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Secretaria de Educação recebe homenagem no Congresso Internacional Brain Connection pelas práticas desenvolvidas

Mãe de estudante com deficiência cria roupa que auxilia na inclusão esportiva

O jovem de 13 anos participou do torneio da escola e fez três gols para a alegria da turma.

A Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, tem promovido desde o último final de semana um torneio esportivo dentro de suas dependências. Por ser uma escola que também agrega estudantes com deficiência, a direção trabalhou para que todos pudessem participar de maneira inclusiva das atividades que tomaram as três quadras da escola.

Mas o que mais chamou a atenção dos presentes, foi a determinação de um jovem do 7ºano, que fora abraçado por seus colegas de classe e também por seu professor de Educação Física. O garoto, João Bernardo Avelar Santos é cadeirante e nasceu com tetraplegia ou quadriplegia (que é quando uma paralisia afeta todas as quatro extremidades), estava tendo problemas de desnutrição grave e com isso começou a surgir sintomas de depressão.

A sua mãe, que é costureira, Maria Lucia Baeta, preocupada com o bem-estar e a saúde do filho, criou uma roupa similar à de outro pai que também tinha o sonho de ver o filho praticando atividades esportivas. Ela fez uma espécie de adequação em que um adulto a veste, e com isso o seu filho consegue também se fixar por dentro dela. Pela situação do João Bernardo, ele precisava de uma roupa que o pudesse mantê-lo ereto para que assim o peso fosse suportado por quem o levasse para dentro dos ambientes em que ambos estivessem.

Na opinião do professor de Educação Física, Luiz Gustavo Martins de Abreu, a roupa proporcionou mais interação do estudante com os seus colegas de classe e também o deixou mais próximo das atividades esportivas. Prova disso, que durante o campeonato na escola, Luiz Gustavo, foi a pessoa que o direcionou dentro de quadra no duelo de futsal entre duas turmas. João Bernardo foi o autor dos três gols que levaram a sua turma para a próxima fase do torneio. “Eu sempre quis trabalhar inclusão quando cheguei na escola. Minha vontade sempre foi de motivá-lo e durante esses dias de torneio na escola, foi o ápice da emoção ao vê-lo feliz e realizado com a sua participação em quadra”, destaca Luiz Gustavo.

A mãe, Maria Lúcia, ficou feliz em ter projetado a roupa e na avaliação dela o filho voltou a ser uma criança mais feliz. “Eu falei com ele que ia tentar fazer uma roupa que o pudesse dar a chance dele jogar futsal e consegui. Foi tudo tão rápido, acredito que achamos uma brecha que faça com que ele melhore da depressão e o faça voltar a sorrir novamente, vamos acompanhar mais de perto nas aulas de Educação Física”, finalizou.

O estudante João Bernardo também possui uma irmã gêmea, Maria Beatriz, também do 7º ano na mesma escola. Ela nasceu com diplégia espástica (paralisia que pode ser mais ou menos grave dos membros inferiores), e faz o uso de andador. Ela também participou do torneio, dessa vez na modalidade queimada. Desde os quatro anos de idade vão juntos na escola e são sinônimos de força e determinação por seus colegas.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 31/10/2018

Profissionais e estagiários de apoio à inclusão participam de cursos de capacitação durante toda a semana

Setecentas e cinquenta pessoas participam das atividades

O auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, está bem movimentado durante esta semana. O motivo é a Formação em Serviço desenvolvida para os profissionais de apoio à inclusão. O evento é realizado pela Superintendência de Projetos Especiais e Parcerias, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).

Estão sendo capacitados cerca de 750 profissionais que trabalham com estudantes com deficiência. Durante o encontro participam profissionais de apoio, cuidadores, estagiários, instrutores e interpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que atuam nas escolas municipais, Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei) e na Fundação de Ensino de Contagem (Funec).

Para a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares, os educadores têm aproveitado bastante as palestras. “Pelo o que percebo, todos estão gostando do conteúdo programático que abordamos na Formação. Conseguimos mesclar momentos interativos entre teoria e dinâmica e muitos vídeos comentados sobre a legislação”, explica.

Durante a Formação, assuntos de extrema importância, que prezam pela valorização do estudante, estiveram à tona. Temas sobre os Direitos dos Estudantes com Deficiência (LBI), Ética Profissional, Pilares da Educação Inclusiva, entre outros, são abordados. “O que eu percebi durante o período em que estou na área é que ainda precisamos nos organizar em relação ao contato dos estagiários com os outros profissionais. Esses dias que estamos em Formação têm servido para nos ajudar a entender as necessidades de cada um e compreendermos também como agir perante a alguma situação com os alunos”, finalizou a estagiária da Funec Cruzeiro do Sul, Isabela Rodrigues.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1200 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

O ciclo de Formação começou na segunda-feira, 15 de outubro e termina nessa sexta (19).

Reportagem: Leonardo Melo
Publicação: 18/10/2018

Seduc destaca o Dia do Deficiente Físico e as ações feitas nas escolas

Na data de hoje comemoramos o dia de luta da pessoa com deficiência física. Na rede municipal de Contagem, temos muito a comemorar em termos de educação inclusiva. Um processo que começou em 2005 e hoje percebemos muitos avanços nas escolas municipais.

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc), atendem 1.276 estudantes com deficiência que estão nas salas de aula regulares e também no Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas salas de Recursos Multifuncionais que possibilitam a complementação do ensino a esses estudantes.

A Prefeitura, por meio da Seduc, está fazendo também o Atendimento Educacional Domiciliar para aqueles estudantes que estão afastados da escola em motivo por tratamento de saúde.

O trabalho também visa formar professores e pedagogos da rede para a construção do plano de desenvolvimento individual de cada estudante da inclusão, possibilitando além do acesso à vaga nas escolas, à sua participação nas diversas atividades culturais e pedagógicas.

A Educação Inclusiva em Contagem avança a cada dia. Desejamos felicitações.  

Uma homenagem da Secretaria Municipal de Educação.

Professores de Educação Física participam da Semana da Pessoa com Deficiência

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado

Dezenas professores de Educação Física  da rede municipal de ensino participaram da palestra sobre o esporte para pessoas com deficiência, na faculdade UNA, na tarde dessa quinta-feira (20). O evento faz parte da programação da Semana da Pessoa com Deficiência. A semana faz alusão à Lei 4.282, que instituiu a data 21 de setembro como o Dia Municipal pela Inclusão Social da Pessoa com Deficiência.

Durante o evento, o público se emocionou com os relatos de atletas e ex-atletas do esporte adaptado. “O esporte é uma ferramenta imprescindível de inclusão. Ferramenta onde a pessoa com deficiência se expõe enquanto sujeito com deficiência, e por meio dessa exposição, ela se impõe, mostrando para as pessoas que o limite físico ou sensorial não significa necessariamente uma incapacidade para a vida produtiva”, afirmou o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

O esporte é de grande auxílio para a reabilitação da pessoa com deficiência, mas é necessário que haja adaptação às regras e ao modo como se praticam as modalidades. O representante da Una e professor de educação física, Telmo de Oliveira, e ex-atleta da seleção brasileira de vôlei, falou sobre a união do esporte com a educação. “Estamos tentando a cada dia transformar as pessoas pela educação e pelo esporte, mas não só com o conhecimento, mas com muito amor. Nada mais justo do que entender que cada pessoa é diferente, tem sua necessidade, mas que estamos todos unidos em um só objetivo. Fazemos a educação com muito amor”, disse.

A prática de esportes coletivos é muito importante e ajuda na inclusão e na socialização de uma pessoa com deficiência. Benta Maria de Oliveira, superintendente de educação básica da Secretaria Municipal de Educação, falou que o diferencial é o olhar que cada um tem que ter. “Hoje temos na rede 1280 estudantes com deficiência, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para nós é um aprendizado todos os dias. Temos que estar sempre, como educadores, com um olhar atento e paixão para melhor atendê-los”, disse.

Relatos dos convidados

Maurício Peçanha
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Maurício Peçanha, falou sobre sua história no esporte. Ele começou a treinar basquete com 21 anos, na Associação Mineira de Paraplégicos. Com o passar do tempo, iniciou também treinamentos no atletismo, tênis de mesa, natação, entre outros. Mas focou mesmo no basquete e, em 1989, disputou o campeonato brasileiro, ficando em segundo lugar. Nesse dia, Peçanha foi convidado para integrar a seleção brasileira, além de ser considerado o melhor atleta do campeonato. Ele foi convocado para o Mundial, mas teve uma torção no ombro, devido a uma queda.

“Fizeram de tudo para eu recuperar a tempo, mas depois falaram que demoraria mais de seis meses para a recuperação, então me tiraram da lista dos convocados. Mas a história vem de encontro com uma realização. Me sinto abençoado e escolhido, porque sempre me esforcei e não desisti do meu sonho, que era vestir a camisa da seleção brasileira, e eu vesti. Enquanto em vida e enquanto eu puder, estarei presente em todos os movimentos das pessoas com deficiência”, disse o ex-atleta. Ainda de acordo com Peçanha, “o esporte é um direito para quem quer praticar, seja ele de alto rendimento, ou simplesmente para ter uma condição melhor de vida”

Marcos Melo
Atual líder no ranking nacional do paraciclismo, Marcos tem 39 anos e é fisioterapeuta. Em 2007, praticando voo livre, após uma rajada forte de vento, ele foi arremessado contra uma rocha. Com uma velocidade de 60 km/h, ele bateu a cabeça e teve uma lesão medular. Segundo Melo, há notícias que somente ele no mundo que sobreviveu a esse tipo de acidente.

“Sempre fui uma pessoa muito ligada ao esporte, mesmo antes de ficar tetraplégico. Eu já fiz praticamente todos os esportes. Depois de uma deficiência, quanto mais rápido você se aceitar e passar a viver com suas limitações e aprender com elas, mais fácil fica a vida. Deficiência não é sinônimo de parar a vida e ficar em casa. Eu continuo fazendo atividades. Se alguém tem dúvida que o esporte inclui, não tenha, porque ele consegue juntar vários tipos de deficiências diferentes. Todos estão juntos em prol da mesma coisa, que é a vitória e a superação”, disse.

Antes de escolher o Paraciclismo, ele praticou o Esgrima em Cadeiras de Rodas, onde ficou quatro vezes em primeiro lugar no ranking nacional e foi três vezes campeão brasileiro esgrima. No paraciclismo já foi campeão duas vezes.

Adriane Almeida
Com 37 anos, Adriane adquiriu a deficiência visual com oito anos de idade por meio da Síndrome de Stevens-Johnson, que é uma intoxicação generalizada de medicamentos. “Até essa idade, eu gostava muito de esportes com bola. Após adquirir a deficiência eu fiquei muito tempo sem pratica-los. Hoje enxergo 5% em um olho, e no outro de 10 a 15%.”, disse a atleta.

Sua carreira no judô começou após se inscrever na Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte. Com três meses de treino, foi para a primeira competição, e seis anos depois entrou para a seleção brasileira. O Parapan em 2007 foi a primeira experiência na seleção. Adriane participou das três últimas olimpíadas. Ela foi medalha de prata em Pequim; em Londres e no Rio ficou em 5º lugar. Foi medalha de bronze em 2014 no Colorado no Mundial. Em 2015, também no Mundial, na Coreia do Sul, foi bronze.

“Antes da paraolimpíada no Rio, fraturei o ombro e tive que me ausentar após os jogos. Estou voltando agora a competir, e tive uma grande competição agora no mês de setembro, em São Paulo, disputando o Brasileiro, e consegui vice-campeonato. Quero e vou buscar os jogos de Tóquio de 2020 para eu encerrar minha carreira. Com o esporte passei de uma pessoa que só ficava em casa, para uma pessoa que conheceu o mundo e alcançou muitas coisas”, relatou.

João Batista
O atleta de grande sucesso no futsal foi convocado para a seleção em 1997. Ele conquistou seis ouros na Copa América, um no Parapan e dois na Paraolimpíadas pela seleção. Também ganhou seis brasileiros e dez regionais. “Esses títulos não são nada se não houver o reconhecimento de alguém”, disse João.

Durante seu tempo de apresentação, Batista passou um vídeo sobre o esporte para deficientes. “Estou feliz por saber que temos em torno de 60, 70 professores presentes aqui hoje, que amanhã vão ter uma visão um pouco diferente de quando entraram nesta sala. Tenho uma convicção grande que vão sair daqui com uma nova experiência e poder contar para seus alunos que conheceram pessoas que lutaram para que eles tivessem um futuro melhor como pessoas com deficiência”, disse o atleta.

Calazans Júnior
Professor da rede há quase 10 anos, atualmente trabalha na Escola Municipal Eli Horta. Na palestra, ele contou sobre o dia a dia dentro da escola com os alunos com deficiência em suas aulas. Durante as atividades de Educação Física, ele usa estratégicas adequadas evitando a exclusão. O professor mostrou fotos dos alunos durante as aulas.

“Temos que entender que aquele estudante vai desenvolver e aprender no tempo dele. Temos que ter esse olhar. Estou buscando me qualificar para atender cada vez melhor meus alunos”

Marcelo Melo
O coordenador do Programa Superar de Belo Horizonte apresentou um pouco sobre o trabalho e disse que o projeto trabalha com o propósito de elaborar, coordenar, executar e supervisionar as Políticas Públicas de esporte e lazer para pessoa com deficiência da cidade de Belo Horizonte. “Essa política tem que acontecer, porque o esporte e lazer é imprescindível para a pessoa com deficiência, tanto para pratica de atividade física, quanto para saúde e qualidade de vida”, afirmou.

De acordo com Marcelo, “o esporte paraolímpico está cada dia melhor. Há um respeito maior, principalmente nos esportes de competição de rendimentos”.

O Superar atende 941 alunos em oito núcleos com pessoas com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, com autismo e múltipla.

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 21/09/2018 

Educação inclusiva é tema de roda de conversa na Semana da Pessoa com Deficiência

Representantes falaram sobre as conquistas, avanços, desafios, ações efetivas e as novas perspectivas da educação inclusiva

Representantes de cidades da Região Metropolitana participaram de uma roda de conversa sobre a inclusão de pessoas com deficiência no ensino. O bate papo aconteceu no Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos, no Eldorado. Os participantes falaram sobre as conquistas, avanços, desafios, ações efetivas e as novas perspectivas da educação inclusiva de sua cidade.

“Conseguimos reunir pessoas de várias cidades para uma troca de experiências e ter um momento de reflexão. Foi um evento de crescimento para todos. A Prefeitura de Contagem tem investido e avançado em uma educação inclusiva e de qualidade para todos, por essa ser uma determinação do governo Alex de Freitas.”, disse o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

A roda de conversa foi formada pela mediadora dra. Ângela Matilde, por Ludmilla Screpuchk, representando a Secretaria Municipal de Educação; Elielton Augusto, representando a Secretaria de Educação de Ibirité; Patrícia Cunha, com a Secretaria de Educação de Belo Horizonte; Luciane Dias, do Centro de Referência e Apoio à Educação Inclusiva Rafael Veneroso de Betim; Maria Suely, representando a Escola Municipal Eva Fernandes da cidade de Sarzedo; e Sara Camilo, da Escola Particular Querubim de Contagem.

Cada representante falou um pouco sobre a educação inclusiva em seu município. Ludmilla Screpuchk iniciou a roda de conversa. “É muito importante a parceria da família com a escola. Esse elo é fundamental, não somente no acompanhamento na vida escolar, mas, principalmente, para construção de caminhos, alternativos e políticas que possam efetivamente garantir atendimento de qualidade, não só na educação, mas em todas as políticas como na saúde, assistência, direitos humanos, entre outras”, enfatizou.

Patrícia Cunha, da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, disse que “se não fossem os movimentos sociais, nós não teríamos hoje a oportunidade de implementar e acreditar nas políticas que atendam a todas essas pessoas com deficiência.  Também acredito que nem teríamos as oportunidades de fazer os progressos que podemos fazer na educação”, complementou.

Ao final do evento, o público pôde acompanhar a apresentação musical do grupo de alunos com deficiência do Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos.

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 20/09/2018

 

Seduc firma nova parceria e aumenta o número de Atendimento Educacional Especializado

Atendimento é ampliado aos estudantes de Creches Conveniadas e EJA

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) assinaram um convênio que vai beneficiar estudantes das Creches Conveniadas e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no que tange a educação inclusiva no município.

O convênio propõe complementar o serviço de Atendimento Educacional Especializado, que a Seduc já oferta nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e Escolas Municipais. A instituição tem capacidade para atender 50 estudantes das Creches Conveniadas e 50 da EJA, de todas as regiões.

A assinatura foi realizada na tarde dessa terça-feira (18) da sede do CAIS, no bairro Água Branca. O prefeito, Alex de Freitas, a secretária de Educação, Sueli Baliza, o secretário de saúde, Cléber Faria e o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino estiveram no local. O formato de atendimento com o CAIS havia sido interrompido há três anos e retoma na atual gestão. “Hoje, eu como o prefeito da cidade, tenho o privilégio de resgatar o convênio com o CAIS. Estou muito feliz, já que nossos estudantes merecem um suporte e atendimento dignos”, destaca o Prefeito, Alex de Freitas.

Com o investimento de R$ 360 mil ao ano, o trabalho vem para somar na vida das crianças e adultos que necessitam de atendimento terapêutico e pedagógico, específicos para o desenvolvimento físico e intelectual. Os profissionais irão trabalhar com técnicas que promovam a inserção do indivíduo no contexto social e na vida escolar.

Para se ter uma ideia, os estudantes que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual serão atendidos, por pelo menos, duas vezes na semana. “Sabemos que o CAIS é uma instituição séria e de prestígio. Acredito que na inclusão devemos saber conviver com todos e não somente saber lidar”, enfatiza a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Pensando também na formação dos estudantes da EJA para o mercado de trabalho, a instituição desenvolve metodologias que implicam em um novo olhar sobre o desempenho profissional da pessoa com deficiência. “A inserção no mercado de trabalho é também uma das nossas pautas e será um ganho na vida desses estudantes. Sabemos que existem cotas nas empresas para as pessoas com deficiência e nesse sentido, o CAIS promove ações que preparam esse aluno para concorrer a uma vaga de emprego”, analisa a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares.

O Atendimento Educacional Especializado irá contemplar os estudantes que estão dentro dos critérios estabelecidos pelo o CAIS e a Seduc. “Quanto mais cedo fizermos o Atendimento Educacional Especializado (AEE), melhores são os resultados”, finalizou a superintendente do CAIS, Cristina Abranches Mota Batista.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Pubicação: 19/09/2018

Seduc firma parceria com CAIS e amplia Atendimento Educacional Especializado

Piquenique Inclusivo marca o segundo dia da Semana da Pessoa com Deficiência

O Piquenique foi organizado pelo projeto Circuito Inclusão e pelo Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos

Dezenas de pessoas participaram de mais um evento que integra a Semana da Pessoa com Deficiência. Em seu segundo dia, pessoas com deficiência, familiares e servidores participaram do II Piquenique que aconteceu na manhã deste terça-feira (18), no Parque Ecológico de Contagem, no bairro Eldorado.

O Piquenique foi organizado pelo projeto Circuito Inclusão e pelo Centro de Inclusão Antônio Carlos Lemos, com o apoio da Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Segundo a coordenadora do Centro, Sebastiana Rangel, a ideia do piquenique é para que as pessoas com deficiência ocupem o parque e apreciem as apresentações de outros. “Esta semana é muito importante para a conscientização da sociedade. É necessário que se compreenda que as pessoas com deficiências não têm que se adaptar a sociedade e nem aos espaços. São os espaços e a sociedade que tem q se adequar para recebê-los”, disse.

Durante o evento, dois contadores de história deixaram o público bem animado com alguns contos e músicas. As pessoas presentes também apreciaram a roda de capoeira e percussão das pessoas com deficiência do Antônio Carlos Lemos, além do Teatro da equipe da Secretaria de Saúde.

“Quando você proporciona a essas pessoas de fazer um dia diferente, e vivenciar um outro sentimento e momento, é sensacional. É uma alegria imensa os ver brincando, se divertindo. Vê-los assim, fora das quatro paredes de uma escola, uma clínica, abre horizontes”, disse a coordenadora do Circuito Inclusão, Débora Batista. Segundo ela, o projeto tem um ano e busca levar lazer e atividades às pessoas com deficiência.

Para Neuza Rocha, mãe de um rapaz de 37 anos com paralisia cerebral, a Semana da Pessoa com Deficiência é primordial tanto para a família, quanto para a pessoa com deficiência e para a sociedade. “Todos os anos nós participamos. É muito importante esses momentos porque os meninos têm como mostrar o que fazem durante todo ano e pra eles também é importante. Eles se sentem bem no meio de pessoas que são iguais a eles. Meu filho fica muito feliz com os eventos”, disse. Segundo ela, também é importante para conscientizar a população sobre o assunto.

A 10º Semana da Pessoa com Deficiência acontece entre os dias 17 e 22 de setembro. O evento faz parte do calendário do município e tem como um dos objetivos conscientizar a população sobre o assunto e também reivindicar novos avanços nas políticas públicas para as pessoas com deficiência, sejam elas pessoas com diferentes níveis de limitação física, sensorial (ouvir ou enxergar) e cognitiva (mental).

Reportagem e foto: Raquel Lopes
Publicação: 18/09/2018

Inclusão é destaque na revitalização da Escola Municipal Heitor Villa Lobos

As intervenções iniciadas em novembro de 2017 têm previsão de término até o fim de outubro deste ano

A Escola Municipal Heitor Villa Lobos está sendo totalmente revitalizada e a pintura no piso é destaque por permitir inclusão aos alunos com deficiência. As intervenções iniciadas em novembro de 2017 têm previsão de término até o fim de outubro deste ano.

A escola inaugurada em 1992 atende mais de 760 alunos, da Regional Industrial, com a faixa etária entre 6 e 15 anos. Estão sendo feitas melhorias em toda a edificação, pintura de paredes em acabamento acrílico e barrados em acabamento esmalte, pintura de portas, janelas, guarda-corpos, corrimãos, muros, passeios, tetos e pisos do pátio. A restauração está sendo feita de acordo com as diretrizes do memorial descritivo elaborado para o projeto de pintura escolares da cidade, o modelo de pintura foi definido por votação, com participação dos funcionários, alunos e também da comunidade, dentro das quatro possibilidades de pintura existentes.

O engenheiro da Semobs, Thiago Leite, ressalta a necessidade de observar as particularidades de cada escola. “Com o intuito de criar uma integração entre os alunos com deficiência e os demais alunos, foi elaborada uma pintura remetendo a uma via urbana, com faixas de pedestres e de circulação. A proposta surgiu após conversa com o diretor da unidade, e em conjunto com a fiscalização foi definido o modelo de pintura”.

O engenheiro explica ainda como foi possível implantar a proposta de pintura voltada para a inclusão. “A existência do item pintura modular na planilha contratual permitiu que o trabalho fosse desenvolvido sem burocracias. A revitalização de pintura das escolas são de extrema importância para a renovação do ambiente. Isso incentiva a integração escolar e proporciona um ambiente harmonioso e agradável”, justifica.

Para o diretor da escola, Rogério José Lopes, a possibilidade de implantar uma pintura inclusiva é uma inovação humanizada da gestão. “A escola está sendo totalmente revitalizada, isso é um fator extremamente importante para os alunos e funcionários. Estar em um ambiente apropriado e limpo contribui para a melhora na qualidade do ensino e estimula o aprendizado. É preciso ressaltar também que a Semobs se sensibilizou e atendeu de prontidão ao nosso pedido de fazer uma pintura que auxiliasse na integração de todos. É fundamental que a gestão esteja atenta e encontre uma forma de contribuir para que as crianças com deficiência tenham acessibilidade e também possam brincar durante o intervalo”, destaca.

Reportagem: Nayara Vianna
Foto: Elaine Castro
Publicação: 10/09/2018