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Escola Doutor Sabino Barroso inaugura espaço de leitura

Área foi projetada para aproximar os estudantes de obras literárias.

O novo espaço da Escola Municipal Doutor Sabino Barroso está fazendo sucesso entre os estudantes. Com grama sintética, bancos coloridos e prateleiras lúdicas, o “cantinho da leitura” foi construído para incentivar o hábito de ler. “A gente quis montar um espaço atraente e aconchegante. Os alunos ficam encantados e ão querem sair daqui”, comentou a diretora, Valdete Braga.

O espaço foi inaugurado com festa. Pais e alunos participaram das comemorações. Houve sorteio de brindes, brincadeiras, contação de histórias e até sessão de autógrafos. O estudante Davi Lucas Costa, de 6 anos, está no 1º ano e aproveitou para lançar o livro “As aventuras de Jerry”, que conta as história de um garoto que viaja no tempo e no espaço. A escola auxiliou na impressão de 45 exemplares. Hoje, o título faz parte do acervo do cantinho da leitura.

O espaço é voltado para crianças de 5 a 11 anos. Ele é utilizado durante atividades extraclasses e também no período do recreio. Os estudantes se divertem com a variedade de livros. São 250 exemplares que ficam em uma estante que simula um castelo. Além disso, o cantinho conta com diversos fantoches, que são usados em peças de teatro.

A comunidade aprovou a ação e espera que o espaço seja bastante utilizado. De acordo com a diretora, a interação no local será intensa. “Queremos fazer que mais e mais estudantes tomem o gosto pela literatura. A sessão de autógrafos do Davi foi um sucesso e outros alunos querem sentir essa experiência. Tanto que um estudante do 4º ano já começou a escrever um livro”, comemorou.

Reportagem: Redação Seduc
Fotos: Elias Ramos

Estímulo à leitura na rede municipal por meio da ventriloquia

Meta do projeto executado pelo Santander é atender 1.200 alunos de cinco escolas.

Alunos da Escola Municipal Doutor Sabino Barroso não desgrudaram os olhos da apresentação de ventriloquia. Eles lotaram a quadra da instituição de ensino do bairro Betânia para participar da contação de histórias. O Projeto Escola Brasil (PEB), é promovido pelo Banco Santander, em parceria com a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).

A contadora e youtuber Bruna Vieira, animou os mais de 100 estudantes que estavam na plateia. Utilizando instrumentos musicais na ventriloquia, contou a fábula “A vaca que botou um ovo”, do autor britânico Andy Cutbill. “Eu adorei o teatro, a mágica da corda, e espero que ela volte para nos com mais histórias”, disse a aluna Alice Cunha Pereira.

A meta é levar o projeto para cinco escolas de Contagem. “É a primeira vez que trazemos esse projeto para a cidade. Queremos incentivar os alunos o hábito de ler e escrever, para a sensação de satisfação plena”, destaca Wingryd Abjaudi, representante do Santander.

Além das apresentações, o projeto contempla as escolas com obras literárias. Segundo Wingryd, além da Doutor Sabino Barroso, outras escolas municipais de Contagem, como Dona Babita Camargos, Eli Horta Costa, José Lucas Filho e Estudante Leonardo Sadra também receberão títulos. Serão cerca de 30 livros para cada instituição.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende

 

Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em Contagem

Clássico de Monteiro Lobato foi apresentado em forma de teatro a alunos da educação infantil

O Sítio do Pica-pau Amarelo nunca esteve tão perto da Escola Municipal Professor Hilton Rocha. Nesta terça-feira (18), 67 alunos do 2ª ciclo foram ao parque Gentil Diniz participar de uma nova edição da contação de história. O evento abordou um dos clássicos da literatura em comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil, quando também é celebrado o Dia de Monteiro Lobato.

A atividade faz parte do projeto Trilhas da História, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), iniciado em março. Neste semestre, vai contemplar os estudantes do ensino infantil. Além da contação de histórias, há apresentação de músicas clássicas infantis e brincadeiras.

“O projeto faz parte do ano letivo e queremos que as crianças tenham o hábito de ler e aprender sobre os clássicos de Monteiro Lobato”, ressalta a pedagoga Joelma da Silva. A estudante Camila Andrade que não tirou os olhos da personagem Dona Benta, que após entrar em cena contou histórias que arrancaram risos da plateia. “Eu adoro a Dona Benta, mas eu me vejo como a Emília. Sou alegre como ela”, diz Camila.

“A escola tem que deixar a imaginação tomar conta do ambiente em que os estudantes vivem”, finaliza Richard Coelho, diretor da Professor Hilton Rocha.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Ricardo Lima

Professores incentivam e aguçam a criatividade de estudantes na produção literária

Nathan, estudante de Contagem, escreve o livro “A Formiga Andante”

Descobrir talentos na arte da escrita é um papel importante do professor. Sua função além de educar é dar incentivo e mostrar ao educando o quanto ele pode desenvolver projetos que visam o bem comum na comunidade. Dessa maneira, os professores da Escola Municipal Prefeito Sebastião Camargos, no bairro Granja Vista Alegre, em Contagem, trabalham com programas de cunho pessoal e levam o conhecimento além da sala de aula.

Descoberta do potencial de Nathan

Os educadores perceberam que o menino do 3ª ano do ensino fundamental, chamado Nathan Parreiras Faria, de apenas 8 anos, trabalhava a escrita com cuidado e usava desenhos variados para expressar situações cotidianas. A professora que leciona na turma, Carla Constâncio, viu o potencial que ele podia ter e deu-lhe autonomia para que criasse uma fábula chamada “A Formiga Andante”. A história conta a aventura do inseto que tenta pegar um doce para levar ao formigueiro. “Eu procurei conhecer o aluno. Fui conversar com seus pais, tentei conhecê-lo melhor, e passei a incentivá-lo e aguçar a sua criatividade com o objetivo de dar o aval na produção de um livro”, conta a professora.

Casos de estudantes muito silenciosos em sala de aula são relatados por diversos profissionais nas redes de ensino. E assim é Nathan em classe, silencioso e atento. “Através do silêncio do aluno eu pude perceber o quanto ele gosta de ler e escrever. Isso só foi descoberto quando eu o vi trabalhando numa história infantil. Foi então que vimos que ele tinha potencial para algo maior do que ele vinha produzindo”, disse. A pedagoga também justifica que crianças desinibidas podem não produzir tais projetos comparados com garotos (as) tímidas.

Jovens como Nathan são reconhecidos por professores e alunos em diversas escolas espalhadas pelo país. Casos assim servem como espelho para a produção e criação de conteúdo nas redes de ensino. O profissional da educação deve ficar atento ao que os seus alunos produzem ou querem fazer. É importante que quem leciona participe do dia a dia do aluno na escola. A dedicação deve existir para aprimorar o aprendizado.O livro foi feito em parceria com professores da escolas e já foram distribuído 30 exemplares.

A pedagoga Regiane Martins destaca que surgem trabalhos inusitados, inovadores e que essas ideias devem ser difundidas. Ela acredita que cada aluno possui potencial para criar e mostrar trabalhos como o do livro. “As próximas gerações desta escola vão usar o exemplo do Nathan. Eu percebo que a comunidade foi tocada pelo trabalho dessa criança”, explicou.

A importância da presença dos pais deve estar atrelada ao trabalho dos filhos. A mãe do Nathan, Luyza Richelly, dona de casa, confirma que o apoio para os estudos veio de dentro da sua casa. O incentivo de estudar deve vir também dos pais. Ela conta que controla os horários para atividades fora da escola, pois acredita que fazendo isso influencia o filho a estudar e exercitar a mente para a criação de novos projetos. “O trabalho em casa é fundamental para o desenvolvimento das crianças na escola”.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos