Posts com a Tag ‘SUS’

Abertas as inscrições para o Prêmio InovaSUS 2018

O Ministério da Saúde irá premiar 10 projetos inovadores utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) com R$ 1 milhão

As inscrições para o Prêmio Inova SUS 2018 estão abertas e vão até o dia 30 de Julho. A iniciativa do Ministério da Saúde irá premiar 10 projetos inovadores, com R$ 1 milhão, que serão utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS). As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, e instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, podem inscrever suas propostas inovadoras, de caráter educativo e bons resultados no prêmio “Inovasus 2018”.

O prêmio que está em sua sexta edição já premiou 97 projetos com mais de R$ 12,3 milhões. O intuito da iniciativa é proporcionar e dar visibilidade às experiências exitosas locais e permitir o fortalecimento da Gestão do Trabalho por meio de investimentos nas instituições e nas equipes de trabalho.

Para se inscrever, os interessados devem adequar seus projetos nos temas: Melhoria de Processos para o Fortalecimento da Gestão do Trabalho no SUS, Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS, Combate à Discriminação no Local de Trabalho, Iniciativas Estaduais de Capilarização da Gestão do Trabalho nos Municípios e Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s). As inscrições poderão ser realizadas, de forma gratuita, por meio de formulário eletrônico. Para acesso ao edital, regulamento do prêmio e para fazer sua inscrição, clique aqui.

Repórter: Ágatha Dumont (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Divulgação

Data: 13/06/2018

Secretaria de Saúde abre processo seletivo para contratação de médicos

Ao todo há 26 vagas, voltadas a profissionais de diversas especialidades, que irão atuar na atenção básica e especializada do município

 

Está aberto o Processo Seletivo Simplificado de Médicos para a contratação dos profissionais listados abaixo, que atuarão na atenção básica e especializada de Contagem:

– Clínico Generalista 40h – 10 vagas
– Cardiologista 20h – 04 vagas
– Hematologista 20h – 01 vaga
– Reumatologista 20h – 02 Vagas
– Neurologista 20h – 02 vagas
– Psiquiatra – 04 vagas
– Endocrinologista adulto – 02 vagas

Interessados deverão entrar em contato pelo fone 3364-4203 ou e-mail: admissaofamuc.pss@gmail.com para saber sobre documentação necessária e outras informações.

Você, que é médico: venha trabalhar na rede SUS / Contagem! Participe do processo seletivo!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 11/05/2018

Ministério da Saúde oferta 11 vagas para formar profissionais da Atenção Primária no Método Canguru

Modelo de assistência voltado a prematuros e/ou bebês de baixo peso e familiares é uma iniciativa do SUS para estimular o contato pele a pele e o desenvolvimento dos pequenos também fora do ambiente hospitalar

 

Segundo o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem prematuros, antes de completar 37 semanas de gestação. Em todo o mundo, anualmente, nascem 20 milhões de bebês prematuros e de baixo peso (menores de 2,5kg) e, desses, um terço morre antes de completar um ano de vida. Mas os avanços da medicina vêm possibilitado que os prematuros consigam se desenvolver e crescer com saúde.

O Método Canguru, um modelo de assistência que tem início na gravidez de risco e segue até o recém-nascido atingir 2,5 Kg, é uma estratégia disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que integra a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso. O objetivo é melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, para que possam participar dos cuidados com a criança e passar por esse período de forma mais tranquila e confiante.

Com o objetivo de formar tutores no Método Canguru, no mês de junho, a Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS BH) promove, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), o Curso de Formação de Tutores para a Atenção Básica, que será ministrado pela consultora nacional do Método Canguru de Minas Gerais, a médica Maria Cândida.

O município de Contagem foi contemplado com 11 vagas, voltadas para profissionais de nível superior da Atenção Básica do município que preferencialmente tenham vínculo efetivo. A ideia é de que esses profissionais formados tornem-se multiplicadores do método.

O conteúdo do curso foi elaborado pelo Ministério da Saúde e busca qualificar o atendimento ao recém-nascido prematuro e/ou de baixo peso após a alta hospitalar. A carga horária é de 30 horas presenciais, em local ainda a ser definido, em Belo Horizonte.
As inscrições estão abertas, podem ser feitas clicando aqui, e vão até o dia 9 de maio.

Método Canguru na Atenção Primária

A referência técnica da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Ivana Santana Andrade comenta sobre a importância da qualificação de profissionais da Atenção Primária para a aplicação do método. “A equipe da Atenção Básica deverá conhecer o Método Canguru, as características dos recém-nascidos a pré-termo (RNPT) e de sua família, assim como orientar quanto os cuidados diários, mesmo que o bebê esteja em seguimento pelo hospital e/ou por serviço especializado. A criança é a mesma e todos devem participar, cada um a seu modo, do acompanhamento”.

Saiba mais sobre o método

Por meio de uma abordagem humanizada, o Método Canguru promove o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva. A iniciativa favorece o vínculo afetivo, ajuda a estabilizar a temperatura do bebê, estimula a amamentação e o desenvolvimento do bebê.

Ivana Santana Andrade explica que todos os recém-nascidos podem se beneficiar da posição canguru, especialmente aqueles que nascem com peso menor que 2,5 Kg. “Para esses, é recomendado, independentemente do local em que se encontrem, em alojamento conjunto ou em casa, que sejam colocados em posição canguru pelo menos uma vez por dia”.

Informações: 3333-2719 ou e-mail cursosatencaobasica.contagem@gmail.com

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 27/04/2018

Promotoria de Defesa da Saúde alerta para os riscos da falta de repasse de recursos pelo Estado a Contagem

Dívida chega a R$ 80 milhões, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Saúde

 

Em audiência pública da Comissão Externa de Saúde da Câmara Municipal de Contagem, a representante da Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual, Giovanna Carone, alertou para os prejuízos causados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) pela falta de repasses de recursos pelo Estado ao Município. A dívida é calculada em R$ 80 milhões, segundo o secretário Municipal de Saúde, Bruno Diniz. A promotora aponta risco da redução dos atendimentos médicos e fornecimento de medicamentos. Ela defende mais diálogo do governo de Minas com a Prefeitura de Contagem para que o problema seja sanado.

 “Mesmo com a judicialização do problema, precisa haver diálogo. A demanda já foi judicializada e precisamos discutir os desdobramentos jurídicos. Devemos manter a judicialização, mas também mediar e dialogar. Se não for feito nada agora, os serviços da Saúde terão que ser repensados. Do jeito que está, eles precisarão ser dimensionados, caso o Estado não faça o seu papel”, afirmou a Giovanna Carone, na audiência pública desta quinta-feira (25).

A galeria da Câmara estava lotada de usuários do SUS, trabalhadores e gestores, ativistas e representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Bruno Diniz destacou que o não-pagamento das dívidas de Saúde por parte do governo de Minas tem levado o Município a arcar apenas com recursos próprios o custeio e investimento de serviços ofertados pelo SUS que são de responsabilidade dos três entes federativos: Municípios, Estados e União.

Além das dificuldades de Contagem para manter todos os serviços de Saúde, a Prefeitura fica com investimentos comprometidos em outras áreas, como infraestrutura, mobilidade urbana, educação e segurança.  “No ano passado, Contagem recebeu apenas R$ 7 milhões do Estado. A cada ano que passa, a situação vai piorando. Muitos municípios estão fechando serviços de saúde. E em Contagem, se não houver planejamento dos pagamentos pelo governo de Minas, não vamos ter como seguir ampliando a oferta de Saúde”, disse Diniz.

Segundo ele, dos R$ 80 milhões de déficit com a Saúde de Contagem, R$ 72 milhões são de custeio e R$ 8 milhões em investimentos. “O mais difícil é custear os serviços e garantir que eles funcionem adequadamente. Em 2017, aplicamos 29% da arrecadação do Tesouro Municipal na Saúde. A Constituição é clara e fala que ao Município cabe investir 15%. Só de IPTU tivemos no ano passado R$ 20 milhões a mais na Saúde. Mas precisamos de um cronograma para garantir o funcionamento do sistema. Fechamento e redução da assistência é o último caminho e para isso não acontecer precisamos que essas dívidas sejam quitadas”, completa o secretário de Saúde.

Moção

Na audiência pública foi lida uma moção aprovada por unanimidade na plenária do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de 24 de abril deste ano, solicitando que o governo de Minas estabeleça um cronograma de pagamento do déficit. O Estado foi representado na Câmara de Vereadores pela ouvidora de Saúde, Conceição Rezende. De acordo com ela, o Executivo Estadual não tem como arcar com essa dívida, em virtude da falta de recursos em caixa.

“Não existe possibilidade de pagar uma dívida desse tamanho porque não há dinheiro em caixa. Mesmo assim, o governo tem apresentado algumas soluções, que não são imediatas. Existe a perspectiva, mas não será acertado na íntegra. O congelamento do governo federal por 20 anos começa em 2019, mas o patamar a ser utilizado para o congelamento é referente a este ano e o governo federal já está reduzindo os gastos. A retirada dos recursos do pré-sal na saúde e na educação também aumentam o problema. Não é só Minas Gerais que está passando por esse problema, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul também estão enfrentando problemas fiscais. A crise é gravíssima”, destacou a ouvidora.

O debate ocorreu em um contexto no qual mais de 160 municípios já impetraram ação na justiça contra os atrasos dos repasses do Estado às prefeituras referentes ao ICMS de 2017, segundo a Associação Mineira de Municípios. “Precisamos politizar novamente a área da saúde. É um desafio nosso, da sociedade, fazer valer o Sistema de Saúde, e não do partido A ou B. E embora tenhamos de fato um problema fiscal, o que temos em Minas é a relegação a último plano da saúde, de forma covarde, porque penaliza o município, o ente que se faz mais presente na vida das pessoas. Não é só falta de recurso, é falta de prioridade”, criticou o deputado estadual Antônio Jorge, ex-secretário Estadual de Saúde.

O subprocurador-geral do Município de Contagem, Rafael Braga de Moura, confirmou que uma ação judicial de 27 de dezembro de 2017 cobra o pagamento de valores pelo governo do Estado a Contagem referentes a repasses para a área da Saúde e de ICMS. “O Estado não teve o cuidado de guardar o recurso, que não é dele, já admitiu que deve, embora conteste valores. O ganho da causa não é problema, mas sim como os valores serão pagos. Eles utilizaram o dinheiro para outras finalidades que não são conhecidas”, explicou.

Dívida anterior

Sobre o atraso nos repasses, a Secretaria Estadual de Saúda informou que “vale destacar que o governo atual encontrou uma situação de déficit de quase R$ 8 bilhões deixada pelos gestores passados. Apesar disso, o Estado de Minas Gerais tem trabalhado com afinco para equilibrar a situação financeira e regularizar os repasses. Porém, é importante frisar que o esforço é solitário, já que o governo federal tem prejudicado o Estado, sistematicamente, ao, por exemplo, reduzir os repasses em cerca de R$ 473 milhões, entre 2016 e 2017, e colocar em prática o congelamento dos gastos sociais através de Emenda Constitucional”.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio R. Barbosa

Data: 26/04/2018

Parceria com o Hospital São José possibilita ampliação das cirurgias eletivas

Recursos próprios do Tesouro Municipal, como o IPTU, vão possibilitar esse aumento da capacidade de assistência da rede

 

Nesta semana, a Prefeitura de Contagem deu mais um importante passo para ampliar a capacidade de atendimento da rede SUS: nesta quarta-feira (18), foi assinado um contrato que firmou uma parceria com Hospital São José, para que sejam feitas cirurgias eletivas, que são aquelas com possibilidade de marcação com antecedência. A previsão é de que a partir do mês de maio cirurgias ginecológicas e angiológicas possam ser feitas por meio da parceria.

O investimento mensal no contrato é de cerca de R$ 100 mil, para a cobertura de cem cirurgias. Com isso, será possível seguir com a redução das filas de espera para cirurgias eletivas que vem ocorrendo.

O acordo faz parte das negociações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para incluir hospitais privados situados na cidade – e a capacidade de equipamentos e recursos humanos já instalada desses atores – no processo de reestruturação da saúde pública da cidade. No mês de julho do ano passado, para diminuir a fila das cirurgias eletivas no município, a prefeitura firmou uma parceria com o Hospital Santa Rita. Agora, com a contratualização do Hospital São José, o município amplifica sua capacidade de assistência da rede municipal de saúde.

O secretário Bruno Diniz no momento da assinatura

O secretário Bruno Diniz no momento da assinatura

O secretário Municipal de Saúde, Bruno Diniz, explica que a parceria com o Hospital São José foi possível graças a recursos obtidos com arrecadação própria da prefeitura, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Contagem sofreu nos últimos anos uma grande redução do atendimento assistencial, não somente no setor público, mas, também, as parcerias com os hospitais privados foram se perdendo ao longo dos últimos dez anos. Em 2017, iniciamos as negociações. O primeiro hospital privado a ser contratualizado foi o Santa Rita. O São José já teve um papel importante na saúde de Contagem e, com a contratualização desse hospital, mais uma conquista do governo Alex de Freitas e William Barreiro, graças a recursos próprios, como o IPTU, estamos financiando mais melhorias para a área da saúde”, atesta Bruno.

Você sabia?

– Em 2017, aproximadamente R$ 146 milhões foram arrecadados com a cobrança do IPTU. Parte desse dinheiro foi aportado na saúde do município, que no ano passado recebeu 28% do montante arrecadado pela prefeitura com receita própria e transferências, ao todo, quase R$ 295 milhões.

– Graças a um grande esforço da atual gestão, em 2017, Contagem foi um dos municípios mineiros que mais executou cirurgias eletivas no Estado de Minas Gerais, atendendo a quase seis mil pacientes que precisavam fazer essas cirurgias. Para que isso fosse possível, durante todo o ano passado, foram promovidos mutirões de cirurgias em especialidades como ginecologia e cirurgia geral.  Também tiveram início as cirurgias de ortopedia de média complexidade, mastologia, pediatria e vascular e, ainda, houve a ampliação das cirurgias urológicas.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elivan Félix

Data: 19/04/18

Atenção Básica da Saúde oferece atendimento mais qualificado

Serviços passam por curso sobre a abordagem às urgências na atenção básica da cidade

Uma das principais prioridades da atual gestão da Prefeitura de Contagem é a qualidade do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecido à população. Por isso, em Contagem o sistema de funcionamento da Atenção Básica está sendo modificado com o respaldo do Ministério da Saúde (MS). E para aprimorar o atendimento ao usuário, a Secretaria de Saúde, promove entre os dias 13 e 15 de março, curso sobre a abordagem às urgências na atenção básica da cidade. O treinamento acontece no auditório da Nova Faculdade.

O objetivo do curso é fazer com que todos os profissionais da saúde municipal tenham autonomia e conhecimento para atuar em conjunto com os demais pontos de atendimento da cidade, como o Complexo Hospitalar, Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os locais de atendimento da rede.

O secretário-adjunto de Saúde, Luiz Fernando Santos, explica que desde o início da gestão foi identificada a necessidade de modificar o modelo utilizado na Atenção Básica para garantir assistência aos moradores de Contagem. “A Atenção Básica não estava preparada para prestar os primeiros socorros em casos de urgência, por isso os usuários não tinham o encaminhamento adequado em tempo hábil. Agora, os moradores podem contar com equipes de saúde da família, serviço integrado e servidores mais qualificados para atuar em diversos casos e com autonomia profissional”, afirma.

Para o enfermeiro, Agenor Brandão, que trabalha na área há mais de 30 anos, o curso é uma oportunidade para os profissionais se atentarem às necessidades atuais da sociedade, adquirir e atualizar os conhecimentos. “Lidamos com pacientes que apresentam problemas diferentes, nosso papel é estarmos prontos para prestarmos os primeiros socorros e termos facilidade para encaminharmos para o local em que ele vai receber o tratamento adequado”.

A capacitação é dividida em seis módulos e será concluída no mês de maio deste ano. No primeiro, participam médicos e enfermeiros, mas todos os servidores da área da saúde serão, devidamente, preparados para atuar de acordo com o novo modelo.

Repórter: Nayara Vianna

Foto: Adelcio R. Barbosa

Data: 14/03/2018

Plano Municipal de Saúde: importante instrumento para a gestão

Previsão é de que o documento, construído com base nas deliberações da Conferência Municipal de Saúde, esteja disponível em março

A política de saúde é prioridade em Contagem. Do orçamento previsto para 2017, de acordo com o SIOPS/Datasus/MS, o município destinou quase 30% de recursos próprios para a área, um montante superior a R$ 295 milhões. A gestão democrática de todo esse dinheiro deve considerar critérios como a observância da legislação vigente, a aplicação do plano de governo vencedor nas urnas e as necessidades apontadas pelo controle social.

Não por acaso, a definição e a implementação das iniciativas de saúde de cada esfera da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) requerem um grande planejamento: mesmo diante de cifras vultosas, os recursos financeiros necessários para a manutenção e expansão dos serviços de saúde são escassos. Além disso, a conjuntura atual é complexa e exige gestão e enfrentamento político, considerando um cenário em que o município de Contagem, por exemplo, ainda tem a receber cerca de R$ 65 milhões em dívidas do governo do estado de Minas Gerais.

Para que a gestão possa dar conta de tamanha responsabilidade, foi elaborado o Plano Municipal de Saúde (PMS) quadriênio 2018/2021, construído ao longo do ano passado, de forma democrática e participativa, por meio das pré-conferências de saúde que ocorreram em cada um dos oito distritos sanitários da cidade. Em cada pré-conferência foram escolhidas 25 propostas elaboradas em grupos de trabalho, totalizando 200 propostas que foram, então, debatidas e aprovadas na Conferência Municipal de Saúde, ocorrida em 7 de outubro. Das 200 ideias apresentadas na Conferência, 20 foram selecionadas pelos delegados como prioritárias para integrar o referido plano.

De acordo com a legislação que rege a saúde, como a Lei Complementar nº 141/2012, normas do Ministério da Saúde e resoluções do Conselho Nacional de Saúde, o Plano Municipal de Saúde, após elaborado, deve ser apreciado e aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, passando então a vigorar oficialmente. “Já cumprimos estas etapas e temos a previsão de que o Plano Municipal de Saúde esteja disponibilizado no portal da Prefeitura de Contagem ainda no mês de março”, explica o assessor de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, Newton Sérgio Lopes Lemos.

Newton Lemos ressalta o caráter democrático do plano. “Um instrumento central de planejamento construído de forma participativa entre a gestão e o controle social, tomando como referencial as deliberações aprovadas para inclusão na última Conferência de Saúde, as macropolíticas e pactos federais e estaduais na saúde e as prioridades para a saúde na atual gestão municipal”, disse. 

O secretário de Saúde, Bruno Diniz, também ressalta a legitimidade do plano e da complexidade da gestão da saúde pública. “Nosso plano foi construído a muitas mãos. Esta representatividade de vários segmentos confere legitimidade ao documento. Vivemos em uma conjuntura atual complexa, onde os recursos financeiros para a manutenção e expansão dos serviços de saúde são escassos. Frente a este cenário, precisamos priorizar intervenções e otimizar todos os processos assistenciais, a fim de que obtenhamos resultados positivos para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos nossos munícipes”, finaliza o secretário.

 

Repórter: Carolina Brauer

Data: 19/02/2018

SUS aponta aumento do número de internações em até 65,3%

De janeiro a outubro de 2017, a prefeitura investiu na Saúde R$ 247,8 milhões

Ao contrário do que ocorre no cenário nacional, Contagem registrou em 2017 aumento das internações hospitalares na rede pública de saúde. Reflexo da ampliação do atendimento, com abertura de novos leitos e reestruturação do quadro de funcionários. O resultado mais expressivo foi em setembro, quando 1.689 pacientes foram internados, 65,3% a mais que no mesmo mês de 2016 (1.022 registros), de acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). 

De janeiro a outubro de 2017, a prefeitura investiu na Saúde R$ 247,8 milhões. Neste período, o aumento das internações foi de 24,2% na comparação com os dez primeiros meses de 2016. Subiu de 10.554 para 13.114 casos. 

São pessoas que se submeteram a cirurgias de urgência ou eletiva, foram encaminhadas por Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) ou que estavam na fila de espera da Regulação, setor que recebe as demandas da rede municipal de Saúde e encaminha as pessoas para as vagas disponíveis. 

No Brasil, a oferta de leitos para internação na rede pública vem diminuindo. Levantamento feito em 2016 pelo Conselho Federal de Medicina apontou queda de 7,5% entre 2010 e 2015. 

Nova filosofia 

Em Contagem, o aumento das internações ocorre em um contexto de adequações no Complexo Hospitalar, sem que o atendimento à população seja prejudicado. 

O superintendente do Complexo, João Pedro Laurito Machado, ressalta que esse aumento se deve à reabertura dos dez leitos de CTI que estavam interditados em 2016, bem como de agendas médicas, a contratação de mais profissionais e os investimentos em maquinário, insumos e medicamentos, da ordem de R$ 6 milhões. 

“Também é importante dizer que implementamos uma filosofia de trabalho que busca humanizar ambientes, adequando-os à legislação e oferecendo mais conforto a pacientes e trabalhadores. Os problemas do hospital estão sendo enfrentados e o Complexo Hospitalar, que vivia uma situação de sucateamento em janeiro de 2017, se encontra bem mais estruturado atualmente. Tudo isso contribui para a melhoria verificada nos números”, aponta. 

Data: 02/01/2018

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Adelcio Barbosa

Secretaria de Saúde promove evento sobre cuidados paliativos

Simpósio reuniu pessoas de diversas cidades para discutir a importância dos cuidados a pacientes terminais e atenção domiciliar

Um dos princípios norteadores do Sistema Único de Saúde (SUS) é o da integralidade, que está relacionado à condição integral, e não parcial, de compreensão do ser humano. Isso inclui ofertar cuidados naqueles momentos em que o controle dos sintomas da dor e o suporte emocional são o pouco que resta a oferecer a alguém que está prestes a morrer.

Para esses casos, em que não há mais condições de intervenção clínica para curar e que o falecimento está à espreita, a saúde pública ainda tem muito o que fazer pela pessoa: garantir a ela uma morte digna, com auxílio à dor e ao sofrimento. Esse tipo de assistência existe e tem nome: cuidados paliativos.  

Para debater a importância dos cuidados direcionados à melhora da qualidade de vida de pacientes terminais, os desafios e potencialidades da atenção domiciliar e fomentar a troca de experiências em torno desses temas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Contagem promoveu o 1º Simpósio Municipal de Cuidados Paliativos na Atenção Domiciliar. 

O evento, que aconteceu nesta quarta-feira (22), na Puc Contagem, durante todo o dia, mobilizou 250 participantes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e especialistas na área. Além de contar com a presença de profissionais de Contagem, o simpósio reuniu também pessoas de Belo Horizonte, Betim, Divinópolis, Itaúna, Lagoa Santa, Nova Lima, Pará de Minas, Ribeirão das Neves, Sabará, Sarzedo e São João del-Rei.   

Participaram da mesa de abertura a superintendente de Atenção à Saúde (SAS) da SMS, Carolina Silva Castro, o assessor médico da SMS Luiz Fernando Avelar dos Santos, a diretora do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Contagem, Andreia Devisllanne Ribeiro, e o vereador Caxicó. 

before

Diversas cidades mineiras e instituições de ensino estiveram presentes

   Cuidados paliativos para dignidade no momento da partida

A diretora SAD Contagem, Andreia Devisllanne Ribeiro, também uma das especialistas que proferiram palestra e participaram da mesa de debates, explicou que um dos grandes desafios para as equipes é o de afirmar para o paciente e seus familiares que a morte, que provavelmente se avizinha, faz parte de um processo natural da vida. “Não podemos tirar a esperança das pessoas. Mas temos que falar a verdade, explicando também que por causa das condições que levaram ao cuidado paliativo, o melhor para aquele paciente é ficar em casa”.

Desospitalização

A Atenção Domiciliar está prevista pela Portaria nº 825, do Ministério da Saúde (MS), que a institui como um componente do SUS que deve estar inserido nas políticas públicas ofertadas. Em Contagem, o SAD atende a pacientes com condições clínicas de se submeter a tratamento relacionado a clínica médica, pediatria e ortopedia no próprio domicílio, sendo uma referência em todo o país na desospitalização de pacientes ortopédicos.

Os benefícios dessa ação estão relacionados à diminuição do risco de contrair infecções hospitalares e à promoção dos cuidados no conforto do lar, possibilitando que familiares e/ou cuidadores responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes encaminhados ao SAD não precisem se deslocar até uma unidade de saúde para prestar esse auxílio. Há também os benefícios psicológicos: a desospitalização contribui para evitar sentimentos como estresse e depressão, frequentes no ambiente hospitalar. Há ainda as vantagens monetárias em relação aos recursos direcionados para tratamentos em ambiente hospitalar.

Data: 23/11/2017

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Adelcio Barbosa