com quatro anos, teve a deficiência auditiva detectada desde seus primeiros dias de vida. “Minha filha estuda na Umei (Unidade Municipal de Educação Infantil) Central Park e conta o auxílio de uma tradutora e uma intérprete. Ela também frequenta o AEE no contraturno escolar, e isso faz toda a diferença no desenvolvimento dela”, atesta Ana Carolina de Oliveira.

Para os surdos, a primeira língua é a de sinais

A assessora de Educação Inclusiva da Seduc, Francimara das Graças Batista, explica que a primeira língua de pessoas com deficiência auditiva não é o Português, e sim a Libras. “O objetivo desse encontro é a sensibilização dos familiares dos estudantes surdos e dos profissionais que trabalham com eles quanto à importância de terem acesso à Língua Brasileira de Sinais, chamada de “L1”, concomitantemente ao processo de alfabetização na Língua Portuguesa, a “L2”. Acessar o AEE faz a diferença na formação cidadã desses alunos”, assegura a assessora de Educação Inclusiva.

Professora no AEE, Séfora Cristina dos Santos lembra que é preciso ter paciência com as pessoas com deficiência auditiva no processo de alfabetização: “O Português que a gente trabalha com os surdos é o Português escrito, então é um pouco mais complicado, porque é como se ele aprendesse uma segunda língua. Esse aprendizado não acontece de um dia para outro”.

A intérprete de Libras Mércia Anita Lacerda, por sua vez, reforça que não é tão difícil estabelecer comunicação com pessoas com surdez, desde que exista boa vontade. “É muito fácil a pessoa se comunicar com um surdo. Às vezes, a pessoa está precisando de ajuda, querendo saber uma informação, e a outra pessoa já fica com aquele susto, sem saber como proceder. Mas muitos surdos fazem leitura labial. Então, se a pessoa se atentar em falar devagar, a própria expressão facial já diz alguma coisa, e o surdo consegue compreender, ler essa expressão facial”, explica Mércia Lacerda.

Reportagem: Carolina Brauer
Foto: Elias Ramos
Publicação: 16/04/2019

Seduc define detalhes para implantação do Projeto de Educação Física Inclusiva

O projeto tem o objetivo de promover a inclusão de forma efetiva nas aulas de educação física.

Na última terça-feira (9), a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, se reuniu com a equipe da Superintendência de Projetos Especiais e Parcerias para tratar sobre o Projeto de Educação Física Inclusiva. O projeto é uma ação da política pública da Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Educação e com a parceria do Circuito Inclusão Solidária de Contagem, voltada para o cidadão com deficiência no campo da educação física escolar inclusiva, esporte social, esporte de rendimento, da reabilitação e do lazer.

“Estamos implantando o Projeto Educação Física Inclusiva para os estudantes que precisam ser incluídos em todos os aspectos escolares. O projeto, que tem a parceria do Circuito Inclusão, dará um novo fôlego para o trabalho da equipe do Atendimento Educacional Especializado nas escolas. Nosso desejo é de que todos os estudantes participem desse projeto. Acreditamos que será um sucesso nas escolas de Contagem”, destacou a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Na Educação Física Inclusiva serão desenvolvidas ações inclusivas em todas as escolas municipais do ensino fundamental e infantil de Contagem, tendo uma escola em cada regional da cidade como referência. Estas escolas servirão de base para as demais, fornecendo orientações, formações, e troca de experiências entre os professores, criando redes de ações voltadas para inclusão escolar.

A presidente do Circuito Inclusão, Débora Batista, destacou a importância do projeto e da parceria para levar a Educação Física Inclusiva aos estudantes. “O Circuito Inclusão, por meio da parceria com a Seduc, levará os brinquedos para dentro das escolas, que proporcionará o brincar junto dos estudantes deficientes com seu colega que não tem nenhuma deficiência”.

 

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Geraldo Tadeu
Publicação: 11/04/2019

Seduc inicia processo de formação continuada em Educação das Relações Étnico-Raciais

A temática consta na rede de formação de todos os segmentos: Infantil, Fundamental e EJA.

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc), iniciou o processo de formação continuada em Educação das Relações Étnico-Raciais. O primeiro módulo contou com ampla participação dos servidores das UMEIS e rede conveniada. O curso faz parte da rede de formação conhecimento, experiências práticas e diálogo. Serão realizados 4 encontros ao longo de 2019.

A proposta da formação é trabalhar as relações étnico-raciais na educação infantil a partir de análises e compreensão da construção histórica e social do racismo. Além da compreensão dos processos históricos estruturantes do racismo, busca refletir sobre estratégias para superação do racismo a partir da legislação vigente, e para a implementação de ações voltadas para a educação das relações étnico-raciais.

“A formação continuada é a base para a consolidação de projetos pedagógicos que visem o estudante em sua diversidade, com respeito e entendimento das diferenças. Educar para a igualdade racial, pressupõe reconhecer que a escola é o espaço da alteridade e estar atento à função social da escola. As metodologias e planejamento contribuem para o processo de transformação, no entanto, não transforma em si só pensamentos estruturados que são parte de construções sociais. Necessário compreender o espaço escolar para além da formalidade do ensino. A escola é um espaço sócio e cultural, logo é o lugar das diferenças. A educação é fundamental para a construção positiva da identidade racial”, destacou diretora de Educação das Relações Étnico-Raciais, Direitos Humanos e Cidadania da SEDUC, Rosângela da Silva.

Ao longo dos quatro módulos será possível estimular práticas pedagógicas de educação das relações étnico-raciais e trocar experiências entre as unidades escolares do município de Contagem.

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Divulgação
Publicação: 21/03/2019

Programa Novo Mais Educação foi iniciado na Rede Municipal de Ensino de Contagem

Nove escolas foram selecionadas seguindo os critérios do Ministério da Educação – MEC.

Nove escolas da Rede Municipal de Ensino de Contagem iniciaram na última semana a participação no Programa Novo Mais Educação, criado pela Portaria MEC nº 1.144/2016 e regido pela Resolução FNDE nº 17/2017. O programa é uma estratégia do Ministério da Educação que tem como objetivo melhorar a aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática no Ensino Fundamental, por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes, otimizando o tempo de permanência dos estudantes na escola.

O Programa Novo Mais Educação foi implementado nas escolas municipais de Contagem, por meio de articulação institucional e cooperação com a Secretaria Municipal de Educação, mediante apoio técnico e financeiro do Ministério da Educação – MEC.

O programa terá acompanhamento pedagógico em Língua Portuguesa e Matemática e do desenvolvimento de atividades nos campos de artes, cultura, esporte e lazer, impulsionando a melhoria do desempenho educacional mediante a complementação de quinze horas semanais no turno e contra turno escolar. Foi aberto um processo seletivo nas escolas, por meio de inscrições, para escolher os mais de 900 participantes.

“As atividades do Programa nessas escolas são de fundamental importância visto que buscam garantir o desenvolvimento dos estudantes em todas as suas dimensões (intelectual, física, emocional, social e cultural), além de conferir centralidade ao estudante no processo pedagógico escolar, o que contribui diretamente para o seu desenvolvimento”, destacou o coordenador municipal do Programa Novo Mais Educação e assessor pedagógico da Superintendência de Educação Integral, Gustavo Henrique da Costa.

Ao indicar as escolas para o Programa, foi recomendado que utilizassem alguns critérios de priorização, por exemplo, escolas que apresentam Índice de Nível Socioeconômico baixo ou muito baixo segundo a classificação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Escolas selecionadas

E. M. Dona Cordelina Silveira Mattos, E. M. Sandra Rocha, E. M. Giovanini Chiodi, CAIC – E. M. Maria Silva Lucas, E. M. Professora Lígia Magalhães, E. M. Professora Ana Guedes Vieira, E. M. Ivan Diniz Macedo, E.M. Professor Ricardo Brás Barreto, E. M. Paulo Cézar Cunha.

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Geraldo Tadeu
Publicação: 19/03/2019

Seduc firma parceria com instituto para capacitar professores do Atendimento Educacional Especializado

Além da formação os educadores recebem orientações sobre a construção do Plano de Desenvolvimento Individual.

Por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Instituto e Clínica Aprendizagem e Companhia, 32 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) passam por cursos de capacitação. O objetivo é fornecer instrumentos que auxiliem o ensino/aprendizado em sala de aula. “A parceira traz um subsídio científico com base na psicopedagogia e neurociência para nossas intervenções com os estudantes deficientes. Todo trabalho de Atendimento Educacional Especializado segue um embasamento científico. A formação de base científica é necessária para sermos assertivos no plano de atendimento, fazer intervenções corretas e no momento certo para ter o objetivo alcançado”, destacou a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias, Ludmilla Skrepchuk Soares.

Além da formação, os professores são orientados sobre a construção do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Por lei, todo estudante deficiente deve receber um plano de educação individualizado como forma de garantir o aprendizado e a acessibilidade na escola.

A inclusão escolar é uma conquista de direitos. Em Contagem, no contraturno, é oferecido o Atendimento Educacional Especializado, que ocorre em salas com recursos necessários para o aprendizado do estudante. São 29 salas do AEE nas escolas de Ensino Fundamental.

 

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Geraldo Tadeu
Publicação: 13/03/2019

Escola Sem Fronteiras certifica imigrantes em Língua Portuguesa

O projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação contribui para a inserção dos estrangeiros em Contagem.

O Projeto Escola Sem Fronteiras certificou em Língua Portuguesa, na segunda-feira (11), durante cerimônia na Câmara Municipal, 57 alunos imigrantes. Desenvolvido pela Prefeitura de Contagem desde 2015, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), o Escola Sem Fronteiras estabelece o atendimento a estudantes matriculados ou não na rede municipal. Haitianos e colombianos que se estabeleceram em Contagem nos últimos anos tiveram acesso ao Programa de Língua Estrangeira (PLE) ministrado na Escola Municipal Maria Silva Lucas, na Regional Ressaca, durante um ano.

Segundo a subsecretária municipal de Ensino, Dagmá Brandão Silva, a Seduc vem fortalecendo o Escola Sem Fronteiras porque acredita que toda pessoa que mora em Contagem precisa ser cuidada e acolhida. “Este projeto tem esta característica do trato da diversidade e da diferença. Ao ofertar a formação em Português para estrangeiros, propiciamos para essas pessoas a construção da Língua Portuguesa. A certificação na língua não tem caráter de escolarização, pois o objetivo é fazer a inserção na cidade, no país. Nós temos pessoas aqui que já são formadas em curso superior e estão aprendendo a língua para ter acesso aos bens materiais e culturais”, disse.

O haitiano Louis Novinxonn chegou em Contagem em junho de 2017 e foi acolhido no curso em 2018. Ele conta que assim venceu as dificuldades em se estabelecer no novo país e aprendeu rápido o português. “Estou muito feliz em conseguir. Já estou trabalhando, gostando do Brasil e pretendo ficar mais tempo para conseguir ajudar minha família no Haiti”, contou.

Conforme explica a diretora de Educação das Relações Étnico-raciais e Direitos Humanos da Seduc, Rosângela Silva, no período de 2010 a 2014, Contagem recebeu o maior número de imigrantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma população estimada em 2 mil pessoas, sobretudo de nacionalidade haitiana. “Neste contexto, foi criado o Escola Sem Fronteiras, para garantir o acolhimento adequado aos imigrantes quanto ao acesso, permanência e progressão escolar viabilizando o diálogo entre a escola, familiares e comunidade por meio do ensino da Língua Portuguesa”, disse.

O professor haitiano e presidente da Associação Kore Ayisyen, Phanel Georges, ajuda a comunidade haitiana em Contagem no processo de integração. Para ele, o projeto é essencial à medida que possibilita o contato educacional e cultural das famílias e facilita a inserção das crianças, garantindo o direito universal à Educação.

Reportagem: Vanessa Trotta
Foto: Elaine Castro
Publicacao: 12/03/2019