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Roda de Conversa “Contagem de Afetos” chega à regional Sede

Objetivo da iniciativa é ouvir demandas de familiares de alunos com deficiência da Rede Municipal de Ensino.

Mary Jane Iorque Silva fará seis anos em junho. O avô da menina, Ormando Arnaldo, conta que ela enfrentou uma meningite aos três meses de idade e que chegou a entrar em coma. “Os médicos disseram que as sequelas da doença fariam com que ela não enxergasse e não conseguisse mexer as pernas. Um médico chegou a dizer que ela tinha apenas 1% de chance de sobreviver”, relata.

Mas a menina venceu: hoje, Mary Jane é aluna da Rede Municipal de Contagem e foi uma das crianças que estiveram presentes, acompanhadas por familiares, da “Roda de Conversa: Contagem de Afetos” da regional Sede. O encontro ocorreu na quarta-feira (22), na bonita e acolhedora Escola Municipal Eli Horta Costa.

Representantes da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), do Conselho Tutelar, da regional Sede, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, professores da Rede Municipal e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), pais e familiares de alunos com deficiência estiveram presentes, num total de cerca de 70 pessoas.

No ambiente da reunião, cuidadosamente preparado, livros produzidos por alunos com autismo da Escola Municipal Eli Horta Costa estiveram em exposição. E enquanto a reunião corria, as crianças puderam participar de uma oficina de arte, conduzida por educadores, em outro ambiente.

Esse foi o segundo de uma série de oito encontros com familiares de alunos com alguma deficiência das escolas municipais das oito regionais administrativas do município que está sendo promovida pela Seduc. O objetivo da iniciativa é fazer uma roda de conversa com essas famílias, ouvir suas demandas em relação às escolas e sensibilizá-las sobre a importância da participação dos familiares na vida escolar de seus filhos. Na oportunidade, também é feita uma escuta das demandas dessas famílias em relação a outras políticas do município, como direitos humanos e cidadania, educação, saúde e assistência social.

A regional possui 14 escolas municipais e seis salas de recurso multifuncional, nas quais funcionam o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os profissionais do AEE fazem a interlocução com os professores da Rede Municipal e auxiliam nos processos inclusivos e no desenvolvimento das capacidades dos alunos atendidos. Mas, para que todos os pequenos grandes avanços possam ocorrer, é fundamental a participação das famílias. Afinal, as pessoas precisam se sentir acolhidas no ambiente familiar e fora dele.

A legislação relativa a alunos com deficiência é pautada pela tônica da inclusão. A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2005, institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Em seu capítulo IV, que trata sobre o direito à educação, no art. 27, a legislação institui que a educação constitui-se como direito da pessoa com deficiência e assegura que o sistema educacional inclusivo precisa se dar em todos os níveis, ao longo da vida toda, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. Ou seja, o sistema educacional como um todo (público e privado) deve ser inclusivo em todos os seus níveis e modalidades.

“A lei fala de inclusão, mas não basta matricular: todos os alunos têm que participar de todos os projetos da escola. Isso sim é inclusão de verdade! Nós fazemos aquilo em que acreditamos. Todos os dias, eu escuto familiares dizendo o quanto é bom seus filhos frequentarem a escola, que eles estão muito felizes. Quando ouço esses relatos, percebo que estamos no caminho certo. E o trabalho que a Ludmilla (Ludmilla Skrepchuck, superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc) vem fazendo é essencial para isso. Essa parceria com a Seduc é que garante esse trabalho”, assevera Márcia Rocha, diretora da Escola Municipal Eli Horta Costa.

Ainda em relação ao capítulo IV da Lei nº 13.146, a legislação institui que deve haver articulação intersetorial na implementação de políticas públicas. “Algumas questões ultrapassam os muros da escola, e é preciso contar com o apoio de outras políticas para que o atendimento integral dessas crianças seja garantido. Por isso, é preciso que exista uma rede de parceiros relacionados a outras políticas do município, como direitos humanos e cidadania, educação, saúde e assistência social. Acreditamos que o atendimento aos estudantes com deficiência deve ser um atendimento integral, que requer, portanto, ações intersetoriais”, afirma a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Skrepchuck.

Rede assistencial acessível a pessoas portadoras de deficiência

Waleson Penteado, conhecido como “Pretim”, superintendente de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, explica que existem várias iniciativas no município que podem ser acessadas por pessoas com alguma deficiência.

Confira algumas delas:

– CER IV: o Centro Especializado em Reabilitação – CER IV e Oficina Ortopédica oferece assistência em quatro tipos de reabilitação: física, visual, intelectual e auditiva. O acesso aos serviços do CER IV é feito a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). As UBSs acolhem as demandas e realizam os encaminhamentos ao Setor de Reabilitação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

– Programa Sem Limites: o objetivo do programa é oferecer serviço de transporte suplementar às pessoas com deficiência física, com alto grau de comprometimento ou impossibilitadas de utilizar veículos do sistema de transporte público convencional no município. O acesso ao programa pode ser feito pelas UBSs e também pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

– Central de Libras de Contagem: a central oferece, junto à Associação dos Surdos de Contagem (ASC), intérprete gratuitamente, para que pessoas com surdez possam acessar ambientes como agências bancárias, consultas médicas, delegacia, fórum e juizados especiais. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 99715-8775.

Reportagem: Carolina Brauer
Foto: Ronaldo Leandro
Publicação: 24/05/2019

Secretaria de Educação promove I Encontro Família e Escola para estudantes surdos

Objetivo foi sensibilizar alunos, familiares e profissionais quanto à importância do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

“Boa noite a todos. Meu nome é Deison e sou presidente da Associação dos Surdos de Contagem. Um abraço a todos. Obrigado”, disse Deison Andrade, presidente da ASContagem, ao compor a mesa de abertura do I Encontro Família Escola, evento voltado à integração entre estudantes surdos do município, suas famílias e profissionais que prestam atendimento a eles na Rede Municipal de Educação. Deison é surdo e se comunicou com o público por meio da Libras, a Língua Brasileira de Sinais, tendo sua fala traduzida simultaneamente para o Português pela intérprete Mércia Anita Lacerda.

O primeiro encontro de familiares de estudantes surdos e profissionais da rede ocorreu na quinta-feira (11), no auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, com a presença de cerca de 50 pessoas. O objetivo foi sensibilizá-los quanto à importância de os alunos com deficiência auditiva frequentarem o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para o apoio ao processo de alfabetização em Libras. Na oportunidade, foi apresentada a política educacional para atendimento especializado do município – a apresentação, como não podia deixar de ser, foi bilíngue, feita em Libras e em Português.

Além da presença de Deison Andrade, a mesa do evento contou com a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Ludmilla Skrepchuk Soares, a assessora de Educação Inclusiva na Seduc, Francimara das Graças Batista, e também com representantes de entidades parceiras: Lions Clube de Contagem, representado por sua vice-presidente, Cleuza Rodrigues de Souza Vieira Dias, e Sociedade Cultural e Religiosa, representada pelo seu presidente, Daniel Juvêncio Soares dos Santos.

Trinta salas multifuncionais voltadas à educação no contraturno escolar

O município dispõe de 30 salas de recurso multifuncional, distribuídas em todas as oito regionais, nas quais o AEE, uma política pública de serviço complementar educacional, oferta atendimento para todos os estudantes com deficiência física, motora, visual, auditiva, intelectual e ainda para estudantes com autismo e síndromes diversas.

Para os surdos, a Rede Municipal de Educação disponibiliza profissionais de apoio específicos, os intérpretes e instrutores de Libras, que diariamente acompanham os estudantes surdos nas escolas e, no contraturno, no AEE. A Rede Municipal de Educação conta com 16 instrutores e 24 intérpretes em Libras, para que os estudantes surdos possam ser alfabetizados nas duas línguas.

“Se o estudante frequenta a escola regular no turno da manhã, tem direito a uma vaga no AEE à tarde, e vice-versa. São 30 salas de recurso multifuncional, e a gente consegue cobrir 100% da rede”, esclarece a superintendente Ludmilla Soares. De acordo com ela, atualmente há 1.600 estudantes com alguma deficiência matriculados em escolas municipais e, entre esses, existem 40 estudantes surdos, desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos os alunos surdos são atendidos individualmente.

“É feito um investimento grande da Prefeitura de Contagem nesse atendimento especializado. Pela especificidade dos estudantes surdos, nós organizamos esse encontro com as famílias, para sensibilizá-las principalmente em relação à importância de acessarem o serviço educacional especializado, que é o AEE, a sala de recursos multifuncional, um serviço complementar oferecido no contraturno escolar. Nem todos os 40 estudantes surdos da rede estão matriculados no AEE (contraturno), e estamos tentando sensibilizar as famílias para que matriculem seus filhos no AEE. Hoje, temos cerca de 40% dos estudantes no atendimento complementar, e a nossa meta é chegar a 100%”, afirma a superintendente.

Ana Carolina Maria de Oliveira, moradora da regional Sede, é mãe de Alercia, que tem problemas auditivos. Ela conta que a filha, hoje com quatro anos, teve a deficiência auditiva detectada desde seus primeiros dias de vida. “Minha filha estuda na Umei (Unidade Municipal de Educação Infantil) Central Park e conta o auxílio de uma tradutora e uma intérprete. Ela também frequenta o AEE no contraturno escolar, e isso faz toda a diferença no desenvolvimento dela”, atesta Ana Carolina de Oliveira.

Para os surdos, a primeira língua é a de sinais

A assessora de Educação Inclusiva da Seduc, Francimara das Graças Batista, explica que a primeira língua de pessoas com deficiência auditiva não é o Português, e sim a Libras. “O objetivo desse encontro é a sensibilização dos familiares dos estudantes surdos e dos profissionais que trabalham com eles quanto à importância de terem acesso à Língua Brasileira de Sinais, chamada de “L1”, concomitantemente ao processo de alfabetização na Língua Portuguesa, a “L2”. Acessar o AEE faz a diferença na formação cidadã desses alunos”, assegura a assessora de Educação Inclusiva.

Professora no AEE, Séfora Cristina dos Santos lembra que é preciso ter paciência com as pessoas com deficiência auditiva no processo de alfabetização: “O Português que a gente trabalha com os surdos é o Português escrito, então é um pouco mais complicado, porque é como se ele aprendesse uma segunda língua. Esse aprendizado não acontece de um dia para outro”.

A intérprete de Libras Mércia Anita Lacerda, por sua vez, reforça que não é tão difícil estabelecer comunicação com pessoas com surdez, desde que exista boa vontade. “É muito fácil a pessoa se comunicar com um surdo. Às vezes, a pessoa está precisando de ajuda, querendo saber uma informação, e a outra pessoa já fica com aquele susto, sem saber como proceder. Mas muitos surdos fazem leitura labial. Então, se a pessoa se atentar em falar devagar, a própria expressão facial já diz alguma coisa, e o surdo consegue compreender, ler essa expressão facial”, explica Mércia Lacerda.

Reportagem: Carolina Brauer
Foto: Elias Ramos
Publicação: 16/04/2019

Instrutores de LIBRAS da Rede Municipal de Contagem participam de formação

O curso é ofertado, gratuitamente, por meio da Secretaria Municipal de Educação

Por meio de um convênio firmado entre a Secretaria Municipal de Educação com a Sociedade Cultural e Religiosa de Contagem, 11 instrutores de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) participam de uma formação em serviço. O curso tem o objetivo de capacitá-los para o atendimento diário à estudantes surdos, matriculado na Rede de Municipal de Ensino. “A capacitação é importante também para padronizar o atendimento, que interfere diretamente na aprendizagem do aluno”, destacou a técnica de LIBRAS da Sociedade Cultural e Religiosa de Contagem, Bárbara Gonçalves Guimarães Silva.

Durante a formação os instrutores aprendem técnicas para aprimorar a comunicação com os estudantes. O curso tem duração de quatro horas. Atualmente Contagem possui 11 instrutores contratados, que atuam no Atendimento Educacional Especializado. Eles são responsáveis por ensinar a língua de sinais aos estudantes e auxiliá-los em sala de aula.

Reportagem e foto: Nelson Augusto
Publicação: 01/04/2019

Professores da Rede Municipal de Contagem participam de capacitação para atendimento a estudantes surdos

A oferta de capacitação sobre a Língua Brasileira de Sinais é um investimento da prefeitura de Contagem por meio da secretaria municipal de Educação.

Por meio de um convênio firmado entre a secretaria municipal de Educação com a Sociedade Cultural e Religiosa de Contagem, 30 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), participam de um curso de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). O objetivo é ampliar a comunicação e tornar mais eficaz o aprendizado dos estudantes surdos matriculados da Rede Municipal de Ensino.

O curso é gratuito e tem duração de cinco meses. Geisa Gláucia Viegas, professora do AEE da Escola Municipal Newton Amaral Franco já participou da primeira aula de LIBRAS e destacou a expectativa em aprender com a oportunidade de aprender o idioma. “Minha expectativa é que após a conclusão do curso eu consiga trabalhar efetivamente com mais habilidade com os estudantes. Além da necessidade da tradução, feita pelo intérprete, eles necessitam de um professor que amplie as relações dentro da escola e com essa oportunidade estaremos ainda mais preparados”, destacou.

Atualmente estão matriculados nas escolas municipais 40 estudantes surdos. Todos têm o atendimento diário de intérprete em sala de aula regular. O intérprete é o mediador entre o estudante surdo e o ouvinte. É responsável por auxiliar na comunicação em todo o ambiente escolar.

“A oferta na capacitação na Língua Brasileira de Sinais para as professoras do AEE é um investimento que a secretaria municipal de Educação de Contagem está promovendo para qualificar o atendimento dos estudantes surdos. Essa é uma demanda antiga da Rede e em 2019 estamos conseguindo viabilizá-la por meio do convênio com a Sociedade Cultural e Religiosa de Contagem”, destacou a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias, Ludmilla Skrepchuk Soares.

Reportagem e foto: Nelson Augusto
Publicação: 29/03/2019

Escola Eli Hora realiza mostra de inclusão

Ação faz parte do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Educadores e comunidade escolar da Escola Municipal Eli Horta, na regional Sede, se reuniram para apresentar o trabalho desenvolvido durante o ano letivo na Educação Inclusiva. A mostra envolveu o depoimento de estudantes do Atendimento Educacional Especializado (AEE), familiares e dos próprios professores da escola num encontro emocionante. Um dos trabalhos apresentados foi em parceria com a biblioteca, na qual os estudantes de AEE utilizam livros gigantes para aprenderem.

A escola Eli Horta atende atualmente 26 estudantes com deficiência. O AEE é desenvolvido em uma sala de recursos multifuncionais e conta com o auxílio de sete estagiários da inclusão. O trabalho realizado na escola faz com que os estudantes permaneçam dentro de sala de aula. Quem comprova é Ivanete Viana Braga Oliveira, mãe de Karen Braga de Oliveira, de 15 anos. A garota passou a frequentar a Eli Horta neste ano, vinda de outra escola, e para Ivanete foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para a filha. “O atendimento aqui é muito melhor. Minha filha tem deficiência de locomoção e cognitiva, então, além da equipe recebê-la pontualmente e prestar os devidos cuidados, ela ainda desenvolveu a parte pedagógica. Tudo que eu espero pra ela é um futuro de igualde e inclusão e aqui estamos no caminho certo”, disse.

Segundo a professora do AEE da Eli Horta, Márcia Rocha, a matrícula do aluno com deficiência é garantida nas escolas, mas além da matrícula, eles precisam ser incluídos no ambiente escolar. “Só acredito no AEE que atenda o estudante e consiga consolidar essas atividades no seu turno, fazendo essa articulação com os professores, com a equipe pedagógica, com a comunidade escolar, envolvendo todos, inclusive a família, porque senão o resultado não acontece. Eu só faço aquilo que acredito, e acreditando nessa proposta de inclusão dentro do ambiente escolar, o nosso trabalho tem resultado. Hoje eu conto com uma equipe maravilhosa de estagiários, tenho total apoio da gestão, isso tudo contribui para que dê certo”, disse.

A superintendente de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Ludmilla Soares, esteve presente no encontro e ressaltou o trabalho que vem sendo feito na rede municipal de ensino, por meio do AEE. “Nós implementamos várias ações tanto no campo da gestão, em termos de planejamento de ações de intervenções da política pública da Educação Inclusiva no município. E do ponto de vista operacional, implementamos o programa de formação continuada para as professoras do AEE, hoje o município conta com 29 salas de recursos nas escolas de ensino fundamental e o atendimento itinerante nas Unidades de Educação Infantil (Umeis). Começamos agora também um projeto piloto de educação inclusiva em nove escolas, uma por regional, que se destaca na sua inovação no campo pedagógico. Nossa grande meta é deixar essa gestão com todos os alunos da inclusão com seu plano de desenvolvimento individual do aluno (PDI) pronto, e em execução nas escolas”, resumiu.

Para Patrícia Leandra Rodrigues de Souza, mãe de Poliane Rodrigues Souza, 16 anos, aluna da AEE na Eli Horta, neste primeiro ano da filha na escola, ela realmente foi incluída. “Sinto que os profissionais neste ano estão mais preparados. O início da vida escolar dela foi bem difícil. Mas agora, quanto ao desenvolvimento da Poli, depois que ela veio para cá, conseguiu falar uma frase completa. Ela gosta da escola e entra na bagunça dos outros alunos. É um passo de cada vez, mas só quero que ela tenha qualidade de vida com mais inclusão e que todos os outros sigam o exemplo dessa escola ao incluir essas crianças especiais”, disse.

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado dia em3 de dezembro. A data tem o objetivo de informar a população sobre todos os assuntos relacionados a deficiência física e mental. Um outro propósito é conscientizar as pessoas sobre a importância de inserir as pessoas com deficiência em diferentes aspectos da vida social, como a política, a econômica e a cultural.

Reportagem: Vanessa Trotta
Foto: Adelcio Ramos Barbosa
Publicação: 03/12/2018

Secretaria Municipal de Educação pede revogação de lei que extinguiu a E.M. Antônio Carlos Lemos

Pedido foi encaminhado ao Conselho Municipal de Educação

A Secretaria Municipal de Educação encaminhou um ofício ao Conselho Municipal de Educação solicitando parecer para revogar parcialmente a lei que extinguiu a .

Em dezembro de 2017 a escola foi transformada em um Centro de Atendimento Educacional Especializado, voltado a pessoas com deficiência física. Com a revogação da lei, além do atendimento à população o espaço poderá receber outros estudantes da Rede Municipal de Ensino de Contagem que possuem deficiência.

O pedido de revogação foi anunciado pela secretária municipal de Educação, Sueli Baliza durante uma reunião na sede da instituição. Pais de usuários do espaço, o secretário de Diretos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino e o vereador Arnaldo de Oliveira (PTB) participaram do encontro.

Assim que o Conselho Municipal de Educação deferir o pedido, o ofício será encaminhado à Câmara Municipal e o legislativo pode decidir se o espaço volta para a pasta da educação. A proposta da Seduc é desenvolver um projeto para o Atendimento Educacional Especializado e um espaço para formação de educadores que atendem pessoas com deficiência nas escolas. “Nós já temos uma parceria com o CAIS para atendimento a cem estudantes da Rede Municipal. Queremos fazer a mesma coisa aqui; dar direito a quem tem direito”, destacou a secretária de Educação, Sueli Baliza.

Os pais das pessoas que utilizam o espaço receberam a notícia com festa. Elizabeth Vasconcelos tem uma filha portadora de deficiência mental. A jovem participa de diversas oficinas na instituição “Fortalecer esse espaço vai ajudar muito as famílias de deficientes. A vida social de nossos filhos está vinculada ao centro”, destacou Elizabeth.

Reportagem: Júlio César Santos
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 29/11/2018

Contagem é representada no Congresso Internacional Brain Connection 2018

Evento focado em neurociências e aprendizagem contou com oito trabalhos desenvolvidos pela equipe da Seduc

A 4ª edição do Congresso Internacional “Brain Connection” reuniu mais de 150 especialistas, sendo 15 deles europeus, de 8 a 10 de novembro, em Belo Horizonte, visando debater as práticas inovadoras e tecnologias da educação, propondo desafios para atuar com a geração digital. O evento já se tornou um reconhecido espaço no Brasil para o diálogo entre pesquisadores, acadêmicos, professores, profissionais e comunidade na abordagem de diversas temáticas relacionadas à Neurociência aplicada ao saber educacional. A equipe da Secretaria Municipal de Educação de Contagem (Seduc) teve oito trabalhos aprovados para a apresentação no Congresso.

O evento ofereceu um espaço de discussão e socialização entre comunidade local e os atores dos múltiplos núcleos da neurociência e faz parte da Chancela Internacional Erasmus+ (Plano de Ação da Comunidade Europeia para a Mobilidade de Estudantes Universitários), sendo o único evento nacional da área reconhecido por essa iniciativa. Valoriza temas relevantes de pesquisa para apoio às políticas de inclusão e práticas institucionais voltadas para a inclusão.

A programação destacou temas relevantes para disseminar informações acessíveis e de alta qualidade sobre o cérebro humano e suas funcionalidades. Muitas descobertas estão ocorrendo nos campos da linguagem, memória, comportamento, envelhecimento, educação, transtornos, doenças e lesões decorrentes da aplicação da Neurociência, responsável pelo estudo do Sistema Nervoso Humano com foco na apresentação do funcionamento, estrutura, desenvolvimento e eventuais alterações ao longo do tempo. A ciência é complexa e dividida em três elementos: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos, sendo que o Sistema Nervoso comanda todas as atividades corporais.

Premiação
Durante a abertura do evento, a Seduc foi premiada com o diploma “Tributo Especial em Boas Práticas em diversas áreas do Conhecimento”. Um dos prêmios mais valorosos que ressalta a importância das atuações profissionais em vários setores, voltadas para a melhoria da qualidade de vida. De acordo com a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, a premiação além de valorizar o trabalho dos profissionais da Seduc, incentiva a equipe a empenhar ainda mais nas pesquisas e nos projetos voltados para a inclusão.

Ela cita, por exemplo, a parceria com o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) para o atendimento aos estudantes da escola regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na promoção da qualidade de vida. Também o programa de formação de estagiários, cuidadores e professores da inclusão no Atendimento Educacional Especializado (AEE). “Em Contagem hoje, estudantes com necessidades especiais são atendidos com respeito e com a participação da família, objetivando uma escola de qualidade para todos”, explicou Sueli Baliza.

Selecionada com o “Projeto Piloto de Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino de Contagem”, que objetiva consolidar as diretrizes para Política de Educação Inclusiva no município, a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Skrepchuk, apontou importantes ações desenvolvidas atualmente pela secretaria, como a triagem dos estudantes com deficiência sendo identificados e cadastrados para o desenvolvimento de ações de intervenção pedagógica; plantão nas escolas ouvindo as famílias por meio de anamnese; envolvimento de toda a comunidade escolar na construção do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) a ser introduzido da rede municipal.

A educadora enfatizou a relevância da equipe da Seduc em participar do Brain Connection. “O congresso é um importante evento acadêmico-científico com tema principal na educação inclusiva e nas novas tecnologias assistivas e educacionais. Esse ano, a Seduc inscreveu dez trabalhos científicos e obteve o reconhecimento de oito deles avaliados pela comissão organizadora. Isso mostra o quanto os profissionais de Contagem estão empenhados e em consonância com pesquisas e projetos para a inclusão no município”, observou Ludmilla Skrepchuk.

Projetos da Seduc selecionados
“Projeto Piloto de Educação Inclusiva na Rede Municipal de Ensino de Contagem”, autora: Ludmilla Skrepchuk.

“Estudo de caso como metodologia intersetorial na avaliação e intervenção de estudantes com deficiência de alta complexidade, no município de Contagem”, autora: Jéssica de Lourdes Ferreira Nogueira.

“Atendimento Educacional Especializado: Possibilidades e Desafios dos Recursos Trabalhados”, autora: Êni da Conceição Menez (professora de AEE da Escola Municipal Dona Babita Camargos).

“A estimulação da leitura em estudantes com Deficiência Intelectual em sala de Atendimento Educacional Especializado através de História Enigmáticas”, autora: Margaret Gomes da Costa.

“Mediação da professora de Atendimento Educacional Especializado na Educação Infantil e o manejo do estudante com transtorno de comportamento”, autora: Maria Aparecida de Souza Morais.

“Instrumento norteador para inclusão escolar do estudante com deficiência – PDI – Plano de Desenvolvimento Individual”, autoras: Alice Mourão Veloso Quintão e Sebastiana Rangel Ferreira Nunes.

“Projeto Soletrando em Libras para Ouvintes”, autora: Elaine Cristina dos Santos Gomes (professora de AEE da Escola Municipal Dona Gabriela Leite Camargos).

“Educação de surdos: uma proposta de alfabetização de surdos no município de Contagem”, autora: Francimara das Graças Batista.

Presentes no evento a subsecretária de Ensino, Dagmá Brandão; o subsecretário de Gestão e Operações, Sérgio Mendes; educadores e profissionais da Seduc. O Congresso Internacional “Brain Connection” aconteceu no Centro de Convenções do Othon Palace Hotel, no Centro de Belo Horizonte. O evento é direcionado a terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, advogados, psicopedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, professores, pais e demais profissionais das áreas de educação e saúde.

Confira mais fotos do Congresso AQUI.

Reportagem: Diúde Campos
Fotos: Geraldo Tadeu
Publicação: 12/11/2018

Profissionais e estagiários de apoio à inclusão participam de cursos de capacitação durante toda a semana

Setecentas e cinquenta pessoas participam das atividades

O auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, está bem movimentado durante esta semana. O motivo é a Formação em Serviço desenvolvida para os profissionais de apoio à inclusão. O evento é realizado pela Superintendência de Projetos Especiais e Parcerias, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).

Estão sendo capacitados cerca de 750 profissionais que trabalham com estudantes com deficiência. Durante o encontro participam profissionais de apoio, cuidadores, estagiários, instrutores e interpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que atuam nas escolas municipais, Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei) e na Fundação de Ensino de Contagem (Funec).

Para a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares, os educadores têm aproveitado bastante as palestras. “Pelo o que percebo, todos estão gostando do conteúdo programático que abordamos na Formação. Conseguimos mesclar momentos interativos entre teoria e dinâmica e muitos vídeos comentados sobre a legislação”, explica.

Durante a Formação, assuntos de extrema importância, que prezam pela valorização do estudante, estiveram à tona. Temas sobre os Direitos dos Estudantes com Deficiência (LBI), Ética Profissional, Pilares da Educação Inclusiva, entre outros, são abordados. “O que eu percebi durante o período em que estou na área é que ainda precisamos nos organizar em relação ao contato dos estagiários com os outros profissionais. Esses dias que estamos em Formação têm servido para nos ajudar a entender as necessidades de cada um e compreendermos também como agir perante a alguma situação com os alunos”, finalizou a estagiária da Funec Cruzeiro do Sul, Isabela Rodrigues.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1200 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

O ciclo de Formação começou na segunda-feira, 15 de outubro e termina nessa sexta (19).

Reportagem: Leonardo Melo
Publicação: 18/10/2018

Seduc firma nova parceria e aumenta o número de Atendimento Educacional Especializado

Atendimento é ampliado aos estudantes de Creches Conveniadas e EJA

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) assinaram um convênio que vai beneficiar estudantes das Creches Conveniadas e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no que tange a educação inclusiva no município.

O convênio propõe complementar o serviço de Atendimento Educacional Especializado, que a Seduc já oferta nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e Escolas Municipais. A instituição tem capacidade para atender 50 estudantes das Creches Conveniadas e 50 da EJA, de todas as regiões.

A assinatura foi realizada na tarde dessa terça-feira (18) da sede do CAIS, no bairro Água Branca. O prefeito, Alex de Freitas, a secretária de Educação, Sueli Baliza, o secretário de saúde, Cléber Faria e o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino estiveram no local. O formato de atendimento com o CAIS havia sido interrompido há três anos e retoma na atual gestão. “Hoje, eu como o prefeito da cidade, tenho o privilégio de resgatar o convênio com o CAIS. Estou muito feliz, já que nossos estudantes merecem um suporte e atendimento dignos”, destaca o Prefeito, Alex de Freitas.

Com o investimento de R$ 360 mil ao ano, o trabalho vem para somar na vida das crianças e adultos que necessitam de atendimento terapêutico e pedagógico, específicos para o desenvolvimento físico e intelectual. Os profissionais irão trabalhar com técnicas que promovam a inserção do indivíduo no contexto social e na vida escolar.

Para se ter uma ideia, os estudantes que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual serão atendidos, por pelo menos, duas vezes na semana. “Sabemos que o CAIS é uma instituição séria e de prestígio. Acredito que na inclusão devemos saber conviver com todos e não somente saber lidar”, enfatiza a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Pensando também na formação dos estudantes da EJA para o mercado de trabalho, a instituição desenvolve metodologias que implicam em um novo olhar sobre o desempenho profissional da pessoa com deficiência. “A inserção no mercado de trabalho é também uma das nossas pautas e será um ganho na vida desses estudantes. Sabemos que existem cotas nas empresas para as pessoas com deficiência e nesse sentido, o CAIS promove ações que preparam esse aluno para concorrer a uma vaga de emprego”, analisa a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares.

O Atendimento Educacional Especializado irá contemplar os estudantes que estão dentro dos critérios estabelecidos pelo o CAIS e a Seduc. “Quanto mais cedo fizermos o Atendimento Educacional Especializado (AEE), melhores são os resultados”, finalizou a superintendente do CAIS, Cristina Abranches Mota Batista.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Pubicação: 19/09/2018

Seduc firma parceria com CAIS e amplia Atendimento Educacional Especializado