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Exposição apresenta materiais que auxiliam estudantes com deficiência visual

Objetos podem ser usados em sala de aula e em casa.

Vinte e duas professoras do Atendimento Educacional Especializado realizaram uma exposição de objetos pedagógicos que são utilizados como auxílio no ensino à estudantes com deficiência visual. A mostra ocorreu na Escola Antônio Carlos Lemos, que fica no bairro Eldorado. Os participantes puderam conhecer materiais ajudam ao aluno identificar distâncias e formas e também objetos que auxiliam nas atividades do dia a dia.”Essas experiências nos ajudam a entender melhor o universo dos nossos estudantes” explicou a idealizadora da exposição, Francimara das Graças Batista.

Os materiais que auxiliam os deficientes visuais também foram mostrados aos pais. Os objetos podem ser utilizados em casa, como foma de melhorar a qualidade de vida dos estudantes.“Nós, professores do AEE, que trabalhamos com todas as deficiências físicas, intelectuais ou síndromes, percebemos que a inclusão é trabalhar em um só caminho; o que diferencia são as necessidades de cada um”, ressaltou a professora Eliete Miranda.

A aplicação da didática foi proposta em um curso voltado para educadores que atendem pessoas com deficiência visual. O objetivo foi aprimorar as técnicas já utilizadas em sala de aula e oferecer ajuda, sem invadir a privacidade. O curso, realizado no Instituto São Rafael, na capital mineira, teve duração de três semanas e foi dividido em dois módulos. As professoras tiveram bastante contato com o Braille, método de leitura tátil e também puderam vivenciar a rotina de uma pessoa cega.

Clique aqui e confira alguns objetos que fizeram parte da exposição.

Reportagem e foto: Nayara Macedo (Sob supervisão de Júlio César Santos)

Mais de 600 profissionais discutem educação inclusiva

Representantes da Seduc participam de Congresso Internacional para qualificar o ensino na cidade.

Para melhorar a qualidade do ensino, representantes da Secretária Municipal de Educação (Seduc) participaram do II Congresso Internacional de Neurociência e Aprendizagem da Infância e Juventude – Brain Conection. O evento é considerado um dos maiores no setor educacional do Brasil. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre educação inclusiva, transtornos da aprendizagem, neurociências, educação e relações familiares.

Mais de 600 profissionais de diversos países participaram do congresso. O Brain Conection foi realizado nos dias 7,8 e 9 de setembro em Belo Horizonte. As atividades foram voltadas para pais, estudantes, professores, psicólogos, terapeutas ou a profissionais de qualquer área da educação e saúde.

Para a professora Marta Relvas, uma das principais palestrantes, a participação dos educadores é fundamental. “É necessário que os profissionais entendam como funcionam as possibilidades de ensino para que os transtornos possam ser reconhecidos em sala de aula e a aprendizagem seja qualificada”, afirmou.

Além das palestras, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de workshops, debates, conhecer trabalhos científicos e livros.

A assessora pedagógica da Seduc, Francimara Batista, relatou que os temas discutidos serão levados para a secretaria e serão colocados em prática nas escolas. “A busca ao conhecimento deve ser constante, é importante sabermos quais são as novas tendências na educação inclusiva para proporcionarmos mais qualidade de ensino, por isso a participação de professores da rede municipal é indispensável. Tudo que aprendemos aqui será levado para os nossos estudantes”, disse.

Atualmente, a cidade de Contagem possui 1130 estudantes com algum tipo de deficiência na rede municipal de ensino. Eles possuem acompanhamento individual e coletivo de cuidadores e estagiários, que dão suporte ao aprendizado em sala de aula. Além das aulas convencionais, eles participam de métodos pedagógicos que são aplicados em salas multifuncionais.

 

Reportagem: Nayara Vianna
Fotos: Rafael Souza

Capacitação para atender estudantes com deficiência visual

Educadores participaram de aulas teóricas e práticas que serviram para compreender as necessidades dos alunos.

Trinta e cinco profissionais da rede municipal de ensino de Contagem participaram do Curso Básico de Deficiência Visual, ministrado pelo Centro de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual do Instituto São Rafael (CAP-ISR). Esse curso é voltado para os educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e teve o objetivo de capacitar os professores para o atendimento aos alunos que possuem deficiência visual.

As 120 horas de aulas foram divididas entre conteúdos teóricos e práticos. Os instrutores apresentaram técnicas voltadas para o uso da bengala, alfabeto em braille, codificação matemática e orientações sobre a postura de estudantes e professoras em sala. Os educadores também receberam capacitação para desenvolver atividades em salas de recursos multifuncionais. “A capacitação é de grande importância para o trabalho por oferecer conceitos esclarecedores e experiências que nos aproximam da realidade dos estudantes com deficiência”, destaca Elietti Miranda de Paula, professora de AEE, da Escola Municipal Dona Cordelina da Silveira Mattos.

Os educadores participaram de diversas dinâmicas e vivenciaram nelas a experiência da escuridão, quando todos foram vendados. A proposta foi a de que os participantes passassem pelas situações que os estudantes com deficiência visual enfrentam nas escolas. A dinâmica, chamada de Prática Educativa da Vida Intensiva (Pevi) é voltada ao reconhecimento das pessoas e o olhar sobre as barreiras que a escola comum possui. “Todo o recurso aqui apresentado será um grande aliado como reforço aos alunos da inclusão”, explica a professora do CAP-ISR, Alessandra Pittella.

Reportagem: Leonardo Melo
Fotos: Elias Ramos