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Instrutor desenvolve metodologia de inclusão em Umei de Contagem

Ações têm o objetivo de proporcionar maior interação entre estudantes

Gladson Bueno é deficiente auditivo e instrutor na Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Nova Contagem. O profissional é responsável por acompanhar um garotinho, de 5 anos, que também possui deficiência auditiva. Gladson utiliza a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS para auxiliar o estudante no aprendizado.

O que tem chamado a atenção é que Gladson passou a ensinar a todas as crianças como se comunicar com surdos. De personalidade alegre e contagiante, Gladson consegue atrair a atenção de todas as crianças e dessa forma mostra que as limitações não são barreiras para o convício social.

A escola possui 156 estudantes, de 4 e 5 anos. Durante o recreio e também em eventos o instrutor faz questão de ensinar as diversas possibilidades de comunicação. “As pessoas não vivem sozinhas, elas vivem em comunidade. E para sermos cidadãos, devemos aceitar a inclusão em nossas vidas cotidianas. Os nossos estudantes, por serem de uma faixa etária menor, estão aceitando e compreendendo o quanto é importante a inclusão no ambiente escolar”, destacou a pedagoga, Ivete Alves dos Santos.

O trabalho já tem gerado frutos, tanto que o estudante, portador de deficiência, que é monitorado por Gladson, passou a se socializar mais com os outros coleguinhas e a ter um maior desempenho em sala de aula. “O Maxwell sempre foi um aluno mais tímido, a partir desse trabalho ele se tornou mais comunicativo”, explica a professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE), Luciene Fonseca da Silva.

Para Gladson, ser um profissional de LIBRAS na escola, é estar preocupado com o bem-estar dos estudantes e ajudar a desenvolver o método de comunicação. “Acredito que devemos transpor todo tipo de barreira que impede a comunicação. Gosto de participar do dia a dia dos estudantes e contribuir para a evolução educacional e pessoal”, destaca.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende
Publicação: 06/04/2018

Seduc promove workshop sobre inclusão nas escolas

Cerca de 200 profissionais estiveram presentes na PUC Contagem.

O setor de Inclusão, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), promoveu na última sexta-feira (24), workshop voltado para estudos de casos de alunos atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). O encontro aconteceu no auditório da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Contagem.

O evento visou aprofundar a discussão no que diz respeito à inclusão escolar e as demais esferas da sociedade. Foram apresentados exemplos de casos com alunos de algumas escolas do município, o que serviu para ilustrar a real intenção da Seduc em estar à disposição para tudo que diz respeito aos alunos com deficiência. “O encontro serviu para mostrar quanto é importante as políticas sociais. Penso que devemos trabalhar forte para incluir as nossas crianças, jovens e adultos nas escolas contagenses”, destacou o chefe de gabinete do prefeito, Sérgio Mendes.

A condução do curso foi feita pelas professoras do AEE. Cerca de 200 estagiários, cuidadores, pedagogos, intérpretes e instrutores que trabalham com estudantes da inclusão da rede municipal de ensino estiveram presentes. “Eventos assim mostram a diversidade e a forma como devemos levar a informação para dentro e fora das escolas. O contato com as famílias é primordial para o desenvolvimento e progresso do aluno”, explicou a instrutora de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Danubia Mendes.

Atualmente, Contagem, conta com 1.300 estudantes com deficiência. Eles são assistidos por meio dos AEE, que ocorre nas salas de recursos multifuncionais e no AEE Móvel, que são promovidos nos Centros de Educação Infantil (Cemeis). Os professores se deslocam até as unidades de ensino destinadas às crianças para fazer o atendimento específico. São elaborados planos de trabalho para atender às necessidades de cada estudante, objetivando o ensino e fortalecendo a aprendizagem e a autonomia dos mesmos.
A prefeitura também disponibiliza auxiliares de apoio que ajudam na alimentação, locomoção, higienização e comunicação. “A preocupação da Seduc é oferecer atividades nas perspectivas de cuidar e desenvolver ações com as professoras de AEE e toda equipe. Vamos fazer um trabalho qualificado nos trabalhos de inclusão ao ensino”, finalizou a secretária adjunta de Educação, Cláudia Caldeira Soares.

Reportagem e fotos: Leonardo Melo

Secretaria de Educação realiza workshop sobre inclusão escolar

Estratégias e recursos de trabalho para estudantes com deficiência serão discutidos em palestras

A Secretaria Municipal de Educação realiza amanhã (24) um workshop para estagiários e profissionais que atuam na área de inclusão. O objetivo é profundar a discussão sobre a importância da inclusão escolar.

O workshop foi criado pelas professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os participantes terão acesso à exposições de materiais e recursos que possam melhorar a participação dos alunos nas salas de recursos e no AEE móvel.

O evento é voltado para estagiários, cuidadores, pedagogos, intérpretes e instrutores que trabalham com estudantes da inclusão da rede municipal de ensino. Não é preciso fazer inscrição.
As palestras serão ministradas por professoras que realizaram os estudos durante o ano, com o foco em amplificar diversas estratégias de atividades para cuidadores, estagiários, intérpretes e pedagogos.

O evento será realizado na Rua Comprido, 4580, Cinco, Contagem. O workshop terá dois horários de 8h as 11h30e de 13h as 17h. Mais informações pelo telefone 3352 2063.

Temas do workshop

Síndrome Arnold Chiari – Professora Jéssica de Lourdes Ferreira Nogueira
Síndrome de Down – Professora Elietti Miranda de Paula Nunes e Professora Luciana dos Santos Lima Gomes
Deficiência Intelectual – Professora Rosane de Fátima Gomes da Rocha e Professora Shirley Piedade Ferreira
Laudo Inconclusivo – Professora Rosa Irene D Assunção
Atraso Global do Desenvolvimento – Professora Marlene Aparecida Torres Fernandes

Reportagem: Nayara Macedo (sob supervisão de Júlio César Santos)
Arte: Marleyde Santos

Exposição apresenta materiais que auxiliam estudantes com deficiência visual

Objetos podem ser usados em sala de aula e em casa.

Vinte e duas professoras do Atendimento Educacional Especializado realizaram uma exposição de objetos pedagógicos que são utilizados como auxílio no ensino à estudantes com deficiência visual. A mostra ocorreu na Escola Antônio Carlos Lemos, que fica no bairro Eldorado. Os participantes puderam conhecer materiais ajudam ao aluno identificar distâncias e formas e também objetos que auxiliam nas atividades do dia a dia.”Essas experiências nos ajudam a entender melhor o universo dos nossos estudantes” explicou a idealizadora da exposição, Francimara das Graças Batista.

Os materiais que auxiliam os deficientes visuais também foram mostrados aos pais. Os objetos podem ser utilizados em casa, como foma de melhorar a qualidade de vida dos estudantes.“Nós, professores do AEE, que trabalhamos com todas as deficiências físicas, intelectuais ou síndromes, percebemos que a inclusão é trabalhar em um só caminho; o que diferencia são as necessidades de cada um”, ressaltou a professora Eliete Miranda.

A aplicação da didática foi proposta em um curso voltado para educadores que atendem pessoas com deficiência visual. O objetivo foi aprimorar as técnicas já utilizadas em sala de aula e oferecer ajuda, sem invadir a privacidade. O curso, realizado no Instituto São Rafael, na capital mineira, teve duração de três semanas e foi dividido em dois módulos. As professoras tiveram bastante contato com o Braille, método de leitura tátil e também puderam vivenciar a rotina de uma pessoa cega.

Clique aqui e confira alguns objetos que fizeram parte da exposição.

Reportagem e foto: Nayara Macedo (Sob supervisão de Júlio César Santos)

Mais de 600 profissionais discutem educação inclusiva

Representantes da Seduc participam de Congresso Internacional para qualificar o ensino na cidade.

Para melhorar a qualidade do ensino, representantes da Secretária Municipal de Educação (Seduc) participaram do II Congresso Internacional de Neurociência e Aprendizagem da Infância e Juventude – Brain Conection. O evento é considerado um dos maiores no setor educacional do Brasil. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre educação inclusiva, transtornos da aprendizagem, neurociências, educação e relações familiares.

Mais de 600 profissionais de diversos países participaram do congresso. O Brain Conection foi realizado nos dias 7,8 e 9 de setembro em Belo Horizonte. As atividades foram voltadas para pais, estudantes, professores, psicólogos, terapeutas ou a profissionais de qualquer área da educação e saúde.

Para a professora Marta Relvas, uma das principais palestrantes, a participação dos educadores é fundamental. “É necessário que os profissionais entendam como funcionam as possibilidades de ensino para que os transtornos possam ser reconhecidos em sala de aula e a aprendizagem seja qualificada”, afirmou.

Além das palestras, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de workshops, debates, conhecer trabalhos científicos e livros.

A assessora pedagógica da Seduc, Francimara Batista, relatou que os temas discutidos serão levados para a secretaria e serão colocados em prática nas escolas. “A busca ao conhecimento deve ser constante, é importante sabermos quais são as novas tendências na educação inclusiva para proporcionarmos mais qualidade de ensino, por isso a participação de professores da rede municipal é indispensável. Tudo que aprendemos aqui será levado para os nossos estudantes”, disse.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1130 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

 

Reportagem: Nayara Vianna
Fotos: Rafael Souza

Capacitação para atender estudantes com deficiência visual

Educadores participaram de aulas teóricas e práticas que serviram para compreender as necessidades dos alunos.

Trinta e cinco profissionais da rede municipal de ensino de Contagem participaram do Curso Básico de Deficiência Visual, ministrado pelo Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual do Instituto São Rafael (CAP-ISR). Esse curso é voltado para os educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e teve o objetivo de capacitar os professores para o atendimento aos alunos que possuem deficiência visual.

As 120 horas de aulas foram divididas entre conteúdos teóricos e práticos. Os instrutores apresentaram técnicas voltadas para o uso da bengala, alfabeto em braille, codificação matemática e orientações sobre a postura de estudantes e professoras em sala. Os educadores também receberam capacitação para desenvolver atividades em salas de recursos multifuncionais. “A capacitação é de grande importância para o trabalho por oferecer conceitos esclarecedores e experiências que nos aproximam da realidade dos estudantes com deficiência”, destaca Elietti Miranda de Paula, professora de AEE, da Escola Municipal Dona Cordelina da Silveira Mattos.

Os educadores participaram de diversas dinâmicas e vivenciaram nelas a experiência da escuridão, quando todos foram vendados. A proposta foi a de que os participantes passassem pelas situações que os estudantes com deficiência visual enfrentam nas escolas. A dinâmica, chamada de Prática Educativa da Vida Intensiva (Pevi) é voltada ao reconhecimento das pessoas e o olhar sobre as barreiras que a escola comum possui. “Todo o recurso aqui apresentado será um grande aliado como reforço aos alunos da inclusão”, explica a professora do CAP-ISR, Alessandra Pittella.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos