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Estudantes da Escola Newton Amaral Franco são convidados a participar do Anima Mundi

Um dos maiores festivais de animação das Américas, o Anima Mundi está em sua 27ª edição e será realizado em julho.

Os alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Newton Amaral Franco, situada na regional Petrolândia, iniciaram em 2017 o projeto “Luz, Câmera e Ação!”, voltado para o cinema. Os trabalhos, oficinas e palestras sobre temas como cidadania, nutrição, inclusão social e artes foram feitos sob a coordenação da bibliotecária Sheila Rodrigues.

Os estudantes foram responsáveis por criar o roteiro, gravar e finalizar os filmes. Ao todo, foram produzidos dois curtas e sete animações. Os roteiros tiveram temas que são debatidos na escola, como preconceito, racismo, meio ambiente e amizade. Após finalizar o projeto, os curtas e as animações foram parar na tela do Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, e ficaram em cartaz durante uma semana.

Com todo sucesso feito, os trabalhos foram selecionados para participar de um dos maiores festival de animação das Américas, o Anima Mundi. O festival está em sua 27ª edição e será promovido no mês de julho.

“Esse convite que os estudantes receberam é motivo de satisfação e orgulho, por mostrar que a escola não se limita somente ao plano curricular, mas também se preocupa com o desenvolvimento de habilidades que ultrapassam os planos curriculares. Ressalto que a Secretaria de Educação está sempre à disposição para dar o apoio que for preciso. Parabéns aos estudantes e professores envolvidos nesse projeto que foi um sucesso”, destacou a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Anima Mundi

O Anima Mundi é qualificado pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA) e o curta vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é elegível a participar das seleções para a disputa do Oscar.

A bibliotecária Sheila Rodrigues, coordenadora do projeto, destacou a felicidade em receber o convite para o festival e também a importância das atividades desenvolvidas dentro das bibliotecas da rede municipal: “O Anima Mundi é um festival de animação muito importante. Eu me sinto muito feliz e honrada por ter participado do projeto, que foi conduzido na biblioteca da escola. A biblioteca escolar é coadjuvante do processo ensino/aprendizagem, e existem muitos trabalhos bacanas sendo realizados nas bibliotecas da rede municipal”.

Reportagem: Nelson Augusto
Foto: Divulgação
Publicação: 16/05/2019

Filmes de estudantes de Contagem entram em cartaz no Cine Humberto Mauro

Estudantes foram responsáveis por escrever roteiros, gravar e dublar as animações

O trabalho dos estudantes da Escola Newton Amaral Franco, do bairro Petrolândia, de Contagem, foi parar na tela do Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes. Cerca de 700 alunos, do 1º ao 5º ano, participam de um projeto de cinema desenvolvido pela bibliotecária da escola, Sheila Rodrigues. Eles foram responsáveis por criar o roteiro, gravar e finalizar os filmes. “O projeto surgiu baseado na lei Lei nº 13.006, que determina que escolas de educação básica destinem duas horas mensais para a exibição de filmes nacionais. Daí pensei: Por que assistir aos filmes dos outros se a gente pode fazer os nossos?”.

Durante dois anos, nos horários destinados às atividades de biblioteca, os estudantes participaram de palestras e oficinas literárias e de cinema. Nos últimos meses os alunos começaram a produzir animações e curtas-metragens. Os alunos construíram cenários e fizeram desenhos que deram vida às animações. Na sequência, utilizaram técnicas de stop motion (forma de animação que registra a imagem quadro a quadro) para captar as cenas.

Ao todo foram produzidos dois curtas e sete animações. Os roteiros falaram temas que são debatidos na escola, como preconceito, racismo, meio ambiente, amizade, sonhos. Bruna Gabriele, de 10 anos, ajudou a animar o curta “Menino do Morro” e ficou encantada com o resultado do trabalho. “Eu fui responsável por tirar as fotos e é bastante demorado, porque eu preciso esperar o animador mexer no personagem para eu fazer o registro”, explicou.

Os curtas ficaram em cartaz no Cine Humberto Mauro durante uma semana. A escola Newton Amaral Franco organizou diversas caravanas para que os estudantes pudessem assistir às sessões. O Alexandre Augusto, de 10 anos, ficou tão feliz com o resultado do trabalho que quis assistir outra vez. “Cada vez que eu vejo o filme eu lembro do nosso trabalho. É difícil gravar, demora muito, mas muito divertido”, comemorou.

O projeto foi avaliado por educadores da escola. Segundo eles, o contato com as produções audiovisuais foi importantíssimo para o desenvolvimento dos estudantes em sala de aula. As técnicas aprimoram o aprendizado nas áreas de humanas e exatas. “O projeto trabalha o aluno como um todo. Ele é induzido a escrever e reescrever um roteiro, elaborar melhor as ideias, precisa ler bastante para decorar um texto, contar q quantidade de quadros para a produção de cenas. Enfim, o projeto trabalha português, matemática, literatura e outras várias disciplinas”, destacou a diretora da escola, Paula Zumpano.

Clique AQUI e assista aos curtas e às animações.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 14/11/2018

Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade realiza mostra sobre o universo do cinema

Estudantes produziram filmes e incorporaram personagens

A Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, que fica na Regional Riacho, promoveu uma feira cultural com o tema “A história do cinema e o cinema na história”. Os projetos contaram com a participação dos estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

Durante a feira, os estudantes produziram animações e curtas, montaram salas temáticas e apresentaram trabalhos realizados à base de muita imaginação. O universo da Turma da Mônica, Menino Maluquinho e o Cinema Mudo foram abordados pelos estudantes. Muitos projetos ganharam destaque e chamaram a atenção dos visitantes.

Os professores também entraram no clima e se vestiram de acordo com o tema de cada trabalho, caracterizados como personagens das telonas. Pelos corredores da escola foi possível encontrar super-heróis, o Menino Maluquinho, a Branca de Neve e a Rainha de Copas, do filme de Alice no País das Maravilhas.

A abertura do evento foi feita pelas estudantes do 7º ao 9º ano. Eles apresentaram a coreografia da música “Bella Ciao” – canção popular italiana. No encerramento, ocorreu o momento “surpresa”. O professor de educação física, Tales Antônio de Souza, atravessou o ginásio numa tirolesa, fazendo uma analogia aos filmes de ação. “A nossa feira contou com muita organização e empenho do corpo docente. Conseguimos também a união dos estudantes em produzir projetos independentes o que atraiu os moradores da comunidade. Sobre o desenvolvimento pedagógico, acredito que muitos saíram daqui valorizando cada vez mais a 7ª arte”, finalizou a diretora da escola, Keila Valadares.

Confira AQUI mais fotos da Mostra.

Reportagem: Leonardo Melo
Publicação: 23/10/2018

Projeto “Curta o Curta” de alunos da Funec teve exibições no Centro Cultural

Temas abordados refletem temores e alegrias do universo juvenil

O palco da Casa Azul do Centro Cultural de Contagem recebeu a primeira mostra do projeto Curta o Curta, elaborado por estudantes das Unidades Centec e Riacho, da Fundação de Ensino de Contagem (Funec). A satisfação de ver os trabalhos na tela foi unânime entre os estudantes e professoras.

“Em três anos da disciplina de Artes, o melhor e mais interativo trabalho foi, sem dúvida, esta produção de Cinema”, considerou a turma do último ano de Química da Unidade Centec, que produziu o curta ‘Apenas Uma Chance’. Este filme de 12 minutos abordou a fragilidade dos adolescentes mesclada com o sentimento de otimismo quando buscam a primeira oportunidade de trabalho ou de exposição de objetos artísticos seus.

Ao final, o curta trouxe a alegria pela aceitação e cenas da exposição dos desenhos da protagonista por um Centro Cultural, no caso, o de Contagem. “A nossa mensagem com o curta foi de que ninguém deve desistir do seu objetivo na vida”, ressaltaram.

Marjory Lara, a protagonista, disse que o cinema e o tema escolhido oportunizaram expressar a fase atual em suas vidas de que “as escolhas são importantes e muitas vezes difíceis, mas quando há a decisão e o apoio, tudo fica mais leve e promissor”.

Júlia, Emanuelle, Emyle e Matheus, colegas de Marjory, foram enfáticos aos definir que o cinema é uma ferramenta inclusiva e poderosa e que pode ser desenvolvido pelos jovens em várias idades. “É bastante envolvente e o único recurso que utilizamos foi o celular. Editamos com a colaboração das professoras”.

O Projeto

O projeto “Curta o Curta” surgiu no contexto do projeto Educação e Cinema em meio aos cursos de formação de professores da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e Funec, há cerca de três anos. Em seguida, surgiram os projetos CineClube e Curta Contagem. Atualmente a promoção é da Seduc, da Funec e da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes e Juventude (Selju).

Segundo as professoras da Funec, Carmem Lima, de Artes; e Andrea Vieira, de Inglês, a proposta é propiciar ao jovem conhecer a história do Cinema, esta que é considerada a sétima arte , sua linguagem, a linha comercial e a não comercial, técnicas de filmagem e de edição e possibilitar um espaço expressão, interação e autoconhecimento.

Os temas escolhidos pelos jovens para a tela propiciaram um autoconhecimento, senso crítico e empoderamento, pois são assuntos e aflições da atualidade que viraram os próprios nomes dos curtas como “Ansiedade”, a “Violência Contra a Mulher”, dentre outros como tecnologia, vocação, etc. De 30 curtas, foram selecionados oito filmes para a exibição. As professoras pretendem inscrever os curtas em festivais nacionais e sul americanos.

Ao abrir as exibições dos curtas, a professora de Artes que atua com o projeto de imagem no Centro Cultural, Mônica Alves, destacou que de uma forma geral, a ideia é que os projetos de cinema proporcionem exibição e reflexão imagética, com o objetivo de criar um público consciente. “Sentimos que a Educação necessita investir no estudo sistemático da imagem, uma vez que esta compõe o cotidiano e o imaginário do ser humano moderno”, salientou ela, em nome da Seduc.

Reportagem: Noeme Ramos
Fotos: Elias Ramos
Publicação: 17/09/2018

Estudantes podem se inscrever para oficinas da FestiFrance 2018

Serão oferecidas 150 vagas para as oficinas

A região do Nacional recebe no próximo sábado, 15 de setembro, a “FestiFrance 2018 – Mostra Francesa de Cinema”. O evento será no Parque Vale das Amendoeiras, a partir das 10h. No local haverá a exibição de filmes franceses e realização de workshop sobre roteiros e direção de cinema, debates e oficinas. As oficinas são gratuitas e abertas à comunidade escolar. Para participar é preciso enviar os dados pessoais por e-mail. O endereço eletrônico é festifrancecontagem@gmail.com.

A cineasta francesa, Sonadie San, ficará responsável por ministrar as oficinas de criação de Roteiro de Cinema e workshop de Realização de filmes. A cineasta também participará de debates e encontros com o público após a exibição de seu filme. Os workshops serão realizados de 10h às 13h e de 14h às 17h.

A FestiFrance também ofertará uma aula intensiva de francês com o professor nativo Esperant, na sala 02 de 14h às 18h. Os estudantes interessados em participar do aulão devem se inscrever pelo e-mail  festifrancecontagem@gmail.com. As vagas são limitadas.

Em sua quarta edição no Brasil, a Mostra promove anualmente a competição de curtas, médias e longas-metragens realizados por produtoras audiovisuais francesas. A ideia é atribuir visibilidade internacional e notoriedade artística do cinema independente europeu em intercâmbio cultural.

A FestiFrance é organizado pela Sokol.M Compagny, empresa francesa que atua na produção e divulgação de eventos culturais e tem o apoio da Prefeitura de Contagem, por meio da Regional Nacional. Todas as atividades são gratuitas.

Programação dos filmes  – As sessões terão início às 18h e término às 21h

Larsen, de Margot Gallimard;
Tête d’Olive, de ArmelleMercat;
Naissance d’une étoile, de James bort;
Quelquechosebrûle, de MathildeChavanne;
La terrasse, de RémyServais;
Mélanie à laplage” réalisé, par Charlotte Béreaud;
Puparium de Honorine Poisson;
Ouvre les yeux, Sonadie San;
La vie sur mars, de Marie Léa Regales;
L’après midi, de Clémence de Lénaig Le Moigne.

Reportagem: Diúde Campos
Publicação: 14/09/2018

Formação trata o cinema como meio de ensino nas escolas

Ao todo, 120 Professores de Artes puderam aperfeiçoar os conhecimentos com novas técnicas de aprendizado.

Com base no Programa de Formação Continuada, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) tem abordado com professores a proposta denominada “Diálogos Temáticos”. Os profissionais de diversas disciplinas têm ido até o Centro Universitário UNA para assistirem palestras e participar de oficinas. Dessa vez, os agraciados foram os professores de Artes que tiveram todo o conteúdo à sua disposição.

Durante esses encontros, que começaram na segunda quinzena do mês de agosto, os professores recebem atualização didática ofertada pela Seduc. A disciplina de Artes teve como tema abordado, por meio de palestras, o cinema e os meios de alfabetização utilizados dentro das salas de aula.

A professora de Cinema da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ana Lúcia Azevedo, esteve à frente de uma das palestras e abordou o tema: “A Alfabetização por meio do Audiovisual”. Durante a sua fala, foram apresentados meios e perspectivas que podem ser usados de maneira simples e didática com estudantes da Educação Infantil e Fundamental. “Filmes trazem a sensibilidade ao prazer sensorial e intelectual. O cinema é potente para se trabalhar com os estudantes. Com ele criamos narrativas que se aproximam do nosso cotidiano e, dessa forma, propicia reflexão e envolvimento emocional”, explica Azevedo.

Em outra palestra, que abordou o tema: “Pensar, sentir, criar e brincar com o cinema na escola”, trouxe à tona como oferecer técnicas de animação, criação de filmes produzidos com base na vida cotidiana dos alunos e “stop motion” ou movimento parado – técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias, aos professores de Artes. A ideia é levar meios fáceis e gratuitos que possam ser aplicados dentro de sala de aula. “Bem direcionados, os estudantes podem criar bons conteúdos e o nosso objetivo, na palestra de hoje, foi passar para os profissionais de Artes opções que trarão interação e produção de conteúdo”, destaca a palestrante e representante da secretaria municipal de Cultura, Esporte e Juventude (CEJ), Mônica Alves.

Ao final das exposições, os professores de Artes se dividiram em grupos para fazerem atividades práticas em quatro salas de aula para o complemento da formação. Ao todo, 120 profissionais estiveram divididos nos turnos da manhã e tarde para o aproveitamento dos conteúdos abordados. “A avaliação que faço é positiva. O cinema acontece nas escolas de Contagem e essa proposta foi bem viva e queremos ampliar dentro das salas de aula, mostrar a nossa cidade e sensibilizar a vida dos nossos estudantes”, enfatiza a formadora da Seduc, Denise Neiva.

A professora Kelly Cristina Santos, da Escola Municipal Domingos José Diniz Costa Belém, saiu satisfeita da iniciativa e disse ter gostado das palestras sobre o cinema em sala de aula, além disso ela fez uma atividade extra sobre teatro na escola. “Quero levar tudo o que aprendi hoje aos meus alunos, para eles se identificarem com a arte. A minha expectativa é termos estudantes criativos e que possam fazer grandes projetos em Contagem”, finalizou.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 22/08/2018

Estudantes levam magia do cinema à Cidade Encantada

Filmes foram produzidos por estudantes de seis escolas municipais

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), implementou o projeto “Inventar com a Diferença”. O foco é produzir cinema de caráter educativo no ambiente escolar.

Os adolescentes que participam do projeto têm entre 12 e 16 anos. Durante todo o ano eles foram os responsáveis por escolher os temas, fazer roteiros, produzir, filmar, atuar e editar curtas-metragens.

Na noite de quarta-feira (13) eles tiveram a oportunidade de apresentar os trabahos para o grande público. A mostra de cinema ocorreu na tenda “Iglu” da Cidade Encantada.

Foram apresentados 12 filmes produzidos por estudantes de seis escolas municipais. (Coronel Antônio Augusto Diniz Costa, Dona Grabriela Leite Araújo, Otacir Nunes dos Santos, Professora Ana Guedes Vieira, Pedro de Alcântara Júnior e Vasco Pinto da Fonseca). Os curtas tinham duração entre um e nove minutos.

Segundo Alexandre Pimenta, jornalista e mestrando de cinema pela UFMG e parceiro do projeto, produzir esses filmes torna os alunos mais críticos e preparados para o futuro. “Essa transversalidade entre arte, educação e cultura é fundamental para que aprofundemos nessas três áreas o desenvolvimento de conteúdos”, disse.

Valeria Rocha, moradora do bairro Jardim Industrial, foi conferir a mostra. Ficou encantada com a qualidade dos filmes. “Os estudantes estão de parabéns. O projeto poderia ser levado para as demais regiões, dando oportunidade para que mais pessoas possam assistir”, disse.

 

Reportagem: Daniel Paiva
Foto: Cássio Matias

Fórum promove debates e exibe filmes sobre a educação pública

Educadores, estudantes e agentes culturais discutem o papel do cinema na construção dos programas educacionais

A Prefeitura de Contagem, por meio de suas fundações de Cultura (Fundac) e de Ensino (Funec), promove entre os dias 26 e 28 de outubro, no Centro de Memória do Trabalhador da Indústria de Contagem, o II Fórum de Educação e Cinema de Contagem. Com o objetivo de debater o panorama das artes visuais na formação pedagógica do ensino público, a programação apresenta exibição de filmes e documentários, rodas de conversa e mesas de debates sobre cinema e educação.

A coordenadora do evento, professora Mônica Alves, destaca a importância da integração entre as pastas para a formação dos estudantes. “Pensar em educação é pensar em cultura. As duas áreas sempre dialogaram e trabalharam em conjunto na formação educacional e cidadã. Formatar um plano educacional integrado significa ampliar as bases de conhecimento e formação dos estudantes”, completa.

A abertura do evento aconteceu na tarde de quinta-feira (26) e contou com representantes da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), da Fundação de Cultura (Fundac), da professora Doutora Inês Teixeira e da palestrante Doutora Maria Jaqueline Grammont. A mesa redonda debateu o cinema na sala de aula e contextualizou o cenário atual e os reflexos da construção pedagógica através de discussões sobre filmes exibidos.

Os estudantes da rede pública municipal também participam dos debates e têm a oportunidade de sugerir pautas para integrar a “carta de intenções” que será produzida ao final do evento. No primeiro dia foi exibido o filme “Nunca me sonharam”, documentário de Cacau Rhoden (2017), que trata dos desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do ensino médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, ‘Nunca me sonharam’ reflete sobre o valor da educação.

Com número de inscrições esgotadas em três dias, o fórum ainda tem apresentação de trabalhos educacionais como o projeto audiovisual “A escola faz cinema: Experiências com o inventar em Contagem” coordenado pelos professores Alexandre Pimenta e Ana Lúcia Azevedo, que desenvolveram o projeto Inventar com a diferença em Contagem (2016/2017).

A expectativa dos organizadores é que o fórum traga resultados que componham os projetos educacionais futuros e garanta um plano pedagógico amplo e diversificado para o ensino público.

Confira a programação completa aqui.

Reportagem e foto: Marcelo Grillo

Curtas-metragens sobre Contagem são produzidos nas escolas

Projeto visa valorizar a cultura regional, bem como incentivar os alunos na leitura e produção de textos

Os estudantes da Escola Municipal Coronel Augusto Diniz da Costa participam de um projeto nacional que visa preservar a cultura e estimular a expressividade por meio linguagem audiovisual. O “Inventar com a Diferença” é promovido pela Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Ministério da Justiça e Cidadania, e consiste na produção de curtas-metragens.

Durante todo o ano letivo, os alunos participam de reuniões, fazem pesquisas de temas e escrevem roteiros. Na sequência fazem a produção, gravação e edição dos filmes. Em Contagem, os curtas foram produzidos em lugares escolhidos pelos alunos, como a Casa de Cacos, a Praça das Jabuticabas e a Praça Presidente Tancredo Neves. Para executar o projeto, os estudantes contaram com a ajuda de parceiros. Os equipamentos, como câmeras, tripés e luzes foram fornecidos por educadores, jornalistas e profissionais ligados à área cultural.

“Os alunos tiveram a missão de utilizar as lentes das câmeras para enfatizar e valorizar a questão cultural dos patrimônios e mostrar a evolução da cidade”, destacou a coordenadora do projeto em Contagem, Denise Betônico.

O projeto está presente em 26 estados e no Distrito Federal. Os estudantes participantes já produziram mais de 1400 vídeos. Em Contagem, os filmes já foram finalizados. Todas as produções puderam ser assistidas na própria escola. As turmas se reuniram no auditório para ver todos os conteúdos em um grande projetor.

Satisfeita com o resultado do trabalho, feito por ela e pelos colegas, Jéssica Layne, de 14 anos afirma: “Eu gostei bastante de gravar as sequências e fazer as entrevistas. Foi interessante segurar a câmera pela primeira vez e colocar o meu olhar no filme”.

Além promover a imersão dos estudantes nos conceitos culturais da cidade, o projeto serve como aliado das disciplinas. “Ele faz com que os estudantes leiam e escrevam mais. Eles se sentem sujeitos mais importantes e participativos”, destacou a diretora Daniela Ferreira.

Além da Escola Municipal Coronel Antônio Augusto Diniz Costa, outras sete instituições de ensino em Contagem aderiram ao “Inventar com a Diferença”. “A gente se sensibiliza ao ver a transformação dos alunos. A arte é o veículo que mexe nas fibras mais íntimas de todas as pessoas”, finalizou Denise.

Reportagem: Nayara Macedo (Sob a supervisão de Júlio César Santos)
Fotos: Divulgação

Aula de cinema leva novas formas de aprendizado à escola

Projeto busca incentivar a leitura, escrita e a criatividade dos alunos.

A Escola Municipal Newton Amaral Franco, situada na região do Petrolândia, desenvolve o projeto “Luz, Câmera e Ação!”, trabalho que vai até o final do ano voltado para o cinema. Diversas oficinas vão falar da sétima arte como ferramenta coadjuvante no processo de ensino-aprendizagem e o papel na sociedade para a cooperação no que diz respeito ao bem-estar.

A ideia faz parte da segunda etapa do projeto “Bem-Viver”, idealizado pela bibliotecária, Sheila Rodrigues. Trabalho esse que visa realizar oficinas e palestras sobre temas como cidadania, nutrição, inclusão social e artes.

Nessa segunda fase os alunos conhecerão um pouco da história do cinema, o que é storyboard (trabalhar o texto em cenas) e o stop motion (técnica de animação muito usada como “movimento parado”). Todas as aulas acontecem na biblioteca, uma vez na semana, com os alunos do 1ª ao 5ª ano. “O cinema atinge todas as áreas do conhecimento. Queremos que o aluno produza além do cinema. Queremos que ele escreva, leia e crie projetos”, explica Sheila.

No final do ano acontecerá uma mostra de cinema e será exibido para todos na escola e comunidade. “O projeto é importante para o nosso aprendizado e eu adoro a arte do cinema”, destaca a aluna, Ana Clara Leite de Paula.

A ideia de propor o cinema na escola faz parte da Lei nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e determina a exibição na educação básica de, pelo menos, duas horas por mês de filmes produzidos no Brasil. “A atividade traz a riqueza das outras matérias. Aqui articulamos expressão corporal e interligamos a escrita com a leitura. O cinema abre um leque de recursos para o aprendizado na escola”, finaliza Sidneia da Silva, professora.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende