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Dia Nacional da Leitura: data representa o exercício da imaginação

O dia 12 de outubro foi o escolhido para lembrar a todos sobre a importância da leitura.

Nesta quinta-feira (12), é comemorado o Dia Nacional da Leitura. E é de pleno dever que crianças, jovens e adultos nunca percam o hábito de ler. É por meio da leitura que desenvolvemos o senso crítico, aprimoramos o vocabulário, dinamizamos o raciocínio e a interpretação de textos.

Alguns estudiosos explicam que o costume de ler começa na infância. É nessa idade que a vida começa, tudo é novo, e quando entregamos um livro ou revista em quadrinho na mão de uma criança ela adquire a curiosidade de ler o conteúdo apresentado.

Para a bibliotecária da Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, Mary Ângela, ver os alunos entusiasmados com os livros não há preço que pague. “Fico emocionada e me orgulho de poder proporcionar através da leitura momentos de encanto”, destaca Mary.

O secretário Municipal de Educação, Joaquim Antônio Gonçalves, fala da improtância da leitura para o desenvolvimento dos alunos.

“Certamente é uma ideia feliz fazer coincidir o Dia da Criança com o Dia Nacional da Leitura. Celebrar as crianças e os livros, num mesmo dia, só nos ajuda a fortalecer a convicção da importância que a leitura tem, especialmente a literária, para a formação das pessoas, desde a infância.

A importância da literatura é inconteste. Como arte da palavra e com o seu compromisso com a liberdade, a literatura incide sobre a formação do espírito crítico, fortalecendo a consciência daquilo que somos – nossa identidade cultural -, exprimindo diferentes conteúdos que nos espelham ou questionam, confrontando-nos com nossa existência e suas contradições, com suas riquezas e possibilidades. A literatura mobiliza a imaginação, os sentimentos e as emoções, criando diversas possibilidades de leitura e compreensão do texto e do mundo, além de acionar uma série de conhecimentos daquele que lê. A leitura literária é uma das experiências mais importantes de promoção de intercâmbios com o universo da cultura nas suas infinitas possibilidades.

Nas palavras de Bartolomeu Campos de Queirós, participar da leitura literária é um direito, porque a literatura interroga a vida, a existência, a condição humana e coloca o leitor em diálogo com a fantasia, com o mundo das possibilidades, com suas capacidades de inventar. A literatura, assim, democratiza o poder de criar, recriar, imaginar, romper o limite do provável.

Por sua relevância, a leitura literária, no âmbito da escola, tem assumido uma importância inédita, gerado políticas públicas, pesquisas e debates no campo educacional brasileiro e internacional.

Uma premissa fundamental para o trabalho com a leitura literária na escola é que o professor seja, ele mesmo, um leitor literário. É por meio do seu encantamento com o mundo dos livros, da fantasia e da magia que eles evocam, das possibilidades de interação com o outro que o interroga através da escrita, que o professor poderá despertar, em seus alunos, o desejo de viver essas experiências que a leitura literária promove.

É com base nesses pressupostos, e acreditando no caráter humanizador, cultural, social e histórico da literatura, que a Secretaria Municipal de Educação de Contagem tem investido na política de leitura da rede. Ainda em 2017, todas as escolas e UMEIs receberão um Kit Literário para iniciar a composição de uma biblioteca em cada sala de aula. Os livros serão distribuídos na proporção de um para cada duas crianças ou estudantes. Nosso objetivo é potencializar a formação de nossas crianças e estudantes por meio do desenvolvimento pleno de sua competência leitora na perspectiva literária”.

Joaquim Antônio Gonçalves – Secretário Municipal de Educação

Reportagem: Leonardo Melo
Arte: Renata Coura

Troca de livros literários agita escola de Contagem

Ação tem o objetivo incentivar o hábito da leitura.

A mesa montada no centro da sala estava repleta de livros. Todos a disposição de pais e estudantes. O evento, intitulado “Escambo Cultural” foi realizado pela Escola Municipal Machado de Assis. Durante um mês, os participantes entregaram livros na escola. Para cada exemplar, a pessoa recebia uma ficha. No dia do evento, os convidados puderam trocar os tickets por obras literárias.

O escambo foi idealizado pela bibliotecária da Escola Municipal Machado de Assis, Lucy Fernandes. Tem a proposta de fazer com que os livros que já foram lidos cheguem às outras pessoas. “O conhecimento tem que circular. Aquele livro que deixou de ser novidade para um é uma boa pedida para o outro”, destaca o diretor da escola, Ilton César Vieira.

Dezessete turmas da escola participaram do evento. Os exemplares foram separados por categorias. Havia um espaço para pais e professores e outro apenas para os alunos. Segundo a direção da escola, cerca de 800 livros foram trocados. A interação agradou tantos os participantes que o diretor já prepara um próximo encontro. “Essa ação faz com que os estudantes leem mais. Ver um colega entregar um livro para o escambo desperta a vontade de participar”, finaliza.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Divulgação

Contação de história leva diversão, leitura e combate ao medo

Alunos ficaram encantados com a forma teatral apresentada pelo projeto “Trilhas da História”

O Cemei Darcy Ribeiro, situado no Vargem das Flores, recebeu na última terça-feira (16) o projeto “Trilhas da História”, onde houve contações de histórias aos alunos de 3 a 5 anos. O programa é ligado à Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e tem como objetivo levar aos estudantes acesso diferenciado à literatura, contribuindo para o hábito de ler. O tema abordado na contação foi a lenda folclórica brasileira “Tutu Marambá”. A fantasia em formato de teatro serviu também para mostrar aos estudantes que não se deve ter medo em situações na vida.

Oriunda do nordeste brasileiro, a história do Tutu Marambá é uma cantiga popular também usada como história infantil. Em alguns casos é contada de forma “aterrorizante” para aqueles que não querem dormir. “Por meio dessa história conseguimos trabalhar o medo das crianças. O nosso objetivo é mostrar que a lenda é divertida e que não precisam temer. Queremos torná-las conscientes no combate ao medo”, explica Izabel Cristina Rocha, arte-educadora.

Os 125 alunos presentes deram boas gargalhadas e mostraram-se animados com a peça. Quem se divertiu com a história e está ansioso em poder ler um pouco sobre o tutu foi o aluno Arthur Guilherme de Souza. “Eu gostei muito da forma como a contadora brincou com a gente. Eu fiquei feliz em conhecer a história e vou ler o livro”, destaca.

A proposta da Seduc é executar o projeto em todas as escolas da rede. As contações de histórias são às terças, quartas e quintas-feiras. Os diretores devem solicitar a visita na Seduc. Os temas são selecionados pela equipe do Programa de Leitura. “A contação é uma vivência diferente na vida deles. O bairro é situado numa região carente, quando trazemos o pessoal da Seduc pensamos como o entretenimento pode levar felicidade e aprendizado aos alunos”, finaliza a diretora Sandra Aparecida Silva.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende

Lecy, o poeta da Escola Municipal Giovanini Chiodi

Prestes a lançar seu terceiro livro, escritor busca incentivar jovens na leitura e na escrita

O auxiliar de biblioteca, Lecy Pereira Sousa, trabalha  há 10 anos na Escola Municipal Giovanini Chiodi, situada em  Vargem das Flores. Ele possui uma paixão em querer falar da vida cotidiana em forma de poema. Já publicou dois livros, um deles foi lançado no Palácio das Artes em Belo Horizonte e está prestes a lançar um terceiro periódico. É conhecido também por cuidar do espaço onde os alunos usam da imaginação e aprendem histórias dos clássicos literários.

Na escola, ele trabalha com o intuito de levar os seus textos para os quatro cantos do país. Teve um blog que deu bagagem para ficar conhecido e atualmente possui um perfil no Facebook onde publica textos. Dois de seus poemas já saíram no projeto Pão e Poesia, criado por Diovani Mendonça. A ideia era colocar poemas em sacos de pão e distribuir por Belo Horizonte e região metropolitana. Cerca de 500 crianças e adolescentes foram impactados. Hoje, mais de 1 milhão foram distribuídos em padarias.

O trabalho chegou inclusive a receber o prêmio Mídia Livre do Governo Federal. Foi convidado a se apresentar na Academia Mineira de Letras onde recitou poesias de sua autoria. Participou do Leitura para Todos em ônibus,  projeto criado pela UFMG na capital mineira.

É com esse vasto currículo que Lecy mantém o ânimo em continuar o seu sonho de levar a poesia para o povo contagense e expandir para todo o Brasil. O contrato com a produtora já foi assinado e, breve, haverá o lançamento do seu terceiro livro. “Eu sou multiplicador daquilo que faço. Acredito na leitura e escrita como forma de expressão. O meu trabalho visa impactar jovens e dar incentivo para escreverem  sobre o que gostam”, explica.

A direção da escola acredita e incentiva as obras do poeta. “O trabalho dele afeta as pessoas positivamente. Por meio dos versos de Lecy as crianças buscam sonhar. O trabalho que ele realiza na escola é gratificante”, afirma a vice-diretora Silésia Silva.

Os textos do poeta podem ser lidos direto em sua conta no Facebook.  

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Luiz Henrique Grossi