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Conhecimento da história para combater o racismo e a intolerância

Projeto que abrange a ligação do Brasil com a África foi lançado em Contagem.

O lançamento do projeto “Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil” tem o objetivo é capacitar educadores da rede municipal para trabalhar a história e temas referentes à cultura afro-brasileira como forma de combate à intolerância e ao racismo. Surgiu de uma parceria da prefeitura, por meio das secretarias Municipais de Direitos Humanos e Cidadania e Educação, com a Fundação Cultural Palmares (FCP) e o Ministério da Educação (MEC). 

De início, foram disponibilizados pela FCP o livro paradidático “O que você sabe sobre a África?” e a revista de passatempos customizada Coquetel “Cultura negra: um patrimônio de todos”. Os professores serão capacitados pela Fundação para aplicar o conteúdo em sala de aula com os temas pertinentes à cultura afro-brasileira como racismo, religião, artes, história, culinária e costumes.

Na solenidade de lançamento do projeto, o vice-prefeito William Barreiro ressaltou a tradição do município, que teve a primeira comunidade quilombola reconhecida como patrimônio imaterial de Minas Gerais. “Contagem tem muita riqueza da cultura afro, sendo berço dos Arturos, que até hoje mantêm as tradições do seu povo. Temos uma dívida social imensa com os negros e esse é mais um passo que a cidade dá para combater o racismo e a intolerância, começando dentro das escolas”, disse.

Para o presidente da FCP, Erivaldo Oliveira, é fundamental promover a harmonia entre as culturas. “Minas tem uma tradição muito forte e belíssima de muita religiosidade e comunidades quilombolas, é preciso fortalecer isso. Nosso projeto visa, além de conhecer e identificar os aspectos culturais afro-brasileiros, contribuir para diminuir a intolerância e o preconceito. Só disseminando informação e conhecimento conseguiremos avançar no combate ao racismo”, afirmou.

O coordenador de Promoção da Igualdade Racial do Município, Diego Moreno de Assis e Santos, destacou que o projeto agrega conteúdo ao Plano Municipal de Igualdade Racial, com enfoque na educação. “Reforçar o conhecimento dos traços culturais e religiosos no ensino fundamental é uma das nossas ações prioritárias. É preciso plantar a semente para os próprios alunos serem multiplicadores no futuro ”, destacou.

Reportagem: Vanessa Trotta
Foto: Elaine Castro

Conferência Municipal debate igualdade racial em Contagem

Secretaria de Educação vai apresentar propostas de combate ao preconceito e discriminação.

A IV Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial terá como tema “O Brasil na Década do Afrodescendente: Contagem Promovendo a Igualdade Racial – Por Nenhum Direito a Menos”. O evento vai contar com a participação de autoridades do estado. Será realizado nesta sexta-feira (28) e sábado (29) e na Faculdade UNA (avenida João César de Oliveira, 5.775, bairro Beatriz).

Durante os dois dias haverá palestras, formação de grupos de trabalho, eleição de delegados municipais que representarão o município na etapa estadual, além de apresentação de propostas e debates.

Profissionais da Secretaria Municipal de Educação vão apresentar propostas que promovam o combate e enfrentamento ao racismo e qualquer forma de discriminação. Ainda serão apontadas as políticas públicas em relação às leis 10.639 e 11.645 que estabelecem o ensino da cultura afro-brasileira no currículo escolar. “O princípio de combate a qualquer tipo de preconceito passa pela educação. A educação tem a função de fomentar, articular e orientar as crianças, jovens e adultos a fim de uma sociedade mais justa”, afirmou a gestora educacional Edirléila Leite.

As propostas aprovadas terão caráter propositivo e serão dirigidas ao governo estadual. A partir de cada eixo temático será definido o papel do Estado na implementação e execução da Política de Promoção da Igualdade Racial.

De acordo com o coordenador municipal de Promoção da Igualdade Racial, Diego Moreno, a IV Conferência Municipal faz parte de um conjunto de ações afirmativas com o objetivo de reafirmar e ampliar o compromisso governamental e da sociedade com políticas de enfrentamento ao racismo.“Esses fatores são essenciais à democracia plena e ao desenvolvimento com justiça e equidade social”, destacou.

Reportagem: Carol Cunha e Júlio César Santos
Arte: Divulgação

Marcha de combate ao racismo e intolerância religiosa mobiliza estudantes de Contagem

Aproximadamente 1000 estudantes de escolas municipais foram às ruas pelo fim do preconceito

A marcha de enfrentamento e combate ao racismo e intolerância religiosa contou com a presença de 18 escolas da rede municipal de ensino. Aproximadamente mil estudantes percorreram as ruas de Contagem pedindo o fim do preconceito. A concentração foi na praça Paulo Pinheiro Chagas no bairro Novo Eldorado. De lá, os manifestantes seguiram para a praça Iria Diniz. Eles ocuparam todas as pistas da avenida Firmo de Matos, uma das principais vias da cidade.

Os estudantes foram para a manifestação com faixas e cartazes. As turmas da Escola Municipal Professora Ana Guedes Vieira colocaram a fanfarra na rua. Durante todo o ano, são aplicados em sala de aula, conceitos que propõem a tolerância racial e religiosa, a valorização da raça e o respeito à adversidade. Segundo a diretora da escola, Eunice de Melo Sá, os debates desencadeiam mudanças nos estudantes. “É perceptível que quanto mais debatemos esses temas, mais os estudantes enxergam os colegas com mais respeito. Também tem sido raro os problemas com bullying”, exclamou Eunice.

O combate ao racismo e intolerância religiosa são temas debatidos com frequência nas escolas municipais. A lei federal 10.639/2003, determina que as instituições de ensino incluam no currículo a história e cultura afro-brasileira. “Essa mobilização nas escolas é uma forma de conscientizar os nossos estudantes a construir uma sociedade justa e igualitária”, explicou Erdiléia Paiva, formadora educacional da Secretaria Municipal de Educação.

Essa é a quarta vez que acontece a marcha de combate ao racismo e intolerância religiosa na cidade. Além dos estudantes, o ato contou com grupos culturais e integrantes religiosos de diversos segmentos.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Ricardo Lima