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Estudantes da Escola Municipal Maria de Matos Silveira recebem palestra sobre Procon Mirim

Os estudantes puderam tirar muitas dúvidas e aprender um pouco mais sobre o órgão da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

Os estudantes do 5º Ano da Escola Municipal Maria de Matos Silveira, na região da Ressaca, tiveram uma aula diferente. eles assistiram à uma palestra da assessora jurídica do Procon, Dáfany Lagares. Durante o encontro eles puderam tirar muitas dúvidas e aprender um pouco mais sobre o órgão da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

O programa visa despertar nas crianças de 7 a 12 anos o interesse pelos direitos e deveres do consumidor, possibilitando a formação de consumidores capazes de tomar decisões mais conscientes em suas relações de consumo. O objetivo é desenvolver com os estudantes o conhecimento que será levado aos pais durante as práticas de consumos, como compras de lanches em escolas, videogames, compras online de joguinhos e principalmente pelo acesso ao mundo digital.

A assessora orientou-os sobre os direitos básicos do consumidor, a devida informação, venda casada, diferenciação de preços de acordo com a modalidade do pagamento, precificação, entre outros temas foram abordados de forma lúdica e com exemplos para que as crianças possam absorver o conteúdo. Ao final, os alunos participaram de um quiz de perguntas sobre os temas abordados e sorteios das cartilhas do Procon Mirim e do Código de Defesa do Consumidor.

“Participo e sou coordenadora do Projeto pelo 2º ano e acho a experiência com as crianças incrível. Se aquilo que eu estou falando é interessante ou não, a resposta é imediata. Busco sempre inovar para trazer conteúdo de forma leve e fácil. A educação é a chave de todos os problemas. É uma honra participar deste Projeto”, disse Dáfany.

De acordo com a assessora jurídica, o Procon Mirim é um projeto de suma importância, não somente para as crianças, mas todo seu núcleo familiar. “Aproximamos o aluno do direito do consumidor e ele compreende o quanto isto está inserido em seu cotidiano. A criança aprende e dissemina o conhecimento em casa”, afirmou.

Para diretora da escola Luciana Miranda a palestra é de suma importância para lembrar que eles são pequenos consumidores, e que vão crescer e viver a questão financeira. “Por sermos de uma área de vulnerabilidade, onde o dinheiro é escasso, conseguir fazer um projeto de vida onde consigam utilizar esse dinheiro de uma forma melhor que vai obter fruto é interessante”, disse.

“É bom ter essa educação financeira desde pequeno, saber gastar até os centavos para crescer e gerenciar o próprio dinheiro. Acho que essa idade é a exata de palestrar sobre isso, pois é a fase que estão entrando, a da adolescência , onde estão começando a sair, querer vestir roupas de moda e já ter o uso consciente do dinheiro é cada vez melhor para entender onde pode gastar e investir”, complementou a diretora.

O Procon Contagem está localizado na Av. José Faria da Rocha, 1016, Eldorado. O horário de funcionamento: 8h às 16h. Mais informações pelos telefones: 151/ 3398-3434 / 3392-7328

Reportagem: Raquel Lopes
Foto: Ricardo Lima
Publicação: 04/04/2019

Raquel Alves fala de Educação sob o olhar do pai, o escritor Rubem Alves, no Dia Internacional da Mulher

Palestra foi promovida pela Secretaria de Educação e Fundação de Ensino, na PUC/Contagem.

“Por uma Educação ligada à vida: um olhar de Ruben Alves” foi o tema da palestra proferida pela escritora e arquiteta Raquel Alves, na sexta-feira (8), dentro das comemorações do Dia Internacional da Mulher. A promoção foi da Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria de Educação (Seduc) e Fundação de Ensino de Contagem (Funec). A palestrante Raquel Alves é filha do escritor, professor e educador Rubem Alves, falecido em 2014.

A primeira-dama de Contagem, Luciana Braga, saudou a todos lembrando que as lutas das mulheres tiveram início com movimentos por melhores condições de trabalho em 8 de março de 1917, na Rússia, e que, ao longo de mais de um século, várias foram as conquistas, mas que ainda é preciso progredir quando o assunto é valorização e respeito às mulheres. Ela lembrou que, em Contagem, há o Conselho Municipal da Mulher, um órgão efetivo que defende os direitos da mulher como um catalizador de esforços.

Luciana Braga também falou sobre o Movimento Transformar Contagem, um projeto que reúne iniciativas voluntárias e que será efetivado por meio de um aplicativo a ser criado em abril. “A alma é uma borboleta e há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento da grande metamorfose”, citou ela frase de Rubem Alves e conclamou que “sejamos a mudança que queremos ver”. “Também vamos fazer uma Contagem melhor”, disse, referindo-se ao Transformar Contagem e às mulheres. “Contagem, Minas e o Brasil pertencem a todas nós”, finalizou Luciana Braga, que enviou a todos e todas o abraço do prefeito Alex de Freitas. Ela foi homenageada com flores entregues pela secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, em nome de todas as mulheres.

Sueli Baliza deu boas-vindas a todos e disse que a noite de 8 de março era bastante representativa e que o evento na PUC tinha um brilho especial com a presença de jovens estudantes e educadores da Funec e da Seduc, da primeira-dama Luciana Braga e de uma palestrante ilustre, Raquel Alves. “O seu pai, Rubem Alves, é um escritor conhecido e muito querido em nosso meio. Como disse ele: ‘… o educador é mais que um professor acadêmico, pois ele ensina a ver. E as escolas não podem ser gaiolas, mas precisam de ter asas’”, destacou Baliza.

A curiosidade é a ferramenta do aprendizado

Ao iniciar sua palestra, Raquel Alves explicou que, embora formada em Arquitetura/Urbanismo e ter atuado por 15 anos como paisagista, começou a assimilar o tema Educação porque passou a acompanhar palestras e conversas de bastidores nas viagens com o pai Rubem Alves. “A despeito de toda a evolução tecnológica, pois vivemos numa mudança muito rápida, a nossa pulsão humana continuará no futuro. E hoje é o futuro de um passado não muito distante”, disse ela, lembrando que, por volta de 2011, houve a chamada 4ª revolução industrial, quando a Internet levou a todos uma conexão com o mundo.

Sobre a inteligência artificial, ela disse que ela nunca fará potencialmente o que o ser humano realiza e sabe. Neste sentido, citou a frase do poeta português Fernando Pessoal de que “navegar é preciso. Viver não é preciso” e explicou para os jovens estudantes da Funec que viver é um ato de observar e de escolher. E navegar tem a precisão de equipamentos. “Antes do pensamento, tem que haver a curiosidade, que é a ferramenta para o aprender”, definiu ela.

Ela também apresentou vídeos do pai e, ao explicar o papel do educador, disse que assumiu o Instituto Rubem Alves após a morte do pai, em 2014. Contou que tem o lábio leporino e que após o seu nascimento, Rubem Alves deixou de ser um escritor acadêmico e começou a escrever para crianças. “Eu tive que lutar e ele começou a lutar junto comigo”, disse Raquel, que assumiu a direção do Instituto Rubem Alves por prometer isto a ele em seus últimos dias de vida.

Uma das estudantes da Funec que admiraram a palestrante e o tema foi Mirian Ester F. de Souza, que estuda no 3º ano do Ensino Médio Regular na Unidade Centec. “Para mim, foi uma novidade uma palestra com ela que nos trouxe o pensamento do grande escritor Rubem Alves. Também gostei da fala da Luciana Braga e da Sueli Baliza, que defenderam direitos e a valorização da mulher neste dia importante para nós todas”.

Quem são

Raquel Alves nasceu em Campinas (SP), em 1975. É graduada e pós-graduada em Arquitetura e Urbanismo. Atuou por mais de 15 anos como arquiteta paisagista. Em 2012, junto com o escritor e intelectual Rubem Alves, fundou o Instituto Rubem Alves. Em 2014, com o falecimento do pai, passou a dedicar-se integralmente ao papel de presidente do instituto. O instituto é voltado para as áreas da educação, cultura, teologia e outras mais em que a sensibilidade se fizer presente.

Raquel Alves faz palestras em todo o Brasil falando sobre educação e temas ligados à qualidade de vida. Iniciou sua carreira de escritora infantil com o livro “Crisálida – a cigarra que gostava de primavera”.

Rubem Azevedo Alves nasceu em Boa Esperança (MG), em 15 de setembro de 1933. Foi psicanalista, educador, teólogo, escritor e pastor presbiteriano. Escreveu livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis. Falecido em 2014, ainda é considerado um escritor de todos os tempos. Pois ele, com toda sua bagagem intelectual, fala de humano para humano, reportando-se às nossas verdades essenciais e às nossas virtudes mais profundas, permitindo que venham à tona.

Reportagem: Noeme Ramos
Foto: Elaine Castro
Publicação: 12/03/2019

Seduc e Funec realizam Seminário Interno de Início do Ano Letivo 2019.

Educação dá boas-vindas a novos dirigentes da rede pública municipal

Diretores e diretoras da gestão 2019-2021 se reúnem para discutir “liderança na gestão escolar”

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) realizou no auditório da Belgo Bekaert, um encontro com cerca de 120 diretores e diretoras eleitos para a gestão 2019-2021 da Rede Municipal de Ensino de Contagem e da Fundação de Ensino de Contagem. Em um clima de boas-vindas, o encontro teve como foco preparar os dirigentes para assumirem seus cargos, no próximo ano, com uma postura de forte liderança.

Para isso, a Seduc convidou a empresa Em Caminhar, de Juliana Tófani, pedagoga, especializada em educação infantil, e Ariane Rolim, psicóloga, psicopedagoga e especialista em psicologia médica e saúde mental. Profissionais com larga experiência em gestão escolar, elas ministraram duas palestras, cujos temas abordaram as relações interpessoais dentro das escolas.

Ariane Rolim abriu sua apresentação com a música “A paz”, de Roupa Nova para disseminar a sensação de pertencimento entre os diretores. “O objetivo dessa palestra é transmitir a ideia de que o que nos une é muito maior do que o que nos separa. O desejo de querer que a educação realmente traga bons frutos para essa moçada de hoje tem de ser o maior objetivo comum. E o lugar que esses dirigentes ocupam é um lugar de liderança, de condução, de levantar a autoestima, porque eu só acredito em educação através do afeto. Então, essas relações precisam acontecer porque o lugar que eles ocupam exige isso”, explicou a especialista.

Durante sua explanação, Ariane também utilizou da parábola de Rubem Alves ‘Ostras Felizes não produzem pérolas’, dizendo “a ostra produz a pérola a partir de uma inquietação, uma inflamação no corpo, então o que a gente faz com os nossos conflitos? A gente produz uma pérola, algo de positivo, de aprendizado, ou desestrutura a equipe e a escola deixa de cumprir o seu papel?”, questionou ela com o objetivo de levantar o debate entre os participantes.

A pedagoga Juliana Tófani, que possui 24 anos de magistério na rede municipal de Belo Horizonte, sendo 19 como diretora, também provocou várias reflexões, como por exemplo “o diretor de escola é um líder? Ou é só uma pessoa para gerir financeira e administrativamente a escola?”. Na opinião da especialista “é claro que não. O cargo de diretor é muito maior do que isso e traz várias coisas juntas, a questão pedagógica, humana, política. Por isso, assumir um papel de liderança é tão importante”, afirma.

Tófani elogiou muito a iniciativa da Prefeitura, uma vez que, para ela, o único caminho para se alcançar esses objetivos é a informação e a formação. Nesse sentido, a secretária municipal de Educação, Sueli Maria Baliza Dias, que esteve presente ao evento, disse que essa é a primeira de várias medidas que a Secretaria quer promover para discutir as questões que perpassam a gestão nas escolas. “O gestor precisa se perceber parte desse processo, porque ele é um elo entre família, estudante e Município. E temos muito o que contribuir para com a atividade deles, haja vista várias experiências de sucesso que acumulamos ao longo dos anos, cumprindo este mesmo papel, que para muitos que vieram aqui hoje é a primeira vez”, justificou.

A subsecretária de Educação, Dagmá Brandão Silva, complementou Sueli. “A gente tem como princípio que o trabalho da gestão é um trabalho definidor dos rumos da Educação no Município. Acabamos de passar por um pleito que transcorreu muito bem e hoje estamos acolhendo esses diretores, querendo demonstrar a eles a importância do trabalho que vão desempenhar”, ressaltou.

E uma novidade. De acordo com a diretora de Ensino da Funec, Clarice Helena Pereira, esse não é um evento isolado. “A expectativa é grande no preparatório que o Município pretende desenvolver com esses diretores ao longo de todo o ano. E para isso, faremos encontros mensais, buscando torná-los cada vez mais ricos. Isso porque o Município tem consciência de que o maior desafio de um dirigente hoje pode estar em conseguir unir o administrativo ao pedagógico sem perder nenhum dos dois lados. Principalmente, porque o administrativo exige muito do diretor, sendo que o pedagógico é tão essencial quanto”, relatou.

 Sandra Mara de Oliveira Vicente, pedagoga, com 34 anos de experiência, vai assumir o cargo de diretora na Escola Municipal Glória Marques Diniz e defendeu que o diretor de escola tenha suporte para ser um líder. “O diretor trabalha com grupos e tem a missão de congregar valores da comunidade, dos estudantes e dos professores. Para isso, será necessário traçar projetos e ações coletivas de maneira que fortaleça quem está na ponta, ou seja, os estudantes”, destacou.

Os processos de escolha pública de dirigentes escolares da Rede Municipal de Ensino de Contagem e da Fundação de Ensino de Contagem (Funec) encerraram dia 6 de dezembro. Das 114 escolas municipais, em apenas uma instituição houve segundo turno. Nas dez unidades da Funec, os diretores e vices foram eleitos em primeiro turno.

Reportagem: Patrícia Brum
Foto: Paulo Pereira
Publicação: 17/12/2018

Seduc realiza palestra para diretores eleitos

Evento será realizado na próxima quinta-feira e vai tratar sobre gestão escolar

A Secretaria Municipal de Educação realiza um encontro com os dirigentes eleitos para a gestão 2019-2021. O objetivo é dar boas-vindas e prepará-los para assumirem o cargo no próximo ano. Os diretores participarão de uma palestra sobre os desafios e metodologias para o exercício da função.

A palestra será ministrada pela pedagoga Juliana Tófani e pela psicóloga Ariane Rolim. As profissionais têm larga experiência em gestão escolar.

O encontro será nesta quinta-feira (13), às 19h, no auditório da Belgo Bekaert. O endereço é avenida General David Sarnoff, 909, portaria 4, bairro Cidade Industrial. Devido às normas de segurança da empresa, para ter acesso ao local, o participante deve estar calçando sapato fechado sem salto ou com salto de até 5 cm.

O processo de escolha pública de dirigentes escolares da Rede Municipal de Ensino de Contagem e da Fundação de Ensino de Contagem (Funec) foi encerrado no dia 6 de dezembro. Das 114 escolas municipais, em apenas uma instituição houve segundo turno, já que as chapas inscritas não conseguiram 50% dos votos mais um. Nas dez unidades da Funec os diretores e vices foram eleitos em primeiro turno. Os diretores e vices têm as atribuições de gerir os setores financeiros, administrativos e pedagógicos da instituição.

Reportagem: Júlio César Santos
Publicação: 11/12/2018

Bibliotecas de escolas de Contagem viram espaços de debates sobre o negro na literatura

Ações fazem parte do mês da Consciência Negra

Até o dia 30 de novembro, as bibliotecas das escolas da Rede Municipal de Ensino de Contagem da Fundação de Ensino de Contagem serão palco de debates e reflexões sobre a retratação do negro na literatura. O objetivo é avaliar de qual forma os livros expõem os personagens. “Precisamos incentivar o protagonismo dessas crianças trazendo personagens como reis e rainhas e revendo gora o que foi trazido até agora dentro da literatura, que foi a visão do negro escravizado. O que precisamos pautar são atores capazes de agir e intervir onde quiserem. Eles podem ser médicos, doutores, cientistas… E isso passa pela escola, que é capaz de revisar o material didático”, explicou a diretora de Relações Étnico Raciais e Gênero da Secretaria Municipal de Educação, Rosângela da Silva.

As atividades são organizadas pelo Programa de Leitura em parceria com a Diretoria de Relações Étnico Raciais e Gênero da Seduc. Na Escola Municipal Professora Lígia Magalhães, no bairro Cidade Industrial, o dia foi de análises sobre a mulher negra na sociedade. A coordenadora do Programa Novo Mais Educação, Adriana dos Santos, apresentou estudos nada animadores. “Atualmente a maioria das mulheres negras ocupa cargos de subordinação. Na saúde nós também somos menos cuidadas. Por meio do conceito de que a mulher negra é mais forte, muitos médicos ignoram os sintomas apresentados pela paciente”, afirmou Adriana.

Os alunos utilizaram o espaço da biblioteca para mostrarem um pouco de dança afro. Com tambores e percussão apresentaram o ritmo criado por nossas antigas gerações. “Na escola é que tudo começa. Ensinar crianças desde pequena a criança a valorizar cultura afro muito importante. É uma forma de valorizarem a própria identidade, a serem solidários e a não terem preconceitos”, destacou a professora de dança afro, Ingrid Ferreira.

Os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda participaram de contações de histórias e leram livros sobre o tema. A obra de Machado de Assis, “Pai Contra Mãe”, que conta o sofrimento de personagens durante a escravidão, foi objeto de estudo e debate sobre as ações sofridas pelos negros no século XIX e nos dias atuais. Os alunos utilizaram o momento de reflexão para produzir textos que foram expostos em um varal. “É importante ter esse debate na escola porque a gente sofre muito preconceito e o tema presente na escola faz com que as pessoas enxerguem de forma igualitária”, comemorou a estudante da EJA e auxiliar de serviços gerais, Maria Sueli Ferreira.

Clique AQUI e veja mais fotos do evento.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 26/11/2018

 

Escolas de Contagem realizam ações pelo mês da Consciência Negra. A abertura das atividades ocorreu na Escola Municipal Heitor Villa-Lobos

Educação de Contagem é destaque no 4º Encontro Internacional de Cidades pela Felicidade

Ações na educação de Contagem serão apresentadas aos países participantes

Contagem participa do 4º Encontro Internacional de Cidades pela Felicidade realizado em Quillota, no Chile. Durante três dias, 24 países vão discutir políticas públicas que promovem o bem à população. Fóruns temáticos sobre educação, saúde e ações governamentais estarão em pauta.

Contagem será representada pelo subsecretário de Gestão e Operações, Sérgio Mendes. Sérgio irá ministrar uma palestra sobre as medidas adotadas pelo município para reverter os recursos em benefício ao cidadão. “No nosso município, o que o contribuinte paga é retornado às famílias de Contagem. Dentre os retornos estão o kit escolar, o uniforme, que promove igualdade dentro das escolas, a reforma das escolas que proporciona ao aluno um ambiente agradável”, destacou.

A educação tem um espaço importante no Encontro. Isso porque os países que buscam caminhos para promover a felicidade e o bem-estar da população acreditam que as escolas são o diagnóstico para o desenvolvimento social e humano. “Nós vamos conseguir transformar a sociedade quando enxergarmos nossas crianças e vermos que ali estão sendo moldadas vidas. O professor é fundamental para que o aluno tenha uma nova forma de vida, um novo olhar sobre a sociedade”, enfatizou Sérgio.

Contagem iniciou a participação no fórum internacional de ações que buscam a felicidade do cidadão neste ano. É o segundo encontro com participação do município. A reunião dos países volta os olhares para a organização política, com intuito de buscar ações que de fato beneficiem e promovam o bem-estar.

O 4º Encontro Internacional de Cidades pela Felicidade ocorre nos dias 17, 18 e 19 de outubro no Centro Cultural Leopordo Silva Reynoard, em Quillota, no Chile. A apresentação de Contagem será nesta quinta-feira.

Reportagem: Júlio César Santos
Publicação: 18/10/2018

De forma inédita, Seduc e UNA promovem Formação aos profissionais da EJA

Formação visa qualificar ainda mais o ensino na Educação de Jovens e Adultos

Secretaria Municipal de Educação (Seduc) em parceria com o Centro Universitário UNA em parceria com a realizou de forma inédita uma Formação para professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo foi dialogar com os profissionais que atendem a esse público e levar também soluções para o uso pedagógico por meio de ferramentas digitais.

Com o nome de “Diálogos Temáticos: Perspectivas da Educação de Jovens e Adultos na Era da Inovação”, o evento contou com duas palestras. Uma falou sobre Neurociência e a outra abordou as Tecnologias para a EJA. O evento reuniu pedagogos, professores, diretores, coordenadores e servidores do setor administrativo. A coordenadora da EJA em Contagem, Guaraciaba do Carmo ficou satisfeita com o envolvimento dos educadores. “Toda Formação é imprescindível para que o professor possa trabalhar com melhor qualidade”, destacou.

Um ponto chave que entrou em discussão foi o uso das Tecnologias ou Ferramentas Digitais na EJA. O professor de Sistema de Informação da UNA, Rodrigo Soares, apresentou um conteúdo voltado para o uso de material gratuito encontrado na internet que possa ajudar os professores e também os estudantes no aprendizado. “Apresentamos um panorama sobre o que é a educação e como devemos acompanhar a evolução das grandes tecnologias como aliados ao uso e crescimento do estudante. Eu trouxe um leque de opções que poderão ser baixados e buscados na internet, tendo assim mais facilidade no trabalho em sala de aula”, enfatizou.

Já o professor de Pedagogia da UNA, Luciano Ribeiro, abordou conceitos dentro da Neurociência, com o intuito de promover reflexões baseadas em teorias de autores famosos como Paulo Freire e Dermeval Saviani. “Abordamos metodologias voltadas ao ser social e como fazer o acolhimento do estudante da EJA, como entendermos a Educação para esse nicho e até mesmo darmos melhor qualidade de ensino a escola”, finalizou.

Reportagem: Leonardo Melo
Foto: Rafael D`Souza
Publicação: 10/10/2018

Professores de Educação Física participam da Semana da Pessoa com Deficiência

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado

Dezenas professores de Educação Física  da rede municipal de ensino participaram da palestra sobre o esporte para pessoas com deficiência, na faculdade UNA, na tarde dessa quinta-feira (20). O evento faz parte da programação da Semana da Pessoa com Deficiência. A semana faz alusão à Lei 4.282, que instituiu a data 21 de setembro como o Dia Municipal pela Inclusão Social da Pessoa com Deficiência.

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado. “O esporte é uma ferramenta imprescindível de inclusão. Ferramenta onde a pessoa com deficiência se expõe enquanto sujeito com deficiência, e por meio dessa exposição, ela se impõe, mostrando para as pessoas que o limite físico ou sensorial não significa necessariamente uma incapacidade para a vida produtiva”, afirmou o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

O esporte é de grande auxílio para a reabilitação da pessoa com deficiência, mas é necessário que haja adaptação às regras e ao modo como se praticam as modalidades. O representante da Una e professor de educação física, Telmo de Oliveira, e ex-atleta da seleção brasileira de vôlei, falou sobre a união do esporte com a educação. “Estamos tentando a cada dia transformar as pessoas pela educação e pelo esporte, mas não só com o conhecimento, mas com muito amor. Nada mais justo do que entender que cada pessoa é diferente, tem sua necessidade, mas que estamos todos unidos em um só objetivo. Fazemos a educação com muito amor”, disse.

A prática de esportes coletivos é muito importante e ajuda na inclusão e na socialização de uma pessoa com deficiência. Benta Maria de Oliveira, superintendente de educação básica da Secretaria Municipal de Educação, falou que o diferencial é o olhar que cada um tem que ter. “Hoje temos na rede 1280 estudantes com deficiência, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para nós é um aprendizado todos os dias. Temos que estar sempre, como educadores, com um olhar atento e paixão para melhor atendê-los”, disse.

Relatos dos convidados

Maurício Peçanha
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Maurício Peçanha, falou sobre sua história no esporte. Ele começou a treinar basquete com 21 anos, na Associação Mineira de Paraplégicos. Com o passar do tempo, iniciou também treinamentos no atletismo, tênis de mesa, natação, entre outros. Mas focou mesmo no basquete e, em 1989, disputou o campeonato brasileiro, ficando em segundo lugar. Nesse dia, Peçanha foi convidado para integrar a seleção brasileira, além de ser considerado o melhor atleta do campeonato. Ele foi convocado para o Mundial, mas teve uma torção no ombro, devido a uma queda.

“Fizeram de tudo para eu recuperar a tempo, mas depois falaram que demoraria mais de seis meses para a recuperação, então me tiraram da lista dos convocados. Mas a história vem de encontro com uma realização. Me sinto abençoado e escolhido, porque sempre me esforcei e não desisti do meu sonho, que era vestir a camisa da seleção brasileira, e eu vesti. Enquanto em vida e enquanto eu puder, estarei presente em todos os movimentos das pessoas com deficiência”, disse o ex-atleta. Ainda de acordo com Peçanha, “o esporte é um direito para quem quer praticar, seja ele de alto rendimento, ou simplesmente para ter uma condição melhor de vida”

Marcos Melo
Atual líder no ranking nacional do paraciclismo, Marcos tem 39 anos e é fisioterapeuta. Em 2007, praticando voo livre, após uma rajada forte de vento, ele foi arremessado contra uma rocha. Com uma velocidade de 60 km/h, ele bateu a cabeça e teve uma lesão medular. Segundo Melo, há notícias que somente ele no mundo que sobreviveu a esse tipo de acidente.

“Sempre fui uma pessoa muito ligada ao esporte, mesmo antes de ficar tetraplégico. Eu já fiz praticamente todos os esportes. Depois de uma deficiência, quanto mais rápido você se aceitar e passar a viver com suas limitações e aprender com elas, mais fácil fica a vida. Deficiência não é sinônimo de parar a vida e ficar em casa. Eu continuo fazendo atividades. Se alguém tem dúvida que o esporte inclui, não tenha, porque ele consegue juntar vários tipos de deficiências diferentes. Todos estão juntos em prol da mesma coisa, que é a vitória e a superação”, disse.

Antes de escolher o Paraciclismo, ele praticou o Esgrima em Cadeiras de Rodas, onde ficou quatro vezes em primeiro lugar no ranking nacional e foi três vezes campeão brasileiro esgrima. No paraciclismo já foi campeão duas vezes.

Adriane Almeida
Com 37 anos, Adriane adquiriu a deficiência visual com oito anos de idade por meio da Síndrome de Stevens-Johnson, que é uma intoxicação generalizada de medicamentos. “Até essa idade, eu gostava muito de esportes com bola. Após adquirir a deficiência eu fiquei muito tempo sem pratica-los. Hoje enxergo 5% em um olho, e no outro de 10 a 15%.”, disse a atleta.

Sua carreira no judô começou após se inscrever na Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte. Com três meses de treino, foi para a primeira competição, e seis anos depois entrou para a seleção brasileira. O Parapan em 2007 foi a primeira experiência na seleção. Adriane participou das três últimas olimpíadas. Ela foi medalha de prata em Pequim; em Londres e no Rio ficou em 5º lugar. Foi medalha de bronze em 2014 no Colorado no Mundial. Em 2015, também no Mundial, na Coreia do Sul, foi bronze.

“Antes da paraolimpíada no Rio, fraturei o ombro e tive que me ausentar após os jogos. Estou voltando agora a competir, e tive uma grande competição agora no mês de setembro, em São Paulo, disputando o Brasileiro, e consegui vice-campeonato. Quero e vou buscar os jogos de Tóquio de 2020 para eu encerrar minha carreira. Com o esporte passei de uma pessoa que só ficava em casa, para uma pessoa que conheceu o mundo e alcançou muitas coisas”, relatou.

João Batista
O atleta de grande sucesso no futsal foi convocado para a seleção em 1997. Ele conquistou seis ouros na Copa América, um no Parapan e dois na Paraolimpíadas pela seleção. Também ganhou seis brasileiros e dez regionais. “Esses títulos não são nada se não houver o reconhecimento de alguém”, disse João.

Durante seu tempo de apresentação, Batista passou um vídeo sobre o esporte para deficientes. “Estou feliz por saber que temos em torno de 60, 70 professores presentes aqui hoje, que amanhã vão ter uma visão um pouco diferente de quando entraram nesta sala. Tenho uma convicção grande que vão sair daqui com uma nova experiência e poder contar para seus alunos que conheceram pessoas que lutaram para que eles tivessem um futuro melhor como pessoas com deficiência”, disse o atleta.

Calazans Júnior
Professor da rede há quase 10 anos, atualmente trabalha na Escola Municipal Eli Horta. Na palestra, ele contou sobre o dia a dia dentro da escola com os alunos com deficiência em suas aulas. Durante as atividades de Educação Física, ele usa estratégicas adequadas evitando a exclusão. O professor mostrou fotos dos alunos durante as aulas.

“Temos que entender que aquele estudante vai desenvolver e aprender no tempo dele. Temos que ter esse olhar. Estou buscando me qualificar para atender cada vez melhor meus alunos”

Marcelo Melo
O coordenador do Programa Superar de Belo Horizonte apresentou um pouco sobre o trabalho e disse que o projeto trabalha com o propósito de elaborar, coordenar, executar e supervisionar as Políticas Públicas de esporte e lazer para pessoa com deficiência da cidade de Belo Horizonte. “Essa política tem que acontecer, porque o esporte e lazer é imprescindível para a pessoa com deficiência, tanto para pratica de atividade física, quanto para saúde e qualidade de vida”, afirmou.

De acordo com Marcelo, “o esporte paraolímpico está cada dia melhor. Há um respeito maior, principalmente nos esportes de competição de rendimentos”.

O Superar atende 941 alunos em oito núcleos com pessoas com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, com autismo e múltipla.

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 21/09/2018