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Hospital Municipal de Contagem realiza captação de múltiplos órgãos para doação

Essa é a terceira captação de múltiplos órgãos realizada no município neste ano

O Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho realizou, nesta terça-feira (23), mais uma captação de múltiplos órgãos para doação. O procedimento realizado pela equipe do MG Transplantes contou com um trabalho prévio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) juntamente com demais profissionais da unidade.

A doação dos múltiplos órgãos foi autorizada pela família de um paciente que teve morte encefálica confirmada na segunda-feira (22), no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital. “Com o gesto solidário da família outras pessoas serão beneficiadas”, explicou a enfermeira da CIHDOTT, Cynthia Oliveira de Souza.

A profissional esclarece que a captação de órgãos é um processo complexo que segue várias diretrizes para se concretizar e só se inicia após ter esgotado todos os recursos para salvar a vida do paciente doador. A intervenção para a retirada dos órgãos foi realizada no Bloco Cirúrgico do Hospital e durou cerca de três horas. Segundo a enfermeira Cynthia Oliviera, mesmo vivendo o momento delicado que é o luto, a família se sentiu confortada em saber que um pouco do familiar que eles perderam estará presente ajudando a outras pessoas.

Em 2019, o HMC fez a captação de três doadores de múltiplos órgãos (rins, córneas, fígado, pâncreas) e 13 de doações de tecidos oculares.

 Procedimento

A captação de órgãos acontece em pacientes com morte encefálica. O primeiro passo é investigar a causa da catástrofe neurológica para que se tenha um diagnóstico preciso do óbito. São feitos exames de imagem e clínicos complementares a esta etapa. O protocolo de morte encefálica é aberto visando seguir critérios para o real diagnóstico.

A doação de órgão é feita mediante autorização por escrita dos familiares. Todas essas atividades são acompanhadas pela CIHDOTT que repassa constantemente as informações para o MG Transplantes. Durante esse processo, a equipe multidisciplinar do CTI permanece assistindo ao paciente para que os órgãos continuem estáveis.

Regularmente são feitas capacitações na unidade para que os colaboradores entendam sobre as etapas e protocolos a serem seguidos nesta atividade que faz parte da assistência à saúde e da atuação ético-legal dos profissionais.

 

 

Foto: Fábio Silva

Data: 24/07/2019

 

 

 

Com abertura de leitos pela Prefeitura, internações pelo SUS aumentam 54% em Contagem

 

São feitos investimentos desde o início de 2017 em mais estrutura do Complexo Hospitalar

Jéssika Bruna de Lima e Lais Stefane têm 26 anos e histórias semelhantes. Recentemente, ambas tiveram filhos no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, que faz parte do Complexo Hospitalar de Contagem. Nos dois casos, os bebês nasceram prematuros e estão internados na ala neonatal. A única diferença é que Jéssika, que mora em São José da Varginha, está alojada no CMI para acompanhar o dia a dia das filhas gêmeas, enquanto Lais, moradora do bairro Colonial, em Contagem, apenas passa o dia no Centro Materno ao lado da sua pequena.

As duas mamães têm outra coisa em comum: elas estão muito satisfeitas com a estrutura e o tratamento que estão recebendo no CMI. E as estatísticas comprovam a satisfação de pacientes e familiares com os resultados dos investimentos feitos pela Prefeitura de Contagem no Complexo Hospitalar desde o início de 2017. De acordo com o Departamento de Informática do SUS (DataSUS), em 2016 foram registradas 12.440 internações pelo Sistema Único de Saúde em Contagem, incluindo o Hospital Municipal José Lucas Filho, o CMI e os leitos conveniados no Hospital Santa Rita. No ano seguinte a quantidade de internações subiu para 16.325 e para 19.161 em 2018.

No comparativo entre 2016 e 2018, o aumento das internações pelo SUS, com a ampliação de leitos hospitalares, foi de 54% em Contagem. O Município, portanto, está na contramão da tendência nacional. Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina divulgado em 2018, nos últimos oito anos mais de 34,2 mil leitos de internação foram desativados na rede pública em todo o país. Eram 336 mil leitos para uso exclusivo do SUS em 2010, número que caiu para 301 mil em 2018. A média é de 12 leitos fechados por dia no período analisado.

Os leitos de internação são destinados a quem precisa permanecer no hospital por mais de 24 horas. A redução destes leitos pode provocar atrasos em diagnósticos e no início de tratamentos, elevando o tempo de internação de pacientes em emergências e o risco de contrair doenças e infecções.

Gratidão

Jéssika acompanha as filhas gêmeas há cinco meses no CMI. “Elas nasceram com 24 semanas e quatro dias, mais ou menos cinco meses de gestação. O atendimento que a gente tem aqui é ótimo. As equipes nos tratam como se fôssemos da família. Eu acho que aqui é uma referência para parto de prematuro. Não falo só por mim. A gente poder contar com esse amparo do sistema público de saúde faz toda a diferença na vida dos nossos filhos que estão internados. Como poderíamos pagar por todas as cirurgias e procedimentos? Como conseguiríamos pagar diárias de CTI?”, ressalta. Lais acompanha a filha há dois meses. “Minha filha nasceu de 26 semanas, quando eu ia completar seis meses de gestação. Sou muito grata à equipe deste hospital por ela estar viva”.

 

Paulo Gregório está internado no Complexo Hospitalar se recuperando de um problema cardíaco

 

R$ 310 milhões de recursos municipais destinados à Saúde em dois anos

Por trás da ampliação de leitos e internações pelo SUS em Contagem estão investimentos em ciência e tecnologia, pessoal, equipamentos e reestruturação física do Complexo Hospitalar. A Superintendência de Planejamento, Orçamento e Finanças da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta a destinação de 28,51% de todos os recursos próprios da Prefeitura em 2018, o que corresponde a quase R$ 310 milhões.

 

Recursos que salvam vidas, como a de Paulo Gregório de Assis. Ele mora no bairro Monte Sinai, na divisa de Contagem com Esmeraldas, e completou 50 anos, em 12 de fevereiro, internado na enfermaria do Hospital Municipal, após sofrer arritmia cardíaca. “Foi a primeira vez que precisei ficar internado. O pessoal aqui é muito atencioso comigo. O tratamento é bom, mas já estou me sentindo bem e quero ir para casa assim que possível. Não quero voltar, é melhor dar lugar para outro”, brinca Paulo.

Continuidade

O superintendente do Complexo Hospitalar de Contagem, João Pedro Laurito Machado, reforça que o aumento das internações ocorre em um contexto de adequações, sem que o atendimento à população seja prejudicado. “O aumento verificado nas internações se deve não somente à reabertura de leitos de CTI, de novos leitos de enfermaria, do novo Centro de Trauma e de mais salas cirúrgicas. Também é reflexo da implementação de uma filosofia que busca humanizar ambientes, adequando-os à legislação e oferecendo mais conforto a pacientes e servidores. Essa filosofia terá continuidade com a chegada do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que desde janeiro deste ano administra o Complexo Hospitalar e as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) em parceria com a Administração Municipal. Em janeiro houve recorde histórico de internações no CTI do Hospital Municipal”, afirma.

Foram feitos investimentos nos serviços de urgência e emergência e na média complexidade. Em 2017 e 2018 o Complexo Hospitalar recebeu cerca de R$ 6 milhões em melhorias no parque tecnológico, reestruturações de processos e escalas.

No início de 2017, dez leitos de CTI foram reabertos e o Complexo passou a contar com 28 leitos. Em se tratando de todos os tipos de leitos hospitalares, a quantidade saltou dos 199 para 360. Com o novo Centro de Cirurgia e Traumatologia, inaugurado no início de 2018, o Complexo Hospitalar passou a contar com oito salas cirúrgicas, dobrando a capacidade. A enfermaria cirúrgica, para onde as pessoas operadas são encaminhadas para recuperação, também foi ampliada e atualmente conta com 60 leitos, mais que o dobro de 2017.

Recursos também foram destinados à assistência materno-infantil. Em agosto de 2017 foi iniciada a transferência da enfermaria pediátrica, do CTI neonatal e da UCI/CTI pediátrica, do Hospital Municipal para o Centro Materno Infantil, que até então funcionava com apenas 30% de sua capacidade e passou a oferecer toda a sua estrutura à população. Salas de pré-parto, parto e puerpério (PPP) foram abertas e foi inaugurado o Pronto-Atendimento Infantil. Além disso, a Casa de Apoio à Gestante e Puérpera (Cagep) passou a funcionar em um local muito mais apropriado.

Reporter: Carolina Brauer

Fotos: Fábio Santos

Data: 15/02/2019

Ortopedista do Hospital Municipal de Contagem alerta para os cuidados no transporte de crianças em veículos

Especialista destaca que equipamentos especiais, como cadeirinha e assento elevado, devem ser certificados pelo Inmetro e estar muito bem presos aos veículos

Com a chegada das férias escolares e festas de final de ano, o volume de veículos e os riscos de acidentes nas estradas, rodovias e vias urbanas se intensificam. Quem tem criança em casa sabe que quando o assunto é transportá-las de um lugar para o outro o cuidado deve ser redobrado.

O uso incorreto dos equipamentos obrigatórios (cadeirinha, assento de elevação e cinto de segurança) e a imprudência dos condutores, associados às chuvas, aumentam os índices de acidentes e lesões, principalmente em crianças.

De acordo com o médico ortopedista e traumatologista Bernardo Reis Gomes, do Hospital Municipal de Contagem, a cadeirinha precisa estar afixada com segurança no veículo. “Cerca de 70% das lesões em crianças menores de 1 ano são traumas no cranioencefálico, seguidas por traumas no tórax, abdômen e pélvico”, destaca o médico.

Ainda segundo Bernardo Gomes, os pais devem observar se o equipamento é aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e ficar atentos às instruções do manual das cadeiras especiais. “A maioria das cadeiras e assentos de segurança é afixada de forma incorreta, podendo colocar em risco a integridade física da criança”, afirma.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transportar crianças em veículos sem a devida segurança é considerada infração gravíssima, que prevê multa de R$ 293,47, perda de sete pontos na Carteira de Habilitação e a retenção do veículo até que seja sanada a irregularidade.

Campanhas

Durante todo o ano, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem (Transcon) faz atividades pedagógicas voltadas para crianças e jovens nas escolas e campanhas educativas de trânsito para os condutores.

De acordo com a assessora de Gestão e Inovação da Transcon, Roseli Viana Ferreira Braga, as campanhas buscam conscientizar os condutores sobre o cinto de segurança, cadeirinha, álcool e direção, limite de velocidade, uso do telefone celular e direção, manutenção do veículo e ultrapassagem.

Segundo dados da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), neste feriado de Natal, de sexta (21) à terça-feira (25), foram registrados 343 acidentes nas rodovias estaduais e federais que cortam Minas, que deixaram 374 pessoas feridas e causaram 23 mortes.

Ainda de acordo com a PMRv, durante as operações nas estradas 58 pessoas foram presas, 23 por dirigirem embriagadas. No mesmo período foram aplicadas mais de 5.800 multas.

Antes de iniciar a viagem, o motorista deve fazer a manutenção preventiva do veículo, conferir a documentação e os itens obrigatórios de segurança.

 

Regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)

– Crianças com até 1 ano devem ser transportadas em bebê conforto

– Crianças de 1 a 4 anos em cadeirinhas

– Crianças de 4 a 7 anos em assentos de elevação

– Crianças de 7 a 10 anos já usam cinto de segurança, sempre no banco de traseiro do veículo

– Crianças com mais de 1,45 m de altura poderão ser transportados no banco da frente, pois conseguem apoiar os dois pés no chão do veículo

 

Repórter: Ágatha Dumont e Jaiderson Henrique (sob supervisão de Marco Antonio Astoni)

Foto: Adelcio Ramos Barbosa

Data: 27/12/2018

Conheça o Centro de Especialidades Odontológicas de Contagem

CEO realiza atendimentos em periodontia, endodontia, estomatologia, odontopediatria, cirurgia oral menor e, ainda, atendimentos voltados a pacientes com necessidades especiais

O Sistema Único de Saúde (SUS) está organizado em níveis de atenção. Assim, é possível direcionar os atendimentos de acordo com as particularidades de cada demanda, desde as situações mais fáceis de serem resolvidas e de menos urgência àquelas mais complexas e urgentes. Os serviços de saúde bucal do SUS também estão organizados dessa maneira. Na atenção básica, a rede SUS / Contagem conta com 38 pontos de atenção, com 71 cadeiras odontológicas. E na atenção secundária, Contagem dispõe de um Centro de Especialidades Odontológicas, o CEO.

Além de atender a demandas de colocação de prótese, o CEO também realiza atendimentos em periodontia (“tratamento de gengiva”), endodontia (“tratamento de canal”), estomatologia (diagnóstico e tratamento de lesões de boca) e odontopediatria (atendimentos para crianças), bem como realiza cirurgias orais menores (biópsias em geral, tratamentos de nevralgia, extração de siso, procedimentos pré-protéticos e de frenectomias) e presta atendimentos a pacientes com necessidades especiais.

O acesso às consultas especializadas no CEO se dá a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Existem critérios para esses encaminhamentos e todos devem ser feitos por dentistas da atenção básica, após o término do tratamento disponível neste nível. Então, o agendamento da primeira consulta com o especialista é feito por meio do SISREG, mas as consultas de retorno são agendadas diretamente no CEO”, explica a dentista Mariana Pompeu, uma das referências técnicas (RT) do Núcleo de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Também é importante dizer que, neste ano, a SMS iniciou um convênio com a FHEMIG para residência em Cirurgia Bucomaxilofacial. Às sextas-feiras, dois residentes em odontologia do Hospital João XXIII atendem no CEO”, completa a também RT de Saúde Bucal da SMS, a dentista Ângela Regina Rinco Fontoura.

O gestor da Atenção Especializada em Odontologia da SMS, Paulo Henrique de Almeida Fonseca, ressalta que o CEO oferta procedimentos odontopediátricos de frenectomia lingual, também conhecidos como “operação para tratar língua presa”, em sistema de “fila zero”: “Assim que a atenção básica acolhe esses casos, já faz o encaminhamento para o CEO, sem necessidade de o usuário aguardar em uma fila de espera”, atesta o gestor.

Sucesso

O casal Devair Soares e Lucinéia Ferreira esteve no CEO na manhã desta quarta-feira (19). Eles trouxeram a filha Sara Gabriela, criança de 11 anos que possui necessidades especiais, para um procedimento de limpeza de dentes. Na sala de espera, apreensão: Lucinéia, mãe de Sara, revela que aquela seria a terceira vez que tentariam com que Sara consentisse com o procedimento. “Ela não deixa nem pegar na boca dela direito”, diz a mãe.

Chega a vez da menina, que tem o nome anunciado pela equipe. Seguem para o consultório Sara, Lucinéia e Ana, a irmãzinha de Sara, que acompanhava a tudo. O pai aguarda na antessala. Após algum tempo, a volta da família com um sorriso no rosto dá pistas do que aconteceu: deu certo! “Tinha muitos anos que estávamos tentando e não conseguíamos que ela permitisse. Aqui, ela conseguiu. A dentista foi maravilhosa, muito atenciosa e paciente. Nem sabíamos que esse lugar existia”, afirmou Lucinéia.

A dentista que realizou o procedimento em Sara Gabriele é Fúlvia Dias. Ela reforça a importância da participação dos familiares em atendimentos desse tipo: “Os pais e/ou acompanhantes são muito importantes para ajudar a tranquilizar os pacientes e, também, para contê-los, se necessário. Para os casos em que isso não é possível, e são poucos esses casos, os pacientes são encaminhados para o Hospital Municipal de Contagem (HMC)”, esclarece a dentista.

E a pequena Ana, de apenas cinco anos, irmã de Sara? Ah, sim: ela ganhou de lembrança um par de luvas cirúrgicas da equipe de profissionais do CEO e, de tão empolgada que ficou com a experiência de acompanhar a irmã ao dentista, junto à família, decidiu-se: “Quando eu crescer, eu quero ser dentista”.

CEO em números

O Centro de Especialidades Odontológicas está estruturado com cinco consultórios dentários. Onze dentistas especialistas realizam os atendimentos à população, juntamente com dois técnicos de raio X, cinco auxiliares em saúde bucal, dois funcionários administrativos e um auxiliar de serviços gerais. O CEO está localizado à rua Francisco Miguel, nº 185, no Centro de Contagem.

De janeiro a agosto de 2018, o CEU ofertou 275 próteses e realizou milhares de atendimentos, como:

  • 1.928 primeiras consultas
  • 4.200 consultas totais
  • 1.144 radiografias dentárias
  •  486 cirurgias orais menores
  • 7 diagnósticos de carcinoma de boca (câncer)
  • 56 biópsias

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Data: 19/09/2018

Tem início entrega de novos crachás a funcionários do Complexo Hospitalar

Todos os servidores do hospital, cerca de 1.800 pessoas, receberão novas identificações, para aumentar a segurança do Complexo e promover a integração de servidores do HMC e do CMI em um mesmo sistema de identificação

No Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), por dia, cerca de 1.200 pessoas transitam pelo local, entre funcionários, usuários e acompanhantes. Com todo esse contingente diário entrando e saindo do conjunto hospitalar que abrange o Hospital Municipal (HMC) José Lucas Filho e o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, são necessárias iniciativas para aumentar a segurança de todos.

De olho nisso, ainda no primeiro semestre de 2017, a gestão instalou 24 câmeras de segurança em locais estratégicos do CHC e, recentemente, construiu uma guarita, que está em fase de conclusão das obras, para controlar o acesso de veículos ao CHC.

Agora, a gestão coloca em prática mais uma ação para aumentar os níveis de segurança do CHC: está em curso a entrega dos novos crachás de identificação de trabalhadores efetivos, contratados, RPAs e terceirizados do CHC. Neste mês de abril, teve início a entrega da primeira remessa dos novos crachás. Todos os servidores passarão a usar o novo crachá, ao todo, cerca de 1.800 pessoas.

Anteriormente, os servidores já usavam crachás de identificação, mas havia dois tipos – um para o HMC e outro para o CMI. Agora, esses crachás serão substituídos pelos novos, que serão integrados em um só sistema identificação.

Elvira Cordeiro, assistente administrativo que participou dos trabalhos de implementação dos novos crachás, explica que todo o processo ensejou meses de laboração. “Começamos a registrar as fotos dos colaboradores no final de janeiro e inicio de fevereiro. Em março, se deu o processo de confecção. Em abril, entregamos a primeira remessa e esperamos concluir a entrega até a primeira quinzena de maio. Todos os servidores serão identificados”, ressalta Elvira.

Flávia Cristina Rodrigues Lopes, técnica de enfermagem, conta que há mais de 11 anos trabalha no CHC. Para ela, a implantação dos novos crachás “é importante para a identificação das pessoas, quem é funcionário, quem não é… na gestação passada teve cadastro, foto, e não entregaram”, diz a técnica de enfermagem.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Data: 24/04/2018

 

Cuidado humanizado promovido pelo SAD Contagem é apresentado em congresso

Case de paciente com diagnóstico de esclerose lateral atendido no âmbito do programa integra rol de trabalhos apresentados

Uma experiência exitosa de cuidado humanizado em domicílio que vem ocorrendo no âmbito do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Contagem foi compartilhada em um importante evento sobre essa modalidade de promoção à saúde, que é oferecida na moradia do paciente.

O case de Clovis Douglas Rodrigues dos Santos, que é atendido pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), consegue seguir respirando e vivendo com o auxílio de aparelhos na própria casa, apesar dos problemas causados pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), e foi tema de reportagem publicada ontem no portal da Prefeitura de Contagem, foi recentemente apresentado no IIIº Congresso Sul Brasileiro de Atenção Domiciliar. O evento aconteceu nos dias 6 e 7 de abril e foi realizado na cidade de Curitiba (PR).

O diretor do SAD Contagem, Joanilson Santos Guimarães, esteve presente no congresso, representando a equipe de Atenção Domiciliar do município. O evento contou com apoio da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES) e da Coordenação Geral de Atenção Domiciliar (CGAD), ambas do Ministério da Saúde.

O SAD Contagem vem recebendo o reconhecimento da comunidade de saúde no Brasil em diversas oportunidades, como no ano passado, quando integrou as filmagens de experiências exitosas país afora premiadas na “14ª Mostra Brasil, aqui tem SUS” ocorrida no 33º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Saiba mais sobre o SAD

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Contagem beneficia pacientes com condições clínicas de se submeter a tratamento relacionado a clínica médica, pediatria e ortopedia no próprio domicílio. Esses pacientes são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), pelas Unidades de Pronto-Atendimento (Upas), pelo Hospital Municipal José Lucas Filho ou por Hospitais da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Os benefícios da desospitalização estão relacionados à diminuição do risco de contrair infecções hospitalares recebendo os cuidados no conforto do lar, possibilitando que familiares e/ou cuidadores responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes encaminhados ao SAD não precisem se deslocar até uma unidade de saúde para prestar esse auxílio. Há também os benefícios psicológicos: a desospitalização contribui para evitar sentimentos como estresse e depressão, frequentes no ambiente hospitalar.

A avaliação de quem atende aos critérios de elegibilidade do programa é feita pela equipe do SAD do município e se baseia na Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016, que redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e atualiza as equipes habilitadas.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 11/04/2018

Equipe do CTI recebe qualificação para aprimorar atendimento

Objetivo é fazer uma reflexão coletiva a respeito das atividades diárias

As equipes do Centro de Tratamento Intensivo – Adulto (CTI) do Hospital Municipal de Contagem, “José Lucas Filho”, estão participando entre os dias 26 e 28 de março de um evento de sensibilização, no auditório do Centro Materno Infantil. O objetivo é fazer uma reflexão coletiva com os médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem sobre as atividades diárias do CTI-Adulto.

O evento é dividido em 3 momentos. No primeiro, os servidores assistem a um vídeo gravado em um hospital que mostra a angústia de cada pessoa presente, colaboradores e pacientes. No segundo instante, é desenvolvida uma dinâmica na qual é preciso se colocar no lugar do colega. Por fim, são apontados indicadores que refletem a dinâmica do CTI. Esses dados são informados para facilitar a identificação de pontos de gargalo, que precisam ser melhorados e os pontos de avanço.

A diretora do CTI-Adulto, Vívian Carlech, explica que a gestão está preocupada com a valorização do profissional e também com a prestação de serviço digno e de qualidade. “Pensamos em deixar o ambiente de trabalho o mais agradável possível, é importante também que o servidor tenha um momento mais leve, como a “sessão de cinema” que fizemos hoje para tratarmos assuntos sérios de forma lúdica”.

Ela afirma também que a enfermagem é ciência, mas que não se pode esquecer que a essência é o cuidado com o paciente. “Trabalhamos em um ambiente que tem bastante tecnologia, isso faz com que nossas atividades se tornem mecânicas. Por isso é importante refletirmos e nos atentarmos para atendermos de forma mais humanizada”, enfatiza.

Para a enfermeira, Virgínia Dantas, ter um feedback do trabalho desenvolvido é fundamental. “Mostrar a diferença do nosso trabalho reflete na assistência que oferecemos ao usuário. Trabalho há 10 anos no hospital e é estimulante quando a gestão se preocupa com o resultado do nosso trabalho”, afirma.

No ano de 2017 foram ministradas 24 capacitações para os colaboradores do CTI-Adulto. Neste ano, a intenção é aumentar ainda mais o número de qualificações profissionais.

 

Repórter: Nayara Vianna

Foto: Adelcio R Barbosa

Data: 28/03/2018

Primeira cirurgia de fêmur da rede SUS municipal é feita

Até então, demanda pela cirurgia da cidade era toda encaminhada para Belo Horizonte

A partir de agora, em Contagem, as pessoas que precisarem operar o mais longo e pesado osso do corpo, o fêmur, poderão passar pela cirurgia aqui mesmo, no município. O Centro de Cirurgia e Traumatologia do Complexo Hospitalar (CHC), inaugurado em fevereiro, promoveu a primeira cirurgia de fêmur da história da rede SUS/Contagem na quinta-feira (8).

Até então, a demanda por cirurgia de fêmur do município era toda encaminhada para Belo Horizonte. “O tempo de espera pelo procedimento chegou a ser de 30 dias, aumentando o risco de complicações e infecções. Com a realização do procedimento no CHC, a depender do caso clínico, o tempo médio de espera pela cirurgia poderá ser de apenas dois dias”, explica o diretor técnico do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Mário Coteletti. A previsão é que sejam ofertadas cerca de 20 cirurgias desse tipo ao mês. O fêmur fica localizado na coxa e é fundamental para a sustentação do esqueleto humano.

Para que a oferta do procedimento seja possível, além de estruturar o novo Centro de Cirurgia e Traumatologia do CHC, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), precisou contratar novos cirurgiões ortopédicos e adquirir equipamentos muito específicos, como furadeiras e uma mesa cirúrgica ortopédica, bem como licitar o fornecimento de órteses e próteses e outros materiais necessários. Além de Contagem, poucas cidades na Região Metropolitana de Belo Horizonte ofertam cirurgia de fêmur na rede pública de saúde: Belo Horizonte, Betim e Sete Lagoas.

“Ao todo, foram investidos cerca de R$ 5 milhões no novo Centro de Cirurgia, composto por oito salas, o dobro em relação ao espaço antigo do CHC”, ressalta o superintendente do CHC, João Pedro Laurito Machado.

A ambiência onde foram montadas as oito salas do novo bloco cirúrgico era ocupada pelo setor de transporte, para abrigo de motoristas de ambulâncias e outros veículos. Com a implantação do novo Centro Cirúrgico, o número de cirurgias aumentará para cerca de mil por mês, ante a média anterior de 430 cirurgias mensais. A ampliação dará agilidade na marcação de cirurgias eletivas, normalizando filas de espera, e desafogará as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do município.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio R Barbosa

Data: 12/03/2018

Dia Internacional da Mulher também é dia de cuidar da saúde

Ampliação das salas de cirurgia e da enfermaria cirúrgica do Complexo Hospitalar propicia acesso a cirurgias eletivas

A abertura do novo Centro de Cirurgia e Traumatologia do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), ocorrida há cerca de um mês, e a ampliação da enfermaria cirúrgica, que teve início em outubro passado, já estão possibilitando o acesso a cirurgias eletivas por pessoas que aguardavam pelo procedimento há anos.

Agora, com o novo Centro Cirúrgico recentemente inaugurado, o Complexo Hospitalar passou a contar com oito salas cirúrgicas, dobrando a capacidade de atendimento do hospital. A enfermaria cirúrgica, setor para o qual as pessoas operadas são encaminhadas para se recuperarem, também foi ampliada e atualmente conta com 60 leitos, mais que o dobro dos 27 com os quais o hospital contava até o meio do ano passado.

Renata Márcia Braga é uma dessas pessoas que conseguiu marcar cirurgia eletiva. Ela conta que, em janeiro de 2017, descobriu que precisaria operar a vesícula, e que desde então aguardava pelo procedimento. “A cirurgia foi marcada para agosto do ano passado, mas, aí, falaram que precisava desmarcar, por falta de leito, e a cirurgia foi desmarcada. Cheguei até a vir aqui e fiquei de jejum, por 24 horas, mas tive que voltar para casa”. Em agosto de 2017, a enfermaria cirúrgica do CHC contava com apenas 27 leitos, mas, em outubro, teve início a ampliação de leitos da ala: atualmente, o setor conta com 60 leitos, mais que o dobro da capacidade de quando a cirurgia de Renata precisou ser desmarcada.

A gestora do Hospital Municipal de Contagem, Olívia Fernandes Bonfim, explica que por causa da capacidade reduzida de atendimento do hospital daqueles tempos, algumas vezes era necessário desmarcar procedimentos eletivos, que não precisavam ser feitos com urgência, para que o hospital pudesse lidar com as urgências que surgiam e demandavam atendimento imediato. “Agora, com a abertura do Novo Centro Cirúrgico e as ampliações na enfermaria cirúrgica, iremos fortalecer nossa capacidade de gestão e ampliar o acesso aos serviços”, explica a gestora.

Graças aos investimentos de cerca de R$ 5 milhões feitos no novo Centro Cirúrgico e do forte trabalho de gestão feito ao longo de todo o ano passado, Renata foi contatada em fevereiro e, em uma quinta-feira de março, no dia 8, Dia Internacional da Mulher, foi ao hospital cuidar da saúde. Renata aguardou pelo procedimento, acompanhada pela filha, Brenda, na sala de espera do novo Centro de Cirurgia, um local confortável e aconchegante e muito diferente daquele corredor onde familiares e pacientes precisavam aguardar. “Está tudo muito bonito”, disse Renata. A filha, Brenda, advogada, resume a sensação de encantamento diante de serviços humanizados e bem estruturados na rede pública de saúde: “Parece que a gente saiu do hospital público e entrou no particular”.

Verba extra ao município

Contagem é um dos poucos municípios brasileiros que, em 2017, atingiu a meta de organização da produção de cirurgias eletivas estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS) e, por isso, irá receber do órgão o dobro dos recursos pagos no último semestre para esses procedimentos sejam feitos. No primeiro ano de governo do prefeito Alex de Freitas e do vice William Barreiro, a prefeitura diminuiu a fila de espera para cirurgias eletivas em Contagem, promovendo quase seis mil cirurgias eletivas, e a cidade irá receber verba complementar de R$ 1,8 milhão do MS para essas cirurgias, em reconhecimento a esforços feitos pela gestão para resolver problemas das filas.

Ao longo do ano passado, quase seis mil cirurgias eletivas foram feitas em Contagem. Em reconhecimento por esse esforço, a cidade será um dos 67 municípios brasileiros entre os 5.570 que existem em todo o país a receber recursos extras para reduzir ainda mais a fila de espera dos pacientes. No estado de Minas Gerais, que contém 853 cidades, além de Contagem, somente outros cinco municípios conseguiram atingir essa meta.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio R Barbosa

Data: 12/03/2018

Maior maternidade municipal de Minas com recursos 100% SUS

Em 2017, maternidade de Contagem foi a maior prestadora em obstetrícia de Minas Gerais

A maternidade de Contagem encerrou o ano de 2017 como a maternidade que mais fez partos com recursos 100% SUS entre os prestadores de procedimentos em obstetrícia em Minas Gerais. E quando são considerados todos os prestadores SUS de Minas Gerais, que além dos recursos do SUS contam também com verba oriunda de filantropia, a maternidade de Contagem figura em terceiro lugar no estado.

Ao longo do ano de 2017, foram feitos 4.042 partos no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, 801 partos a mais do que no ano de 2016, quando 3.241 partos foram feitos. Esse aumento ocorre em um contexto no qual maternidades públicas são ameaçadas de fechamento e leitos de internação em pediatria clínica são desativados em todo o país. Somente no ano passado, cerca de R$ 4 milhões foram investidos em todo o Complexo Hospitalar, que engloba o CMI e o Hospital Municipal.

E novos contagenses não param de chegar ao mundo. No dia 1º de fevereiro,  foi a vez de os gêmeos Taylor e Enzo nascerem. A mãe dos garotos, Ana Maria Pio, mora em Ribeirão das Neves e é mais uma moradora da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que vem a Contagem para ter seu bebê. “A maternidade de Neves não está funcionando, e mesmo se estivesse eu viria para cá”, afirma a mãe.

Já no dia seis de fevereiro, foi a vez da estreia na vida fora do útero de Giovana, que nasceu de parto normal. A mãe, Tatiana Silva Santos Costa, moradora de Contagem, também aprovou os serviços ofertados na maternidade: “Achei a experiência ótima”, diz.

beforeAna Maria optou por ter os gêmeos em Contagem

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Bruno Diniz, Contagem fechou o ano como a maior maternidade municipal do estado. “Hoje, após um ano de investimento e muita gestão, o serviço voltou a contar com a credibilidade da população. Quando chegam na maternidade de Contagem as gestantes são atendidas aqui mesmo no município, em vez de serem transferidas para outros municípios. E, para além disso, estamos absorvendo demanda de municípios vizinhos, mesmo aqueles que não fazem parte da microrregião de saúde. Hoje, oferecemos à população um alto nível técnico e operacional e nos equiparamos aos serviços privados em saúde da mulher e da criança”, afirma Bruno.

Mais tranquilidade

A gestora do CMI, Cristiane Rosalina Oliveira Pereira, comenta também sobre o impacto das ações de gestão e investimentos que contribuíram para o aumento expressivo na quantidade de partos na confiança das pessoas nos serviços prestados na maternidade. “Hoje a população pode ter a tranquilidade de saber que existe um CMI funcionando no município e que não só a gestante poderá contar com assistência de qualidade no parto e puerpério na maternidade, mas também o bebê”, ressalta a gestora.

Em agosto de 2017, o terceiro andar do Centro Materno Infantil, que se encontrava fechado desde a inauguração da maternidade, ocorrida em 2016, foi finalmente aberto e passou a integrar os Cuidados Progressivos Neonatais ofertados no Complexo Hospitalar que antes funcionavam em diferentes ambiências, inclusive nas instalações do Hospital Municipal. Agora, o terceiro andar do CMI abriga o Centro de Terapia Intensiva (CTI) Neonatal, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Neonatal Canguru e a pediatria do Complexo Hospitalar. A pediatria, por sua vez, engloba a UCI Pediátrica e leitos de enfermaria, para atendimento de crianças com até 13 anos.

Cristiane Rosalina acrescenta também que o aumento expressivo do número de partos em 2017 é parte do envolvimento de várias frentes de atuação. “Quando assumimos a gestão, verificamos que o prédio não era funcional e estava só aparentemente pronto. Foram necessárias várias reformas em vários sistemas, como o elétrico e o de gases medicinais, e também no elevador e em vários equipamentos. Foram feitas ainda várias modificações em termos de recursos humanos, com o estabelecimento de processos, escalas de trabalho e o diálogo permanente com os profissionais que aqui trabalham. Investimos e conduzimos mudanças para que o CMI pudesse prestar serviços com segurança para todos”, conclui Cristiane.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Rangel

Data: 02/03/2018