Posts com a Tag ‘Humanização’

Mazinho há 12 anos escrevendo histórias no volante

O funcionário Oldemar Anelio Magalhães, ou somente Mazinho é aquele profissional que todos gostariam de ter por perto. Sorridente, ele iniciou sua trajetória na Secretaria Municipal de Saúde, em 2004, quando realizou o concurso e assumiu como condutor no ano de 2006, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU.

Nesse período, já demonstrava o potencial que tinha na parte de mecânica automotiva. Em seguida, a partir do ano de 2008 foi convidado para assumir a área de Gestão Operacional, onde atualmente contribui e muito com seu trabalho.

Mazinho vivenciou muitas histórias durante esse tempo. Teve ao seu lado, pessoas que o incentivaram a buscar conhecimento. “ Tive momentos felizes com o trabalho, conquistas de metas, mas também tristes, como a perda de motoristas que estavam debaixo da minha gestão”, relata.

Ainda conforme Mazinho, hoje existe um desafio grande em atender a demanda da saúde, por ser uma área que necessita de mais atenção e que precisa estar disponível vinte e quatro horas do dia. “ Graças a Deus temos conseguido fazer um bom trabalho”, disse.

Perguntado sobre o que mais motiva, ele foi enfático ao dizer que a dedicação é a palavra-chave. “ Dedicação é uma palavra que eu uso e compartilho com meus comandados, pois tudo que fazemos com dedicação, traz excelentes resultados”, concluiu.

 

Repórter: Jaiderson Henrique (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Adelcio Ramos Barbosa

Data: 17/12/2018

Enfermeira de Contagem cria projeto que humaniza saúde

O projeto que ajuda pacientes idosos a se lembrarem de tomar os remédios nos horários certos chamou a atenção do Programa da Rede Globo “É de Casa”

A enfermeira servidora da Prefeitura de Contagem, Ana Flávia Carvalho, há um ano, está mudando a vida dos usuários da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila São Paulo, Região Industrial. Ela criou potes de remédios para orientar os pacientes sobre o horário certo para tomar os medicamentos.

Ana percebeu que seus pacientes idosos tinham dificuldades em lembrar os horários dos remédios. “Lembrei que na faculdade eu tinha feito uns potinhos, pedi minha mãe que faz artesanato para fazer uns potes que iriam ajudá-los a organizar os remédios”. O pote dos remédios da manhã é decorado com um sol , da hora do almoço tem um pratinho e o da noite, uma lua.

O projeto chamou atenção do programa “É de Casa”, da Rede Globo, e da apresentadora Cissa Guimarães. No final de novembro, Cissa foi até a UBS Vila São Paulo conhecer o projeto. Visivelmente emocionada ela destacou que, “cada potinho desses é o amor dela e de sua mãe (pelos pacientes) que estou sentindo em meu coração”.

Mãos talentosas

Ana Flávia contou com o apoio do talento de dona Conceição Carvalho. Mesmo morando em Ponte Nova, cerca de 180 km de Contagem, a mãe de Ana já fez mais de 400 potes. O material básico é garrafa pet, EVA, miçangas, entre outros.

Conceição fez um pedido à Ana Flávia que mudou a vida delas. “Tinha pedido a minha filha para divulgar o projeto na internet, para inspirar outras pessoas”, contou. O projeto repercutiu e a inspiração foi imensa, outras Unidades de Saúde de Contagem e de outros estados querem repetir o projeto.

Com materiais simples e muito carinho, dona Conceição dedica um pouco de seu tempo em mudar a vida de, até então, “desconhecidos”. Cissa Guimarães aproveitou a oportunidade para promover o encontro entre Conceição e os pacientes da filha.

Dona Terezinha França, moradora da Vila São Paulo, está entre as pessoas ajudadas pelo projeto. Terezinha não escondeu a gratidão: “meu irmão toma muitos remédios, devido à idade, ele sempre confundia os horários, agora não mais”.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Fábio Silva

Data: 17/12/2018

Tragédias, redenções, solidariedade e humanização no cotidiano do SAMU Contagem

Trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da cidade, heróis anônimos do cotidiano, lidam com situações extremas, de desastres a resgates e, também, de realizações de sonhos. Como o desejo de um garotinho de apenas quatro anos de ganhar um carrinho de aniversário prometido pela avó, uma senhora em processo de metástase e com severas dificuldades financeiras que foi transportada pelo Samu até o Hospital da Baleia no dia 29/11, mesma data em um ônibus despencou em um viaduto de Contagem, no qual 22 pessoas se feriram, algumas gravemente. E o final da história é surpreendente

Nesses tempos de moedura de sonhos, em que funcionários que deveriam promover a segurança de alunos pequenos ateiam fogo nas crianças, assassinando-as em plena escola, um cachorro é morto cruelmente por um funcionário de uma grande rede de supermercados porque estava “incomodando clientes” e é soado o alarme da volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU, porque cerca de cinco milhões de pessoas estão enfrentando o flagelo da fome, há ainda histórias que fortalecem a crença de que existe esperança na humanidade.

Como a história do menino Lucas, de apenas quatro anos, que sonhava em ganhar de aniversário um carrinho de controle remoto, vermelho, em um embrulho igualmente vermelho, que acabou sendo presenteado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Contagem. O acontecimento se deu após profissionais do SAMU terem prestado socorro a avó do garoto, que está em processo de metástase e passando por dificuldades financeiras.

Marta, avó do menino Lucas, é uma senhora de 63 anos, moradora do centro de Contagem, que no dia 29/11, por volta das 16h, aguardava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Petrolândia pelo veículo de Unidade de Suporte Básico (USB) do SAMU Contagem para ser transportada até o Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. É que ela sofre de um câncer de pulmão, fígado e intestino que está se espalhando pelo corpo dela, a chamada metástase, e o Hospital da Baleia é uma referência em atendimento oncológico em Minas Gerais. O tratamento de Marta está sendo feito pela rede pública de saúde brasileira: de acordo com dados do Hospital da Baleia (2017), 85% dos atendimentos prestados pela instituição são feitos via Sistema Único de Saúde (SUS); UPAs e SAMUs são equipamentos 100% SUS.

Quando a equipe do SAMU Contagem composta pelos técnicos de enfermagem Ricardo Souto e Antônio Domingues e pelo condutor Rodrigo Anacleto chegou à UPA para levar Marta a BH, o pequeno Lucas aguardava pela avó junto a seus pais do lado de fora da unidade, pois a família queria vê-la, pois ela estava em uma ala da UPA cujas visitas não são permitidas, antes que ela fosse transferida para Belo Horizonte.

O técnico de enfermagem Antônio Domingues conta que a família de Marta pediu para que a equipe esperasse por um instante, para que tivessem a oportunidade de estar com ela por pelo menos cinco minutos, despedindo-se antes que ela se fosse. Não que ela estivesse prestes a morrer, mas porque na ala do Hospital da Baleia para a qual ela estava sendo levada também não são permitidos acompanhantes.

“A distância entre a UPA Petrolândia e o Hospital da Baleia é grande. Com quadro de desidratação, a senhora começou a chorar e a contar sua história. Disse que havia trabalhado muito, mas que não conseguira dinheiro para pagar as contas e comprar comida. Disse também que tinha medo de morrer antes de poder presentear seu neto com o carrinho pedido por ele para o dia do aniversário dele, a ser comemorado no sábado seguinte, dia 1/12”, conta Antônio Domingues.

Nesse ponto, Ricardo Souto, o outro técnico da equipe, completa: “Marta, se você permitir, a equipe vai comprar um carrinho para o pequeno Lucas e entregá-lo na casa dele. Estaremos nós, desta mesma equipe, de plantão daqui a sete dias, e nessa data poderemos levar o brinquedo para o garoto”, relata Antônio. “Isso aí”, arrematou Rodrigo Anacleto.

Marta, enfim, foi transportada até BH. Com o serviço cumprido, a equipe seguiu seu trabalho, que é de muitos atendimentos por dia, repletos de momentos em que o limiar entre vida e morte é tênue. O curioso é que horas antes desse atendimento, por volta das 9h30 do mesmo dia 29/11, a mesma equipe participou dos trabalhos de resgate de um grave acidente de ônibus que aconteceu em Contagem, no qual 22 pessoas se feriram, algumas gravemente.

O ciclo de vida e morte que rege o seguir do tempo envolve criação e destruição, caos e criatividade, e os trabalhadores do SAMU sabem muito bem disso. Para lidar com um dia a dia que apresentam situações que levam as pessoas “do céu ao inferno” diuturnamente e em um ritmo alucinante, é preciso ter nervos de aço. E também muita humanidade no coração. É preciso, muitas vezes, manter-se incólume diante das situações, para não sucumbir.

Mas a história de Marta calou fundo o coração daqueles profissionais que cotidianamente lidam com todos os ciclos que envolvem existência e o significado de humanidade. E na primeira oportunidade que tiveram, os integrantes da equipe que a atendeu, muito sensibilizados, solicitaram autorização à coordenadora de Enfermagem do SAMU Contagem, Flávia Freitas, comprar uma cesta básica e o tão sonhado carrinho para aquela família. Flávia prontamente concordou com a ideia da equipe. “Fiquei muito orgulhosa deles, que derem um bom exemplo de solidariedade e humanização do atendimento”, disse Flávia.

Missão planejada, missão cumprida: uma semana depois, no dia do plantão em que a mesma equipe formada por Ricardo Souto, Antônio Domingues e Rodrigo Anacleto foi escalada, os três foram até a casa do garoto Lucas, para lhe presentear com o tão sonhado carrinho. Ah, sim: de controle remoto, vermelho e entregue em um embrulho também vermelho. E para a surpresa de todos, lá também estava ela, Marta, que recebeu em mãos a cesta básica.

Antônio Domingues, com a voz embargada, conta como foi aquele incrível momento: “A primeira coisa que o netinho de Marta fez foi vir correndo para me dar um abraço, sem palavras. A avó de Lucas, da mesma forma, caiu em prantos de alegria sem nada dizer. Para mim, também faltam palavras para exprimir a emoção que tive naquele momento. Tenho 18 anos de experiência nesse ramo e já vi muita tragédia e muita maravilha. Acredito que enquanto o ser humano tiver essa disposição, esse ímpeto de ajudar o próximo, haverá esperança”, profetiza o técnico de enfermagem. Cabe ressaltar que Antônio diz que tem 18 cachorros, todos resgatados da rua, e que teria mais outros 18, se tivesse condições.

O diretor do SAMU Contagem, Hudson Douglas Ferreira da Silva, arremata este pequeno grande exemplo de como os super-heróis existem de verdade, são bem humanos e podem estar próximos a nós: “O maior benefício de se praticar a bondade nem vai para quem a recebe, mas para quem a faz. O SAMU é isso: todos os dias, em todos os momentos, estamos de prontidão para promovermos o bem o máximo possível”.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 07/12/2018

Simpatia e atenção nos corredores do Complexo Hospitalar de Contagem

Servidora hoje é Referência do Grupo de Trabalho de Humanização ajudando a todos que cruzam o seu caminho

Difícil encontrar um exemplo de dedicação e amor ao que faz maior que o demonstrado por Rejane Braga no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC). Trabalhando no hospital antes mesmo de sua inauguração, Rejane Luzia Fernandes Braga hoje é Referência do Grupo de Trabalho de Humanização. Mas o cargo pouco importa. Todos a conhecem pela presteza em ajudar e pela simpatia nos corredores do CHC.

Com seu jeito todo especial, Rejane consegue conquistar a todos. “Bom dia, doutor mais lindo do hospital!” sai com tanta espontaneidade que ninguém duvida da sinceridade de suas palavras. “Aos poucos, a gente vai conquistando as pessoas, mesmo as mais fechadas. Nosso ambiente é muito doloroso, mas um cartaz, uma cor, um sorriso conseguem alegrá-lo”, afirma. Vindo de alguém que perdeu a mãe e o marido, além de colegas, no local em que trabalha, essas palavras ganham um significado ainda mais especial.

Uma semana antes da inauguração do hospital, em agosto de 2003, Rejane já estava à disposição para preparar o local, recebendo as camas, as macas, separando as chaves e recepcionando os funcionários, novos e remanescentes do Hospital Monte Cristo. “A gente fazia de tudo”, relembra Rejane, que antes era secretária no Pronto Socorro Geraldo Pinto Vieira.

Na época, o Ministério da Saúde havia criado a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS, e coube a Rejane fazer sua implantação no Hospital Municipal, junto com a psicóloga Cynthia Marchesotti. O programa determina uma série de ações com a participação coletiva de gestores, trabalhadores e pacientes, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho e atenção ao usuário da rede hospitalar.

Entre as atividades desenvolvidas pela equipe de Humanização no CHC estão o Projeto Adote um Leito, em que pessoas apadrinham pacientes para dar atenção e carinho, Ginástica Laboral, Escalda Pés (massagem nos pés para os funcionários), Visita Aberta, eleição do funcionário destaque, rodas de conversa, confraternização, comemorações de datas especiais, como Dia dos Pais, das Mães, Natal e Semana da Enfermagem, pesquisas de satisfação, encontros com grupos religiosos, visita de voluntários como os grupos de palhaços e serviço de corte de cabelo, brinquedoteca, valorização da Saúde do Trabalhador, entre tantos outros.

Rejane, de 56 anos e moradora das Quintas do Jacuba, mantém um amplo arquivo de fotos com essas atividades, não consegue apontar uma ação preferida e lamenta a falta de tempo para pôr em prática todas as ideias que tem. “O que me satisfaz é quando consigo realizar um atendimento com sucesso. Às vezes, alguém vem me agradecer por algo que eu nem me lembro mais o que era”, conta a funcionária, que trabalhou como efetiva até 2017 e, depois de se aposentar, voltou ao Hospital como contratada. “Nada é difícil. Temos é que tentar” é a frase que resume não só o pensamento, mas as atitudes de Rejane, que esbanja atenção e carinho nos corredores do Complexo Hospitalar de Contagem.

 

Repórter: Eugênio Moreira

Foto: Eugênio Moreira

Data: 25/09/2018

Gestão apresenta retrospectiva de 2017 no Complexo Hospitalar

Cerca de dois mil servidores participam de ação que apresenta um balanço do que foi feito e do que está previsto

O ano de 2017 foi um dos mais importantes na história do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), que abrange o Hospital Municipal José Lucas Filho (HMC) e  0 Centro Materno- Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. 

Após cerca de quase R$ 6 milhões investidos no abastecimento e melhorias no parque tecnológico, reestruturações em processos e em escalas e a implementação de uma filosofia que busca humanizar ambientes, adequando-os à legislação e oferecendo mais conforto a pacientes e trabalhadores, os problemas do hospital estão sendo enfrentados e o CHC, que vivia uma situação de sucateamento em janeiro de 2017,  se encontra bem mais  reestrurado atualmente.

Para comemorar os bons índices, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), oferece, entre os dias 13 e 15 dezembro, um café para todos os servidores do complexo. O objetivo é apresentar uma retrospectiva de 2017 no complexo, fazendo uma exposição da situação encontrada pela atual gestão há 12 meses, do que foi feito desde então e do que está por vir.

Durante esses três dias,  cerca de dois mil servidores que trabalham no complexo,  entre eles médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem  e pessoal dos setores administrativos e da limpeza, efetivos e contratados, poderão participar da ação, que foi dividida em nove sessões, para que todos os funcionários, de todos os plantões e turnos do hospital, possam ser contemplados.

O prefeito de Contagem, Alex de Freitas, destaca que houve uma mudança significativa no complexo. “Encontramos uma maternidade com apenas 30% em funcionamento ,e o hospital estava com diversos problemas estruturais. Após menos de um ano de governo, conseguimos entregar um novo complexo hospitalar para os contagenses”.

O secretário de Saúde do município, Bruno Diniz, adianta que as boas novas não param: “Ainda em dezembro, entregaremos o novo Centro de Cirurgia e Traumatologia de Contagem. Com esse novo centro, o prefeito Alex de Freitas entrega cerca de 40% do HMC revitalizado somente no primeiro ano de governo”, disse. 

“Para que todas as melhorias ocorridas durante o ano fossem implantadas, a atuação e a colaboração de cada servidor foi fundamental. A atual gestão não teria conseguido avançar tanto, em tão pouco tempo, sem as contribuições de cada um”, ressaltou o superintendente do CHC, João Pedro Laurito Machado.

Conceição Maria da Cruz trabalha na limpeza do hospital há dois anos e vem acompanhando todas essas mudanças: “Houve uma melhora enorme”, afirma a servidora, contratada por uma empresa prestadora de serviços.

 O otorrinolaringologista e coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia do HMC, Rodrigo Fantauzzi, há 11 anos atuando no hospital, frisa a importância da garantia de acesso aos serviços de saúde. “Estamos lidando com expectativas de pessoas que contam com a nossa atuação para a resolução dos problemas que chegam ao consultório, ao bloco cirúrgico. Contamos com a disponibilidade de todos os insumos e equipamentos necessários para resolver esses problemas, e é muito gratificante ver como a vida das pessoas pode melhorar graças a esse acesso”, explica o médico.

before

Ação ocorre durante três dias Mais  melhorias

Mais melhorias

Ao longo do ano, houve uma melhoria geral nos indicadores do hospital, como o aumento de cerca de 25% das internações hospitalares quando são comparados os anos de 2016 e 2017: de janeiro a outubro de 2016, 1.117 internações foram feitas; já em 2017, no mesmo período, 1.761 cidadãos com necessidade de internação e cirurgia de urgência/eletiva encaminhadas por Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou que estavam na fila de espera da Regulação puderam ser internados.

Foram feitos milhares de partos e de exames de média e alta complexidade, como tomografias, ressonâncias, ultrassons e endoscopias. Dez leitos de CTI que estavam interditados foram reabertos, e um novo prestador de análises laboratoriais foi contratado.

A enfermaria pediátrica, o CTI neonatal e a UCI/CTI pediátrica do complexo, que antes funcionavam nas instalações do HMC, foram transferidos para o CMI, que conta com ambiência mais preparada e humanizada para atender aos pequeninos. Salas de pré-parto, parto e puerpério (PPP) foram abertas e houve, ainda, a inauguração do Pronto Atendimento Infantil. Além disso, a Casa de Apoio à Gestante e à Puérpera (Cagep) passou a funcionar em um local muito mais apropriado. Dessa forma, o Centro Materno passou a funcionar com 100% de sua capacidade instalada, ante os 30% encontrados em janeiro deste ano.

A quantidade de leitos disponíveis em todo o complexo aumentou dos 199 encontrados no início do ano para os 360 atuais, e a meta é chegar a 408 em 2018.

O complexo hospitalar recebeu, ainda, obras de drenagem de água pluvial, melhorias no sistema de ar condicionado, subestação de tratamento de esgoto e no sistema de oxigênio, além de melhorias na limpeza e na alimentação dos pacientes.

 Data: 14/12/2017

Repórter: Carolina Brauer e Lucas Santos

Fotos: Adelcio Barbosa

Hospital Municipal José Lucas Filho completa 14 anos

Servidora que trabalha no local desde a inauguração conta sua experiência em acompanhar o crescimento do pronto-socorro

Referência em Humanização, Rejane Braga trabalha há 14 anos no hospital

Nesta quarta-feira (30), não é só a cidade que comemora aniversário: a data também marca a inaugurção do Hospital Municipal José Lucas Filho, também conhecido como o Hospital Municipal de Contagem ou, simplesmente, “HMC”. Inaugurado no dia 30 de agosto de 2003, o HMC foi ampliando a capacidade e a qualidade do atendimento prestado ao longo desses 14 anos até se tornar uma referência, com ênfase na urgência e emergência, para toda a microrregião que abrange não só o município de Contagem, mas também as cidades de Sarzedo e Ibirité.

No hospital ainda trabalham pessoas que acompanharam o desenrolar dessa história desde o início, como Rejane Luzia Fernandes Braga, referência em Humanização do HMC. Ela tem um histórico de 38 anos de trabalho prestados à rede SUS/Contagem, sendo 14 desses vivenciados no HMC. Mesmo tendo já se aposentado, ela está de volta à sua estação de trabalho, desta vez como contratada. “Não continuo a trabalhar só pelo dinheiro: permaneço aqui pelo amor que tenho pelo hospital e pelo ser humano”, afirma.

Segundo Rejane, o hospital funcionou durante alguns anos no bairro Amazonas e, em 30/8/2003, foi inaugurada a nova estrutura física do HMC.  Ao comentar sobre o HMC daqueles tempos, ela brinca: “Era uma casa muito engraçada. Só tinha teto, não tinha nada. Muita coisa mudou desde então. Por exemplo: antes era demanda espontânea, e foi muito bom quando o Protocolo de Manchester foi adotado, para que a classificação de risco fosse o parâmetro para os atendimentos. O número de leitos também mudou: de 63 para  aproximadamente 200 atualmente”.

Neste ano, o hospital segue mudando. “Tivemos ampliação de leitos e estamos vendo uma série de melhorias, como ações permanentes ligadas à segurança de usuários e trabalhadores. Vi toda a evolução daquele bebezinho que se tornou um jovem de 14 anos”, relata Rejane, que já perdeu a conta dos variados eventos e mobilizações  ao longo de todo esse tempo. “Foram centenas”, arrisca dizer.

“Um novo tempo já começou”

Histórias que se misturam

O HMC faz parte da história de muitos contagenses, inclusive da própria Rejane, que conta episódios vivenciados no HMC que foram muito marcantes em sua  biografia. “Minha mãe e meu marido, que já faleceram, foram ambos muito bem atendidos aqui no hospital. Meu olhar para todas as pessoas que passam por aqui é o mesmo olhar de carinho que dedico à minha família”, diz a referência em Humanização do hospital.

As situações vivenciadas ao longo de todos esses 14 anos trabalhando no HMC deram à Rejane um lugar privilegiado para a observação de como receber assistência pode fazer a diferença entre viver e morrer – e de como a morte também faz parte da condição humana. “Vi muita gente sobreviver graças à assistência recebida aqui no hospital. E também vi pessoas morrerem. Faz parte”, ressalta ela.

Em relação aos novos tempos que já começaram na saúde em Contagem, Rejane é, mais uma vez, uma testemunha viva da história: “Em tão pouco tempo, esta gestão está revolucionando as coisas aqui. Não é só na estética do hospital, nem só com as melhorias e contratações. Eles têm um olhar humanizado para os pacientes e os trabalhadores. Comprar remédios e equipamentos, contratar mais gente, se tiver dinheiro e vontade política, faz. Mas a visão de gestão que considere a humanização na relação com trabalhadores e, principalmente, nos usuários, essa não se compra”, finaliza.