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Estrutura que ajuda a superar a fragilidade da vida

Prematuros como Yuri conseguem sobreviver com a ajuda dos profissionais e equipamentos do Centro Materno Infantil

Yuri é um pequeno guerreiro que nasceu em 8 de julho na Maternidade de Contagem. O pequenino é um prematuro que veio ao mundo quando sua mãe, Lidiane Sales de Souza, estava com apenas 23 semanas e seis dias de gestação, ou cerca de cinco meses de gravidez. Ele pesava apenas 500 gramas. Desde então, Yuri está no CTI neonatal do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus e vem enfrentando muitas complicações, como infecções, hemorragias e dificuldades para respirar.

Se o bebê não tivesse nascido antes do tempo, Lidiane completaria quarenta semanas de gestação na próxima segunda. Se o quadro de Yuri continuar evoluindo bem, a previsão é que o garoto receba alta  em um mês.

Com um pouco mais de dois quilos, ele já tem 110 dias de vida e vem vencendo todas as batalhas pela vida, uma a uma. Tanto que é considerado pelos profissionais do CTI o menor prematuro que sobreviveu e que não apresenta sequelas graves aparentes que já passou por aquela ala.

As vitórias cotidianas de Yuri e de outros pequenos e pequenas guerreiras que lutam pela vida no CTI neonatal do CMI são possíveis também por causa dos cuidados oferecidos por toda a equipe de profissionais aos prematuros, além dos equipamentos do setor. 

Para seguirem em frente, Yuri e outros pequenos precisam de acesso a cuidados muito específicos de suporte à vida, disponíveis na Unidade de Cuidados Progressivos Neonatal do Complexo Hospitalar, que compreende o CTI Neonatal, UCI Neonatal e a ala Canguru. Essa unidade, que funcionava no Hospital Municipal, foi transferida no fim de julho para o terceiro andar do CMI, que estava fechado desde a inauguração da maternidade, no ano passado. Ao capacidade da unidade agora é de 50 leitos.

Apoio

A mãe de Yuri, de 29 anos, estava desempregada quando ele nasceu. Ela, que vai ao hospital para ver o filho e volta para casa todos os dias, diz que já teve um aborto e que conta consigo mesma e o apoio da família para segurar toda essa barra. O pai da criança, segundo consta, não está junto a ela e ao filho nesta batalha diária.

Lidiane relata que nesses quase quatro meses de CTI viu crianças chegando e recebendo alta, mas que também viu crianças que terminavam sua jornada neste mundo lá mesmo, no CTI, sem nem mesmo conhecer o mundo lá fora. E para conseguir passar com firmeza e esperança por momentos de melhora, estabilidade e piora dos bebês precisou manter a positividade diante das dificuldades.

“No primeiro mês dele aqui ele estava estável. Depois, veio a notícia da infecção, que atacou os órgãos mais nobres, como coração. A saturação (quantidade de oxigênio no sangue) caía. Nesse momento eu achei que não fosse dar certo. Os médicos avisaram que, quando eu voltasse, ele poderia não estar mais vivo. Mas eu voltei, e ele tinha melhorado. Agora, ele está respirando praticamente sozinho”, testemunha a mãe, já acostumada aos jargões do dia a dia do CTI. Quando tiver mais condições de respirar sem a ajuda de aparelhos, será o momento de aprender a sugar, quando estará muito próximo de ir para casa.

CTI neonatal conta com infraestrutura e equipe gabaritada

A pediatra, neonatologista e intensivista Aurora Maria Fernandes de Souza Fachi é uma das médicas da equipe que vem acompanhando o desenvolvimento do pequeno Yuri. Para ela, ver as vitórias obtidas por esses pequenos grandes seres humanos ajuda a enfrentar as dificuldades e derrotas que também fazem parte do cotidiano de um CTI neonatal. 

“Para nós, é um orgulho muito grande ver o Yuri quase indo para casa”, afirma Aurora. Feitos incríveis como a capacidade de luta do pequeno Yuri devem-se a diversos fatores, como o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, o acesso a equipes de saúde e aos equipamentos necessários e à instituição na Constituição Federal de 1988 de um sistema público universal, integral, equânime e gratuito, como o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. “É também uma vitória da mãe, com toda a sua tranquilidade e força, e do próprio bebê, com sua resistência”, completa a médica. “É preciso ter fé. E acreditar em Deus”, finaliza a mãe.

 Data: 27/10/2017

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Elvira Angel

Recorde de nascimentos na maternidade de Contagem

Setembro registra a maior quantidade de partos (352) já ocorrida em um mês no Centro Materno Infantil (CMI)

De janeiro a setembro de 2017, 2.763 contagenses estrearam no mundo nas instalações do CMI

Nicole e Nicolas são dois bebês que nasceram na maternidade de Contagem no dia 3 de outubro. A chegada ao mundo dessas duas crianças soma-se ao despertar para a vida dos 2.763 contagenses nascidos no Centro Materno-Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus desde o início do ano até o fim do mês passado.

A mãe da Nicole, Nivia Cristina da Silva, mora em Contagem, mas nasceu em Belo Horizonte, assim como o primeiro filho dela, irmão da Nicole. Nivia conta que já tinha ouvido falar do CMI, por intermédio de amigas que já conheciam a maternidade. “Elas falaram bem daqui. Eu achei o espaço físico e o atendimento muito bons e confirmei as expectativas positivas”, diz Nivia.

A mãe do Nicolas, Jordânia Michele da Costa Pires, é contagense, bem como o primogênito dela, irmão do Nicolas. Mesmo atualmente morando em Esmeraldas, conta que fez questão de vir ter seu bebê no CMI de Contagem. “Meu primeiro filho nasceu na estrutura antiga da maternidade, quando ela ainda funcionava nos fundos do Hospital Municipal. Eu já gostava da maternidade naquela época, mas, em termos de estrutura, melhorou 100% em relação ao que era. Vim para cá porque sou apaixonada por esse hospital”, assegura Jordânia.

“O CMI está cumprindo o papel que lhe foi preconizado, que é o de atender à população de Contagem e microrregião (composta também pelos municípios de Ibirité e Sarzedo). Temos também registrado o atendimento de mulheres vindas de cidades como Ribeirão das Neves, Esmeraldas, Betim e até Belo Horizonte. A maternidade está se firmando como uma referência em saúde materno-infantil na região”, afirma a gestora da maternidade de Contagem, Cristiane Rosalina Oliveira Pereira.

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   Setembro de flores e de recorde na maternidade

O mês de setembro marca a chegada da primavera, muito associada ao florescimento da vida. E para o CMI, que no mês passado registrou 352 partos, setembro é também o mês em que mais um marco na história da maternidade de Contagem foi firmado, assinalando a maior quantidade de partos mensais já ocorrida no período que vai do início de janeiro de 2016 ao fim de setembro de 2017, como mostra o gráfico ao lado. O recorde de setembro, de 352 nascimentos, superou aquele que havia sido estabelecido em maio de 2017, de 342 partos.

Também quando é considerado o período desde que a maternidade de Contagem passou a funcionar em sua nova estrutura física, em junho do ano passado, os números não deixam dúvidas: o total de partos feitos em setembro deste ano é a maior quantidade de nascimentos já registrada em um mês.

 Data: 05/10/2017

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Atendimento pediátrico que faz a diferença e salva vidas

Após correr atrás de uma pipa e sofrer queimaduras, garoto recebe rápida assistência na pediatria e já pode voltar para casa

Robert e o primo Samuel foram salvos graças ao trabalho feito no Complexo Hospitalar de Contagem

O que era para ser uma inocente brincadeira de criança quase virou tragédia. Mas, com a ajuda do atendimento prestado pela pediatria da rede SUS/Contagem, a história de um garoto que correu atrás de uma pipa, mas que acabou se tornando vítima de queimaduras nas pernas e nos pés ganhou um final de superação, após mais de 30 dias de internação na pediatria do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC).

Robert Victor, um jovem de 12 anos que, como outros de sua idade, gosta de soltar papagaio, foi passear na casa de parentes, na região de Vargem das Flores, em um domingo de sol, no dia 30 de julho deste ano. Na companhia de um primo, de oito anos, viu uma pipa tremulando no ar e correu para pegá-la. Quando ele e o primo começaram a descer um barranco na direção do papagaio, perceberam que algo estava errado. Sem querer, acabaram caindo em uma vala de queima de alho. “Aí, a gente perdeu o chinelo. As cascas de alho ali, todas queimando. A gente foi afundando. Queimou aqui, ó (mostra as pernas e os pés). Em que eu pensei? Em dor. Doía muito. Deus, me ajuda!”, relata o menino.

Robert, que teve 10% do corpo queimado e queimaduras de terceiro grau (profundas), foi admitido na pediatria do CHC no dia 30/7. Entre os muitos procedimentos pelos quais o menino passou, o monitoramento constante de sinais vitais, transfusão sanguínea e colocação de enxerto. Após permanecer por mais de um mês se recuperando no hospital e passar por procedimentos muito dolorosos, que necessitaram até de sedação, como a troca de curativos e a retirada de pedaços de pele morta, o menino pôde finalmente receber alta, no dia 1º de setembro. O rápido atendimento hospitalar que recebeu foi importante para seu processo de recuperação.

De acordo com o coordenador da Cirurgia Plástica do CHC, Marcelo Pereira, as primeiras 48 horas são decisivas no tratamento de pessoas queimadas. “A pele é o órgão de defesa e proteção do organismo que, entre outras funções, regula a temperatura corporal. Com as queimaduras mais sérias, os mecanismos de regulação podem entrar em colapso. Nesses casos, são necessários cuidados intensivos e esses pacientes precisam ser, imediatamente, encaminhados ao hospital”, explica o médico.

Depois do incidente, Robert e seu primo, Samuel, foram levados por familiares até a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) Vargem das Flores e, ainda no domingo, 30/7, foram transferidos para a ala pediátrica do CHC, que antes funcionava nas instalações do Hospital Municipal de Contagem e que, desde o início do mês de agosto, foi deslocada para o terceiro andar do Centro Materno-Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. 

Robert fez questão de agradecer a cada um dos profissionais que o ajudaram na recuperação

 Graças aos investimentos feitos pela Prefeitura de Contagem em todo o Complexo Hospitalar, de mais de R$ 2 milhões, a capacidade da unidade saltou de 44 para 171 leitos, um aumento de quase 400%. Agora, os cuidados com a saúde da mulher e da criança estão concentrados em um só local, capaz de oferecer muito mais estrutura e qualidade de atendimento em saúde materno-infantil.

Já nas novas instalações da pediatria do Complexo Hospitalar, Robert, em meio ao enfadonho comum às internações hospitalares longas, passava o tempo alternando entre brincar no tablet e assistir tevê. “Aqui tem até televisão! ”, ressalta ele. “Lá na pediatria antiga era um quartinho, com um vidro assim, e um banheiro. Era feio. Aqui, é mais bonito. É tudo legal”, diz o jovem Robert, lembrando-se de citar, nominalmente, muitos dos profissionais de saúde que o atenderam durante o tempo em que esteve internado no hospital. “O que eu tenho a dizer a eles é isso: muito obrigado”, resume o garoto. “A equipe de cirurgia plástica do Complexo Hospitalar faz tudo o que está ao alcance, com o maior carinho”, agradece o médico Marcelo Pereira. “Agora, ele precisa fazer um acompanhamento durante um ano”, frisa o médico.

O primo de Robert, Samuel, foi o primeiro a receber alta, cerca de uma semana antes. Na sexta-feira (1º), quando Robert, finalmente, recebeu alta, já sabia o que mais queria fazer quando chegasse em casa: “Eu vou fazer a surpresa para o meu irmão, o aniversário dele é hoje. E depois eu vou dormir. E ver meus filmes”.

Data: 04/09/2017

Repórter: Carolina Brauer

 Fotos: Adelcio Barbosa/ Elvira Angel

Emergência pediátrica começa a atender a pacientes de zero a 13 anos

Em de 20 dias de funcionamento, média de atendimento já é de 80 crianças durante o dia e 40 à noite

Pronto atendimento pediátrico de urgência e emergência do Centro Materno-Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus já atendeu a centenas de crianças desde que foi inaugurado

O pronto atendimento pediátrico de urgência e emergência do Centro Materno-Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus já atendeu a centenas de crianças desde que foi inaugurado, no dia 7 de agosto. Uma média de 80 crianças vem sendo atendidas no período do dia, e, à noite, uma média de 40.

Em cada plantão, três pediatras, dois enfermeiros e cinco técnicos de enfermagem trabalham para oferecer atendimento de qualidade a crianças de zero a 13 anos. Se necessário, também é possível contar com neurologista, cirurgião geral, cirurgião plástico e ortopedista, 24 horas ao dia.

A estrutura do pronto atendimento infantil do CMI conta com uma sala de classificação de risco, dois consultórios médicos, uma sala de inalação para até três crianças por vez, um leito de emergência, nove leitos de observação e sete leitos de medicação.

Layanne Gabriela Gonçalves da Silva aprovou o atendimento

Na primeira semana de funcionamento do pronto atendimento pediátrico, Layanne Gabriela Gonçalves da Silva trouxe à emergência do CMI o filho, de um ano e nove meses, que estava com febre alta. Na opinião dela, a urgência infantil da maternidade está funcionando satisfatoriamente. “Achei bom. Cheguei aqui às 14h. Às 15h20 já havia sido atendida e agora estou só aguardando o resultado de alguns exames”, disse, na sala de espera. 

Maternidade completa é entregue à população

A primeira quinzena de agosto deste ano também ficou marcada com a abertura do terceiro andar da maternidade, que passa a abrigar o Centro de Terapia Intensiva (CTI) Neonatal, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Neonatal Canguru e a Pediatria do Complexo Hospitalar. Até então, desde a inauguração do CMI, no ano passado, o terceiro andar nunca havia chegado a funcionar. A partir de agora, a atual gestão entrega à população uma maternidade com 100% de sua capacidade em funcionamento.

A capacidade do CMI saltou de 44 para 171 leitos, um aumento de quase 400%. Ao todo, em sete meses de governo, foram investidos pela atual gestão cerca de R$ 3 milhões no Complexo Hospitalar de Contagem, que engloba a maternidade e o Hospital Municipal de Contagem (HMC). Todo esse investimento vem fazendo com que o CMI vá se firmando como referência na saúde materno-infantil. “Em termos de saúde materno-infantil, a população de Contagem não precisa ir mais para Belo Horizonte”, afirma o secretário de Saúde de Contagem, Bruno Diniz.

 Data: 25/08/2017

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Adelcio Barbosa / Elvira Angel

Melhor maternidade pública de Minas é entregue à população

Com investimentos de R$ 3 milhões atual gestão inaugura o pronto atendimento infantil e o 3º andar do Centro Materno-infantil (CMI)

Investimento possibilitou o funcionamento integral do CMI, que se transforma numa referência na saúde da mulher e da criança

O dia sete de agosto entra para a história de Contagem como o dia em que o Centro Materno-infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus foi entregue à população com 100% de sua capacidade em funcionamento. Nessa data, em evento marcado pela emoção, com auditório e saguão lotados, cerca de 200 pessoas participaram da cerimônia de abertura do pronto atendimento pediátrico do CMI, que irá atender, em ambiente adequado,  a casos de urgência e emergência de crianças de zero a 13 anos.

A cerimônia marcou também a abertura oficial do terceiro andar da maternidade, que se encontrava fechada desde que o CMI foi inaugurado, no ano passado, e só passou a funcionar nos últimos dias. Após vultosos investimentos da atual gestão, a ala pediátrica do Complexo Hospitalar, que funcionava no Hospital Municipal (HMC), foi transferida para o terceiro andar do CMI. A capacidade da unidade saltou de 44 para 171 leitos, um aumento de quase 400%. A integração dos cuidados em saúde voltados à mulher e à criança em um só local e todo esse investimento vêm fazendo com que o CMI vá se firmando como referência na saúde materno-infantil.

O prefeito Alex de Freitas destacou que, no ano passado, apenas 25% da maternidade estava em funcionamento. “O limite da vida é a morte. Porém, enquanto houver esperança, não faltarão recursos para salvar vidas no CMI, a melhor maternidade pública de Minas Gerais. Cada pequeno contagense que nascer aqui será do tamanho dos seus sonhos. Estamos de portas abertas não só para receber os moradores de Contagem, porque todas as mães e pais, pobres ou ricos, são bem-vindos aqui. O futuro da nossa cidade nasce aqui”, afirmou o prefeito.

Maternidade passa a ser referência em serviço público

Unidade 

A maternidade passa a contar com nove leitos de pronto atendimento pediátrico, 34 de pediatria, dez de UTI pediátrica, 20 de UTI Neonatal, 20 de UCI Neonatal, dez de UCI Canguru e seis salas de pré-parto, parto e puerpério (PPP). Além disso, serão 62 leitos de alojamento conjunto.

Para que a unidade passasse a funcionar com capacidade máxima, foi preciso consertar todo o sistema de ar condicionado e de aquecimento de água da maternidade, bem como construir uma central de gases medicinais. Também foram feitos investimentos na aquisição de equipamentos, insumos e em reformas estruturais. Além disso, mais servidores foram contratados. Ao todo, em sete meses de governo, foram investidos cerca de R$ 3 milhões no Complexo Hospitalar de Contagem, que engloba a maternidade e o HMC.

Depoimentos 

O vice-prefeito Willian Barreiro afirmou que é uma satisfação enorme retornar à maternidade e encontrá-la funcionando em sua capacidade plena depois de, quase um ano atrás, ter denunciado durante a campanha de 2016 a falta de estrutura, de equipamentos e de mão de obra do CMI. “É um orgulho fazer parte desta gestão e perceber que, agora, os servidores e as pessoas atendidas possuem mais esperança nos olhos”, avaliou.

O secretário de Saúde, Bruno Diniz, reiterou que o fato de o CMI funcionar com 100% de sua capacidade irá beneficiar não somente a população de Contagem, atualmente em torno de 700 mil pessoas, segundo o IBGE. “A população de Contagem e da microrregião, formada por quase um milhão de pessoas, não terá mais necessidade de buscar atendimento materno-infantil em outra cidade. Estamos conseguindo avanços que não ocorreram nos últimos 20 anos”, disse.  

Para o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Francisco de Assis Figueiredo, os dilemas enfrentados por Contagem representam os desafios a serem superados em todo o Brasil, que envolvem não só escassez de recursos, como também a necessidade de aprimoramento da gestão. “Quando assumimos o Ministério da Saúde, para nossa surpresa, vimos que muitas das habilitações de Contagem poderiam ter sido feitas há dois anos. Liberamos, então, R$ 17 milhões em habilitações para o município. O desafio de Contagem é o desafio do Brasil”, afirmou.

A promotora de Justiça da Comarca de Contagem Giovanna Carone Nucci Ferreir lembrou que à atual administração deve ser conferido o mérito pela estruturação do CMI, em um contexto no qual o fechamento de maternidades assombra a população em cidades próximas. “Em Betim (MG), no ano passado, houve a possibilidade do fechamento da maternidade. Isso (todo o trabalho de reestruturação do CMI) é mérito da gestão”, asseverou.

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Contagem, vereador Wellington Ortopedista, destacou que  além da abertura do pronto atendimento infantil e do terceiro andar da maternidade, a atual gestão também merece créditos por bancar os custos de operação de toda a estrutura: “Custear todo mês tudo isso é o mais difícil. Parabéns ao prefeito”, disse. O presidente da Câmara, Daniel Carvalho, comentou sobre a importância dos leitos de CTI do pronto-socorro reabertos nesse ano. “Já devem ter salvado muitas vidas”, disse.  

Também estiveram presentes diversas autoridades, como deputados estaduais e federais, secretários de saúde de diversos municípios, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Contagem, e membros da Academia. Além deles, servidores da saúde e usuários do SUS, além do senhor Mário Braz da Luz, integrante da Comunidade dos Arturos e irmão de Juventina Paula de Jesus, parteira que durante a vida ajudou a trazer ao mundo muitos contagenses e que dá nome ao CMI.

Data: 07/08/2017

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Adelcio Ramos / Fábio Silva