Posts com a Tag ‘Educação’

Servidores da Educação participam de capacitação em Artes no Centro Cultural

Professores vão levar para as salas de aula a experiência com técnicas de desenho e pintura.

Professores de artes da rede pública municipal de Contagem participaram nesta semana dos cursos de capacitação em desenho e pintura, organizado pela servidora Denise Betônico, em parceria com a empresa Acrilex, no Centro Cultural de Contagem. A proposta do encontro foi promover a integração entre os professores de diversas escolas, com atividades da cultura e da educação.

A professora Denise ressaltou a importância de promover este trabalho junto aos educadores. “Este tipo de ação nos traz benefícios como profissionais e auxilia no dia a dia das salas de aula. Conhecer novas técnicas, materiais e metodologias traz resultados significativos aos profissionais de educação, e assim podemos apresentar propostas pedagógicas que levem benefícios aos alunos. É sempre bom adquirir mais conhecimento e nosso objetivo é oferecer aos arte-educadores de Contagem novos caminhos, para que possam levar para a sala de aula as ideias construídas ao longo destas oficinas”.

Cerca de 60 professores participaram das oficinas, divididos em grupos. Eles criaram um vagão de trem ilustrado com temas livres. Após a conclusão dos grupos, todos os vagões se juntaram à locomotiva, criando um “mix” de ideias e interpretações sobre o trabalho dos educadores em sala de aula.

“Essa oficina é importante para que possamos interagir e trocar experiências, melhorando o nosso trabalho dentro de sala de aula. A proposta de fazermos um comboio também ressalta a necessidade de levarmos a ideia de união, ajuda mútua e interlocução com as mais diversas camadas sociais onde atuamos. Estou muito satisfeito e feliz com a iniciativa das secretarias, da Prefeitura e da empresa que nos ofereceu esta oportunidade”, ressaltou o professor Agnaldo Francisco Ferreira, do Caic Riacho.

As oficinas foram oferecidas pela empresa Acrilex, em parceria com as secretarias Municipais de Educação e de Cultura, Esporte e Juventude, sob a coordenação da Adina Moura e Simônica Emiliano Lima, promotoras representantes da empresa. Elas presentearam os professores com kits de materiais e manuais de trabalhos artísticos voltados para a educação.

Reportagem: Marcelo Grillo
Foto: Newton de Castro Resende
Publicação: 17/06/2019

Cadastro Escolar 2020 da Educação Infantil começa na segunda-feira (17)

Novos critérios proporcionam mais chances às crianças de famílias consideradas vulneráveis a conseguir vaga.

As inscrições do Cadastro Escolar 2020, para a Educação Infantil, terão início na segunda-feira (17) e vão até o dia 12 de julho. Devem realizar o cadastro pais ou responsáveis de crianças na faixa etária de 1 a 5 anos que vão ingressar na Educação Infantil, nascidas a partir de 1/4/2014 até 31/3/2019. Os pais ou responsáveis pela criança devem residir em Contagem. As inscrições serão realizadas em todas as escolas municipais, anexos e Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis). As crianças de 4 e 5 anos terão vaga assegurada na Rede Municipal de Educação, de acordo com a legislação.

Para a idade de 1 a 3 anos, a matrícula é compulsória somente nos casos de crianças com deficiência; criança sob medida de proteção; criança filha de adolescente, cumprindo medida socioeducativa; ou criança abrigada. Para a realização de matrícula, é exigida a comprovação dessa condição.

Neste ano, o diferencial no cadastro escolar das crianças de 1 a 3 anos é que 50% das vagas serão destinadas a famílias definidas como vulneráveis, por meio da comprovação de critérios, divididos por pontuação. A outra metade dessas vagas será definida por meio de sorteio público, do qual participarão todas as crianças inscritas e não contempladas pelos critérios anteriores.

Segundo a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, a definição desse novo formato do cadastro escolar tem como objetivo a participação mais democrática das famílias no processo de definição das vagas da Educação Infantil. “Os critérios estabelecidos agora pontuam de acordo com a vulnerabilidade da família, então isso faz com que as crianças que antes não tinham chance, porque o sorteio era universal, agora têm uma probabilidade maior de conseguir a vaga. Nós entendemos que assim poderemos atender de uma forma mais assertiva, democrática e mais cidadã todas as famílias do município”, destaca.

A data do sorteio será divulgada pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc). Todas as crianças inscritas que não conseguirem vagas terão seus nomes sorteados e constarão na lista de espera.

As vagas existentes terão como referência o zoneamento escolar, definido a partir do endereço residencial dos responsáveis legais ou ainda do endereço de onde trabalham.

Documentação necessária

Para fazer o cadastro, é necessário levar a certidão de nascimento ou a carteira de identidade da criança; comprovante de residência em Contagem em nome do responsável (preferencialmente a conta de luz dos últimos dois meses); comprovante do local de trabalho de um dos pais ou do responsável legal, caso a família opte por concorrer por esse endereço.

A documentação para os casos específicos, quando existirem, pode ser conferida AQUI.

Cadastro Escolar 2020

O cadastro escolar do Ensino Fundamental será divulgado junto com o da Rede Estadual de Ensino.

Mais informações pelo telefone: 3352-5858 / 3352-5417

Reportagem: Vanessa Trotta
Arte: Renata Coura
Publicação: 13/06/2019

Ações nas escolas orientam estudantes sobre a febre maculosa

Alunos de escolas da regional Nacional participam de palestras e recebem material informativo sobre a doença.

A Prefeitura de Contagem, por meio das secretarias de Saúde e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realiza, em junho, ações educativas nas escolas da regional Nacional, com o objetivo de orientar os estudantes sobre os riscos da febre maculosa e as formas de prevenção.

Na oportunidade, os estudantes participam de palestras e apresentações musicais e recebem material educativo e informativo sobre a doença. As ações levam em conta a idade das crianças, que participam de palestras ou de atividades recreativo-educativas, utilizando técnicas lúdicas e musicais. O tempo de duração das atividades é de, aproximadamente, 25 minutos.

O educador ambiental Rodrigo Ribeiro justifica a escolha dos locais para as ações de conscientização e prevenção: “Na regional Nacional é onde estão concentrados os casos de febre maculosa. A gente espera que as crianças virem multiplicadores do conhecimento que estamos passando, deixando claro que a culpa da doença não é do animal, mas da bactéria. Portanto, deve-se cuidar e higienizar os animais”.

Érica Andrade, chefe da UBS Efigênio de Lima, é a representante da Secretaria de Saúde nos eventos. Ela faz um resumo das atividades: “Estamos orientando sobre as prevenções contra a febre maculosa, alertando para os sinais e sintomas e explicando um pouco sobre diagnóstico diferenciado entre a febre maculosa, chikungunya, dengue e gripe, que possuem sintomas parecidos. Esperamos que as crianças levem essas informações para os familiares”.

Em meio a apresentações teatrais e musicais, os alunos demonstram bastante receptividade ao evento e participam intensamente, interagindo com os palestrantes e fazendo diversas perguntas. A Prefeitura de Contagem acredita que prevenir é a melhor forma de evitar a febre maculosa.

Veja o cronograma das ações nas escolas nesta semana:

10/6

E. M. Vereador Benedito Batista

– 7h30 às 11h20 – 11 turmas, do 6º ao 9º ano

– 13h30 às 14h – 19 turmas, do 1º ao 6º ano

E. M. Válter Fausto do Amaral

– 19h – 5 turmas do EJA

11/6

E. M. Válter Fausto do Amaral

– 9h50 às 11h30

1º momento: 7 turmas do Ensino Fundamental I

2º momento: 8 turmas do Ensino Fundamental I

3º momento: 5 turmas da Educação Infantil

– 13h30 às 16h

1º momento: 4º e 5º anos

2º momento: 6º ano

3º momento: 7º ao 9º anos

12/6

Umei Bom Jesus

– 8h e 13h30 – 4 e 5 anos

Umei Estrela Dalva

– 15h50 – 2 a 5 anos

Reportagem: Túlio Andrade
Foto: Túlio Andrade
Publicação: 12/06/2018

Escola Municipal Ricardo Braz visita Galpão Reciclar Perobas

Cerca de 40 estudantes da escola da regional Sede participaram de palestras e oficinas sobre reciclagem.

Os estudantes da Escola Municipal Professor Ricardo Braz Gomes Barreto, na regional Sede, estiveram no Galpão Reciclar Perobas, para uma aula interativa sobre reciclagem, e também participaram de oficinas sobre os cuidados com o lixo e a importância da coleta seletiva na cidade. A ação, realizada na sexta-feira (7), fez parte da Semana do Meio Ambiente.

Cerca de 40 estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental estiveram na sala multimídia, onde as agentes do Meio Ambiente falaram sobre a importância da coleta seletiva. No município, são coletadas, em 20 bairros, aproximadamente 100 toneladas por mês, o que contribui com o aumento da vida útil do aterro sanitário, além de diminuir o descarte em vias públicas e outros locais impróprios.

“As crianças são agentes multiplicadores ao informar aos pais e vizinhos sobre o que elas têm aprendido na escola. Trazê-las ao Galpão Reciclar é mostrar que a cidade de Contagem trabalha e zela pelo descarte correto do lixo”, explica a diretora Maria do Carmo Nogueira.

Carrinhos de Coleta

A Prefeitura de Contagem vai distribuir 18 carrinhos para quem trabalha na coleta seletiva. Serão carrinhos de duas rodas, que trarão mais conforto no dia a dia dos catadores. A Associação de Catadores de Material Reciclável de Contatem (Asmac) vai receber 44 carrinhos para transporte de bags, três carrinhos para transporte de materiais empilháveis, seis carrinhos plataforma, uma mesa de triagem, duas balanças eletromecânicas e três tendas. Tudo será entregue na segunda quinzena de junho.

A liberação dos recursos foi obtida pelo Fundo Municipal de Trabalho e Renda Solidária, ligado à Secretaria Municipal de Trabalho e Geração de Renda. Todos os equipamentos atendem as regras de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Reportagem: Leonardo Melo
Foto: Paulo Pereira
Publicação: 11/06/2019

Estudante autista ministra oficinas de português e matemática na Funec Oitis

Funec trabalha política de inclusão para garantir acesso igualitário ao sistema de ensino.

Victor Manoel Machado Cruz, 18 anos, é autista e está cursando o terceiro ano do Ensino Médio na Fundação de Ensino de Contagem (Funec) unidade Oitis, na Regional Ressaca. O estudante vem se destacando na escola ministrando oficinas de matemática e português aos outros alunos da classe. Ele é avaliado pelos professores e pelos próprios colegas durante a oficina e vem recebendo nota máxima na atividade.

O exemplo de Victor é uma vitória na inclusão dos alunos com deficiência na Funec. Segundo a diretora da unidade Oitis, Nilza Clarindo, quando o Victor chegou lá em 2017, ele não conversava. “Com o tempo ele foi se adaptando e hoje está feliz e tranquilo junto a sua turma, isso é um grande avanço. Precisamos incluir o diferente respeitando as diferenças. Não é cobrar que ele seja igual aos outros alunos, mas ele tem que estar lá no meio e ser incluído”, destacou a diretora.

A estagiária da Funec e estudante de Pedagogia, Natália Carolina Silva, acompanha Victor durante as aulas. Como no Ensino Médio são muitas disciplinas, ela procura mediar e adaptar as atividades passadas pelos professores. “Eu já sei em quais atividades ele tem mais dificuldade, portanto, procuro entender, estudo e explico para ele. Me dei muito bem com ele e estou adorando a experiência, vai ser muito importante para a minha formação”, disse Natália.

Victor ainda está em dúvida para qual área vai prestar vestibular, sua grande paixão é a Literatura, mas ele afirma que gosta de aprender de tudo. “Estou gostando muito de dar as oficinas, pois quando ensino, na verdade, aprendo muito mais. A Funec é muito boa, os professores, a diretora, a estagiária e meus colegas são ótimos, aqui me sinto acolhido e com o acompanhamento da estagiária fico mais seguro”, afirmou.

Inclusão dos Estudantes com Deficiência na Funec

Atualmente, as dez unidades da Funec recebem 49 estudantes com deficiência. Cada estudante é acompanhado através do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), um documento que registra todas as competências e habilidades desenvolvidas pelo aluno, de forma processual, além do acompanhamento da equipe pedagógica e de um estagiário que esteja cursando a partir do quarto período de Pedagogia ou Psicologia.

Segundo explica a diretora de Ensino da Funec, Alice Arcebispo, foi criado um código de conduta do estagiário que ele deve seguir para auxiliar os estudantes com deficiência. “O estagiário é estimulado a estudar e conhecer sobre a deficiência e laudo do aluno, o que contribui para a sua formação acadêmica. Esses alunos têm limitações, portanto, lidamos com as diferenças, mas com a consciência de que não podemos ser desiguais”, afirmou.

Para a vice-presidente da Funec, Raquel Parreira Carvalho, o acesso do estudante com deficiência deve ser igualitário ao sistema de ensino. “A escola deve dar o suporte necessário e a função do educador é estar preparado para educar os mais diferentes tipos de indivíduos. Não basta o aluno ser inserido, ele deve ser incluído”, afirmou.

Repórter: Vanessa Trotta
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 29/05/2019

Escola Sem Fronteiras certifica imigrantes em Língua Portuguesa

O projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação contribui para a inserção dos estrangeiros em Contagem.

O Projeto Escola Sem Fronteiras certificou em Língua Portuguesa, na segunda-feira (11), durante cerimônia na Câmara Municipal, 57 alunos imigrantes. Desenvolvido pela Prefeitura de Contagem desde 2015, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), o Escola Sem Fronteiras estabelece o atendimento a estudantes matriculados ou não na rede municipal. Haitianos e colombianos que se estabeleceram em Contagem nos últimos anos tiveram acesso ao Programa de Língua Estrangeira (PLE) ministrado na Escola Municipal Maria Silva Lucas, na Regional Ressaca, durante um ano.

Segundo a subsecretária municipal de Ensino, Dagmá Brandão Silva, a Seduc vem fortalecendo o Escola Sem Fronteiras porque acredita que toda pessoa que mora em Contagem precisa ser cuidada e acolhida. “Este projeto tem esta característica do trato da diversidade e da diferença. Ao ofertar a formação em Português para estrangeiros, propiciamos para essas pessoas a construção da Língua Portuguesa. A certificação na língua não tem caráter de escolarização, pois o objetivo é fazer a inserção na cidade, no país. Nós temos pessoas aqui que já são formadas em curso superior e estão aprendendo a língua para ter acesso aos bens materiais e culturais”, disse.

O haitiano Louis Novinxonn chegou em Contagem em junho de 2017 e foi acolhido no curso em 2018. Ele conta que assim venceu as dificuldades em se estabelecer no novo país e aprendeu rápido o português. “Estou muito feliz em conseguir. Já estou trabalhando, gostando do Brasil e pretendo ficar mais tempo para conseguir ajudar minha família no Haiti”, contou.

Conforme explica a diretora de Educação das Relações Étnico-raciais e Direitos Humanos da Seduc, Rosângela Silva, no período de 2010 a 2014, Contagem recebeu o maior número de imigrantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma população estimada em 2 mil pessoas, sobretudo de nacionalidade haitiana. “Neste contexto, foi criado o Escola Sem Fronteiras, para garantir o acolhimento adequado aos imigrantes quanto ao acesso, permanência e progressão escolar viabilizando o diálogo entre a escola, familiares e comunidade por meio do ensino da Língua Portuguesa”, disse.

O professor haitiano e presidente da Associação Kore Ayisyen, Phanel Georges, ajuda a comunidade haitiana em Contagem no processo de integração. Para ele, o projeto é essencial à medida que possibilita o contato educacional e cultural das famílias e facilita a inserção das crianças, garantindo o direito universal à Educação.

Reportagem: Vanessa Trotta
Foto: Elaine Castro
Publicacao: 12/03/2019

Novos membros do Conselho Municipal de Educação de Contagem tomam posse

Evento foi realizado nessa quarta-feira (12), no auditório da Prefeitura de Contagem

Na manhã dessa quarta-feira (12) ocorreu a solenidade da posse dos novos membros do Conselho Municipal de Educação de Contagem. A solenidade, no auditório da Prefeitura, contou com a participação de autoridades, membros da sociedade civil e do poder público.

O Conselho municipal de Educação é composto por 25 conselheiros titulares e 25 suplentes. O novo mandato terá duração de três anos. “O Conselho Municipal de Educação é muito atuante; é um conselho plural. Temos membros do poder legislativo, executivo e sociedade civil. Analisamos tudo que se refere a educação no município”, destacou a Presidente do Conselho de Educação, Thássia Leão.

A função dos conselheiros não é remunerada. No Conselho existem três comissões temáticas de trabalho: Comissão de Ensino; Comissão de Legislação, Planejamento e Análise Financeira; e Comissão de Divulgação e Eventos. “A participação do conselho é importante e necessária. Estamos fazendo a recomposição dos conselheiros e membros do conselho para que possamos trabalhar juntos na política pública, especialmente em relação a educação”, disse a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Criado por meio da lei Municipal n° 1609, de 20 de dezembro de 1983, o Conselho Municipal de Educação de Contagem (CMEC), é um órgão de natureza colegiada e permanente, que desempenha funções normativas, deliberativas, consultivas e de controle sócia. Tem como objetivo assegurar a participação da sociedade no aperfeiçoamento da educação municipal.

A mesa foi formada pela secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, pelo subsecretário de Gestão e Operação, Sérgio Mendes, pela Coordenadora da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação, Galdina Arrais, pela presidente do Conselho Municipal de Educação, Thássia Leão e pelos vereadores Caxicó, Daniel do Irineu e Jair Tropical, que assinaram o termo, referendando a posse. Os novos conselheiros começam a atuar imediatamente.

Confira mais fotos da posse na Galeria 1 e Galeria 2.

Reportagem: Nelson Augusto
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 12/12/2018

Conselho Municipal de Educação realiza posse de novos conselheiros

Conselho Municipal de Educação realiza posse de novos conselheiros

Mãe de estudante com deficiência cria roupa que auxilia na inclusão esportiva

O jovem de 13 anos participou do torneio da escola e fez três gols para a alegria da turma.

A Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, tem promovido desde o último final de semana um torneio esportivo dentro de suas dependências. Por ser uma escola que também agrega estudantes com deficiência, a direção trabalhou para que todos pudessem participar de maneira inclusiva das atividades que tomaram as três quadras da escola.

Mas o que mais chamou a atenção dos presentes, foi a determinação de um jovem do 7ºano, que fora abraçado por seus colegas de classe e também por seu professor de Educação Física. O garoto, João Bernardo Avelar Santos é cadeirante e nasceu com tetraplegia ou quadriplegia (que é quando uma paralisia afeta todas as quatro extremidades), estava tendo problemas de desnutrição grave e com isso começou a surgir sintomas de depressão.

A sua mãe, que é costureira, Maria Lucia Baeta, preocupada com o bem-estar e a saúde do filho, criou uma roupa similar à de outro pai que também tinha o sonho de ver o filho praticando atividades esportivas. Ela fez uma espécie de adequação em que um adulto a veste, e com isso o seu filho consegue também se fixar por dentro dela. Pela situação do João Bernardo, ele precisava de uma roupa que o pudesse mantê-lo ereto para que assim o peso fosse suportado por quem o levasse para dentro dos ambientes em que ambos estivessem.

Na opinião do professor de Educação Física, Luiz Gustavo Martins de Abreu, a roupa proporcionou mais interação do estudante com os seus colegas de classe e também o deixou mais próximo das atividades esportivas. Prova disso, que durante o campeonato na escola, Luiz Gustavo, foi a pessoa que o direcionou dentro de quadra no duelo de futsal entre duas turmas. João Bernardo foi o autor dos três gols que levaram a sua turma para a próxima fase do torneio. “Eu sempre quis trabalhar inclusão quando cheguei na escola. Minha vontade sempre foi de motivá-lo e durante esses dias de torneio na escola, foi o ápice da emoção ao vê-lo feliz e realizado com a sua participação em quadra”, destaca Luiz Gustavo.

A mãe, Maria Lúcia, ficou feliz em ter projetado a roupa e na avaliação dela o filho voltou a ser uma criança mais feliz. “Eu falei com ele que ia tentar fazer uma roupa que o pudesse dar a chance dele jogar futsal e consegui. Foi tudo tão rápido, acredito que achamos uma brecha que faça com que ele melhore da depressão e o faça voltar a sorrir novamente, vamos acompanhar mais de perto nas aulas de Educação Física”, finalizou.

O estudante João Bernardo também possui uma irmã gêmea, Maria Beatriz, também do 7º ano na mesma escola. Ela nasceu com diplégia espástica (paralisia que pode ser mais ou menos grave dos membros inferiores), e faz o uso de andador. Ela também participou do torneio, dessa vez na modalidade queimada. Desde os quatro anos de idade vão juntos na escola e são sinônimos de força e determinação por seus colegas.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 31/10/2018