Posts com a Tag ‘Inclusão’

Processo Seletivo para contratação de cuidadores

Inscrições começam nesta sexta-feira, 18 de janeiro

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para a contratação de cuidadores para atuar nas escolas municipais de Contagem. O cuidador tem como atribuição acompanhar os estudantes deficientes nas instituições de ensino com baixa autonomia das atividades da vida diária; como locomoção, alimentação, comunicação e higienização.

O Processo Seletivo é uma parceria entre a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Associação dos Surdos de Contagem (ASC). O candidato deve ter o Ensino Médio completo, ter mais de 18 anos, possuir capacidade técnica comprovada por meio de cursos, como cuidador de idosos, cuidador infantil, primeiros socorros básico, outros). É preciso apresentar atestado médico com aptidão para a função e atestado de bons antecedentes. É desejável experiência mínima de um ano.

As inscrições começam nesta sexta-feira, 18 de janeiro, e vão até o dia 30 de janeiro. O candidato deve enviar o currículo para o e-mail: inclusaoasc@gmail.com.

Após análise de currículo, os candidatos selecionados passarão por etapas de entrevista, teste de aptidão e análise de documentos.

Reportagem: Júlio César Santos
Arte: Renata Coura
Publicação: 18/01/2019

Secretaria de Educação implanta plano para melhorar o aprendizado de estudantes com deficiência

Metodologias evidenciam o perfil do estudante e criam medidas personalizadas de ensino

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) desenvolve um projeto-piloto para a Educação Inclusiva que tem como objetivo é consolidar as Diretrizes para Política de Educação Inclusiva em Contagem. As ações são divididas em três etapas. A primeira consiste na triagem, que vai traçar o perfil e as necessidades dos estudantes. Já a segunda fase vai destrinchar o histórico familiar do estudante. E por último, professores são capacitados para construir um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), no qual vai auxiliar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.

Em Contagem existem 1.245 pessoas com deficiência, matriculadas na Rede Municipal de ensino. “A concepção do projeto é em função da demanda da Rede. Temos a obrigação legal de desenvolvermos o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e queremos garantir que todo estudante, portador de deficiência, matriculado nas escolas municipais e Umeis, tenham um PDI para subsidiar sua trajetória escolar”, disse a Superintendente de Projetos Especiais e Parcerias, Ludmilla Skrepchuk Soares.

Atualmente o projeto é desenvolvido em nove escolas do município, contemplando todas as regionais. A proposta da equipe de Superintendência é a ampliar ainda mais o mapeamento. “A proposta é que a partir do segundo semestre de 2019 possamos ampliar para mais quatro escolas em cada regional”, concluiu Ludmilla Soares.

Reportagem: Nelson Augusto
Publicação: 15/01/2019

Escola Eli Hora realiza mostra de inclusão

Ação faz parte do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Educadores e comunidade escolar da Escola Municipal Eli Horta, na regional Sede, se reuniram para apresentar o trabalho desenvolvido durante o ano letivo na Educação Inclusiva. A mostra envolveu o depoimento de estudantes do Atendimento Educacional Especializado (AEE), familiares e dos próprios professores da escola num encontro emocionante. Um dos trabalhos apresentados foi em parceria com a biblioteca, na qual os estudantes de AEE utilizam livros gigantes para aprenderem.

A escola Eli Horta atende atualmente 26 estudantes com deficiência. O AEE é desenvolvido em uma sala de recursos multifuncionais e conta com o auxílio de sete estagiários da inclusão. O trabalho realizado na escola faz com que os estudantes permaneçam dentro de sala de aula. Quem comprova é Ivanete Viana Braga Oliveira, mãe de Karen Braga de Oliveira, de 15 anos. A garota passou a frequentar a Eli Horta neste ano, vinda de outra escola, e para Ivanete foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para a filha. “O atendimento aqui é muito melhor. Minha filha tem deficiência de locomoção e cognitiva, então, além da equipe recebê-la pontualmente e prestar os devidos cuidados, ela ainda desenvolveu a parte pedagógica. Tudo que eu espero pra ela é um futuro de igualde e inclusão e aqui estamos no caminho certo”, disse.

Segundo a professora do AEE da Eli Horta, Márcia Rocha, a matrícula do aluno com deficiência é garantida nas escolas, mas além da matrícula, eles precisam ser incluídos no ambiente escolar. “Só acredito no AEE que atenda o estudante e consiga consolidar essas atividades no seu turno, fazendo essa articulação com os professores, com a equipe pedagógica, com a comunidade escolar, envolvendo todos, inclusive a família, porque senão o resultado não acontece. Eu só faço aquilo que acredito, e acreditando nessa proposta de inclusão dentro do ambiente escolar, o nosso trabalho tem resultado. Hoje eu conto com uma equipe maravilhosa de estagiários, tenho total apoio da gestão, isso tudo contribui para que dê certo”, disse.

A superintendente de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Ludmilla Soares, esteve presente no encontro e ressaltou o trabalho que vem sendo feito na rede municipal de ensino, por meio do AEE. “Nós implementamos várias ações tanto no campo da gestão, em termos de planejamento de ações de intervenções da política pública da Educação Inclusiva no município. E do ponto de vista operacional, implementamos o programa de formação continuada para as professoras do AEE, hoje o município conta com 29 salas de recursos nas escolas de ensino fundamental e o atendimento itinerante nas Unidades de Educação Infantil (Umeis). Começamos agora também um projeto piloto de educação inclusiva em nove escolas, uma por regional, que se destaca na sua inovação no campo pedagógico. Nossa grande meta é deixar essa gestão com todos os alunos da inclusão com seu plano de desenvolvimento individual do aluno (PDI) pronto, e em execução nas escolas”, resumiu.

Para Patrícia Leandra Rodrigues de Souza, mãe de Poliane Rodrigues Souza, 16 anos, aluna da AEE na Eli Horta, neste primeiro ano da filha na escola, ela realmente foi incluída. “Sinto que os profissionais neste ano estão mais preparados. O início da vida escolar dela foi bem difícil. Mas agora, quanto ao desenvolvimento da Poli, depois que ela veio para cá, conseguiu falar uma frase completa. Ela gosta da escola e entra na bagunça dos outros alunos. É um passo de cada vez, mas só quero que ela tenha qualidade de vida com mais inclusão e que todos os outros sigam o exemplo dessa escola ao incluir essas crianças especiais”, disse.

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado dia em3 de dezembro. A data tem o objetivo de informar a população sobre todos os assuntos relacionados a deficiência física e mental. Um outro propósito é conscientizar as pessoas sobre a importância de inserir as pessoas com deficiência em diferentes aspectos da vida social, como a política, a econômica e a cultural.

Reportagem: Vanessa Trotta
Foto: Adelcio Ramos Barbosa
Publicação: 03/12/2018

Secretaria Municipal de Educação pede revogação de lei que extinguiu a E.M. Antônio Carlos Lemos

Pedido foi encaminhado ao Conselho Municipal de Educação

A Secretaria Municipal de Educação encaminhou um ofício ao Conselho Municipal de Educação solicitando parecer para revogar parcialmente a lei que extinguiu a .

Em dezembro de 2017 a escola foi transformada em um Centro de Atendimento Educacional Especializado, voltado a pessoas com deficiência física. Com a revogação da lei, além do atendimento à população o espaço poderá receber outros estudantes da Rede Municipal de Ensino de Contagem que possuem deficiência.

O pedido de revogação foi anunciado pela secretária municipal de Educação, Sueli Baliza durante uma reunião na sede da instituição. Pais de usuários do espaço, o secretário de Diretos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino e o vereador Arnaldo de Oliveira (PTB) participaram do encontro.

Assim que o Conselho Municipal de Educação deferir o pedido, o ofício será encaminhado à Câmara Municipal e o legislativo pode decidir se o espaço volta para a pasta da educação. A proposta da Seduc é desenvolver um projeto para o Atendimento Educacional Especializado e um espaço para formação de educadores que atendem pessoas com deficiência nas escolas. “Nós já temos uma parceria com o CAIS para atendimento a cem estudantes da Rede Municipal. Queremos fazer a mesma coisa aqui; dar direito a quem tem direito”, destacou a secretária de Educação, Sueli Baliza.

Os pais das pessoas que utilizam o espaço receberam a notícia com festa. Elizabeth Vasconcelos tem uma filha portadora de deficiência mental. A jovem participa de diversas oficinas na instituição “Fortalecer esse espaço vai ajudar muito as famílias de deficientes. A vida social de nossos filhos está vinculada ao centro”, destacou Elizabeth.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 29/11/2018

Secretaria de Educação recebe homenagem no Congresso Internacional Brain Connection pelas práticas desenvolvidas

Mãe de estudante com deficiência cria roupa que auxilia na inclusão esportiva

O jovem de 13 anos participou do torneio da escola e fez três gols para a alegria da turma.

A Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, tem promovido desde o último final de semana um torneio esportivo dentro de suas dependências. Por ser uma escola que também agrega estudantes com deficiência, a direção trabalhou para que todos pudessem participar de maneira inclusiva das atividades que tomaram as três quadras da escola.

Mas o que mais chamou a atenção dos presentes, foi a determinação de um jovem do 7ºano, que fora abraçado por seus colegas de classe e também por seu professor de Educação Física. O garoto, João Bernardo Avelar Santos é cadeirante e nasceu com tetraplegia ou quadriplegia (que é quando uma paralisia afeta todas as quatro extremidades), estava tendo problemas de desnutrição grave e com isso começou a surgir sintomas de depressão.

A sua mãe, que é costureira, Maria Lucia Baeta, preocupada com o bem-estar e a saúde do filho, criou uma roupa similar à de outro pai que também tinha o sonho de ver o filho praticando atividades esportivas. Ela fez uma espécie de adequação em que um adulto a veste, e com isso o seu filho consegue também se fixar por dentro dela. Pela situação do João Bernardo, ele precisava de uma roupa que o pudesse mantê-lo ereto para que assim o peso fosse suportado por quem o levasse para dentro dos ambientes em que ambos estivessem.

Na opinião do professor de Educação Física, Luiz Gustavo Martins de Abreu, a roupa proporcionou mais interação do estudante com os seus colegas de classe e também o deixou mais próximo das atividades esportivas. Prova disso, que durante o campeonato na escola, Luiz Gustavo, foi a pessoa que o direcionou dentro de quadra no duelo de futsal entre duas turmas. João Bernardo foi o autor dos três gols que levaram a sua turma para a próxima fase do torneio. “Eu sempre quis trabalhar inclusão quando cheguei na escola. Minha vontade sempre foi de motivá-lo e durante esses dias de torneio na escola, foi o ápice da emoção ao vê-lo feliz e realizado com a sua participação em quadra”, destaca Luiz Gustavo.

A mãe, Maria Lúcia, ficou feliz em ter projetado a roupa e na avaliação dela o filho voltou a ser uma criança mais feliz. “Eu falei com ele que ia tentar fazer uma roupa que o pudesse dar a chance dele jogar futsal e consegui. Foi tudo tão rápido, acredito que achamos uma brecha que faça com que ele melhore da depressão e o faça voltar a sorrir novamente, vamos acompanhar mais de perto nas aulas de Educação Física”, finalizou.

O estudante João Bernardo também possui uma irmã gêmea, Maria Beatriz, também do 7º ano na mesma escola. Ela nasceu com diplégia espástica (paralisia que pode ser mais ou menos grave dos membros inferiores), e faz o uso de andador. Ela também participou do torneio, dessa vez na modalidade queimada. Desde os quatro anos de idade vão juntos na escola e são sinônimos de força e determinação por seus colegas.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 31/10/2018

Profissionais e estagiários de apoio à inclusão participam de cursos de capacitação durante toda a semana

Setecentas e cinquenta pessoas participam das atividades

O auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, está bem movimentado durante esta semana. O motivo é a Formação em Serviço desenvolvida para os profissionais de apoio à inclusão. O evento é realizado pela Superintendência de Projetos Especiais e Parcerias, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).

Estão sendo capacitados cerca de 750 profissionais que trabalham com estudantes com deficiência. Durante o encontro participam profissionais de apoio, cuidadores, estagiários, instrutores e interpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que atuam nas escolas municipais, Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei) e na Fundação de Ensino de Contagem (Funec).

Para a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares, os educadores têm aproveitado bastante as palestras. “Pelo o que percebo, todos estão gostando do conteúdo programático que abordamos na Formação. Conseguimos mesclar momentos interativos entre teoria e dinâmica e muitos vídeos comentados sobre a legislação”, explica.

Durante a Formação, assuntos de extrema importância, que prezam pela valorização do estudante, estiveram à tona. Temas sobre os Direitos dos Estudantes com Deficiência (LBI), Ética Profissional, Pilares da Educação Inclusiva, entre outros, são abordados. “O que eu percebi durante o período em que estou na área é que ainda precisamos nos organizar em relação ao contato dos estagiários com os outros profissionais. Esses dias que estamos em Formação têm servido para nos ajudar a entender as necessidades de cada um e compreendermos também como agir perante a alguma situação com os alunos”, finalizou a estagiária da Funec Cruzeiro do Sul, Isabela Rodrigues.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1200 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

O ciclo de Formação começou na segunda-feira, 15 de outubro e termina nessa sexta (19).

Reportagem: Leonardo Melo
Publicação: 18/10/2018

Seduc destaca o Dia do Deficiente Físico e as ações feitas nas escolas

Na data de hoje comemoramos o dia de luta da pessoa com deficiência física. Na rede municipal de Contagem, temos muito a comemorar em termos de educação inclusiva. Um processo que começou em 2005 e hoje percebemos muitos avanços nas escolas municipais.

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc), atendem 1.276 estudantes com deficiência que estão nas salas de aula regulares e também no Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas salas de Recursos Multifuncionais que possibilitam a complementação do ensino a esses estudantes.

A Prefeitura, por meio da Seduc, está fazendo também o Atendimento Educacional Domiciliar para aqueles estudantes que estão afastados da escola em motivo por tratamento de saúde.

O trabalho também visa formar professores e pedagogos da rede para a construção do plano de desenvolvimento individual de cada estudante da inclusão, possibilitando além do acesso à vaga nas escolas, à sua participação nas diversas atividades culturais e pedagógicas.

A Educação Inclusiva em Contagem avança a cada dia. Desejamos felicitações.  

Uma homenagem da Secretaria Municipal de Educação.

Professores de Educação Física participam da Semana da Pessoa com Deficiência

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado

Dezenas professores de Educação Física  da rede municipal de ensino participaram da palestra sobre o esporte para pessoas com deficiência, na faculdade UNA, na tarde dessa quinta-feira (20). O evento faz parte da programação da Semana da Pessoa com Deficiência. A semana faz alusão à Lei 4.282, que instituiu a data 21 de setembro como o Dia Municipal pela Inclusão Social da Pessoa com Deficiência.

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado. “O esporte é uma ferramenta imprescindível de inclusão. Ferramenta onde a pessoa com deficiência se expõe enquanto sujeito com deficiência, e por meio dessa exposição, ela se impõe, mostrando para as pessoas que o limite físico ou sensorial não significa necessariamente uma incapacidade para a vida produtiva”, afirmou o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

O esporte é de grande auxílio para a reabilitação da pessoa com deficiência, mas é necessário que haja adaptação às regras e ao modo como se praticam as modalidades. O representante da Una e professor de educação física, Telmo de Oliveira, e ex-atleta da seleção brasileira de vôlei, falou sobre a união do esporte com a educação. “Estamos tentando a cada dia transformar as pessoas pela educação e pelo esporte, mas não só com o conhecimento, mas com muito amor. Nada mais justo do que entender que cada pessoa é diferente, tem sua necessidade, mas que estamos todos unidos em um só objetivo. Fazemos a educação com muito amor”, disse.

A prática de esportes coletivos é muito importante e ajuda na inclusão e na socialização de uma pessoa com deficiência. Benta Maria de Oliveira, superintendente de educação básica da Secretaria Municipal de Educação, falou que o diferencial é o olhar que cada um tem que ter. “Hoje temos na rede 1280 estudantes com deficiência, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para nós é um aprendizado todos os dias. Temos que estar sempre, como educadores, com um olhar atento e paixão para melhor atendê-los”, disse.

Relatos dos convidados

Maurício Peçanha
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Maurício Peçanha, falou sobre sua história no esporte. Ele começou a treinar basquete com 21 anos, na Associação Mineira de Paraplégicos. Com o passar do tempo, iniciou também treinamentos no atletismo, tênis de mesa, natação, entre outros. Mas focou mesmo no basquete e, em 1989, disputou o campeonato brasileiro, ficando em segundo lugar. Nesse dia, Peçanha foi convidado para integrar a seleção brasileira, além de ser considerado o melhor atleta do campeonato. Ele foi convocado para o Mundial, mas teve uma torção no ombro, devido a uma queda.

“Fizeram de tudo para eu recuperar a tempo, mas depois falaram que demoraria mais de seis meses para a recuperação, então me tiraram da lista dos convocados. Mas a história vem de encontro com uma realização. Me sinto abençoado e escolhido, porque sempre me esforcei e não desisti do meu sonho, que era vestir a camisa da seleção brasileira, e eu vesti. Enquanto em vida e enquanto eu puder, estarei presente em todos os movimentos das pessoas com deficiência”, disse o ex-atleta. Ainda de acordo com Peçanha, “o esporte é um direito para quem quer praticar, seja ele de alto rendimento, ou simplesmente para ter uma condição melhor de vida”

Marcos Melo
Atual líder no ranking nacional do paraciclismo, Marcos tem 39 anos e é fisioterapeuta. Em 2007, praticando voo livre, após uma rajada forte de vento, ele foi arremessado contra uma rocha. Com uma velocidade de 60 km/h, ele bateu a cabeça e teve uma lesão medular. Segundo Melo, há notícias que somente ele no mundo que sobreviveu a esse tipo de acidente.

“Sempre fui uma pessoa muito ligada ao esporte, mesmo antes de ficar tetraplégico. Eu já fiz praticamente todos os esportes. Depois de uma deficiência, quanto mais rápido você se aceitar e passar a viver com suas limitações e aprender com elas, mais fácil fica a vida. Deficiência não é sinônimo de parar a vida e ficar em casa. Eu continuo fazendo atividades. Se alguém tem dúvida que o esporte inclui, não tenha, porque ele consegue juntar vários tipos de deficiências diferentes. Todos estão juntos em prol da mesma coisa, que é a vitória e a superação”, disse.

Antes de escolher o Paraciclismo, ele praticou o Esgrima em Cadeiras de Rodas, onde ficou quatro vezes em primeiro lugar no ranking nacional e foi três vezes campeão brasileiro esgrima. No paraciclismo já foi campeão duas vezes.

Adriane Almeida
Com 37 anos, Adriane adquiriu a deficiência visual com oito anos de idade por meio da Síndrome de Stevens-Johnson, que é uma intoxicação generalizada de medicamentos. “Até essa idade, eu gostava muito de esportes com bola. Após adquirir a deficiência eu fiquei muito tempo sem pratica-los. Hoje enxergo 5% em um olho, e no outro de 10 a 15%.”, disse a atleta.

Sua carreira no judô começou após se inscrever na Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte. Com três meses de treino, foi para a primeira competição, e seis anos depois entrou para a seleção brasileira. O Parapan em 2007 foi a primeira experiência na seleção. Adriane participou das três últimas olimpíadas. Ela foi medalha de prata em Pequim; em Londres e no Rio ficou em 5º lugar. Foi medalha de bronze em 2014 no Colorado no Mundial. Em 2015, também no Mundial, na Coreia do Sul, foi bronze.

“Antes da paraolimpíada no Rio, fraturei o ombro e tive que me ausentar após os jogos. Estou voltando agora a competir, e tive uma grande competição agora no mês de setembro, em São Paulo, disputando o Brasileiro, e consegui vice-campeonato. Quero e vou buscar os jogos de Tóquio de 2020 para eu encerrar minha carreira. Com o esporte passei de uma pessoa que só ficava em casa, para uma pessoa que conheceu o mundo e alcançou muitas coisas”, relatou.

João Batista
O atleta de grande sucesso no futsal foi convocado para a seleção em 1997. Ele conquistou seis ouros na Copa América, um no Parapan e dois na Paraolimpíadas pela seleção. Também ganhou seis brasileiros e dez regionais. “Esses títulos não são nada se não houver o reconhecimento de alguém”, disse João.

Durante seu tempo de apresentação, Batista passou um vídeo sobre o esporte para deficientes. “Estou feliz por saber que temos em torno de 60, 70 professores presentes aqui hoje, que amanhã vão ter uma visão um pouco diferente de quando entraram nesta sala. Tenho uma convicção grande que vão sair daqui com uma nova experiência e poder contar para seus alunos que conheceram pessoas que lutaram para que eles tivessem um futuro melhor como pessoas com deficiência”, disse o atleta.

Calazans Júnior
Professor da rede há quase 10 anos, atualmente trabalha na Escola Municipal Eli Horta. Na palestra, ele contou sobre o dia a dia dentro da escola com os alunos com deficiência em suas aulas. Durante as atividades de Educação Física, ele usa estratégicas adequadas evitando a exclusão. O professor mostrou fotos dos alunos durante as aulas.

“Temos que entender que aquele estudante vai desenvolver e aprender no tempo dele. Temos que ter esse olhar. Estou buscando me qualificar para atender cada vez melhor meus alunos”

Marcelo Melo
O coordenador do Programa Superar de Belo Horizonte apresentou um pouco sobre o trabalho e disse que o projeto trabalha com o propósito de elaborar, coordenar, executar e supervisionar as Políticas Públicas de esporte e lazer para pessoa com deficiência da cidade de Belo Horizonte. “Essa política tem que acontecer, porque o esporte e lazer é imprescindível para a pessoa com deficiência, tanto para pratica de atividade física, quanto para saúde e qualidade de vida”, afirmou.

De acordo com Marcelo, “o esporte paraolímpico está cada dia melhor. Há um respeito maior, principalmente nos esportes de competição de rendimentos”.

O Superar atende 941 alunos em oito núcleos com pessoas com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, com autismo e múltipla.

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 21/09/2018 

Educação inclusiva é tema de roda de conversa na Semana da Pessoa com Deficiência

Representantes falaram sobre as conquistas, avanços, desafios, ações efetivas e as novas perspectivas da educação inclusiva

Representantes de cidades da Região Metropolitana participaram de uma roda de conversa sobre a inclusão de pessoas com deficiência no ensino. O bate papo aconteceu no Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos, no Eldorado. Os participantes falaram sobre as conquistas, avanços, desafios, ações efetivas e as novas perspectivas da educação inclusiva de sua cidade.

“Conseguimos reunir pessoas de várias cidades para uma troca de experiências e ter um momento de reflexão. Foi um evento de crescimento para todos. A Prefeitura de Contagem tem investido e avançado em uma educação inclusiva e de qualidade para todos, por essa ser uma determinação do governo Alex de Freitas.”, disse o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

A roda de conversa foi formada pela mediadora dra. Ângela Matilde, por Ludmilla Screpuchk, representando a Secretaria Municipal de Educação; Elielton Augusto, representando a Secretaria de Educação de Ibirité; Patrícia Cunha, com a Secretaria de Educação de Belo Horizonte; Luciane Dias, do Centro de Referência e Apoio à Educação Inclusiva Rafael Veneroso de Betim; Maria Suely, representando a Escola Municipal Eva Fernandes da cidade de Sarzedo; e Sara Camilo, da Escola Particular Querubim de Contagem.

Cada representante falou um pouco sobre a educação inclusiva em seu município. Ludmilla Screpuchk iniciou a roda de conversa. “É muito importante a parceria da família com a escola. Esse elo é fundamental, não somente no acompanhamento na vida escolar, mas, principalmente, para construção de caminhos, alternativos e políticas que possam efetivamente garantir atendimento de qualidade, não só na educação, mas em todas as políticas como na saúde, assistência, direitos humanos, entre outras”, enfatizou.

Patrícia Cunha, da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, disse que “se não fossem os movimentos sociais, nós não teríamos hoje a oportunidade de implementar e acreditar nas políticas que atendam a todas essas pessoas com deficiência.  Também acredito que nem teríamos as oportunidades de fazer os progressos que podemos fazer na educação”, complementou.

Ao final do evento, o público pôde acompanhar a apresentação musical do grupo de alunos com deficiência do Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos.

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 20/09/2018