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Profissionais e estagiários de apoio à inclusão participam de cursos de capacitação durante toda a semana

Setecentas e cinquenta pessoas participam das atividades

O auditório da Escola Municipal Heitor Villa-Lobos, na Regional Industrial, está bem movimentado durante esta semana. O motivo é a Formação em Serviço desenvolvida para os profissionais de apoio à inclusão. O evento é realizado pela Superintendência de Projetos Especiais e Parcerias, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc).

Estão sendo capacitados cerca de 750 profissionais que trabalham com estudantes com deficiência. Durante o encontro participam profissionais de apoio, cuidadores, estagiários, instrutores e interpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que atuam nas escolas municipais, Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei) e na Fundação de Ensino de Contagem (Funec).

Para a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares, os educadores têm aproveitado bastante as palestras. “Pelo o que percebo, todos estão gostando do conteúdo programático que abordamos na Formação. Conseguimos mesclar momentos interativos entre teoria e dinâmica e muitos vídeos comentados sobre a legislação”, explica.

Durante a Formação, assuntos de extrema importância, que prezam pela valorização do estudante, estiveram à tona. Temas sobre os Direitos dos Estudantes com Deficiência (LBI), Ética Profissional, Pilares da Educação Inclusiva, entre outros, são abordados. “O que eu percebi durante o período em que estou na área é que ainda precisamos nos organizar em relação ao contato dos estagiários com os outros profissionais. Esses dias que estamos em Formação têm servido para nos ajudar a entender as necessidades de cada um e compreendermos também como agir perante a alguma situação com os alunos”, finalizou a estagiária da Funec Cruzeiro do Sul, Isabela Rodrigues.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1200 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

O ciclo de Formação começou na segunda-feira, 15 de outubro e termina nessa sexta (19).

Reportagem: Leonardo Melo
Publicação: 18/10/2018

Seduc firma nova parceria e aumenta o número de Atendimento Educacional Especializado

Atendimento é ampliado aos estudantes de Creches Conveniadas e EJA

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e o Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) assinaram um convênio que vai beneficiar estudantes das Creches Conveniadas e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no que tange a educação inclusiva no município.

O convênio propõe complementar o serviço de Atendimento Educacional Especializado, que a Seduc já oferta nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e Escolas Municipais. A instituição tem capacidade para atender 50 estudantes das Creches Conveniadas e 50 da EJA, de todas as regiões.

A assinatura foi realizada na tarde dessa terça-feira (18) da sede do CAIS, no bairro Água Branca. O prefeito, Alex de Freitas, a secretária de Educação, Sueli Baliza, o secretário de saúde, Cléber Faria e o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino estiveram no local. O formato de atendimento com o CAIS havia sido interrompido há três anos e retoma na atual gestão. “Hoje, eu como o prefeito da cidade, tenho o privilégio de resgatar o convênio com o CAIS. Estou muito feliz, já que nossos estudantes merecem um suporte e atendimento dignos”, destaca o Prefeito, Alex de Freitas.

Com o investimento de R$ 360 mil ao ano, o trabalho vem para somar na vida das crianças e adultos que necessitam de atendimento terapêutico e pedagógico, específicos para o desenvolvimento físico e intelectual. Os profissionais irão trabalhar com técnicas que promovam a inserção do indivíduo no contexto social e na vida escolar.

Para se ter uma ideia, os estudantes que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual serão atendidos, por pelo menos, duas vezes na semana. “Sabemos que o CAIS é uma instituição séria e de prestígio. Acredito que na inclusão devemos saber conviver com todos e não somente saber lidar”, enfatiza a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza.

Pensando também na formação dos estudantes da EJA para o mercado de trabalho, a instituição desenvolve metodologias que implicam em um novo olhar sobre o desempenho profissional da pessoa com deficiência. “A inserção no mercado de trabalho é também uma das nossas pautas e será um ganho na vida desses estudantes. Sabemos que existem cotas nas empresas para as pessoas com deficiência e nesse sentido, o CAIS promove ações que preparam esse aluno para concorrer a uma vaga de emprego”, analisa a superintendente de Projetos Especiais e Parcerias da Seduc, Ludmilla Soares.

O Atendimento Educacional Especializado irá contemplar os estudantes que estão dentro dos critérios estabelecidos pelo o CAIS e a Seduc. “Quanto mais cedo fizermos o Atendimento Educacional Especializado (AEE), melhores são os resultados”, finalizou a superintendente do CAIS, Cristina Abranches Mota Batista.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Geraldo Tadeu
Pubicação: 19/09/2018

Seduc firma parceria com CAIS e amplia Atendimento Educacional Especializado

Instrutor desenvolve metodologia de inclusão em Umei de Contagem

Ações têm o objetivo de proporcionar maior interação entre estudantes

Gladson Bueno é deficiente auditivo e instrutor na Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Nova Contagem. O profissional é responsável por acompanhar um garotinho, de 5 anos, que também possui deficiência auditiva. Gladson utiliza a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS para auxiliar o estudante no aprendizado.

O que tem chamado a atenção é que Gladson passou a ensinar a todas as crianças como se comunicar com surdos. De personalidade alegre e contagiante, Gladson consegue atrair a atenção de todas as crianças e dessa forma mostra que as limitações não são barreiras para o convício social.

A escola possui 156 estudantes, de 4 e 5 anos. Durante o recreio e também em eventos o instrutor faz questão de ensinar as diversas possibilidades de comunicação. “As pessoas não vivem sozinhas, elas vivem em comunidade. E para sermos cidadãos, devemos aceitar a inclusão em nossas vidas cotidianas. Os nossos estudantes, por serem de uma faixa etária menor, estão aceitando e compreendendo o quanto é importante a inclusão no ambiente escolar”, destacou a pedagoga, Ivete Alves dos Santos.

O trabalho já tem gerado frutos, tanto que o estudante, portador de deficiência, que é monitorado por Gladson, passou a se socializar mais com os outros coleguinhas e a ter um maior desempenho em sala de aula. “O Maxwell sempre foi um aluno mais tímido, a partir desse trabalho ele se tornou mais comunicativo”, explica a professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE), Luciene Fonseca da Silva.

Para Gladson, ser um profissional de LIBRAS na escola, é estar preocupado com o bem-estar dos estudantes e ajudar a desenvolver o método de comunicação. “Acredito que devemos transpor todo tipo de barreira que impede a comunicação. Gosto de participar do dia a dia dos estudantes e contribuir para a evolução educacional e pessoal”, destaca.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Newton de Castro Resende
Publicação: 06/04/2018

Seduc promove workshop sobre inclusão nas escolas

Cerca de 200 profissionais estiveram presentes na PUC Contagem.

O setor de Inclusão, da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), promoveu na última sexta-feira (24), workshop voltado para estudos de casos de alunos atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). O encontro aconteceu no auditório da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Contagem.

O evento visou aprofundar a discussão no que diz respeito à inclusão escolar e as demais esferas da sociedade. Foram apresentados exemplos de casos com alunos de algumas escolas do município, o que serviu para ilustrar a real intenção da Seduc em estar à disposição para tudo que diz respeito aos alunos com deficiência. “O encontro serviu para mostrar quanto é importante as políticas sociais. Penso que devemos trabalhar forte para incluir as nossas crianças, jovens e adultos nas escolas contagenses”, destacou o chefe de gabinete do prefeito, Sérgio Mendes.

A condução do curso foi feita pelas professoras do AEE. Cerca de 200 estagiários, cuidadores, pedagogos, intérpretes e instrutores que trabalham com estudantes da inclusão da rede municipal de ensino estiveram presentes. “Eventos assim mostram a diversidade e a forma como devemos levar a informação para dentro e fora das escolas. O contato com as famílias é primordial para o desenvolvimento e progresso do aluno”, explicou a instrutora de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Danubia Mendes.

Atualmente, Contagem, conta com 1.300 estudantes com deficiência. Eles são assistidos por meio dos AEE, que ocorre nas salas de recursos multifuncionais e no AEE Móvel, que são promovidos nos Centros de Educação Infantil (Cemeis). Os professores se deslocam até as unidades de ensino destinadas às crianças para fazer o atendimento específico. São elaborados planos de trabalho para atender às necessidades de cada estudante, objetivando o ensino e fortalecendo a aprendizagem e a autonomia dos mesmos.
A prefeitura também disponibiliza auxiliares de apoio que ajudam na alimentação, locomoção, higienização e comunicação. “A preocupação da Seduc é oferecer atividades nas perspectivas de cuidar e desenvolver ações com as professoras de AEE e toda equipe. Vamos fazer um trabalho qualificado nos trabalhos de inclusão ao ensino”, finalizou a secretária adjunta de Educação, Cláudia Caldeira Soares.

Reportagem e fotos: Leonardo Melo

Secretaria de Educação realiza workshop sobre inclusão escolar

Estratégias e recursos de trabalho para estudantes com deficiência serão discutidos em palestras

A Secretaria Municipal de Educação realiza amanhã (24) um workshop para estagiários e profissionais que atuam na área de inclusão. O objetivo é profundar a discussão sobre a importância da inclusão escolar.

O workshop foi criado pelas professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os participantes terão acesso à exposições de materiais e recursos que possam melhorar a participação dos alunos nas salas de recursos e no AEE móvel.

O evento é voltado para estagiários, cuidadores, pedagogos, intérpretes e instrutores que trabalham com estudantes da inclusão da rede municipal de ensino. Não é preciso fazer inscrição.
As palestras serão ministradas por professoras que realizaram os estudos durante o ano, com o foco em amplificar diversas estratégias de atividades para cuidadores, estagiários, intérpretes e pedagogos.

O evento será realizado na Rua Comprido, 4580, Cinco, Contagem. O workshop terá dois horários de 8h as 11h30e de 13h as 17h. Mais informações pelo telefone 3352 2063.

Temas do workshop

Síndrome Arnold Chiari – Professora Jéssica de Lourdes Ferreira Nogueira
Síndrome de Down – Professora Elietti Miranda de Paula Nunes e Professora Luciana dos Santos Lima Gomes
Deficiência Intelectual – Professora Rosane de Fátima Gomes da Rocha e Professora Shirley Piedade Ferreira
Laudo Inconclusivo – Professora Rosa Irene D Assunção
Atraso Global do Desenvolvimento – Professora Marlene Aparecida Torres Fernandes

Reportagem: Nayara Macedo (sob supervisão de Júlio César Santos)
Arte: Marleyde Santos

Exposição apresenta materiais que auxiliam estudantes com deficiência visual

Objetos podem ser usados em sala de aula e em casa.

Vinte e duas professoras do Atendimento Educacional Especializado realizaram uma exposição de objetos pedagógicos que são utilizados como auxílio no ensino à estudantes com deficiência visual. A mostra ocorreu na Escola Antônio Carlos Lemos, que fica no bairro Eldorado. Os participantes puderam conhecer materiais ajudam ao aluno identificar distâncias e formas e também objetos que auxiliam nas atividades do dia a dia.”Essas experiências nos ajudam a entender melhor o universo dos nossos estudantes” explicou a idealizadora da exposição, Francimara das Graças Batista.

Os materiais que auxiliam os deficientes visuais também foram mostrados aos pais. Os objetos podem ser utilizados em casa, como foma de melhorar a qualidade de vida dos estudantes.“Nós, professores do AEE, que trabalhamos com todas as deficiências físicas, intelectuais ou síndromes, percebemos que a inclusão é trabalhar em um só caminho; o que diferencia são as necessidades de cada um”, ressaltou a professora Eliete Miranda.

A aplicação da didática foi proposta em um curso voltado para educadores que atendem pessoas com deficiência visual. O objetivo foi aprimorar as técnicas já utilizadas em sala de aula e oferecer ajuda, sem invadir a privacidade. O curso, realizado no Instituto São Rafael, na capital mineira, teve duração de três semanas e foi dividido em dois módulos. As professoras tiveram bastante contato com o Braille, método de leitura tátil e também puderam vivenciar a rotina de uma pessoa cega.

Clique aqui e confira alguns objetos que fizeram parte da exposição.

Reportagem e foto: Nayara Macedo (Sob supervisão de Júlio César Santos)

Mais de 600 profissionais discutem educação inclusiva

Representantes da Seduc participam de Congresso Internacional para qualificar o ensino na cidade.

Para melhorar a qualidade do ensino, representantes da Secretária Municipal de Educação (Seduc) participaram do II Congresso Internacional de Neurociência e Aprendizagem da Infância e Juventude – Brain Conection. O evento é considerado um dos maiores no setor educacional do Brasil. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre educação inclusiva, transtornos da aprendizagem, neurociências, educação e relações familiares.

Mais de 600 profissionais de diversos países participaram do congresso. O Brain Conection foi realizado nos dias 7,8 e 9 de setembro em Belo Horizonte. As atividades foram voltadas para pais, estudantes, professores, psicólogos, terapeutas ou a profissionais de qualquer área da educação e saúde.

Para a professora Marta Relvas, uma das principais palestrantes, a participação dos educadores é fundamental. “É necessário que os profissionais entendam como funcionam as possibilidades de ensino para que os transtornos possam ser reconhecidos em sala de aula e a aprendizagem seja qualificada”, afirmou.

Além das palestras, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de workshops, debates, conhecer trabalhos científicos e livros.

A assessora pedagógica da Seduc, Francimara Batista, relatou que os temas discutidos serão levados para a secretaria e serão colocados em prática nas escolas. “A busca ao conhecimento deve ser constante, é importante sabermos quais são as novas tendências na educação inclusiva para proporcionarmos mais qualidade de ensino, por isso a participação de professores da rede municipal é indispensável. Tudo que aprendemos aqui será levado para os nossos estudantes”, disse.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1130 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

 

Reportagem: Nayara Vianna
Fotos: Rafael Souza

Capacitação para atender estudantes com deficiência visual

Educadores participaram de aulas teóricas e práticas que serviram para compreender as necessidades dos alunos.

Trinta e cinco profissionais da rede municipal de ensino de Contagem participaram do Curso Básico de Deficiência Visual, ministrado pelo Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual do Instituto São Rafael (CAP-ISR). Esse curso é voltado para os educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e teve o objetivo de capacitar os professores para o atendimento aos alunos que possuem deficiência visual.

As 120 horas de aulas foram divididas entre conteúdos teóricos e práticos. Os instrutores apresentaram técnicas voltadas para o uso da bengala, alfabeto em braille, codificação matemática e orientações sobre a postura de estudantes e professoras em sala. Os educadores também receberam capacitação para desenvolver atividades em salas de recursos multifuncionais. “A capacitação é de grande importância para o trabalho por oferecer conceitos esclarecedores e experiências que nos aproximam da realidade dos estudantes com deficiência”, destaca Elietti Miranda de Paula, professora de AEE, da Escola Municipal Dona Cordelina da Silveira Mattos.

Os educadores participaram de diversas dinâmicas e vivenciaram nelas a experiência da escuridão, quando todos foram vendados. A proposta foi a de que os participantes passassem pelas situações que os estudantes com deficiência visual enfrentam nas escolas. A dinâmica, chamada de Prática Educativa da Vida Intensiva (Pevi) é voltada ao reconhecimento das pessoas e o olhar sobre as barreiras que a escola comum possui. “Todo o recurso aqui apresentado será um grande aliado como reforço aos alunos da inclusão”, explica a professora do CAP-ISR, Alessandra Pittella.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos