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Mais de 600 profissionais discutem educação inclusiva

Representantes da Seduc participam de Congresso Internacional para qualificar o ensino na cidade.

Para melhorar a qualidade do ensino, representantes da Secretária Municipal de Educação (Seduc) participaram do II Congresso Internacional de Neurociência e Aprendizagem da Infância e Juventude – Brain Conection. O evento é considerado um dos maiores no setor educacional do Brasil. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre educação inclusiva, transtornos da aprendizagem, neurociências, educação e relações familiares.

Mais de 600 profissionais de diversos países participaram do congresso. O Brain Conection foi realizado nos dias 7,8 e 9 de setembro em Belo Horizonte. As atividades foram voltadas para pais, estudantes, professores, psicólogos, terapeutas ou a profissionais de qualquer área da educação e saúde.

Para a professora Marta Relvas, uma das principais palestrantes, a participação dos educadores é fundamental. “É necessário que os profissionais entendam como funcionam as possibilidades de ensino para que os transtornos possam ser reconhecidos em sala de aula e a aprendizagem seja qualificada”, afirmou.

Além das palestras, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de workshops, debates, conhecer trabalhos científicos e livros.

A assessora pedagógica da Seduc, Francimara Batista, relatou que os temas discutidos serão levados para a secretaria e serão colocados em prática nas escolas. “A busca ao conhecimento deve ser constante, é importante sabermos quais são as novas tendências na educação inclusiva para proporcionarmos mais qualidade de ensino, por isso a participação de professores da rede municipal é indispensável. Tudo que aprendemos aqui será levado para os nossos estudantes”, disse.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1130 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

 

Reportagem: Nayara Vianna
Fotos: Rafael Souza

Sem limites para o aprendizado na rede municipal de educação

São 27 salas multifuncionais para atendimento de estudantes com deficiência

Pessoas com deficiência vêm conquistando cada vez mais espaço em nossa sociedade. E isso não é diferente nas escolas de Contagem: são cerca de 1.200 estudantes matriculados na rede. A inclusão é assegurada desde a aprovação do Decreto nº 186, de 9 de julho de 2008, no Congresso Nacional. O trabalho dos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) também vem se consolidando ao longo dos anos.

Eles são responsáveis por acolher, orientar, trocar informações e experiências de recursos que favoreçam os avanços das potencialidades dos alunos. Também instruem os familiares quanto ao trabalho desenvolvido em sala de aula. No ambiente pedagógico são promovidas ações que dão possibilidades e estratégias quanto à integração do aluno na sociedade. Os profissionais do AEE não atuam no reforço escolar, mas como norteadores no processo de inclusão do estudante.

Os atendimentos são no turno diferente ao que o aluno estuda, nas Salas de Recursos Multifuncionais, na própria escola do estudante ou em uma próxima à residência dele. As salas são criadas por meio de convênio com o Ministério da Educação e são equipadas com jogos, tablets e brinquedos. Além disso, no ato da matrícula é preciso fazer dois registros, um em classe comum na rede pública de ensino e outro no AEE.

Há no município cerca de 27 salas. A cidade também conta com cinco professores de AEE Móvel, que estão à disposição dos alunos da rede infantil e seguem um cronograma para atender todas as regionais. O trabalho conta com o auxílio de estagiários e cuidadores contratados. Eles prestam ajuda individualizada aos estudantes.

O profissional de apoio deve atuar de forma articulada com os professores do aluno de Educação Especial, da sala comum e Sala de Recursos Multifuncionais. “O trabalho que está sendo feito nas escolas de Contagem é de extrema importância. A medida que convivemos com os alunos percebemos que o lugar da escola é na vida de todos”, salienta Márcia Aparecida de Matos, coordenadora da Inclusão da Secretaria Municipal de Educação.

A professora de AEE Rosane de Fátima Gomes Rocha destaca que os 32 anos de experiência na educação lhe proporcionaram grandes desafios e que ela se sente agradecida pelo trabalho nas salas multifuncionais. “A cada atendimento, meu coração transborda de alegria. Procuro lembrar sempre que meus alunos são anjos que me trazem experiência e aprendizado”, enfatiza.

O motorista Joselito de Barros tem um filho com autismo. Ele faz parte do grupo de alunos que exercem atividades na sala multifuncional da Escola Municipal Professor Hilton Rocha. Ele explica que a escola possui excelentes aparatos tecnológicos e percebeu que os resultados foram satisfatórios no desenvolvimento do seu filho. “A escola por ser pública tem uma infraestrutura adequada para atender as crianças, jovens e adultos. O desempenho do meu filho melhorou. Eu atribuo aos profissionais e a estrutura da escola”, ressalta.

Transporte

Outra ferramenta de inclusão na cidade é o programa Sem Limite da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. O trabalho é voltado ao transporte de crianças, adolescentes e adultos com deficiência. Cerca de 25 veículos atendem 280 pessoas de segunda a sexta-feira, levando-os em escolas e nos locais de reabilitação.

O cadastro pode ser feito nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), logo após a pessoa passa por uma perícia para averiguar suas condições e necessidades. “O programa existe há 10 anos e representa uma possibilidade de uma vida melhor no âmbito social”, finaliza Marcelo Lino, coordenador de Políticas para Pessoas com Deficiência.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu