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Trabalhadores rurais recebem cadernetas de saúde

Secretaria de Saúde e parceiros entregaram o documento

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Contagem e em parceria com a Secretaria de Saúde de Sarzedo, Emater e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)/Diretoria em Saúde do Trabalhador, promoveu a entrega de Cadernetas de Saúde do Trabalhador Agrícola a cerca de 70 pessoas. A ação integra os esforços da gestão para promover e prevenir a saúde dos trabalhadores urbanos e rurais, formais e informais.

A entrega ocorreu na segunda-feira (11), na Fazenda Lambari, e beneficiou a agricultores, meeiros e arrendatários que atuam na microrregião de saúde de Contagem, Ibirité e Sarzedo (MG).

A caderneta de Saúde do Trabalhador Agrícola, elaborada pela SES-MG, é um importante instrumento de registro de informações de pessoas que desempenham atividades agrícolas em áreas urbanas ou rurais e que retiram dessas funções o sustento individual e familiar. Essas pessoas estão expostas a riscos específicos, como aqueles decorrentes do uso de agrotóxicos.

Desde o ano de 2013, o Cerest Contagem vem promovendo nessa região, junto aos parceiros, um trabalho de mapeamento do perfil produtivo que indicou a necessidade de aprimoramento das ações de promoção e prevenção à saúde junto a essas pessoas. Contagem é um dos primeiros municípios, dentre os mais de 800 municípios mineiros, a receber a caderneta agrícola justamente por causa desse trabalho, informa a diretora do Cerest Contagem, Fátima Lúcia Caldeira Brant.

“Estamos envolvidos nesse projeto há anos. Essa é uma conquista importante, porque ajuda a direcionar políticas públicas de saúde a trabalhadores que, muitas vezes, lidam com o uso de agrotóxicos há 20 anos e estão sujeitos a problemas relacionados ao trabalho desempenhado na agricultura, como intoxicações, cortes e outros agravos. Sempre que esses trabalhadores forem atendidos na rede de saúde e mostrarem a caderneta, que conterá dados importantes, poderão auxiliar o diagnóstico dos profissionais de saúde e ajudarão a direcionar o tratamento a agravos que, em um primeiro momento, não evidenciam uma relação direta com o trabalho na agricultura”, explica Fátima.

O Cerest é uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) especializada na atenção a problemas de saúde relacionados ao trabalho que tem como principal objetivo promover assistência e vigilância na prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, de forma integrada com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a Vigilância Sanitária/VISA.

Data: 12/12/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Bazar do Centro de Convivência Horizonte Aberto na secretaria de Saúde

O espírito natalino tomou conta de Contagem, e a coordenação do Centro de Convivência (CCV) Horizonte Aberto também entrou no clima. Nessa terça-feira (12), o centro trouxe o bazar natalino para a Secretaria Municipal de Saúde de Contagem (SMS). Foram colocados à venda utensílios para enfeitar as casas como pano de pratos, guirlandas, pregadores personalizados, caixas enfeitadas e copos customizados, entre outros. Todo material exposto foi produzido artesanalmente pelos usuários nas oficinas organizadas no CCV. O intuito do bazar é reverter o que for arrecadado para a compra de materiais para as oficinas, passeios, lanches e eventos voltados aos usuários.

Data: 12/12/2017

Fotos: Lucas Santos

3º encontro Lian Gong

Na manhã desta segunda-feira (11), aconteceu na praça da Glória o 3º Encontro Lian Gong.

O Lian Gong é uma prática corporal originada na medicina chinesa, associando artes marciais e massagem. O praticante obtém resultados como melhora da qualidade do sono, maior disposição, redução do uso de medicamentos, socialização, aumento da flexibilidade entre outros benefícios.

Data: 11/12/2017

Fotos: Adelcio Barbosa

 

Diálogos para ampliar a inclusão de pessoas com sofrimento mental

Encontro serviu para discutir construção coletiva de uma associação e uma cooperativa

Com o objetivo de promover a troca de experiências e o diálogo sobre a criação de uma associação de usuários e futura cooperativa de geração de renda para os usuários da saúde mental de Contagem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu o “Encontro – Diálogos de Reabilitação Psicossocial”.

Cerca de 80 pessoas, entre usuários, familiares e profissionais da saúde mental participaram do evento, ocorrido na quarta-feira (29), em Lagoa Santa (MG). Integrantes do Grupo Cultivarte, de Contagem, e da Associação Suricato, de Belo Horizonte, ambos formados por trabalhadores, usuários e apoiadores das políticas de saúde mental estiveram reunidos no encontro.

Durante o dia, além de se divertir com atividades esportivas e lúdicas, o grupo de participantes pôde interagir em atividades de sensibilização e mobilização para a formação da associação e da cooperativa proposta. A ideia é  que essas entidades possam contribuir para a inclusão dos pacientes com histórico de sofrimento mental no mercado de trabalho e na cidade, tornando-se mais uma possibilidade de acolhimento, vínculo, convivência e produção de sentidos dessas pessoas.

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Criação da cooperativa foi o tema central da reunião

A diretora-geral da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Luiza Mara da Silva Lima, explica que a iniciativa da constituição dessas entidades tem como um dos pontos fundamentais o empoderamento, o fomento à autonomia e à inclusão cidadã dos usuários da saúde mental. “A ideia é partirmos de uma perspectiva mais horizontalizada, democrática e colaborativa para a concepção da cooperativa, de forma que quem usa as políticas de saúde mental também possa participar dessa construção, que deve ser feita não somente por quem faz a gestão dessas políticas. É uma construção feita por muitos”.

 

 

 

Data:01/12/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Aumento do Padrão de Adoecimento das Doenças Diarréicas Agudas (DDA)

Em 2017 observou um aumento do padrão de adoecimento das doenças diarréicas agudas em alguns municípios da Grande Belo Horizonte (Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves e Astolfo Dutra identificados pela Vigilância Sentinela). A Vigilância Sentinela de Rotavírus do município de Belo Horizonte já identificou a circulação do Norovírus em crianças com menos de 5 anos, recentemente e em último surto de Doença Diarréicas Agudas (DDA) deste ano, em que foi possível realizar a coleta de amostra clínica in natura, tendo identificado o Norovírus como causa.

Assim, entende-se que provavelmente a circulação do Norovírus tem provocado o aumento dos casos, tendo em vista ser comum esse aumento nos meses de julho a novembro e por ter sido detectado em unidade sentinela.

Portanto, diante do exposto o município de Contagem tem tomado as seguintes medidas:

  • Registro no Sistema de Vigilância Epidemiológica das Doenças Diarréicas Agudas – SIVEP_DDA;
  • Análise do número de casos por grupo etário e proporção de planos de tratamento adotados em todo o município;
  • Orientação para coleta de amostras clínicas de sintomáticos para pesquisa laboratorial (bactérias e vírus), uma vez que é indicada nos casos de surto e de alteração do padrão de adoecimento;
  • Encaminhamento de Nota Técnica SRS nº 06/2016 para os distritos sanitários do município;
  • Coleta e avaliação das condições da oferta de água para consumo humano em várias regiões do município.

Em outubro do corrente ano, foi realizada pela Vigilância Sanitária coleta de água em alguns locais no Distrito Sanitário Petrolândia, distrito que apresentou  aumento dos casos de diarreia em setembro de 2017, e cujo resultado das amostras analisadas atendeu aos padrões físico-químicos e bacteriológicos de potabilidade.  A Vigilância Sanitária realiza planejamento para coleta da água em outros distritos.

Data:29/11/2017

Fonte: Vigilância Epidemiológica da secretaria de Saúde.

Seminário discute erradicação do trabalho infantil

Trabalho em rede e capacitação são fundamentais para superar subnotificações no município, apontam especialistas participantes

Amanhã, dia 29 de novembro, Contagem comemora o Dia Mundial pela Erradicação do Trabalho Infantil, instituído pela Lei nº 3.600/2002. Para marcar a data e estimular uma reflexão em torno do tema, a Prefeitura de Contagem, por meio das secretarias municipais de Saúde e de Desenvolvimento Social e Habitação, promoveu, nesta terça-feira (28), o Seminário Regional Olhar da Saúde para a Erradicação do Trabalho Infantil.

Ao longo da manhã, o público participante, de cerca de 40 pessoas, composto de gerentes de Unidades Básicas de Saúde (UBS), diretores de distrito, referências técnicas e autoridades ligadas às secretarias, pôde acompanhar palestras sobre trabalho infantil e sobre o que são e que tipo de trabalho desenvolvem o Centro de Referência do Saúde do Trabalhador (Cerest) de Contagem e a Comissão Municipal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Competi).

Em Contagem, segundo as exposições dos especialistas feitas durante o evento, os poucos dados disponíveis sobre trabalho infantil estão subnotificados. Uma das maneiras de se levantar informações sobre o assunto é por meio das notificações de acidentes de trabalho feitas a partir do atendimento à saúde prestado nas UBS, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e no Complexo Hospitalar.  

Além do trabalho desenvolvido na área da saúde para a erradicação do trabalho infantil, feito por meio do Cerest Contagem, a intersetorialidade em torno do tema envolve também a Vigilância em Saúde e outros setores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação e a Competi, que congrega vários atores, como a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o Conselho Tutelar e o próprio Cerest/Visat, que participa do Competi representando a rede SUS/Contagem.

De acordo com dados divulgados em novembro deste ano pelo Mapa do Trabalho Infantil, no Brasil, atualmente, 2,7 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anos estão trabalhando. Entre as funções exercidas, há aquelas que são as piores formas de trabalho infantil, como a prostituição, o tráfico de drogas, os conflitos armados e, ainda, o trabalho nos lixões, nas zonas agrícolas e na catação de alimentos em entrepostos. Seja em função da pobreza, de aspectos de ordem cultural ou das qualidades e habilidades desses jovens seres humanos, as crianças-trabalhadores são pessoas sujeitas a distúrbios emocionais, físicos e psíquicos diversos. Avançar rumo a uma sociedade com padrões mais altos de civilidade inclui a erradicação do trabalho infantil, na busca por uma sociedade mais justa e igualitária.

Redução de danos e intersetorialidade

Participaram da mesa redonda de debates os seguintes especialistas no tema: Túlio Zulato, especialista em Saúde do Trabalhador e médico do trabalho do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest); Regina Couto, professora pela Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) e referência no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) em Ibirité; e Fabiana Ghandini, assistente social e técnica de Proteção Especial de Média Complexidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. A mediação ficou por conta da psicóloga e diretora do Cerest Contagem, Fátima Lúcia Caldeira Brant.

Participaram da mesa de abertura do evento o gestor de Vigilância em Saúde de Contagem, Tércio Sales Morais; a secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Luzia Ferreira; e a diretora Cerest Contagem, Fátima Brant.

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Erradicar o trabalho infantil, na busca por uma sociedade mais justa e igualitária

 Tércio Morais destacou a importância do fomento às discussões sobre o tema. Fátima Brant, frisando o a importância da atuação em rede, pontuou que, se não é possível erradicar o trabalho infantil, é possível atuar na redução de danos associados. Já Luzia Ferreira reafirmou o compromisso da gestão com a erradicação do trabalho infantil, por meio da adesão a essa causa e de políticas públicas que aperfeiçoem diagnósticos, integrem ações e trabalhem em forma de rede articulada, tanto interna quanto externamente.

“Na unidade básica de saúde, no momento do atendimento, quando, por exemplo, uma criança chega com um corte ou queimadura, os profissionais de saúde devem estar atentos para perguntar sobre a situação em que essa criança se machucou, porque pode ser que ela tenha se ferido durante a realização de um trabalho informal”, explica Fátima Brant. “Temos realizado um trabalho de capacitação em UBSs, UPAs e no Complexo Hospitalar”, complementa o médico Túlio Zulato. 

 Data: 28/11/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elias Ramos/ Fábio Silva

No Brasil, atualmente, 2,7 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anos estão trabalhando

Campanha vai tratar o combate ao trabalho infantil

Em comemoração ao Dia Municipal de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no dia 29/11, a cidade receberá ações de mobilização

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, promove ações de mobilização e sensibilização durante a Semana em Combate ao Trabalho Infantil. O objetivo da ação é divulgar e apresentar, para a população, ações que dizem respeito ao combate do trabalho infantil no município. 

As ações, que ocorrerão nos dias 28 e 29/11 e no dia 1º/12, são coordenadas pela Diretoria de Proteção Especial Média Complexidade e Comissão Municipal Permanente de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Competi), composta por diversas secretarias (Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, Defesa Social, Direitos Humanos e Cidadania, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e Conselhos Tutelares).

A técnica da Diretoria de Proteção de Média Complexidade e presidente do Compete, Fabiana Gandini, lembra que os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) também estão envolvidos com relação ao trabalho infantil em nosso município. “A intersetorialidade tem que estar envolvida nesse contexto, o trabalho precisa ser construído em conjunto. Nossa intenção com essa ação é atingir um público que até então não tínhamos atingindo, existem pontos em Contagem que ainda não foram sensibilizados, e até mesmo a questão do horário interfere para que possamos atingir um maior número de pessoas na cidade”, explica. 

Fabiana aborda também outra questão importante para conscientização do combate ao trabalho infantil.  “As pessoas passam e veem a venda do amendoim, na maioria das vezes acham que é normal e que os órgãos públicos não fazem nada. Queremos sensibilizar as pessoas que passam por estes locais e mostrar que a prefeitura vem trabalhando com um olhar diferenciado para essa questão”, concluiu.

Segundo a diretora da Proteção da Média Complexidade, Juliana Milagres, hoje os Creas vêm recebendo muitos casos de trabalho infantil, e essa ação ajuda na divulgação. “Muitas pessoas não têm conhecimento, acham que é normal, sempre falam que trabalham desde pequeno e nunca fez mal. Não entendem que algumas pessoas colocam crianças e adolescentes no trabalho infantil e em situações de risco. Por exemplo, temos em Nova Contagem o trabalho de descascar alho, onde crianças acabam se mutilando”, disse. 

Juliana Milagres explica, ainda, que algumas formas de trabalho infantil são muito graves e danosas para as crianças. “Por muitas vezes, as pessoas não têm consciência dos agravos que isso pode trazer para o futuro da criança e do adolescente. É importante informar que hoje possuímos o trabalho protegido  a partir dos 14 anos, com legislação que respalda o adolescente. Então a campanha vem para sensibilizar as pessoas, não somente a criança e o adolescente mais toda a comunidade com relação ao quanto pode ser danoso o trabalho infantil”, ressaltou. 

Para mais informações entre em contato com a equipe da Diretoria de Proteção da Média Complexidade, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, pelo telefone: (31) 3913- 2029.

PROGRAMAÇÃO

28/11 – “Seminário Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest)”. Local: Nova Faculdade. 

Horário: das 8h às12h. 

Público alvo: Para gestores e/ou outros atores que não têm o conhecimento – olhar para o trabalho infantil (Seminário de Sensibilização).

28/11 – Ação Praça da Jabuticaba/ Drogaria Araújo 

Horário: das 18h às 20h

29/11 – Ação Supermercado Extra

Horário: das 16h às 19h

1º /12 – Ação Shopping Itaú

Horário: das 16h às 18h

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) foi instituído pela Lei Orgânica da Assistência Social, por meio da Lei nº 12.435, de 6 de julho de 2011, como programa de caráter intersetorial, integrante da Política Nacional de Assistência Social, que no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas), compreende ações de transferências de renda, trabalho social com famílias e oferta de serviços socioeducativos para crianças e adolescentes que se encontrem em situação de trabalho.

A proposta de redesenhar o PETI resultou da implementação dos serviços socioassistenciais, desenvolvidos nos Cras e Creas. Dessa forma, o PETI fortalece o papel de gestão, de articulação e de integração da rede de proteção por meio das ações estratégicas para o enfrentamento ao trabalho infantil, as quais são estruturadas em cinco eixos: Informação e mobilização, Identificação, Proteção, Defesa e Responsabilização e Monitoramento.

Data:24/11/2017

Repórter: ketrily Andrade

 

Laboratórios em todas as UPAs até o final de dezembro

Unidades de Pronto Atendimento do município passarão a contar com setor de análises clínicas em suas instalações

Até o final do ano, cada uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Contagem passará a contar com uma unidade de coleta e análises clínicas, como previsto em contrato com o prestador laboratorial da rede SUS/Contagem, o Grupo Santa Casa. Serão feitos exames típicos dos atendimentos de urgência, como aqueles feitos com amostras de sangue (hemograma, sódio, potássio, contagem de plaquetas e outros) e de urina. O objetivo é agregar cada vez mais qualidade no cuidado a todos os pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência e melhorar as condições de trabalho dos profissionais

As UPAs JK, Ressaca e Vargem das Flores já possuem suas respectivas unidades laboratoriais e já têm condições de fazer a coleta e processamento em suas próprias instalações. Como a coleta e o processamento dos exames são feitos no interior das instalações das próprias unidades, a tomada de decisão clínica e a necessidade de novos exames são potencializadas.

Entretanto, as UPAs Sede e Petrolândia ainda não dispõem desse tipo de estrutura. Nessas duas unidades, quando os pacientes precisam fazer exames laboratoriais, apesar de a coleta poder ser feita nessas unidades, o material coletado ainda precisa ser encaminhado ao Hospital Municipal de Contagem (HMC) para análise, para, só então, após processamento dos dados, os resultados poderem ser compartilhados com a UPA de origem, dando condições de as equipes de saúde de prosseguirem com a assistência prestada. Com a implantação de um laboratório de análises clínicas nessas duas unidades, também será possível obter mais agilidade nos cuidados prestados nas UPAs Sede e Petrolândia.

O assessor técnico da Superintendência de Urgência e Emergência (Surg) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Alexandre Viana de Andrade, explica que pacientes e profissionais serão beneficiados pela medida. “Nos atendimentos de urgência e emergência, o tempo é muito precioso para direcionar a conduta clínica mais adequada e, muitas vezes, os profissionais precisam de exames de apoio para complementar o diagnóstico. Com o laboratório em todas as UPAs, o benefício é mútuo para pacientes e profissionais”, ressaltou. 

Data: 16/11/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Saiba mais sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade

Veja que tipos de atendimento de urgência e emergência são prestados em cada unidade

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) têm o objetivo de atender a urgências e emergências em saúde. Esses equipamentos funcionam 24 horas, sete dias por semana, em sistema de “porta aberta”. Quando uma pessoa é examinada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e é constatada a necessidade de um atendimento emergencial ou de maior complexidade, a UPA é a unidade que recebe o paciente. É para lá que também devem se dirigir as pessoas que precisam de atendimento de urgência.

O acolhimento dos pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento é feito conforme Protocolo de Manchester, sendo este padronizado em todo estado de Minas Gerais para que os atendimentos sejam priorizados de acordo com os níveis de risco que o paciente apresenta.

De forma prática, após o paciente passar pela recepção para fornecimento de dados e preenchimento da ficha, ele é direcionado ao acolhimento feito por profissional enfermeiro (a) que o acolhe, faz a avaliação clínica e, diante dos achados, procede com as orientações e encaminhamentos necessários.

O município de Contagem conta com cinco UPAs que, juntas, prestam uma média diária de mais de mil atendimentos de urgência e emergência e, mensalmente, mais de 31 mil atendimentos, explica o assessor técnico da Superintendência de Urgência e Emergência (Surg) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Alexandre Viana de Andrade.

Ao todo, de acordo com Alexandre, mais de 600 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e pessoal administrativo trabalham nos serviços de urgência e emergência, como as Upas e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). “Em relação ao ano passado, houve um aumento da resolutividade nas unidades, justificada por fatores como o aumento no número de atendimentos, a implantação da pesquisa de satisfação, a garantia de cumprimento de 100% das escalas multiprofissionais (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais), o aporte tecnológico, principalmente nas salas de urgência, além da retomada gradativa das manutenções prediais que trazem melhorias de infraestrutura”, afirma o assessor técnico.

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Desafios da UPA Ressaca na visão de servidores e pacientes

Comitiva da Secretaria de Saúde e Comissão da Câmara Municipal percorre unidade de pronto-atendimento

Representantes da prefeitura e da Câmara Municipal de Contagem visitaram a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Ressaca nesta segunda-feira (13) para conhecer a estrutura física do prédio, os fluxos de atendimento e para ouvir os pacientes.

O secretário Municipal de Saúde, Bruno Diniz, percorreu a UPA acompanhado de uma equipe da Secretaria de Saúde e da Comissão de Saúde da Câmara. Eles conversaram com profissionais e pessoas atendidas na unidade.

A UPA Ressaca registra uma média de 200 atendimentos ao dia e conta com dois clínicos, dois pediatras, um cirurgião e um médico horizontal, segundo o diretor da unidade, Gustavo Elias do Couto.

A função do médico horizontal é acompanhar a evolução do quadro clínico dos pacientes que estão na observação e na emergência e, se for necessário, auxiliar no atendimento aos usuários que estão na sala de espera. É o profissional que concentra todas as informações clínicas dos pacientes e tem capacidade de tomar decisões a partir de uma visão geral dos diagnósticos.

A técnica de enfermagem Monique Lourenço Carquejeiro Cabral foi uma das pessoas ouvidas durante a visita. “Trabalho aqui desde 2011. Pudemos perceber ao longo deste ano que o atendimento já não demora como demorava, os medicamentos não estão faltando tanto, a higienização e a limpeza melhoraram e temos tido acesso aos gestores”, afirma.

Avanços

Bruno Diniz destacou os avanços na UPA Ressaca desde o início do ano. “Diante da falta de profissionais, medicamentos e insumos que encontramos, contratamos mais pessoas e fizemos os reabastecimentos necessários. Melhoramos muito o serviço de limpeza e, consequentemente, as condições de higiene da unidade, bem como melhoramos a manutenção elétrica, hidráulica, de gases medicinais e predial dessa e das demais UPAs da cidade. Precisamos destacar também a contratação de dois pediatras. Não há mais reclamação na Ouvidoria sobre falta de atendimento pediátrico na unidade”, disse.

O secretário reafirmou o compromisso com a melhoria da prestação dos serviços na UPA Ressaca. “No próximo ano vamos implantar o raio-x digital e estamos finalizando a contratação de um software para implantar o prontuário eletrônico e possibilitar a gestão integrada com toda a rede. Vamos, ainda, com recursos próprios, fazer uma reforma adequada, buscando melhorar a utilização dos espaços da unidade e atender às especificações da Vigilância em Saúde. Há ainda muito o que fazer, mas estamos avançando”.

Data:14/11/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio Barbosa