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Pessoas com sintomas da dengue que têm condições clínicas especiais devem procurar atendimento nas UBS

Alteração no atendimento de pacientes do Grupo B de sintomatologia da dengue reduz riscos e aprimora qualidade da assistência

A Atenção Básica tem importante papel a cumprir na prevenção, atenção e controle das doenças, constituindo-se como porta de entrada preferencial do usuário ao Sistema Único de Saúde (SUS). As Unidades Básicas de Saúde (UBS), equipamentos de saúde que por definição são os mais próximos das comunidades, têm importante papel a cumprir como responsáveis pelo atendimento inicial no enfrentamento da dengue, chikungunya, zika e febre amarela, doenças conhecidas como arboviroses.

Pela primeira vez na história de Contagem, pessoas com sintomas de dengue com condições clínicas especiais (*), como hipertensão, diabetes, gestantes e crianças com menos de dois anos, que não apresentam sangramento e outros sinais de alarme, poderão ser atendidas no âmbito da Atenção Básica, sem precisar serem encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com o protocolo de risco e manejo de pessoas com sinais de dengue do Ministério da Saúde (MS), os pacientes que apresentam essas condições são classificados no Grupo B de sintomatologia da dengue.

Até o ano passado, todos os pacientes com suspeita de dengue classificados no Grupo B precisavam ser direcionados às UPAs. O motivo é que o nível de atenção primária à saúde, no qual se situam as UBSs, não estava suficientemente estruturado para realizar esse tipo de atendimento, que costuma demandar que os pacientes fiquem em observação enquanto recebem hidratação, oral ou venosa, ou que aguardem até a liberação de resultados de exames.

Agora, a Atenção Básica está em processo de estruturação para acolher esse tipo de paciente, realizando exames como hemograma e contagem de plaquetas, ofertando condições infraestruturais para esse tipo de atendimento e avaliando os usuários não só clinicamente, mas também laboratorialmente.

Para isso, todos os cerca de 150 médicos, 150 enfermeiros e 350 técnicos de enfermagem da Atenção Básica do município estão passando por capacitações para o atendimento de pessoas com sinais de dengue. Os aproximadamente 450 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) do município, por sua vez, estão sendo orientados a encaminhar os casos suspeitos de arboviroses às UBSs e a atuar junto aos domicílios, informando aos seus moradores sobre as arboviroses, seus sinais, sintomas e riscos de agravamento.

As ações assistenciais da rede SUS/Contagem também estão sendo reorganizadas, de forma que todas as equipes da Atenção Básica realizem o atendimento inicial para dengue, com avaliação de risco e a vigilância do usuário, seja através do acompanhamento dos doentes na residência, seja por meio da detecção de casos em visitas domiciliares e, quando necessário, com o referenciamento para serviços de urgência ou unidades de observação. O objetivo é reduzir os riscos para os pacientes e melhorar a qualidade da assistência ao usuário, ao mesmo tempo em que as UPAs são desafogadas.

A referência técnica do setor de Doenças e Agravos Transmissíveis (DAT) da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Maria Viegas, explica que a medida possibilitará que os pacientes do Grupo B sejam acompanhados, se necessário, pela mesma equipe que realizou o primeiro atendimento, ao passo que, se atendidos em uma UPA, esses pacientes seriam acompanhados por equipes de plantonistas, cujos integrantes podem variar.

“As pessoas das equipes de plantão que fariam esse acompanhamento, caso ele seja preciso, não seriam necessariamente as mesmas. A possibilidade de o acompanhamento ser feito por uma mesma equipe viabiliza um acompanhamento longitudinal, no qual um mesmo avaliador pode acompanhar a pessoa ao longo do tempo. Com isso, o acompanhamento dos pacientes ganha em qualidade. Além disso, nas UPAs, o histórico do atendimento dos pacientes é registrado em fichas de atendimento, mas, se o atendimento é feito no âmbito da Atenção Básica, o histórico é todo registrado nos prontuários, o que possibilita o resgate das informações. Tudo isso melhora a qualidade da assistência ofertada”, afirma a referência técnica do DAT.

(*) Condições clínicas especiais e/ou risco social ou comorbidades: lactentes (menores de dois anos), gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares graves, diabetes mellitus, DPCO, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme), doença renal crônica, doença ácido péptica e doenças autoimunes. Esses pacientes podem apresentar evolução desfavorável e devem ter acompanhamento diferenciado, e a partir de agora esse acompanhamento pode ser feito em UBSs.

Plano de Enfretamento das Arboviroses reforça importância da identificação de sinais de alarme

O Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika) 2018/2019 é um documento elaborado pelo Comitê de Arboviroses da SMS, composto pela Vigilância em Saúde (Epidemiologia, Zoonoses e Vigilância Sanitária e em Saúde Ambiental) em conjunto com setores da Saúde como Atenção Básica, Urgência e Emergência, SAMU, Laboratório Central, Apoio Diagnóstico, Assistência Farmacêutica e Complexo Hospitalar. De acordo com o documento, o número de casos de dengue com sinais de alarme e graves identificados é muito pequeno, o que aponta para a importância da realização de exames clínicos iniciais para a identificação e atendimento de casos suspeitos de arboviroses.

“O diagnóstico se inicia no atendimento dos casos e na verificação atenta dos sinais e sintomas, que irão fornecer subsídios para uma correta suspeição e definição das próximas medidas, inclusive de contenção da infestação do vetor. Desta forma, no atendimento de pacientes suspeitos de viroses, há que se pensar em todas as arboviroses e nas diferenças existentes entre as definições de casos suspeitos para cada uma delas. Além disso, no caso de suspeita de febres hemorrágicas, não se pode descartar a possibilidade de outras doenças infecciosas como leptospirose, febre maculosa e leishmaniose. O diagnóstico laboratorial confirmatório é fundamental, mas o manejo do paciente não pode depender dele, assim a identificação de sinais de alarme é fundamental para a imediata implantação das medidas necessárias”, reforça o texto do Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika) 2018/2019.

Classificação de risco e manejo de pessoas com sinais de dengue do Ministério da Saúde

A classificação do Ministério da Saúde engloba os casos menos graves e sem sinais de alarme, enquadrados nos Grupos A (sem sangramento espontâneo ou induzido, sem condições especiais, sem risco social e sem comorbidades) e B (com sangramento de pele, espontâneo ou induzido ou condição clínica especial, ou risco social, ou comorbidades), e os casos mais graves, enquadrados nos Grupos C (presença de algum sinal de alarme, manifestação hemorrágica presente ou ausente) e D (com sinais de choque; hemorragia grave; disfunção grave de órgãos; manifestação hemorrágica presente ou ausente). Em Contagem, a partir deste ano, os Grupos A e B passam a receber atendimento nas UBSs, com hidratação nas próprias unidades dos casos do Grupo A e B.

 

Repórter: Carolina Brauer 

Foto: Adelcio Ramos Barbosa 

Data: 21/02/2019

 

Centro Materno Infantil cada vez mais estruturado para a função de Hospital Amigo da Criança

Complexo Hospitalar de Contagem é avaliado por representantes do Ministério da Saúde, que apontam avanços em relação à última visita, em 2015

O Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus está recebendo a visita de duas representantes do Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), para avaliação da Maternidade Municipal de Contagem no que diz respeito às diretrizes da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o IHAC tem o objetivo de incentivar o aleitamento materno e reduzir os índices de mortalidade infantil.

Os critérios avaliados baseiam-se na Portaria nº 1.153, de 22/5/2014, que institui a IHAC como estratégia de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à saúde integral da criança e da mulher no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Os Hospitais Amigos da Criança recebem incrementos financeiros para os procedimentos de assistência ao parto e atendimento ao recém-nascido em sala de parto.

O parecer para a manutenção da habilitação em Contagem não será emitido na visita. Porém, no julgamento da presidente da Comissão de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, o hospital foi bem avaliado. “A visita épositiva. Elas nos parabenizaram por muitas coisas que são feitas aqui. Evidentemente, teremos que melhoraralgumas. Mas a avaliação foi muito positiva. A IHAC é um selo de qualidade que vai mostrar para a comunidade e para a as mãe que o CMI é um centro de excelência, onde elas podem contar com boas práticas no parto e nascimento, oferta e orientações sobre aleitamento materno”, afirma Kátia. Ela é enfermeira neonatologista, integrante de várias comissões no CMI e plantonista no CTI neonatal.

Ela destaca que a maternidade tem como norma e compromisso seguir o acordo mundial da Unicef/OMS de 1992 e o parecer jurídico do MS nº 62/1994, de não receber nenhuma doação, gratificação ou ajuda financeira que venha da indústria de leites infantis artificiais (fórmulas lácteas), mamadeiras e chupetas, entre outras normas similares. “Também garantimos a permanência da mãe e do pai junto ao recém-nascido 24 horas por dia na unidade neonatal, com livre acesso a ambos, ou, na falta desses, ao responsável legal pela criança”, aponta Kátia.

A avaliação ocorre no momento em que o CMI vem aumentando a capacidade de atendimento. Em 2017 foram feitos 3.838 partos, 629 a mais que em 2016 (3.209 procedimentos). De janeiro a setembro de 2018 foram 3.639 partos. Também está sendo registrada uma evolução na capacidade de atendimento nas linhas de cuidado em neonatologia e pediátricos/Saúde da Criança: as 97 vagas ofertadas em 2017 aumentaram para 187, crescimento de cerca de 92%.

O IHAC tem o objetivo de incentivar o aleitamento materno e reduzir os índices de mortalidade infantil

O IHAC tem o objetivo de incentivar o aleitamento

materno e reduzir os índices de mortalidade infantil

Redução da mortalidade

Estudos científicos apontam que o aleitamento materno é o principal responsável pela redução da morbidade e a mortalidade infantil. Em função disso, a OMS e a Unicef idealizaram a IHAC em 1990, para apoiar, proteger e promover o aleitamento materno por meio de normas e rotinas que o incentivem. “A IHAC busca reduzir a morbimortalidade infantilbaseado no fato de que bebês que mamam no peitoexclusivamente durante seis meses têm menos chance de ter doenças, alergias e de morrer antes de completar um ano de idade. Além disso, com o aleitamento materno a mãe tem melhorias na saúde, com menos risco de morte e de sangramento ou hipotonia (diminuição do tônus muscular)”, complementa Kátia.

Por determinação da Portaria nº 1.153, a avaliação presencial dos Hospitais Amigos da Criança devem ocorrer a cada três anos. A última no CMI tinha sido feita em 2015. “Na ocasião fomos aprovados em todos os passos, só precisamos ter mais cuidado com a questão do contato pele a pele na sala de parto”, ressalta Kátia.

Na avaliação deste ano o resultado não foi diferente. “Todos os dez passos estão sendo atendidos. Evidentemente, sempre há o que melhorar. O Cuidado Amigo da Mulher foi muito elogiado pelas avaliadoras. A gente teve uma menção honrosa neste sentido. Muitas instituições têm dificuldade de manter essas práticas”,afirma a presidente da Comissão de Aleitamento Materno do CMI.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Data: 18/12/2018

Saúde do Homem é tema para ser tratado permanentemente

Homens não costumam procurar pelas unidades de saúde antes do adoecimento, mas esse comportamento pode favorecer mortes por cânceres, como o câncer de próstata, uma das principais causas de falecimento masculino entre homens com mais de 40 anos. O urologista é o profissional indicado para esse tipo de demanda. Em Contagem, CCE Iria Diniz oferta mais de 500 consultas mensais com esse especialista

O Novembro Azul, campanha que chama a atenção para a saúde do homem, já acabou, mas falar sobre a prevenção da saúde masculina deve ser uma atitude permanente: os homens costumam procurar as unidades de saúde somente quando enfermidades que poderiam ser prevenidas ou tratadas já se agravaram. É preciso que haja uma mudança de comportamento dos homens, para que frequentem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e se cuidem mais.

“A consulta do homem na UBS é importante para que possam ser feitos exames que detectem doenças antes que estejam em estágios avançados”, reforça a superintendente de Atenção à Saúde (SAS), Diana Barbosa. O encaminhamento ao urologista, quando necessário, pode fazer a diferença entre vida e morte masculina. No Brasil, segundo o Inca/Ministério da Saúde (MS), um homem morre a cada 38 minutos por causa do câncer de próstata. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que tem como principal função, juntamente com outras glândulas, produzir o esperma, e é o urologista o especialista que define junto ao paciente a melhor modalidade de tratamento caso um tumor na próstata seja detectado, de acordo com as características de cada pessoa.

Em Contagem, são ofertadas aproximadamente 560 consultas mensais com urologista no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz, uma média de 140 consultas por semana. O equipamento conta com três urologistas. Um deles é o médico Carlos Fabricio Sousa de Almeida, que na semana passada concedeu entrevista ao Portal da Prefeitura de Contagem sobre o câncer de próstata (disponível AQUI ).

Homens morrem mais, diz Fiocruz

Pesquisa divulgada pela Fiocruz em 2010 revelou que “dentre as situações que mais matam o homem, até os 40 anos, estão as causas externas (violência, agressões e acidentes de trânsito/trabalho). Depois dos 40 anos, em primeiro lugar estão as doenças do coração e, em segundo, os cânceres, principalmente do aparelho respiratório e da próstata. A cada três pessoas que morrem no Brasil, duas são homens”.

Essa mesma pesquisa divulgou resultados de um levantamento feito com sociedades médicas brasileiras, antropólogos, psicólogos e integrantes de conselhos de secretários de saúde, aproximadamente 250 pessoas, que apontou que os homens não costumam frequentar os consultórios médicos (resumo dos resultados disponível AQUI  ).

Atenção, homens: sempre é tempo de se cuidar! Procure uma UBS e se informe sobre prevenção e promoção da saúde do homem!

Mutirão de vasectomia foi estendido até dezembro

Em julho deste ano, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deu início a um mutirão de vasectomias. A vasectomia é um método contraceptivo masculino que consiste na realização de uma pequena cirurgia feita com anestesia local, sem necessidade de internação, para que o homem não possa mais gerar filhos e evite a gravidez feminina. Normalmente, são ofertadas cerca de 40 cirurgias de vasectomia e, com o mutirão, houve um incremento de mais 40 procedimentos, totalizando a abertura de 80 agendas mensais. Inicialmente, a ideia era de manter o mutirão até o mês de setembro, mas a gestão decidiu estendê-lo até dezembro. Ao final da ação, terão sido ofertadas aproximadamente 480 cirurgias de vasectomia.

UBS é a porta de entrada para o acesso à vasectomia

Os homens interessados em fazer a vasectomia devem procurar a UBS em que são referenciados e passar pela reunião de planejamento familiar, um grupo de orientação que ocorre periodicamente nas unidades de saúde, para que dúvidas possam ser tiradas e esclarecimentos possam ser feitos. Posteriormente, é feito o encaminhamento ao urologista. Em matéria publicada no Portal da Prefeitura de Contagem em agosto deste ano, o médico urologista Arley Valle Soares, um dos médicos urologistas do CCE iria Diniz, apresentou informações sobre o procedimento, inclusive sobre mitos que costumam acompanhá-lo (clique AQUI e veja a matéria).

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 12/12/2018

Ei, você que é jovem: procure uma unidade de saúde para se vacinar contra a Febre Amarela

Adolescentes de 10 a 19 anos representam mais de 80% das pessoas que têm indicação mas ainda não se vacinaram contra a doença, que pode matar. Risco de contrair Febre Amarela aumenta com a intensificação das chuvas e o calor intenso

Com o verão chegando, aumenta muito o risco de contração de doenças transmitidas por mosquitos, como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. No caso da Febre Amarela, é possível se proteger não somente eliminando focos de postura de ovos de mosquitos, interrompendo a cadeia de transmissão dessas doenças, mas também com a vacinação, que é feita gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em suas manifestações graves, a Febre Amarela pode ser letal.

A vacina contra a Febre Amarela segue sendo disponibilizada nas salas de vacina de Contagem, assim como aconteceu durante todo o ano (clique AQUI e veja os endereços). A indicação para a vacinação contra Febre Amarela, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), são as pessoas que têm entre 09 meses e 59 anos de idade.

O horário de funcionamento das salas de vacina é das 8h30 às 16h30. É necessário apresentar o documento de identidade e o cartão de vacinação. Cabe ressaltar que, se o cidadão tiver qualquer tipo de problema de saúde, deve informar ao profissional de saúde.

Em Contagem, a cobertura vacinal acumulada (2007 – 2018) relativa à Febre Amarela é de 84,20%, com 516.811 doses aplicadas nesse período. A meta do Ministério da Saúde é de 95%. A assessora técnica da Central de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda Elisa Ferreira de Almeida, explica que a grande procura pela vacina contra a Febre Amarela aconteceu somente no período em que a situação esteve crítica, mas que com a diminuição dos casos notificados, a busca pela vacina diminuiu.

“Nesta época do ano, com a chegada do período das chuvas e o calor intenso, é muito importante que todos os que têm indicação estejam vacinados contra a Febre Amarela. É fundamental que quem ainda não se vacinou procure uma unidade de saúde, principalmente os adolescentes, que representam mais de 80% das pessoas que têm indicação e ainda não se vacinaram contra a doença. Hoje, temos uma estimativa de que cerca de 129 mil pessoas em Contagem ainda não se vacinaram contra a Febre Amarela e, dessas, pelo menos 110 mil são adolescentes com idades entre 10 e 19 anos. Vale lembrar que quem já tomou uma dose já está protegido, por isso é tão importante guardar o cartão de vacinas, mesmo os adultos”, adverte a técnica.

 
Repórter: Carolina Brauer
Foto: Divulgação
Data: 12/12/2018

Vamos falar sobre o câncer de próstata?

O Novembro Azul, campanha que chama a atenção para a saúde do homem, já acabou. Mas falar sobre a prevenção do câncer de próstata deve ser uma atitude permanente. Afinal, no Brasil, segundo o Inca/Ministério da Saúde (MS), um homem morre a cada 38 minutos por causa dessa doença. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que tem como principal função, juntamente com outras glândulas, produzir o esperma.

Quem nunca ouviu falar sobre campanhas de saúde que estabelecem cores para alguns meses do ano, com o objetivo de difundir informações, derrubar preconceitos e prevenir doenças? Ao longo dos anos, sobretudo a partir da década de 1990, sociedades médicas, pacientes e organizações da sociedade civil mundo afora vieram difundindo campanhas que relacionam cores para os meses do ano com o objetivo de informar, quebrar preconceitos e ampliar a prevenção de doenças. No mês passado, o Novembro Azul chamou a atenção para câncer de próstata, um dos tipos mais comuns entre os homens, de acordo com o Ministério da Saúde (MS).

O mês de novembro acabou, mas é muito importante seguir com a conscientização sobre câncer de próstata, doença que, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca)/MS, dados de 2017, mata um homem a cada 38 minutos no Brasil.

Em Contagem, assim como em toda a rede pública de saúde do Brasil, para se informar sobre a doença e fazer exames de detecção, se necessário, o homem deve primeiramente passar por uma consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS), principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), onde são solicitados diversos exames, dentre eles o PSA, quando o homem completa 50 anos de idade. Em casos de histórico familiar da doença, essa prevenção inicia-se aos 45 anos. O médico da UBS é quem faz o encaminhamento para o exame de prevenção do câncer de próstata a um dos especialistas do CCE Iria Diniz. Sempre que for à consulta com o urologista, o paciente já deve ter em mãos o resultado do seu PSA.

Para falar sobre os problemas que essa pequena glândula, localizada próxima à bexiga e ao intestino pode causar, o médico urologista Carlos Fabricio Sousa de Almeida, que atua no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz desde o ano 2006, traz informações o câncer de próstata, incluindo formas sobre sua detecção, o que pode permitir a recuperação precoce dos pacientes e salvar vidas.

O especialista reforça que o diagnóstico precoce é a melhor arma contra esse tipo de doença. “Com um simples exame de sangue e um rápido e indolor exame de toque, podemos evitar muito sofrimento e a perda de muitas vidas”, atesta o médico.

Confira a entrevista:

O que é próstata? Onde ela está localizada? Só os homens possuem próstata?

É uma glândula que só está presente nos homens e tem a forma de uma noz, localiza-se abaixo da bexiga, em frente ao reto, e engloba a uretra.

Há fatores de risco ou comportamentos que podem favorecer o câncer de próstata?

A hereditariedade é o principal fator de risco. Quem tem parentes próximos com a doença tem maior risco de vir a desenvolvê-la. Fatores como a raça negra e alimentação rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas também estão relacionados com maior incidência do câncer de próstata.

O que acontece com a próstata quando ela é afetada pelo câncer?

Primeiramente, surgem nódulos no interior da glândula, que podem se expandir e invadir estruturas próximas, como as vesículas seminais, bexiga e reto. Entretanto, o maior problema é que antes que isso aconteça, células tumorais caem na corrente sanguínea e são levadas para diversas estruturas e órgãos distantes, como ossos, fígado e cérebro.

Existem sinais ou sintomas que podem indicar que a pessoa esteja com câncer de próstata?

Este é o maior problema que enfrentamos. Em sua fase inicial, justamente quando o câncer de próstata pode ser adequadamente tratado e curado, ele não costuma apresentar sintomas. Os sintomas surgem apenas quando a doença já se espalhou e, então, torna-se muito difícil controlá-la. Sintomas como sensação de urina presa, jato urinário fraco e levantar-se muitas vezes à noite para urinar, na maioria dos casos, estão relacionados com o aumento benigno da próstata, a hiperplasia prostática, e não com o câncer. Por isso, a detecção precoce é fundamental.

Existe algum perfil ou grupo populacional que tenha indicação de realizar exames de detecção?

O exame de prevenção do câncer de próstata deve ser realizado por todos os homens a partir dos 50 anos de idade e ser repetido anualmente. Homens que têm parentes próximos com esta doença devem iniciar a prevenção aos 45 anos de vida.

Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata? Há métodos diferentes para cada tipo de pessoa?

O diagnóstico é feito através de um exame de sangue que se chama PSA ou antígeno prostático específico, que costuma estar elevado nos casos de doenças da próstata, dentre eles o câncer, e também através do exame de toque prostático, em que o médico consegue palpar irregularidades e diferenças na textura da próstata. Se houver alteração no conjunto desses exames, é indicada então a biópsia da próstata, que consiste em se retirar vários fragmentos da glândula. É um exame realizado pelo reto, guiado por ultrassonografia. É só a biópsia que pode confirmar a presença das células malignas na próstata.

Caso o câncer de próstata seja detectado, quais são os próximos passos?

Caso o tumor seja detectado, ou seja, confirmado pela biópsia, o urologista define junto com o paciente a melhor modalidade de tratamento, de acordo com as características de cada pessoa. Na atualidade, os pacientes são encaminhados à Comissão Municipal de Oncologia, que é o órgão que distribui os pacientes entre as diversas instituições vinculadas ao SUS, como por exemplo o Hospital da Baleia e o Instituto Mario Penna. O tratamento é completamente gratuito no SUS.

Qual ou quais são os tratamentos para o câncer de próstata? Nesses tratamentos, a próstata é extraída do corpo ou é “somente” tratada?

O tratamento depende de até onde a doença se espalhou. Se for um tumor localizado, ou seja, só dentro da glândula prostática, a cirurgia para a retirada de toda a próstata e das vesículas seminais é a melhor opção. Em casos onde os riscos anestésico e cirúrgico são muito altos, não se retira a próstata e, nesses casos, opta-se pela radioterapia, que consiste na destruição por radiação das células tumorais. A radioterapia também é indicada nos casos em que a doença já saiu da próstata mas não acometeu órgãos distantes. E quando a doença encontra-se em fase avançada, ou seja, quando já se espalhou para outras estruturas como ossos, fígado ou cérebro, as chamadas metástases, a melhor opção passa a ser a hormonioterapia e, então, a quimioterapia.

Em um ranking de neoplasias malignas que matam homens, o câncer de próstata ocupa qual posição?

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente no homem e só perde para o câncer de pele. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que teremos mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata neste ano. Todo ano, morrem cerca de 13 mil  homens devido à doença.

Ter câncer de próstata pode afetar a capacidade de homens terem ereções ou trazer outros problemas relacionados a atividades sexuais? A retirada da próstata afeta as funções sexuais dos homens?

O câncer de próstata não costuma afetar a função sexual na sua fase inicial, só mesmo quando ele avança. Tanto a cirurgia quanto a radioterapia para o tratamento da doença podem afetar a capacidade do homem em obter ereção. Mas não em todos os casos, depende muito de como era a ereção anteriormente ao tratamento e, também, da técnica operatória e da precisão dos aparelhos de radioterapia. Entretanto, existem diversas formas de se recuperar esta função, seja com medicamentos orais ou locais e até mesmo com o implante de próteses.

Sobre os tabus em torno da doença: é comum que os homens não procurem por um médico para realização do exame de próstata por causa de percepções que associem a realização do exame à problematização da opção sexual?

Sempre houve uma resistência por parte dos homens ao exame de toque retal. Entretanto, percebemos que este tabu tem sido quebrado ao longo dos tempos. Trata-se de um exame muito rápido e indolor e muitos homens estão mais conscientes da importância do diagnóstico precoce da doença. Homens: previnam-se!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 05/12/2018

Contagem atinge meta de vacinação de 95% das crianças contra a Poliomielite e o Sarampo

Mais de 30 mil crianças foram imunizadas contra essas doenças. Atuação dos servidores foi fundamental para o alcance da meta

Após as ações de prorrogação e intensificação da vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo, o município de Contagem atingiu a meta do Ministério da Saúde (MS) de vacinar 95% do público-alvo da campanha, composto por crianças com idades entre 1 e 4 anos, 11 meses e 29 dias. Ao todo, mais de 30 mil doses foram aplicadas no município. A consecução da meta só foi possível graças a iniciativas da gestão que ampliaram as oportunidades de vacinação das crianças e ao envolvimento dos trabalhadores envolvidos nessas iniciativas.

No decorrer da campanha, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu diversas ações para que o percentual estipulado como meta fosse alcançado, como garantir que todas as salas de vacinação estivessem preparadas para aplicar as vacinas e fazer com algumas salas de vacina, localizadas em pontos estratégicos, estivessem abertas até às 20h por um determinado período. Uma parceria entre as secretarias de Saúde (SMS) e de Educação (Seduc) possibilitou ainda a vacinação de crianças em Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei), creches conveniadas e anexos de Educação Infantil, cerca de 50 escolas, ao todo.

A campanha, que aconteceu em nível nacional, chegou a ser prorrogada por duas vezes, para que cidades e estados Brasil afora pudessem atingir a meta. De acordo com o MS, atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo, nos estado de Roraima e Amazonas, com os casos confirmados da doença estando relacionados a um vírus que circula na Venezuela e foi que “importado”.

Esses surtos acontecem apesar dos esforços das autoridades sanitárias para a erradicação da pólio e do sarampo: no Brasil, as campanhas contra poliomielite foram iniciadas em 1980, e as campanhas contra o sarampo, em 1995. Conforme o MS afirma, o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989. O sarampo continuou persistente em terras brasileiras, mas, em 2016, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo.

Em julho deste ano, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBIm) e Infectologia (SBI) divulgaram um manifesto no qual assinalam que “a manutenção da população protegida, através das elevadas coberturas vacinais, é fundamental para manter o país livre da pólio, e as baixas coberturas vacinais, registradas nos últimos anos em nosso país, podem colocar em risco todo o esforço de nosso Programa Nacional de Imunizações”.

A campanha nacional acabou, mas a vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo segue sendo possível nas salas de vacinação de Contagem. Os que ainda não vacinaram seus filhos devem procurar por uma das 51 salas disponíveis no município (clique AQUI para ver os endereços), para que esses imunizantes sejam aplicados e para que a caderneta de vacinação seja atualizada. As cadernetas dos adultos também devem estar em dia e ser atualizadas.

Tomar as vacinas é um ato de cuidado consigo mesmo, com os próprios filhos e com a comunidade em geral. Vacine-se, prevenindo doenças evitáveis e ajudando a fazer com que doenças erradicadas não voltem a aparecer!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio Ramos Barbosa

Data: 09/10/2018

CCE Iria Diniz na luta contra o câncer de mama

Aniversário de um ano do Flores do Iria será uma das ações de encerramento do Outubro Rosa

O Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz iniciou as comemorações pelo Outubro Rosa, campanha de conscientização promovida ao longo do mês de outubro, em todo o país, que tem como objetivo alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção do câncer de mama e de colo do útero. O fechamento da ação será a comemoração de um ano do Flores do Iria.

A programação acontece durante todo o mês de outubro, com ginástica laboral, aferição de pressão, palestra com mastologistas e ginecologistas. “A equipe técnica organizou com todo carinho uma programação para esse mês que é voltado para prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero”, destacou a gestora do CCE Iria Diniz, Aliny Vasconcelos.

Flores do Iria

O Flores do Iria, inaugurado em 31 de outubro do ano passado, integra em um só ambulatório os serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama e as consultas de pré-natal de alto risco e com mastologistas de pacientes encaminhados pelas unidades de saúde de Contagem.

Os critérios para encaminhamento baseiam-se nos protocolos de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde (MS), com retornos agendados no próprio ambulatório.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Divulgação

Data: 05/10/2018

No Setembro Amarelo, saiba mais sobre a Rede de Atenção Psicossocial em Contagem

Vencer na vida é viver! Acredite: o melhor ainda está por vir!

O “Setembro Amarelo”, campanha que tem como objetivo conscientizar a sociedade quanto à importância da prevenção do suicídio, é uma oportunidade para falar também sobre a importância dos equipamentos públicos ligados à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A RAPS é uma estratégia de organização de saúde pública para atender a pessoas que apresentam transtornos mentais, desde os mais simples aos mais complexos e graves.

Um levantamento divulgado em 2017 pelo Ministério da Saúde (MS) revelou que nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) que integra a Política Nacional de Saúde Mental, o risco de suicídio é reduzido em até 14%. A pesquisa do MS apontou também que os serviços de assistência psicossocial têm papel fundamental na prevenção do suicídio (clique AQUI para saber mais)

Atualmente, Contagem dispõe de quatro CAPS, unidades voltadas para o atendimento dos casos de crise em saúde mental. Desses, um é voltado ao tratamento do abuso de álcool e drogas (CAPS/AD), outro é destinado a crianças e adolescentes (CAPSi) e os outros dois demais são CAPS modalidade Tipo III (atendimento de pacientes adultos).

A rede de CAPS de Contagem atende, em média, 300 pessoas, entre atendimentos diários e semanais. O atendimento aos pacientes divide-se em ambulatorial/emergencial, permanência/dia (passa o dia no CAPS e volta para casa à noite) e intensivo (casos mais graves, com internação no local até que o quadro evolua positivamente).

Já a Política Nacional de Saúde Mental compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país, com o objetivo de organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental. Essa política abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais, como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e transtorno obsessivo-compulsivo, incluindo aquelas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas (álcool, cocaína, crack e outras drogas).

Abertos 24 horas

Os CAPS são serviços de saúde que funcionam em sistema de porta aberta, e a população pode buscá-los sem precisar passar antes pelo acolhimento feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), porta de entrada preferencial para o Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, os encaminhamentos aos CAPS são feitos também pelos profissionais das UBSs. O funcionamento dos CAPS de Contagem, com exceção do CAPS-i, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19h, é 24 horas.

Para os que não estão em crise, os encaminhamentos às equipes NASF via Unidades Básicas de Saúde

A lógica de funcionamento do CAPS está relacionada às urgências e casos em que há risco para o paciente e para terceiros e aos agravamentos de questões relacionadas à depressão e à saúde mental. Para os casos crônicos ou que necessitam de acompanhamento contínuo, contudo, o acesso a especialidades como psicologia, assistência social e terapia ocupacional pode se dar por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), principal porta de entrada do SUS, via Núcleo Ampliado à Saúde da Família (NASF) e Equipe Intermediária.

Em Contagem, atualmente existem 12 equipes de NASF. “Todas as equipes NASF de Contagem contam com psicólogo, assistente social e terapeuta ocupacional”, afirma o assessor dos Núcleos de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Willy Moreira Batista Simões.

Além das equipes de NASF, estão sendo constituídas oito equipes intermediárias (uma em cada distrito sanitário), para suporte especializado às Equipes de Saúde da Família e aos NASFs, uma em cada distrito sanitário da cidade, totalizando oito equipes.

Ainda é preciso salientar que, na atual gestão, as atividades do Centro de Convivência Horizontes Abertos, no bairro Santa Cruz, estão sendo ampliadas. “O Centro de Convivência é um espaço fundamental para a RAPS do município, para complemento do tratamento oferecido aos pacientes que receberam alta nos CAPS no sentido de promover a reabilitação psicossocial”, explica Willy Simões.

Veja os endereços dos CAPS de Contagem

CAPS Eldorado: rua Madre Margherita Fontanaroza, 106, Eldorado
CAPS Sede: rua Felisbino Pinto Moreira, 199, Praia
CAPS AD: rua Sevilha, 110, Santa Cruz
CAPS-i: rua Urucuri, 130, Novo Eldorado

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 13/09/2018

Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo chega à reta final

Meta de vacinação não foi atendida. Imunização seguirá podendo ser feita nas salas de vacina

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo, que começou no dia 6 de agosto, vai chegando ao fim com cobertura vacinal abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde (MS), de 95% de imunização das crianças entre um ano e menos de cinco anos. No município, a campanha encerra-se hoje, quarta-feira (29), por causa dos pontos facultativos que ocorrem nesta semana (quinta e sexta-feira, 30 e 31/8), em que Contagem comemora 107 anos. Contudo, a vacinação segue podendo ser feita na semana que vem, quando as Unidades Básicas de Saúde (UBS) retornam às atividades.

De acordo com o MS, até a última sexta-feira (24), a Campanha Nacional havia conseguido imunizar 62% do público-alvo da campanha. Em Contagem, até a sexta-passada (24), a cobertura vacinal alcançada havia atingido percentuais similares, com 61,15% de imunização contra pólio (19.375 doses aplicadas) e 60,27% de imunização contra sarampo (19.098 doses aplicadas).

A campanha tem por objetivos vacinar quem nunca tomou essas vacinas, completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as vacinas e dar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente. “Até o encerramento da campanha, todas as unidades estarão vacinando, e após o encerramento, também, mantendo a atualização de cartão de vacinas para crianças e adultos”, reforça a assessoria da Central de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fernanda Elisa Ferreira de Almeida. O município dispõe de 51 salas de vacinação, abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30 (clique
AQUI para ver os endereços).

“Fake News” sobre saúde

A área da saúde tem sido prejudicada com a disseminação de notícias falsas por aplicativos usados em telefones celulares e por redes sociais, fenômeno conhecido como “Fake News”. Há todo tipo de inverdades circulando por aí, de informações sem respaldo científico sobre supostos tratamentos milagrosos para doenças graves, como o câncer, a afirmações sobre vacinas serem prejudiciais à saúde, o que gera insegurança e possibilita o retorno de doenças já erradicadas no país.

Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde (MS) acaba de disponibilizar um canal de comunicação exclusivo para verificação da veracidade de textos e informações sobre saúde que circulam em redes sociais. Qualquer cidadão brasileiro poderá adicionar gratuitamente no celular o WhatsApp do Ministério da Saúde, (61) 9.9289-4640, que servirá exclusivamente para verificar com os profissionais de saúde nas áreas técnicas da Pasta se um texto ou imagem que circula nas redes sociais é verdadeiro ou falso. Ou seja, trata-se de um canal exclusivo e oficial para desmascarar as notícias falsas e certificar as verdadeiras, frisa o MS. “A partir dos recebimentos das mensagens, o conteúdo será apurado junto às áreas técnicas do órgão é devolvido ao cidadão com um carimbo que informa se é Fake News ou não. Dessa maneira, será possível compartilhar a informação de forma segura. As notícias analisadas pela equipe também estarão disponíveis no Portal Saúde, no endereço saude.gov.br/fakenews , e nos perfis do Ministério da Saúde nas redes sociais”, diz a publicação sobre o assunto feita pelo MS em 27/8/2018.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 29/08/2018

Maternidade de Contagem promove primeiro “Mamaço” na Praça Iria Diniz

Na ocasião, mães e pais poderão aproveitar para vacinar seus filhos contra o sarampo e a poliomielite no posto volante instalado no CCE Iria Diniz

A prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promove no próximo sábado (18), das 9h às 12h, na praça Iria Diniz, uma ação de incentivo ao aleitamento materno para sensibilizar a população quanto à importância da amamentação.

Será o primeiro Mamaço do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a Maternidade de Contagem, quando um grupo de mães se reunirá para amamentar seus bebês em público.

Para participar, basta que as mães compareçam à praça com seus bebês, para que sejam amamentados no seio materno. A iniciativa ocorre no contexto do “Agosto Dourado”, instituído pela a Lei nº 13.435/2017, que estabelece agosto como o Mês do Aleitamento Materno. São esperadas dezenas de mães e seus bebês.

Na mesma oportunidade, mães, pais ou responsáveis também poderão aproveitar para levar as crianças de um ano a menos de cinco anos para receber as vacinas contra sarampo e poliomielite no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz: é que especialmente no próximo sábado (18), das 8h às 17h, Dia D da mobilização nacional da Campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo, será possível levar as crianças para tomar as vacinas no CCE Iria Diniz.

A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, estará presente ao Mamaço para uma roda de conversa sobre a importância da amamentação. “O aleitamento materno é a primeira vacina que o recém-nascido recebe na sua vida. Para o bebê, o leite materno é um alimento completo e que age como uma verdadeira vacina. O colostro é a primeira imunização após o nascimento, imuniza os bebês protegendo contra doenças. O bebê recebe os anticorpos maternos e é colonizado com as bactérias protetoras que a mãe tem em seu organismo”, adianta Kátia.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

O MS e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida. Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida. “Amamentar logo após o nascimento, na primeira hora, é muito importante para a mãe e para o bebê porque essa atitude protege mais o bebê contra doenças e ajuda a mulher a ter leite mais rapidamente e nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragias. É um ato que salva vidas”, completa Kátia.

 

Já atualizou seus dados na Unidade Básica de Saúde?

É através do seu contato telefônico que a equipe de saúde comunica o agendamento de consultas, exames e cirurgias marcadas. Se o seu telefone não estiver atualizado no seu cadastro, que fica na sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, isso pode prejudicar o contato para que você seja avisado. Por isso, manter o cadastro atualizado na UBS é fundamental.

Procure a sua UBS e atualize seus dados! A renovação cadastral é prática e rápida.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 15/08/2018