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Meta é vacinar 9 mil professores contra a gripe

A expectativa é de imunizar todos os educadores das redes pública e privada da cidade

Os professores da rede pública e particular de Contagem estão no quadro de prioridades da 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza. A reivindicação foi feita pela categoria ao Ministério da Saúde. Os profissionais argumentam que por trabalhar com um vasto público tinham que fazer parte do chamado grupo de risco.

A imunização segue até 26 de maio e pretende atender os 9 mil professores que trabalham no município. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que os profissionais de ensino procurem uma das 48 salas de vacinação da cidade. Basta levar documento de identidade e cartão de vacina. Também é preciso apresentar contracheque ou outro documento que comprove a profissão.

As salas funcionam de segunda à sexta-feira. Os horários variam de acordo com a unidade: as com Estratégia Saúde da Família funcionam das 8h30 às 16h30 e as que não contam com esse serviço das 7h30 às 18h30.

A Secretaria de Saúde promoverá uma ação especial de vacinação em 13 de maio, dia de mobilização nacional para a campanha, conhecido como o “Dia D”. Na oportunidade, todos que se enquadram nos critérios determinados pelo Ministério da Saúde vão receber a vacina. O evento será em um sábado e o objetivo é atender a todos do grupo de risco. “É importante que os profissionais da educação tomem a vacina para prevenir o adoecimento”, explica Fernanda Almeida, Diretora de Imunização do Município de Contagem.

Desde o início da campanha, em 17 de abril, mais de 10 mil doses da vacina contra a gripe foram aplicadas em Contagem. Na semana passada, 900 professores tomaram a vacina. “Nós professores trabalhamos muitas horas em salas de aula, o nosso público é vasto e diversificado. É de extrema importância termos conseguido acesso à vacina, até para evitar que nos ausentemos do nosso trabalho”, finaliza a professora Laura Lorena Lutkenhaus.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende

Plataforma digital auxilia na compreensão do conteúdo

Programa de tecnologia digital complementa o trabalho educativo feito em sala de aula

A professora Marina Ambrósio Pereira criou um canal no Youtube (https://goo.gl/hhmJxM) pelo qual orienta outros educadores sobre o uso de tecnologias de informática e comunicações (TICs) no dia a dia da escola. Ela disponibiliza aos estudantes, em pen drives, jogos pedagógicos que auxiliam no aprendizado do conteúdo repassado dentro da sala de aula.

Marina dá aula na Escola Municipal René Chateaubriand Domingues, na região do Riacho, em Contagem, onde é executado o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), de incentivo ao uso pedagógico de TICs na rede pública. Nos laboratórios da instituição de ensino, que tem cerca de 400 alunos, é aplicado o método de aprendizagem por meio de jogos instalados em netbooks.

Criado pelo Ministério da Educação, o ProInfo tira o aluno da sala de aula convencional para inserí-lo no ambiente da comunicação digital. Com o apoio das prefeituras, como a de Contagem, o governo federal incentiva o uso de softwares para a produção de conteúdos. Nos laboratórios, os estudantes aplicam o que é repassado pelos professores em jogos programados.

O MEC compra, distribui e instala laboratórios de informática nas escolas da educação básica. Em contrapartida, as prefeituras oferecem a estrutura necessária para funcionamento dos computadores, como na René Chateubriand Domingues. “Me engajei no trabalho com as crianças usando esse recurso pedagógico porque acredito que o uso da tecnologia em sala de aula só tende a agregar valor e ajudar o aluno a ter a capacidade de buscar novas formas de aprendizado”, destaca a professora Marina.

Atendimento comunitário

O ProInfo é usado por toda a comunidade. Alunos e educadores têm prioridade nos laboratórios, mas moradores da região onde a escola está inserida têm acesso ao programa em horários alternativos. A plataforma de ensino atende os meios urbano e rural.

Para Maria Lúcia, professora de desenhos e artes plásticas, a metodologia desperta a vontade do aluno em querer aprender e por em prática tudo que absorve na escola. “O investimento na educação deve ser amplo, do professor ao aluno. O domínio da informática é primordial”, destaca.

 

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu

Pedagogos capacitados para as novas regras de avaliação

Ano letivo passa a ser dividido em bimestres no ensino fundamental

O grupo de formação da Secretaria Municipal de Educação se reuniu com os pedagogos que atuam no ensino fundamental da rede pública de Contagem para traçar as mudanças na aplicação de notas e planejamento de ciclos. A proposta é dividir o ano letivo em bimestres e aplicar conceitos em forma de notas numéricas.

Anteriormente, o ano letivo era dividido em trimestres e os estudantes eram avaliados por meio de letras (conceitos). A nova medida visa monitorar de forma mais frequente o aprendizado. “O intuito é conseguirmos alcançar notas cada vez maiores e melhorarmos a aprendizagem dos alunos”, destaca Simone Carneiro, formadora pedagógica.

Os pedagogos também receberam informações sobre o diário escolar, que deixa de ser utilizado apenas para o registro de presença e se torna um documento para inserção das avaliações sobre o rendimento do aluno em sala de aula. Além disso, toda a rede deve ter o currículo escolar alinhado.

Segundo a formadora pedagógica Lucimara Silva, a intenção é que todas as escolas municipais trabalhem, simultaneamente, com a mesma grade. “Vai gerar mais organização. O estudante que muda de escola encontra um currículo completamente diferente, o que atrapalha a continuidade de aprendizado”, comentou.

Os debates fazem parte do projeto de formação continuada de educadores da rede municipal de ensino. Ao todo, serão oito módulos. Os profissionais da educação já estão colocando em prática o aprimoramento do trabalho com os alunos. “Essa troca de experiência é fundamental. Servidores e estudantes só têm a ganhar”, enfatizou a pedagoga Arlete Gomes.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende

Professores incentivam e aguçam a criatividade de estudantes na produção literária

Nathan, estudante de Contagem, escreve o livro “A Formiga Andante”

Descobrir talentos na arte da escrita é um papel importante do professor. Sua função além de educar é dar incentivo e mostrar ao educando o quanto ele pode desenvolver projetos que visam o bem comum na comunidade. Dessa maneira, os professores da Escola Municipal Prefeito Sebastião Camargos, no bairro Granja Vista Alegre, em Contagem, trabalham com programas de cunho pessoal e levam o conhecimento além da sala de aula.

Descoberta do potencial de Nathan

Os educadores perceberam que o menino do 3ª ano do ensino fundamental, chamado Nathan Parreiras Faria, de apenas 8 anos, trabalhava a escrita com cuidado e usava desenhos variados para expressar situações cotidianas. A professora que leciona na turma, Carla Constâncio, viu o potencial que ele podia ter e deu-lhe autonomia para que criasse uma fábula chamada “A Formiga Andante”. A história conta a aventura do inseto que tenta pegar um doce para levar ao formigueiro. “Eu procurei conhecer o aluno. Fui conversar com seus pais, tentei conhecê-lo melhor, e passei a incentivá-lo e aguçar a sua criatividade com o objetivo de dar o aval na produção de um livro”, conta a professora.

Casos de estudantes muito silenciosos em sala de aula são relatados por diversos profissionais nas redes de ensino. E assim é Nathan em classe, silencioso e atento. “Através do silêncio do aluno eu pude perceber o quanto ele gosta de ler e escrever. Isso só foi descoberto quando eu o vi trabalhando numa história infantil. Foi então que vimos que ele tinha potencial para algo maior do que ele vinha produzindo”, disse. A pedagoga também justifica que crianças desinibidas podem não produzir tais projetos comparados com garotos (as) tímidas.

Jovens como Nathan são reconhecidos por professores e alunos em diversas escolas espalhadas pelo país. Casos assim servem como espelho para a produção e criação de conteúdo nas redes de ensino. O profissional da educação deve ficar atento ao que os seus alunos produzem ou querem fazer. É importante que quem leciona participe do dia a dia do aluno na escola. A dedicação deve existir para aprimorar o aprendizado.O livro foi feito em parceria com professores da escolas e já foram distribuído 30 exemplares.

A pedagoga Regiane Martins destaca que surgem trabalhos inusitados, inovadores e que essas ideias devem ser difundidas. Ela acredita que cada aluno possui potencial para criar e mostrar trabalhos como o do livro. “As próximas gerações desta escola vão usar o exemplo do Nathan. Eu percebo que a comunidade foi tocada pelo trabalho dessa criança”, explicou.

A importância da presença dos pais deve estar atrelada ao trabalho dos filhos. A mãe do Nathan, Luyza Richelly, dona de casa, confirma que o apoio para os estudos veio de dentro da sua casa. O incentivo de estudar deve vir também dos pais. Ela conta que controla os horários para atividades fora da escola, pois acredita que fazendo isso influencia o filho a estudar e exercitar a mente para a criação de novos projetos. “O trabalho em casa é fundamental para o desenvolvimento das crianças na escola”.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos