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Simpósio de Cuidados com a pele promove conhecimento para boas práticas

O evento contou com palestras de profissionais especialistas na assistência relacionada às lesões por pressão

Profissionais da saúde e estudantes da área da saúde de Contagem participaram, na última sexta-feira (29/11), do I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do município. Com o tema “Lesão por Pressão, conhecer para prevenir”, o evento teve como objetivo ampliar o conhecimento e fortalecer as boas práticas no assunto.

As lesões por pressão conhecidas popularmente por escaras e também chamadas por muitos profissionais de saúde por úlcera de pressão são lesões que podem surgir na pele do paciente restrito ao leito. Segundo a Anvisa, este mal é o terceiro evento adverso mais notificado no Brasil, trata-se de um problema de saúde pública, gerando impactos negativos para o paciente, família e instituições de saúde.

Na abertura do encontro realizado na Nova Faculdade, no bairro Cidade Industrial, estiveram compondo a mesa de autoridades: a diretora regional IGH, Ana Kecia Xavier, o diretor da nova faculdade Pablo Bittencourt, o assessor da Superintendência de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Vinícius Oliveira Pimenta, o vereador Bruno Barreiro e a enfermeira do Serviço de Cuidados com a Pele e presidente da comissão organizadora do Simpósio, Sheila Oliveira Dias Brandão.

Lesões por pressões

O evento contou com palestras de profissionais especialistas na assistência relacionada às lesões por pressão. A primeira a falar foi a enfermeira dermatológica e especialista em urgência e emergência e Saúde Coletiva, mestranda e membro do grupo de coloproctologia e distúrbios de defecação da UFMG, Marcela Monteiro Pinheiro.

Ela abriu a exposição abordando as principais mudanças nos conceitos ocorridas em 2016 no âmbito mundial e apresentou a classificação das principais lesões por pressão. “Atualmente o termo a ser usado é lesão ao invés de úlcera que foi utilizado até recentemente,” destacou Marcela Pinheiro.

Outro palestrante convidado foi Carlos Tonázio. Ele é estomoterapeuta e mestre em Bioengenharia pela UFMG, capitão enfermeiro coordenador do serviço especializado em feridas do Hospital da Polícia Militar e criador do canal do Youtube: Bate-papo com o estomaterapeuta que possui mais de 380 mil visualizações.

O especialista abordou sobre as principais evidências científicas para a prevenção e tratamento das lesões por pressão. “Médicos e enfermeiros tem que estarem antenados no que diz respeito das boas praticas e métodos comprovados por pesquisas para atuarem de assistência de forma precisa,” ressaltou Carlos Tonázio.

Fizeram parte da programação do Simpósio ainda, as aulas sobre Lesão de kennedy: os limites do tratamento intervencionista, apresentada pela cirurgiã plástica do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Ellen Santos; “DAI x lesão por pressão diagnóstico diferencial e manejo da DAI”, com o enfermeiro especialista em urgência e emergência e membro do serviço de integridade cutânea da FHSFA, Tiago Lander Da Silva; “Terapia por pressão negativa (TPN) em feridas de alta complexidade” com o enfermeiro referência da linha cirúrgica nas especialidades cirurgia geral, cirurgia plástica e neurocirurgia, Wagner Oséas Corrêa; e “Lesão por pressão: a importância da intervenção nutricional” com a mestre em ciências aplicadas à saúde do adulto pela UFMG e especialista em nutrição parenteral e enteral pela Braspen / SBNPE, Jeniffer Danielle Machado Dutra.

Além da apresentação dos palestrantes, os participantes puderam conferir o Workshop Inovações na Cicatrização realizado pelos alunos do 5° período de Enfermagem da disciplina Lesão Cutânea da Nova Faculdade, coordenado pela professora Láyza Machado Braga.

Para a coordenadora de Enfermagem da Clínica Médica e Cirurgia do HMC, Claretice Souza, o Simpósio foi ótimo, pois as lesões por pressões é uma realidade da rotina assistencial uma vez que muitos pacientes passam por internações. “Foi muito interessante as palestras, tivemos contato com muito conhecimento e a possibilidade de atualizarmos nesta temática,” disse.

Pré-evento

Nos dias que antecederam o Simpósio, 27 e 28 de novembro, os colaboradores do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) passaram por uma vivência sobre o tema no auditório da unidade. A equipe do Serviço de Cuidados com a Pele e representantes de insumos para o tratamento de lesões montaram mesas expositoras visando ampliar o conhecimento e esclarecer dúvidas sobre o assunto.

 

Texto e Foto: Bruna Alves

Data: 02/12/2019

Tuberculose é tema de capacitação para colaboradores do CHC e UPAs

As orientações foram repassadas pelo médico infectologista do Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz, João Gentilini Faciane de Castro

Na manhã de quarta-feira (06/11), profissionais da Assistência à Saúde lotados no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município participaram de uma capacitação sobre tuberculose. A doença que é uma infecção pulmonar provocada por bactéria afeta mais de 67 mil brasileiros por ano.

A palestra transcorreu sobre o novo protocolo de diagnóstico e tratamento da tuberculose, aspectos clínicos da epidemia e medidas de proteção. As orientações foram repassadas pelo médico infectologista do Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz, João Gentilini Faciane de Castro.

Segundo o especialista, a tuberculose é uma doença que mata. E, de acordo com os relatórios de saúde, trata-se de uma doença típica de países em desenvolvimento e comum entre a população adulta jovem. “Para o colaborador da saúde é importante sempre usar os equipamentos de proteção, saber lidar com o manejo do paciente e estar atualizado quanto aos protocolos do Ministério da Saúde para que ele esteja protegido e a doença não contamine mais pessoas,” destacou o médico João Gentilini.

A capacitação faz parte da programação do Núcleo de Educação Permanente que atua  atualização contínua dos profissionais da saúde buscando qualidade na assistência prestada à população.

 

 

Foto:  Bruna Alves

Data: 07/11/2019

I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do CHC

As inscrições têm vagas limitadas e devem ser feitas pelo link inserido na matéria até o dia 25 de novembro

No dia 29 de novembro será realizado o I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do Complexo Hospitalar de Contagem e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do município, que terá como tema: “Lesão por pressão, conhecer para prevenir”. O evento será realizado no auditório da Nova Faculdade, av. Cardeal Eugênio Pacelli, 1996 – Cidade Industrial, Contagem – MG, no horário das 14h às 19h30.

O evento é voltado para profissionais de saúde, residentes e acadêmicos do CHC, UPA’s e demais interessados. As inscrições têm vagas limitadas e devem ser feitas pelo seguinte link (Clique aqui) até o dia 25 de novembro.

A programação do evento com especialistas no assunto e abordará questões importantes desde a prevenção até o tratamento das lesões por pressão. As lesões por pressão ou úlcera de decúbito são feridas ou também as chamadas escaras que se desenvolvem em calcanhares, tornozelos, quadris e no cóccix das pessoas em condição limita de mudar de posição.

Nos dia 27 e 28 de novembro será realizado no auditório do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Souza uma etapa preparatória do evento, denominada Diálogos Dinâmicos, para os colaboradores do CHC e UPAS.

Serviço: I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do CHC

Data: 29/11/2019

Horário: 14h às 19h30

Local: Nova Faculdade, av. Cardeal Eugênio Pacelli, 1996 – Cidade Industrial, Contagem – MG

Público-alvo: profissionais, residentes e acadêmicos na área da saúde

 

Foto: Bruna Alves

Data: 01/11/2019

Rede de urgência e emergência de Contagem adota metas de segurança internacional para atendimento na saúde

Metas são preconizadas pela Organização Mundial da Saúde

No dia 17 de setembro foi celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente. A data tem como objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população para um dos pilares mais importantes da assistência: o atendimento seguro aos pacientes.

Desde o início do ano, a rede de urgência e emergência de Contagem, conta com ações do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), que visam estabelecer as seis metas internacionais preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São elas: Identificação Correta dos Pacientes; Comunicação Efetiva; Melhorar a Segurança dos Medicamentos; Cirurgia Segura; Redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde; e Prevenção de danos decorrentes de quedas.

A coordenadora Regional do NPS, Sara Regina Ferreira, explica que essas diretrizes visam diminuir os índices de riscos e dos erros nos cuidados de saúde. “É por meio das seis metas de segurança que alcançamos a qualidade na assistência, aperfeiçoamos a habilidade profissional e o paciente tem sua saúde restabelecida sem agravos”.

Segundo o Instituto Para a Segurança do Paciente, 134 milhões de eventos adversos ocorrem devido a cuidados inseguros em países de baixa e média renda, o que contribui para que 2,6 milhões de pessoas venham a óbito anualmente. Buscando evitar que esses fatnspos ocorram, as equipes assistenciais das unidades de pronto atendimentos (UPA’s), do Hospital Municipal de Contagem José Lucas Filho e Centro Materno Infantil Juventina Paula de Jesus passam regularmente por capacitações desenvolvidas pelo Núcleo de Segurança do Paciente.

Entre as ações para cumprimento das metas internacionais, já implementadas nas unidades de Contagem, está a Identificação Correta dos Pacientes. Nelas são utilizadas a pulseira de identificação do paciente e o display no leito, que consiste em uma placa personalizada contendo as informações essenciais do paciente (nome, data de nascimento, responsável, observações importantes, etc) para uma assistência segura.

Outra atividade relacionada à segurança do paciente é a notificação de eventos adversos. Os formulários são instrumentos para mensuração dos índices de ocorrência na assistência e fundamentais para melhoria dos processos assistenciais.

A coordenadora Sara Ferreira reforça que paciente, acompanhantes e profissionais da saúde devem atuar juntos no processo de prevenção. No caso dos pacientes e acompanhantes, o apoio recomendado é de fazer perguntas sobre o atendimento, certificando-se durante todo o atendimento que os procedimentos estão sendo realizados conforme o informado pela equipe.

 

 

Foto: Bruna Alves

Data: 18/09/2019

 

Unidades reforçam o serviço de controle a infecções hospitalares

A reunião teve como objetivo instruir as enfermeiras das UPAs sobre os conceitos e rotinas relevantes na prática diária de controle de infecções

Higienização das mãos, precauções, interpretação de resultados de culturas e bactérias multirresistentes foram alguns dos temas abordados no primeiro encontro do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) com as referências técnicas de Enfermagem, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Contagem, na sexta-feira (16/o8).

A reunião dirigida pelas enfermeiras Isabela Ribeiro e Simone Tolentino teve como objetivo instruir as enfermeiras das UPAs sobre os conceitos e rotinas relevantes na prática diária de controle de infecções já realizadas no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) para a padronização das condutas em toda rede de urgência e emergência do município. “O SCIH é uma área obrigatória e prevista na legislação para desenvolver ações visando prevenir ou reduzir a incidência ou a gravidade das infecções hospitalares,” esclareceu Isabela Ribeiro, membro do SCIH.

Para esse motivo, a equipe, que é formada por uma médica, quatro enfermeiras, uma estagiária de Biomedicina e uma técnica, acompanha os índices relacionados às infecções hospitalares em cada setor, realiza capacitações e acompanha os casos necessários.

 

 

 

 

Foto: Bruna Alves

Data: 21/08/2019

 

 

 

Projeto Violões sem Fronteiras percorre unidades de saúde de Contagem

A iniciativa é uma parceria da Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com o Projeto de Vida

Os pacientes do Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz, que aguardavam atendimento na recepção, tiveram momentos de descontração. Isso porque o grupo musical “Violões sem Fronteiras” realizaram uma apresentação no local. O grupo, formado por participantes do Projeto de Vida, fez o público se público se emocionar com o baião.

Além da visita no CCE Iria Diniz, o grupo percorreu as unidades básicas de saúde (UBS’s) e unidades de pronto atendimento (UPA’s). O objetivo é fazer com que os momentos de espera para o atendimento sejam descontraídos e confortantes. “A ideia do projeto é de acalentar e levar alegria às pessoas que estão nas unidades de saúde. Ficar nas filas de espera é monótono. Percebemos que, com a música, as pessoas distraem e diminuem a tensão”, destacou o coordenador do grupo Violões sem fronteiras, André Carvalho Cunha.

 

 

 

Repórter:  Nelson Augusto

Foto: Adelcio R. Barbosa

Data: 02/08/2019

Unidades de Pronto Atendimento reforçam ações de cuidados com a pele de pacientes com mobilidade limitada

Protocolo é implementado nas cinco UPAs de Contagem

A partir de agora, as cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Contagem passam a contar com o Serviço de Cuidados com a Pele. O objetivo é reforçar as ações de prevenção e reduzir os riscos de lesões na pele durante o período de internação. Os protocolos já são executados no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC). As lesões por pressão ou úlcera de decúbito são feridas que se desenvolvem em calcanhares, tornozelos, quadris e no cóccix das pessoas com limitação de movimentos que ficam muito tempo em uma mesma posição.

A enfermeira da equipe de Cuidados com a Pele no CHC, Virgínia Dantas, explica que as unidades de emergência de Contagem já realizavam alguns procedimentos para amenizar o surgimento das feridas durante a internação, mas agora as ações serão sistematizadas, com etapas e orientações mais precisas. “O Protocolo de Prevenção de Lesões por Pressão é uma medida de qualidade preconizada pelo Ministério da Saúde, com impacto positivo em toda assistência,” ressaltou.

Os protocolos e procedimentos foram repassados às referências técnicas da Enfermagem das UPAs. No treinamento, realizado no auditório da Maternidade Municipal, também foram apresentadas as ferramentas para o acompanhamento dos indicadores assistências neste quesito.

Para a gerente Assistencial das UPAs, Renata Mourão, é importante unificar os protocolos para que as ações de prevenção de lesão sejam realizadas em toda a rede de urgência do município. “Com a padronização, as UPA iniciarão as intervenções de cuidados com a pele até que o paciente seja transferido para o complexo hospitalar,” acrescentou.

 

 

 

Foto: Bruna Alves

Data: 02/08/2019

Profissionais de Saúde recebem capacitação para tratamento de caxumba, rubéola, sarampo e febre maculosa

Secretaria de Saúde ofereceu curso para aperfeiçoar os atendimentos aos pacientes que apresentem sintomas dessas doenças

A Secretaria de Saúde promoveu, na sexta-feira (7), um curso de capacitação para os profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC). As equipes receberam orientações e diretrizes para os atendimentos aos pacientes que apresentarem os sintomas da febre maculosa, sarampo e caxumba.

A médica infectologista Tânia Marcial destacou quais ações devem ser realizadas se chegarem casos de pacientes com suspeita de febre maculosa, que está ocorrendo principalmente no bairro Nacional: “Os exames de laboratório que devem ser solicitados e coletados, além da classificação do paciente para que possa começar o tratamento com antibiótico, para evitar que a pessoa evolua para as formas mais graves da doença”, afirma.

O diretor de Vigilância e Controle de Zoonoses, José Renato de Rezende Costa, explicou as medidas que estão sendo tomadas, juntamente com a Prefeitura de Belo Horizonte, sobre o surto de febre maculosa na regional Nacional: “Além de combater os carrapatos no terreno, com aplicação de cal, estamos pulverizando os cavalos com carrapaticida”.

Segundo a coordenadora de Enfermagem do Complexo Hospitalar, Betânia Claudiano de Oliveira, é relevante para os profissionais esse tipo de capacitação. “Estamos vivendo um momento em que várias doenças temáticas estão em evidência, então esse treinamento veio para fortalecer e capacitar, a ponto de termos uma equipe qualificada na ponta para fazermos os atendimentos e diferenciar essas doenças”, declara.

O gerente-geral da UPA Vargem das Flores, Wanderson de Oliveira, também aprovou a iniciativa da Secretaria de Saúde, ainda mais para os profissionais das UPAs que recebem um fluxo de pessoas muito grande diariamente. “Nós recebemos por dia 400 pacientes e entre eles pode haver algum paciente com suspeita de maculosa ou de sarampo. Essas capacitações são essenciais para a nossa equipe. Sempre”, conclui.

Fique atento aos sintomas

Em caso de apresentar quaisquer sintomas de febre maculosa, caxumba ou sarampo, é recomendado que o paciente procure a Unidade de Saúde mais próxima para que o tratamento possa ser administrado o quanto antes. Lembrando que a Unidade Básica de Saúde do Nacional é referência no tratamento dos pacientes com suspeita de febre maculosa da região.

Sintomas da febre maculosa

· Dores locais nas articulações, no abdômen ou nos músculos

· Febre, calafrios ou perda de apetite

· Náusea ou vômito

· Erupções na pele ou manchas vermelhas

· Dor de cabeça, erupção nos pés e nas mãos, sensibilidade à luz ou vermelhidão nos olhos

Sintomas do sarampo

· Manchas avermelhadas na pele, que começam no rosto e progridem em direção aos pés

· Febre

· Tosse

· Mal-estar

· Conjuntivite

· Coriza

· Perda do apetite

· Manchas brancas na parte interna das bochechas

Sintomas de caxumba

· Inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles

· Febre

· Dor de cabeça

· Fadiga e fraqueza

· Perda de apetite

· Dor ao mastigar e engolir

Sintomas da rubéola

· Febre até 38ºC

· Secreção nasal, tosse e espirros

· Dor de cabeça

· Mal-estar

· Gânglios aumentados, especialmente próximos ao pescoço

· Conjuntivite

· Manchas vermelhas na pele que causam coceira

 

Repórter: Milla Silva (sob orientação de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva 

Data: 10/06/2019

Projeto Ser Humano dá mais sensibilidade às unidades de pronto atendimento

Acadêmicos de Enfermagem recepcionam os usuários, buscando compreender as demandas e dar orientações

Atenção, escuta ativa e informação. Essas características são os pilares da postura dos colaboradores do Projeto Ser Humano, lotados nas recepções da rede de urgência e emergência de Contagem. Desde o início de maio, esse time, formado por acadêmicos de Enfermagem, recepciona os usuários e visitantes do Complexo Hospitalar e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, buscando compreender as demandas trazidas pelos usuários e dar orientações.

A coordenadora do grupo, a enfermeira Ana Paula Reis, esclarece que o objetivo do projeto, idealizado pela assessora assistencial do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), Ceres Moraes, é alcançar a excelência da qualidade no acolhimento aos usuários por meio das diretrizes da política de humanização e da comunicação solidária. “Todo mundo deseja ser bem atendido e se sente bem quando sabe o que esperar de um lugar. O Projeto Ser Humano é uma resposta a esse desejo, que é de todos que usam as unidades de saúde. Por meio da humanização do atendimento e orientações quanto os procedimentos que ocorrem na assistência, estamos aperfeiçoando ainda mais nosso acolhimento”, esclareceu Ana Paula Reis.

Os acadêmicos do projeto ficam de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã e tarde, nas recepções do Pronto Atendimento do Centro Materno Infantil Juventina Paula de Jesus, do Hospital Municipal José Lucas Filho e nas UPAs JK, Petrolândia, Ressaca, Sede e Vargem das Flores. Para o início das atividades, os participantes passaram por um treinamento no final de abril, com as coordenações das unidades para imersão nas atividades que iriam desempenhar e rotinas.

Para a acadêmica do projeto na UPA JK, Keyla Murie Alves Santos, 32 anos, a experiência está sendo excelente. A estudante explica que, no período da epidemia da dengue, que repercutiu no aumento da demanda na unidade, ela pôde aprender muito com a gestão de conflitos e como lidar com circunstâncias diversas: “A espera deixa as pessoas impacientes. Na doença, todos querem ser atendidos primeiro, todos os problemas são importantes para aquela pessoa que está vivenciando aquilo, e o acolhimento com excelência dessas pessoas faz com que o momento seja melhor compreendido”.

“O atendimento humanizado é algo importante para nossa profissão. É olhar por completo o indivíduo e o acompanhante na situação em que se encontram e dar um pouco de conforto, escutando e tirando suas dúvidas”, complementou Keyla Murie Alves Santos.

A coordenadora regional de Enfermagem das UPAs, Daiana Penedo, reforça o diferencial da equipe: “Ter uma nova ótica para o acolhimento no período em que os usuários das unidades de saúde aguardam pelo atendimento”. Em contrapartida, a gestora explica que este estágio contribui para uma formação aprimorada dos futuros profissionais, no qual os estudantes têm a oportunidade de fomentar a formação acadêmica, conhecendo de perto o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios da área.

O projeto Ser Humano tem duração de 10 semanas e, ao final, novos acadêmicos a partir do terceiro período de Enfermagem preencherão as vagas, dando continuidade às ações e a novos estágios acadêmicos.

 

Foto: Divulgação

Data: 05/06/2019

Teste rápido da contaminação por HIV é ampliado para mais três UPAs

Além da UPA JK, o serviço passou a ser oferecido nas unidades de saúde do Petrolândia, Ressaca e Vargem das Flores

Mais três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) estão oferecendo a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV a pessoas que mantiveram relação sexual de risco, com prazo de até 72 horas após o ato. O teste rápido também pode ser feito por profissionais que se acidentaram com objeto perfurocortante ou tiveram contato com material biológico. Além da UPA JK, o exame agora pode ser feito nas UPAs Petrolândia, Ressaca e Vargem das Flores.

O serviço foi ampliado pela Secretaria Municipal de Saúde. Além do vírus HIV, a PEP é uma medida preventiva de urgência a outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e hepatites virais. Além do uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir as infecções, consiste na realização de exames periódicos. É preciso ressaltar que a PEP não substitui o uso de preservativo.

Na UPA Petrolândia, cerca de 30 profissionais foram treinados para atender pacientes com suspeita de terem contraído doenças sexualmente transmissíveis. “Tivemos um treinamento que envolve o acolhimento do usuário, a realização de exames e a distribuição de medicamentos”, destacou Joana Peixoto, referência técnica em Enfermagem da unidade de saúde.

A oferta do atendimento em mais três UPAs facilita o acesso dos pacientes. A intervenção rápida diminui as chances de a doença se desenvolver. Há dois meses, uma enfermeira da UPA Petrolândia se feriu durante a aplicação de injeção e precisou ir à UPA JK para ser submetida à PEP. Foi o primeiro acidente de trabalho em nove anos de profissão. Para a servidora, a ampliação do serviço vai beneficiar a população e dar mais segurança aos profissionais da Saúde.

De acordo com o coordenador do Programa IST/Aids e Hepatites Virais de Contagem, Paulo Henrique Teixeira, é ideal que a pessoa exposta a uma relação sexual de risco ou que tenha se acidentado com material perfurocortante comece a tomar a medicação em até duas horas após a exposição de risco ao HIV, com prazo máximo de 72 horas para iniciar o tratamento. “É um ganho enorme para a população. O território de Contagem é muito grande e muitas vezes, pela situação socioeconômica, a pessoa não consegue se deslocar até a UPA JK. Agora, o tratamento está mais perto da casa de muita gente”, destacou.

Em Contagem, 1.507 portadores do HIV estão em tratamento. Por mês, cerca de 20 pessoas procuram a UPA JK para fazer o exame. Durante a consulta, são feitas testagens rápidas específicas para as infecções. O paciente recebe os medicamentos e tem uma consulta agendada no Serviço de Assistência Especializada (SAE) do Programa IST/Aids, para acompanhamento por uma equipe multidisciplinar até o final do tratamento, que varia de 30 a 90 dias.

 

Repórter: Júlio César Santos

Foto: Fábio Silva

Data: 03/06/2019