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Romancista Lino de Albergaria visita escola de Contagem

O autor falou dos clássicos literários e deu dicas aos alunos.

A Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida recebeu o romancista, Lino de Albergaria. O autor teve um bate papo descontraído com os estudantes na biblioteca e arrancou emoções ao citar os clássicos criados por ele.

Aproximadamente 40 alunos dos 6º até os 9º anos, foram selecionados para participar do encontro. A regra para a escolha foi estabelecida pelos professores de acordo com a ficha de cada um na biblioteca. Quem tivesse presença assídua no local, durante o ano letivo, teria lugar garantido no encontro com o escritor. “O encontro de hoje serviu para abrir o conhecimento dos alunos e mostrar o quanto é importante frequentar a biblioteca”, afirma a aluna do 9º ano, Giovana Aguiar Pereira.

Durante o papo, Lino contou um pouco da sua história e de como se tornou um escritor conhecido dentro e fora do país. Falou um pouco da profissão e também dos clássicos: De Paris, com amor; Adeus, escola!; Lia e o sétimo ano. E os recém lançados: Bem-vindos à Casa da Neblina; Na Serra das Lianas; A Ilha do Tempo Perdido e Chá das cinco. “Eu adorei o encontro aqui na biblioteca. O local é provocador no que tange aos livros, ao saber que a mistura das classes, idades e turmas é tão comum aqui na escola, me traz conforto e alegria”, destaca o escritor, Lino de Albergaria.

Para a diretora, Márcia Rocha, o fato de os alunos conhecerem o escritor serviu para provar que no futuro eles serão multiplicadores da leitura. Ela também enfatiza que a presença de escritores nas escolas de Contagem é primordial no desenvolvimento pedagógico dos estudantes. “Eu tenho certeza que essa experiência de hoje dará frutos e acredito também que daqui sairão novos escritores, romancistas e poetas”, explica Rocha.

No final do encontro, Lino deixou uma mensagem para os alunos. Ele disse que os jovens não devem largar o hábito de ler e escrever. “Vamos juntos desvendar os mistérios, aventuras e informações que os livros podem oferecer”, finalizou.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende

Escola promove semana dedicada à leitura

Estudantes levaram as páginas dos livros para o palco. 

A Escola Municipal Professora Júlia Kubitschek de Oliveira está em festa. Durante toda a semana os estudantes participam da Jornada Literária. O evento é regado a apresentações culturais e muita leitura. Houve teatro, dança, contação de histórias, concursos de redação e desenho e declamação de poemas.

Na manhã de hoje (21), os estudantes participaram de um café literário. Em meio às quitandas, salgados, sucos e cafés, eles trocaram experiências sobre obras já lidas. “Os alunos estão muito empolgados, e isso fez aumentar o fluxo de visitas na biblioteca”, explicou Vanusa Cristina de Oliveira, auxiliar de biblioteca da escola.

A Jornada Literária foi idealizada pela professora de português, Adraina Baldoin. A ideia é integrar todos os estudantes, independente da idade. Todos os 328 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental estão envolvidos.

O evento será encerrado nesta sexta-feira (22). Haverá apresentação de teatro dos estudantes da educação infantil. Eles vão encenar a peça “Bom Dia Todas as Cores”, fábula que conta a história de um camaleão que vivia mudando de cor para agradar aos amigos. A proposta é mostrar que devemos ouvir as pessoas, mas fazer o que o nos deixa feliz.

Após o teatro, haverá uma grande troca de livros. Os estudantes levaram cerca de 500 exemplares para a escola. As obras ficarão expostas e os alunos poderão levá-las para casa. “A troca de livros tem o propósito de fazer o conhecimento girar. O livro que está guardado na estante de um, vai estar nas mãos de outro”, destacou Vanusa.

A Jornada Literária continua no próximo mês, com a premiação dos vencedores dos concursos de redação e desenho.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Divulgação

Escolas podem visitar o Centro Cultural de Contagem

As visitas guiadas são gratuitas e devem ser agendadas.

O Centro Cultural de Contagem está aberto às visitações. As escolas interessadas em levar os estudantes devem fazer o agendamento pelo telefone 3352 5357. São recebidos até 50 alunos. As visitas são guiadas por monitores e ocorrem de 9h às 17h.

A Fundação Cultural de Contagem é um espaço arquitetônico de três casarões com o estilo colonial do século XIX e um com estilo eclético. As casas, que antes funcionavam como comércio da antiga família Rocha, em 1998 foram reformadas e transformadas em patrimônio cultural de Contagem.

A Casa Amarela abriga o grande salão, onde são feitas exposições de artes que valorizam as manifestações artísticas contemporâneas. Nela são expostas obras voltadas para artes visuais como pinturas e fotografias. Na Casa Azul foi construído um teatro com capacidade para 150 pessoas. Já a Casa Rosa abriga Biblioteca Pública Municipal Doutor Édson Diniz.

A visitas são gratuitas. O objetivo é integrar ao contexto escolar as diversas formas e manifestações artísticas, além de promover o hábito da leitura, com o acesso ao acervo público da biblioteca.

Reportagem: Redação Seduc
Foto: Marcelo Grillo

Escola Doutor Sabino Barroso inaugura espaço de leitura

Área foi projetada para aproximar os estudantes de obras literárias.

O novo espaço da Escola Municipal Doutor Sabino Barroso está fazendo sucesso entre os estudantes. Com grama sintética, bancos coloridos e prateleiras lúdicas, o “cantinho da leitura” foi construído para incentivar o hábito de ler. “A gente quis montar um espaço atraente e aconchegante. Os alunos ficam encantados e ão querem sair daqui”, comentou a diretora, Valdete Braga.

O espaço foi inaugurado com festa. Pais e alunos participaram das comemorações. Houve sorteio de brindes, brincadeiras, contação de histórias e até sessão de autógrafos. O estudante Davi Lucas Costa, de 6 anos, está no 1º ano e aproveitou para lançar o livro “As aventuras de Jerry”, que conta as história de um garoto que viaja no tempo e no espaço. A escola auxiliou na impressão de 45 exemplares. Hoje, o título faz parte do acervo do cantinho da leitura.

O espaço é voltado para crianças de 5 a 11 anos. Ele é utilizado durante atividades extraclasses e também no período do recreio. Os estudantes se divertem com a variedade de livros. São 250 exemplares que ficam em uma estante que simula um castelo. Além disso, o cantinho conta com diversos fantoches, que são usados em peças de teatro.

A comunidade aprovou a ação e espera que o espaço seja bastante utilizado. De acordo com a diretora, a interação no local será intensa. “Queremos fazer que mais e mais estudantes tomem o gosto pela literatura. A sessão de autógrafos do Davi foi um sucesso e outros alunos querem sentir essa experiência. Tanto que um estudante do 4º ano já começou a escrever um livro”, comemorou.

Reportagem: Redação Seduc
Fotos: Elias Ramos

Educadores são capacitados para modernização das bibliotecas escolares

Investimentos preveem melhorias em infraestrutura, informatização e mais opções de livros para estudantes.

Até o dia 13 de agosto, os bibliotecários e auxiliares de biblioteca da rede municipal de ensino de Contagem passarão por cursos de aperfeiçoamento. A capacitação faz parte do projeto de formação continuada dos educadores do município. O módulo aborda a “Biblioteca Escolar como Espaço Educativo”. Durante as palestras foram apresentadas as propostas e diretrizes referentes às estruturas e logísticas das bibliotecas da escolas municipais. O participantes puderam entender como ocorrerão a reorganização e padronização do sistema de empréstimo de livros, o alinhamento das atividades às propostas pedagógicas, o levantamento de títulos literários disponíveis em todas as unidades escolares e o fomento de atividades dentro das bibliotecas.

A bibliotecônoma, Creuza Almeida, explicou que a formação propõe um olhar reflexivo sobre o espaço da biblioteca nas escolas e como ele é fundamental na vida do estudante. “Pensamos na formação como chave fundamental na construção do conhecimento para os alunos”, destacou.

Ao todo, 190 profissionais da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio (Funec) participam das atividades que terão 40 horas aulas. O Secretário Municipal de Educação, Joaquim Antônio Gonçalves, participou de uma das aulas. Joaquim explicou sobre o pacote de investimento que as escolas receberão. “Todas as bibliotecas serão modernizadas. Além de reformas, elas terão sistema informatizado”, explicou o secretário.

Gonçalves ainda anunciou que a Secretaria Municipal de Educação vai adquirir 25 mil livros para as escolas. Desde 2012 a administração não investia em compras de títulos literários.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos

Estudantes têm lição de cultura e costumes indígenas

Índia Pataxó mostrou como o povo dela vive e trabalha na comunidade

Os alunos da Escola Municipal Newton Amaral Franco receberam uma visita especial. A índia Tamikuã passou uma manhã com os estudantes do 4º ano. Durante o encontro, que durou duas horas, a criançada pôde conhecer um pouco da cultura e dos costumes indígenas. Tamikuã é descendente de Pataxó e vive com mais 6 mil indígenas na comunidade de Coroa Vermelha, na Bahia.

A índia mostrou como são as casas de seu povo, construídas com madeira, palha e barro; contou como é a rotina na aldeia e como buscam os alimentos. Tamikuã falou também sobre os rituais e formas de preservação da natureza. “É muito gratificante estar próximo de estudantes. Temos muita dificuldade em preservar nossas culturas e raízes. Apresentar a memória do nosso povo é uma forma de conscientizar essas crianças sobre a importância de preservar a natureza, de respeitar nossas origens”, destacou Tamikuã.

Denis Moreira, de 9 anos, não tirava os olhos de Tamikuã. Da primeira fileira ele acompanhou atento cada palavra da índia. Ficou encantado com os costumes indígenas. “Eu achei que eles usavam roupas como a gente. Gostei muito dos objetos que Tamikuã tem”, exclamou Denis.

Ana Alice Mendes, também de 9 anos, já aprendeu a lição. Sabe que o respeito e o incentivo são essenciais para que as tradições permaneçam.”É a primeira vez que vejo uma índia de verdade e fiquei muito surpresa em descobrir que vivem da pesca e que produzem os próprios alimentos”, explicou Ana Alice.

Projeto

A visita de Tamikuã faz parte de um projeto pedagógico desenvolvido pela bibliotecária da escola, Sheila Rodrigues. A intenção é aproximar os estudantes da materialidade, para que eles tenham mais subsídios durante o desenvolvimento de atividades ligadas às disciplinas que envolvam artes. “Quando os estudantes têm contato mais aprofundado com o estudo, o aprendizado fica mais fácil, e é mais eficaz”, finalizou Sheila.

 

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Elias Ramos