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Armadilha contra a dengue apresenta resultados positivos

Ovitrampas contribuem no combate à proliferação do Aedes aegypti

Após a instalação das armadilhas que combatem a proliferação da dengue (ovitrampas), Contagem já registra os primeiros resultados positivos. Na Regional Industrial, região com alto índice de concentração de ovos, onde a equipe de Combate a Endemias visitou as casas, borrifou e recolheu os materiais que pudessem armazenar água, além disso instalaram as primeiras armadilhas. No ciclo seguinte as instalações, houve queda de 275% no número de ovos, mostrando a efetividade da ação. 

Há quatro meses esses equipamentos, ovitrampas, estão sendo utilizados com frequência em Contagem. A Regional serviu como base para os primeiros testes. Ao todo a região recebeu 56 armadilhas. Nas próximas semanas, as regionais Sede e Vargem das Flores irão receber 72 e 43 ovitrampas, respectivamente. A expectativa que em 2018, a ação alcance toda a cidade.

O projeto está sendo implementado em Contagem, pelo médico veterinário Marco Túlio de Oliveira, após quatro anos de estudos. As ovitrampas simulam um ambiente perfeito para a procriação do mosquito. “Um recipiente é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, os pesquisadores inserem uma palheta de madeira, que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos.  Cada armadilha atinge um raio de 200 metros”, ressaltou o médico veterinário.

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A Regional Industrial serviu como base para os primeiros testes

 O objetivo é atrair as fêmeas do mosquito para que coloquem os ovos na armadilha. O equipamento fica na residência por um período de sete dias, voltando a ser instalada após 15 dias. Pela quantidade de ovos, ou ausência deles, a prefeitura saberá se há fêmeas com foco no raio da armadilha. A cada semana, o material é enviado para um laboratório para conferência. “Com as ovitrampas, podemos controlar a dengue em todo o município”, concluiu Marco Túlio.

Colaboração 

Além dessa ação, já é senso comum que a única maneira de evitar os casos de dengue é impedindo a proliferação do Aedes aegypti. As práticas mais comuns para combater os focos são: evitar o armazenamento de água parada, limpar calhas e caixas d’água com frequência, evitar acúmulo de lixo e colocar areia nos pratos e vasos de flores. Essas são ações na qual a população é protagonista, ou seja, cabe a cada morador zelar pela sua residência, ou terreno.

Data: 14/12/2017

Repórter: Lucas Santos

Fotos: Fábio Silva

Contagem prepara plano para combater a dengue

Reuniu apresentou balanço do que vem sendo feito ao longo do ano e tratou de ações que serão executadas

Com a proximidade do verão e a chegada do período  chuvoso aumenta a preocupação com as arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela). Pensando em formas de lidar e combater essa questão, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria de Saúde, reuniu, nesta terça-feira (7), o comitê de combate as arboviroses. Na oportunidade, foram apresentadas as ações que estão sendo planejadas pela prefeitura e discutidas as que já estão sendo executadas. A expectativa é  que, na próxima semana, a prefeitura lance o Plano de Combate à Dengue. 

Entre as ações já executadas em 2017 está o programa ‘FaxinAção’.  A ação consiste em visitas aos imóveis, pelos agentes de combate a endemias, onde são inspecionados os locais e distribuídos materiais educativos para combater o Aedes Aegypti. Paralelamente, são recolhidos entulhos e outros objetos. Somente no primeiro semestre foram recolhidos, nas residências, mais de 1 tonelada de material que poderia se tornar foco para o mosquito.

Outra ação de destaque é o projeto ‘ovitrampas’, que consiste em colocar armadilhas com objetivo de monitorar a proliferação do Aedes Aegypti. O intuito é atrair as fêmeas do mosquito para que coloquem os ovos na armadilha. Com isso, traçar pontos da cidade que são focos do mosquito e intensificar as ações. O projeto foi iniciado na Regional Industrial com 54 armadilhas, a expectativa é que cerca de 500 ‘ovitrampas’ sejam implantadas em Contagem.

Papel da população

Contagem conta, atualmente, com 254 agentes, divididos nos oitos Distritos Sanitários de Saúde. Porém, o papel da população é fundamental para o trabalho deles. Segundos dados da Vigilância em Saúde de Contagem, cerca 38% dos ovos do mosquito são encontrados em barris e tambores, 23,8% em pratinhos e 15% em piscinas. O restante é encontrado em pneus, lixo e caixas d’ água. 

Com base nesses dados, o assessor técnico da Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, José Renato de Rezende Costa, faz um alerta. “A porcentagem de número de ovos encontrados em locais que a população poderia evitar é altíssimo. Por isso, a educação e informação ainda são as principais formas de evitar a proliferação”, disse.

Data: 08/11/2017

Repórter: Lucas Santos

Fotos: Fábio Silva

Projeto inovador no combate à dengue chega a Contagem

Armadilhas atraem fêmeas do mosquito Aedes aegypti facilitando o monitoramento

O intuito é atrair as fêmeas do mosquito para que coloquem os ovos na armadilha

 Sinval Correa da Silva, mora com sua esposa no bairro Industrial. Em 2016, os dois sofreram com a dengue, segundo ele “uma doença terrível”. Sinval e sua esposa fazem cotidianamente ações para evitar o acúmulo de água, uma vez que o mosquito deposita seus ovos em recipientes cheios do líquido. “Nós tentamos fazer nossa parte, mas às vezes a vizinhança não colabora”, concluiu.

Por ser uma referência na região, a casa de Sinval recebeu uma armadilha para combater a proliferação da dengue. O projeto “Ovitrampas”, implementado pela Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, consiste com colocar armadilhas com o objetivo de monitorar a proliferação do Aedes aegypti. “É uma atitude louvável da prefeitura para combater a dengue”, reforçou .

O intuito é atrair as fêmeas do mosquito para que coloquem os ovos na armadilha. O equipamento fica na residência por um período de sete dias, voltando a ser instalada após 15 dias. Pela quantidade de ovos, ou ausência deles, a prefeitura saberá se há fêmeas com foco no raio da armadilha. A cada semana, o material é enviado para um laboratório para conferência. 

A supervisora de Agentes de Endemias, Cíntia Fernanda, ressaltou que “caso a região seja foco, a Secretaria de Saúde poderá fazer uma ação mais incisiva na região”. Ela destaca que dessa forma a prefeitura terá um mapa dos focos no município. “Não adianta colocar a armadilha onde já sabemos que é foco de dengue”, revela Cíntia.

O Distrito de Saúde, da Regional Industrial, será piloto na cidade, sendo o primeiro a receber o projeto. Se a ação for um sucesso, será replicado em toda Contagem. A armadilha é composta por uma solução de água e capim colonião. Cada equipamento tem um alcance de 200 metros². 

 Contagem contra a Dengue

O projeto está sendo implementado em Contagem, pelo médico veterinário, Marco Túlio de Oliveira, após quatro anos de estudos. Belo Horizonte já realiza uma ação semelhante há mais de 10 anos. “O diferencial proposto em Contagem é usar essas armadilhas como carro chefe no controle do Aedes devido à sensibilidade da armadilha”, citou Marco Túlio. Em BH, são apenas contabilizados os dados, não há uma ação efetiva.

 

A ação foi aprovada pela Secretaria de Estado da Saúde que irá subsidiar o

Cada equipamento tem um alcance de 200 metros²s os dados, não há uma ação efetiva.

município com insumos necessários para implantação. A expectativa é que o Ovitrampas chegue a todos os cantos da cidade. “Até o final de setembro, as 488 armadilhas estarão implantadas nas oito regionais de Contagem”, reforçou o especialista.