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Pais e alunos auxiliam na administração das escolas

Os conselhos tomam decisões que ajudam os diretores elencar prioridades nas instituições de ensino

A visita das alunas na sala da diretora não tem nada a ver com a falta de disciplina. Pelo contrário, elas estão discutindo melhorias para a escola. Agnes, Rafaela e Cleidiane fazem parte do conselho escolar, grupo formado por alunos, pais e educadores que tem o objetivo de tomar decisões financeiras da instituição.

Os conselhos fiscais e escolares existem em todas as escolas da rede municipal de ensino de Contagem. Funcionam como suporte dos diretores. Os membros fiscalizam como são aplicadas as verbas repassadas pela Secretaria Municipal de Educação e ainda decidem a forma como os recursos serão usados.

As verbas municipais chegam às instituições via Caixa Escolar, que é uma conta jurídica sem fins lucrativos e que tem a proposta de dar autonomia à escola e à comunidade no que diz respeito a aplicação dos recursos. Em Contagem, cada escola recebe anualmente quatro parcelas de custeio e uma permanente, além de parcelas extras, chamadas de aditivos. “O valor é calculado de acordo com número de alunos. Nesse ano a Secretaria Municipal de Educação aumentou o valor per capta em 15%”. O caixa escolar não era reajustado há quatro anos, explicou Emerson Ludgero, assessor educacional da SEDUC.

Na Escola Municipal Pedro Pacheco de Souza, as reuniões com pais, alunos e educadores, acontecem sempre que uma parcela do caixa escolar cai na conta. Os conselhos se reúnem para discutir sobre os rumos da verba. Nesse ano, por exemplo, a comissão decidiu consertar as goteiras e remodelar as salas de aulas utilizadas pelos alunos da educação infantil. Segundo Ilma Lemos, diretora da escola, a participação da comunidade e dos alunos nos processos de melhorias são essenciais. “Ter esse respaldo é muito bom. Você trabalha com mais segurança, o processo fica mais transparente. E nada mais justo que os alunos participem das decisões, já que as melhorias são feitas para eles”, afirmou Ilma.

Além do processo de escolha das benfeitorias, o grupo precisa fiscalizar tudo. Os conselhos pegam os orçamentos, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e fazem uma planilha. “Tudo tem que estar certinho já que esses documentos são a prova de que os conselhos fizeram um bom trabalho”, explicou Agnes Padilha, estudante de 14 anos, que é membro do grupo fiscal.

E tudo deve mesmo estar em ordem. Já que além da comunidade, a Secretaria Municipal de Educação precisa receber a prestação de contas. A comprovação da aplicação correta dos recursos vai gerar mais verbas para a escola. “As escolas têm o prazo de 60 dias para apresentar as prestações de contas. A medida que a SEDUC recebe os formulários de aplicações vamos liberando as demais parcelas”, finalizou Emerson.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Desirèe Dutra

Educação recebe investimento de R$ 54 milhões

Prefeitura vai construir seis novos Cemeis e uma escola de tempo integral, além de reformar as demais instituições de ensino

 

Mais seis Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) serão construídos em Contagem para atender crianças de 4 e 5 anos. Os três primeiros centros começam a ser construídos em junho, as obras fazem parte do pacote de investimentos na Educação anunciado pelo prefeito Alex de Freitas, totalizando R$ 54 milhões. Também será construída uma escola de tempo integral para 620 alunos e todas as instituições de ensino da rede municipal serão reformadas.

Alex anunciou a destinação dos recursos em um encontro nesta quarta-feira (19) com diretores e vice-diretores da rede. Na construção dos Cemeis serão investidos R$ 11 milhões. As 3 primeiras unidades a serem construídas disponibilizarão 474 vagas e ficarão nos bairros Arvoredo, Lúcio de Abreu e Tropical. Segundo o secretário Municipal de Educação, Joaquim Antônio Gonçalves, a escolha dos locais foi baseada em um estudo feito por técnicos da secretaria. “São áreas importantes, porque têm uma demanda identificada. São regiões que necessitam de um amparo maior no atendimento”, ressaltou Joaquim.

Sheile Fernandes é moradora do Lúcio de Abreu e mãe de um garoto de 1 ano. Ela ficou satisfeita ao saber que contará com um Cemei perto de casa. “Temos que caminhar até o bairro Chácaras pra deixar os nossos filhos na escola. A população aqui é carente e precisa de uma instituição como essa”, comemorou.

Novo modelo

A escola de tempo integral será erguida no bairro Arvoredo ao custo de R$ 18 milhões. O modelo será novidade em Contagem, com atividades que promovam a interação entre grupos de estudantes. A proposta da Secretaria de Educação é que a instituição também atenda alunos matriculados em outras instituições municipais de ensino da região.

De acordo com o prefeito, cerca de 2.000 estudantes poderão participar de atividades complementares, como cursos profissionalizantes, de língua estrangeira, artes e informática. “Queremos garantir que nossos alunos tenham uma melhoria considerável, ampliando a capacidade para ingressar e se manter no mercado profissional”, destaca Alex de Freitas.

A meta do prefeito é criar escolas semelhantes em outras regionais. Vandir Machado é pai de um adolescente. Para ele, o novo modelo de ensino vai auxiliar os alunos a entrar no mercado de trabalho. “A escola de tempo integral será ótima, pois os jovens terão mais oportunidades de conseguir uma boa profissão e não terão tempo para ficar nas ruas”, avalia.

Reformas

Todas as 107 instituições municipais de educação de Contagem receberão recursos para melhorias estruturais e pintura, totalizando R$ 24,5 milhões. R$ 21 milhões serão gastos na reforma completa de 32 escolas. A previsão é a de que as intervenções sejam concluídas em um ano. A proposta, aponta o secretário de Educação, é criar um ambiente de estudo mais agradável. “Alunos e educadores merecem um espaço mais confortável”, finaliza Joaquim.

As demais escolas, que não entraram na lista de reformas completas, serão pintadas. A novidade é que alunos e educadores poderão escolher as cores da instituição. Serão quatro opções, baseadas nas cores da bandeira de Contagem. O investimento será de 3,5 milhões de reais repassados via caixa escolar. O diretor terá autonomia para escolher como a pintura será executada. Além disso, a comunidade poderá acompanhar o andamento dos processos. Os educadores poderão promover encontros com os para os pais dos estudantes para divulgar planilhas de investimentos.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Geraldo Tadeu