Posts com a Tag ‘Combate as arboviroses’

Agente em Cena promove mais uma ação social em restaurante popular, dessa vez no Ressaca

O grupo de teatro, da Secretaria de Saúde, Agente em Cena, promoveu nesta quinta-feira (16), mais uma ação de conscientização contra as arboviroses. Dessa vez o local escolhido foi o Restaurante Popular do Ressaca, que atende em média 1.100 pessoas diariamente.

Moradora do Jardim Industrial, Neusa Ribeiro aprovou a iniciativa da Secretaria de Saúde e do restaurante em promover esse tipo de mobilização. “Nós precisamos disso mesmo todos os dias. As pessoas não têm consciência dessa epidemia, da gravidade que é a dengue. Então todo mundo tem que ter consciência disso, por isso esse trabalho delas é tão importante.”

Com o bloco do AEDES, a equipe de agentes comunitários de saúde apresentaram uma música com coreografia que reitera a importância de todos estarem ligados sobre essa questão da dengue e a importância de tentar acabar com o mosquito. “Se todos tirarmos dez minutos para fazermos um pente fino para não deixar água parada em lugar nenhum, retirar entulho para evitar os roedores e fazer nossa parte, vamos impedir a proliferação desse mosquito que nos faz tanto mal”, diz a agente de saúde, Patrícia Soares.

Para a administradora do Restaurante Popular do Ressaca, Elza Ferreira, esse tipo de mobilização social na região é muito significativo, já que por meio de muitos usuários fica  sabendo de casos de freqüentadores do restaurante que pegaram algum tipo de arbovirose. “Graças ao fluxo de pessoas que vêem ao restaurante diariamente, esse tipo de ação social faz com que as pessoas tenham mais consciência do que estamos enfrentando”, completou.

 

Repórter: Milla Silva (sob a supervisão de Lucas Santos)

Foto: Adélcio Ramos Barbosa

Data: 17/05/2019

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra na reta final

Prazo para se vacinar termina no dia 31 de maio

Faltando 15 dias para o fim da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, Contagem convoca a população que se enquadra no público-alvo para se vacinar. Segundo levantamento da Central de Imunização da Secretaria de Saúde, o município chegou a 57,41% do público-alvo vacinado, cerca de 80 mil pessoas. A meta é atingir 90% do grupo prioritário.

No município, 165.570 pessoas estão dentro dos grupos que podem receber a vacina. Além das pessoas com 60 anos ou mais, podem se vacinar crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Para o gerente de Imunização, Davi Siqueira, o principal fator que impediu Contagem de já ter atingido a meta é a dengue. “A epidemia de dengue que toma conta do estado leva as pessoas que contraíram a doença a não se vacinar”.

Segundo a diretora de Imunização da Secretaria Saúde, Fernanda Eliza, cerca de 50 Unidades de Saúde, nas oito regionais, estão preparadas para atender a população. O horário de atendimento nas salas de vacinação é de 7h30 às 16h30. “Quem for se vacinar deve levar o cartão de vacina e um documento com foto”, avisa.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Geraldo Tadeu 

Data: 16/05/2019

Agente em Cena faz apresentação no Restaurante Popular do Eldorado

Objetivo foi mostrar que o combate ao Aedes aegypti é responsabilidade de todos, não apenas do poder público

O grupo de teatro Agente em Cena fez, na sexta-feira (10), uma ação de mobilização social no Restaurante Popular do Eldorado para conscientizar a população sobre o perigo das arboviroses. O objetivo foi mostrar que o combate ao Aedes aegypti é responsabilidade de todos, não apenas do poder público.

Moradora de Nova Contagem, Rira Lerbachi se disse surpresa e feliz por saber sobre esse trabalho realizado pelas agentes de saúde e combate às endemias. “Eu achei legal. Venho sempre aqui, mas nunca tinha visto. Achei muito bom. Desperta a gente para o que é a dengue. Tem pessoas que precisam ouvir, precisam desse puxão de orelha”, comentou.

Morador do bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, Mateus Pinto Guedes vem muito a Contagem, cidade pela qual tem um carinho especial, e estava bastante satisfeito pelo que presenciou no Restaurante Popular do Eldorado. “Vocês estão de parabéns. Deus abençoe para que o trabalho delas possa ir o mais longe possível. O pessoal tem um lote vago, tem um imóvel fechado e não tem interesse de fazer nada e nem concorda em deixar outras pessoas fazerem algo, e, com esse interesse de vocês em realizar esse trabalho, eles vão ouvir e ajudar também”, afirmou.

Agente de saúde que faz parte da equipe do teatro, Jaqueline Anastácia explicou que o Agente em Cena apresentou o Bloco do Aedes, que parte de uma mobilização social para chamar a atenção das pessoas para a importância de se evitar a proliferação do mosquito. “Cantamos músicas, fizemos coreografia que desperta para todos que a dengue é uma doença grave, que o Aedes aegypti é perigoso e que as arboviroses matam. Então estamos despertando a todos para isso”, disse.

Segundo o administrador do restaurante, Maurício Steiner Júnior, “o restaurante popular é um dos instrumentos da Prefeitura que mais recebe a população diariamente. Então esse tipo de ação é importante pela proximidade que temos com as pessoas aqui”, avaliou. Cerca de 1.800 pessoas passam no local diariamente.

Agente em Cena

Criado há cerca de 14 anos, para promover a educação em saúde, a partir de uma iniciativa de Agentes de Combate às Endemias (ACEs), juntamente com o programa de Educação e Saúde do município, o grupo acabou se desarticulando em 2015. Suas atividades foram retomadas em abril de 2017, na atual gestão. De lá para cá, o Agente em Cena já contabiliza mais de 700 apresentações em locais como escolas públicas e particulares, faculdades, conferências de Saúde, reuniões de bairro e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

 

Repórter: Milla Silva (sob orientação de Lucas Santos)

Foto: Adelcio Ramos 

Data: 13/05/2019

Contagem apresenta as principais ações no combate às arboviroses

Secretaria de Saúde vem atuando em diversas frentes para enfrentar doenças como dengue, zika e chikungunya

Desde o início do ano, o Brasil passa por uma grave epidemia de arboviroses. E nesses momentos de crise surgem diversas “fake news” que são compartilhadas para confundir a população. Com o intuito de combater essas notícias falsas, o secretário de Saúde, Cleber de Faria Silva, promoveu um encontro na Prefeitura de Contagem, na sexta-feira (3).

Moradores, servidores e formadores de opinião participaram do evento, que teve como intuito também mostrar as ações realizadas pelo município no combate e tratamento das arboviroses. Segundo o último levantamento da Secretaria de Saúde, divulgado em 29 de abril, foram confirmados 1.559 casos de dengue em Contagem. O levantamento é realizado semanalmente.

Presente no encontro, o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, destacou a importância da ação: “É fundamental a união de todos no combate à dengue, e a informação correta é a principal arma contra a doença”.

Desde o segundo semestre de 2018, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria de Saúde, promove ações de prevenção à proliferação do Aedes aegypti. “Além de ações preventivas junto aos moradores, já vínhamos nos preparando para uma possível epidemia das arboviroses”, destacou Cleber de Faria Silva.

Ações de tratamento das arboviroses

Desde abril, passou a funcionar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) JK um Posto Emergencial de Atendimento. A tenda, montada no estacionamento da unidade, serve como extensão de atendimento aos pacientes com suspeita de dengue. O espaço tem capacidade para atender até 200 pessoas por dia. Além do Posto Emergencial de Atendimento, a Prefeitura instalou 31 Unidades Sentinelas (clique aqui para saber mais sobre as Unidades Sentinelas).

As Unidades Sentinelas são novidade no município e reforçam o atendimento de casos de suspeita de dengue, que também são feitos em 74 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e cinco UPAs da cidade.

Ações de combate ao Aedes aegypti

Uma das ações de prevenção é a colocação de armadilhas em pontos estratégicos para a contagem de ovos do mosquito, as chamadas “ovitrampas”. Atualmente, há 517 ovitrampas espalhadas pela cidade. O agente faz a coleta da amostragem e, com base nesses dados, a Secretaria de Saúde promove ações específicas para o combate ao mosquito na região.

Agentes de Combate às Endemias fazem visitas domiciliares nos imóveis, em ciclos bimestrais. São mais de 250 agentes visitando e orientando a população quanto à correta destinação do lixo.

Além disso, a equipe de mobilização social da Subsecretaria de Limpeza Urbana, em parceria com os agentes da Zoonoses, orientam moradores sobre o mutirão de faxinação que é realizado nas oito regionais de Contagem.

Confira abaixo os endereços das Unidades Sentinelas:

REGIONAL INDUSTRIAL

– UBS Vila São Paulo: rua Senador Lucio Bittencourt, 423, Vila São Paulo
– UBS João Evangelista: rua Coronel Vicente Ferreira Carneiro, 625, Industrial
– UBS Amazonas: rua Marquês do Paraná, 111, Amazonas
– UBS Amazonas I: rua José Antunes, 58, Amazonas
– UBS Jardim Industrial: rua Henrique Zikler, 97, Jardim Industrial
– UBS Bandeirantes: rua Oito, 20, Bandeirantes

REGIONAL ELDORADO

– UBS Água Branca: avenida Seis, 320, Conjunto Água Branca
– UBS CSU Eldorado: rua Portugal, 50, Eldorado
– UBS Parque São João: rua Sete, 54, Parque São João

REGIONAL NACIONAL

– UBS Joaquim Murtinho: rua Lúcia Muniz (esquina de 1º de Maio), 476, Nacional
– UBS Nacional: rua Benjamim Constant, 701, Nacional
– UBS Estrela Dalva: rua Búzios, 56, Estrela Dalva
– UBS Ilda Efigênia: rua das Paineiras, 20, Novo Recanto
– UBS Amendoeiras: rua Seis, 52, Vale das Amendoeiras

REGIONAL PETROLÂNDIA

– UBS Petrolândia: rua Refinaria Duque de Caxias 297, Petrolândia
– UBS Sapucaias: rua Amazonitas, 230, Sapucaias

REGIONAL RESSACA

– UBS São Joaquim: rua Rubi, 83, São Joaquim
– UBS Vila Pérola: rua Campina Verde, 18, Vila Pérola
– UBS Morada Nova: rua José Mendes Ferreira, 102, Morada Nova
– UBS Jardim Laguna: rua Bragança, 872, Jardim Laguna
– UBS Colorado: R. Igor, s/n – Colorado.

REGIONAL SEDE

– UBS CAD: rua Bernardo Monteiro, 135, Centro
– UBS Bernardo Monteiro: rua Wilson José Bicalho, 40, Bernardo Monteiro
– UBS Maria da Conceição: rua Pará de Minas, s/n, Maria da Conceição
– UBS Praia: rua do Registro, 1.676, Praia

REGIONAL VARGEM DAS FLORES

– UBS Ipê Amarelo: rua Jequitibás, 10, Ipê Amarelo
– UBS São Judas: rua VL 7, s/n, Nova Contagem
– UBS Icaivera: R. Sycaba, nº 10 – Icaivera,
– UBS Estaleiro: R. Vl | 37, 336 – Nova Contagem

REGIONAL RIACHO

– UBS Novo Riacho: rua Rio Orenoco, 457, Riacho das Pedras
– UBS Flamengo: rua Monsenhor Messias, 456, Flamengo

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Elaine Castro

Data: 06/05/2019

Carro fumacê contra o mosquito da dengue começa a circular no sábado, 16

Bairros Petrolândia, São Luiz, Tropical e Sapucaias serão percorridos para receber aplicação de inseticida contra o mosquito

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem empreendendo uma série de ações para prevenir dengue, zika, chikungunya e febre amarela e combater o mosquito Aedes, transmissor dessas doenças, conhecidas como arboviroses.

Uma dessas ações é a aplicação espacial a Ultra Baixo Volume, o popular carro do “fumacê”, que, a partir de sábado, 16/03, e domingo, 17/03, começa o primeiro de quatro ciclos de aplicação de inseticida nos seguintes bairros: Petrolândia, São Luiz, Tropical e Sapucaias.

Sempre antes de o veículo do fumacê passar, um carro de som percorre a área a ser borrifada para avisar que o fumacê vai passar ou na manhã seguinte (se o carro de som circular à tarde/noite) ou à tarde (se o carro de som circular de manhã).

Nesta ação, um veículo, equipado com uma bomba pulverizadora de veneno, vai percorrer as vias dessas regiões para borrifar as gotículas de um líquido composto por pequenas quantidades de um inseticida capaz de eliminar os mosquitos que estiverem voando no local no momento da aplicação. De três em três dias, o carro fumacê vai percorrer as mesmas áreas para borrifar veneno contra o mosquito.

O fumacê, que segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS), tem como função específica eliminar as fêmeas do mosquito Aedes aegypti e deve ser utilizado somente para bloqueio de transmissão e para controle de surtos ou epidemias.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), de 1º de janeiro a 11 de março de 2019, Contagem já registra 311 casos confirmados de dengue.

O diretor de Vigilância e Controle de Zoonoses da SMS, o médico veterinário José Renato de Rezende Costa, reforça que essa ação ocorre ao mesmo tempo em que seguem as demais ações de controle do mosquito do município, como as ações de controle focal, por meio da realização de visitas domiciliares em 100% dos imóveis da cidade, durante ciclos bimestrais, seis vezes ao ano. No ano passado, mais de 700 mil visitas domiciliares foram realizadas por equipes da SMS para tratamento focal.

“O bloqueio de transmissão das arboviroses com fumacê não tem efeito residual e só mata o mosquito que estiver voando no momento da aplicação do inseticida. Então, todos precisam seguir fazendo a sua parte, não deixando que recipientes acumulem água e se tornem criatórios do mosquito”, ressalta José Renato Costa.

A Secretaria de Saúde também realiza pesquisas entomológicas através do Levantamento de Índices Rápido para o Aedes agypti (LIRAa) e da colocação, em pontos estratégicos, de armadilhas de ovoposição para contagem de ovos do vetor chamadas “Ovitrampas”. Atualmente, há 517 Ovitrampas espalhadas pelo município.

Há também os mutirões de limpeza, chamados de “Faxinação”, que ao longo do ano de 2018 recolheram nas áreas mais críticas da cidade aproximadamente 172 mil quilos (172 toneladas) de entulho e outros objetos que podem se tornar focos do Aedes.

A rede assistencial em saúde do município também está preparada para reconhecer os sintomas relacionados às arboviroses. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede SUS/Contagem estão sendo capacitados para lidar com as sintomatologias das arboviroses e realizar os procedimentos e encaminhamentos necessários para tratamento, como a realização de exames de sorologia, hemograma e hidratação oral e venosa, quando necessário.

Além disso, o município estruturou 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) para serem referência no atendimento a pessoas com suspeita de arboviroses, as chamadas Unidades Sentinela (clique AQUI para ver os endereços dessas UBSs).

Já no trabalho de prevenção, os mais de 250 Agentes de Combate às Endemias (ACE) do município realizam visitas e orientam as comunidades quanto à correta destinação do lixo e dos chamados inservíveis, recipientes artificiais descartados indiscriminadamente e/ou que podem acumular água, como pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores e seus pratinhos, caixas d’água descobertas, cisternas, piscinas e até tampinhas de garrafa e bebedouros de animais.

Clique AQUI e saiba mais sobre o trabalho de prevenção e combate das arboviroses da prefeitura

 

Repórter: Carolina Brauer 

Foto: Jefferson Lorentz

Data: 14/03/2019

Saúde realiza blitz contra o Aedes na região central de Contagem

Na ação, as agentes distribuíram panfletos e deram dicas de como combater o mosquito

As ações de combate às arboviroses (zika, dengue, chikungunya e febre amarela) continuam por toda Contagem. Nessa terça-feira (26), a Secretaria Municipal de Saúde realizou uma blitz contra o Aedes na regional Sede. A ação foi promovida pelo Distrito de Saúde em parceria com o grupo teatral Agente em Cena.

As agentes distribuíram panfletos e deram dicas de como combater o mosquito. A coordenadora do Agente em Cena, Rúbia Mageste, disse que ações como essa visam convocar a população para a luta contra as arboviroses. “Nosso intuito é mostrar que o combate ao Aedes aegypti é dever de todos. O empenho dos moradores para acabar com os focos em suas casas é imprescindível nessa luta”, destaca Rúbia Mageste.

Agente em Cena: mais de 31 mil espectadores

Criado há cerca de 14 anos, a partir de uma iniciativa de Agentes de Combate às Endemias (ACEs), juntamente com o programa de Educação e Saúde do município, o grupo acabou se desarticulando em 2015, tendo suas atividades retomadas em abril de 2017, na atual gestão.

De lá para cá, o Agente em Cena já contabiliza mais de 680 apresentações em locais como escolas públicas e particulares, faculdades, conferências de saúde, reuniões de bairro e Unidades Básicas de Saúde (UBS), com mais de 31 mil espectadores.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Fábio Silva 

Data: 26/02/2019

Contagem capacita profissionais das UPAs sobre arboviroses

Objetivo é o de capacitar médicos, enfermeiros e referências técnicas para tratamento de acometidos pelas arboviroses

Com as pancadas de chuva e as altas temperaturas, a população deve redobrar a atenção no combate às arboviroses (zika, dengue, chikungunya e febre amarela). A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, faz sua parte, tanto na prevenção quanto no tratamento.

Na quinta-feira (21), a Superintendência de Vigilância em Saúde promoveu a Capacitação sobre Arboviroses – Manejo Clínico do Paciente Adulto. A ação tem como objetivo capacitar médicos, enfermeiros e referências técnicas das Unidades Pronto-Atendimentos (UPAs) para o acolhimento e tratamento de usuários acometidos pelas arboviroses.

A capacitação, realizada no auditório do SEST/SENAT, contou com a palestra da médica infectologista da Secretaria de Saúde Tania Marcial. Referência em infectologia em Minas Gerais, Tania Marcial destacou o objetivo da capacitação: “O intuito do encontro é capacitar multiplicadores. Os participantes levarão o aprendizado para as UPAs e difundirão as práticas para o manejo de pacientes com arboviroses”.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Fábio Silva

Data: 22/02/2019

Pessoas com sintomas da dengue que têm condições clínicas especiais devem procurar atendimento nas UBS

Alteração no atendimento de pacientes do Grupo B de sintomatologia da dengue reduz riscos e aprimora qualidade da assistência

A Atenção Básica tem importante papel a cumprir na prevenção, atenção e controle das doenças, constituindo-se como porta de entrada preferencial do usuário ao Sistema Único de Saúde (SUS). As Unidades Básicas de Saúde (UBS), equipamentos de saúde que por definição são os mais próximos das comunidades, têm importante papel a cumprir como responsáveis pelo atendimento inicial no enfrentamento da dengue, chikungunya, zika e febre amarela, doenças conhecidas como arboviroses.

Pela primeira vez na história de Contagem, pessoas com sintomas de dengue com condições clínicas especiais (*), como hipertensão, diabetes, gestantes e crianças com menos de dois anos, que não apresentam sangramento e outros sinais de alarme, poderão ser atendidas no âmbito da Atenção Básica, sem precisar serem encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com o protocolo de risco e manejo de pessoas com sinais de dengue do Ministério da Saúde (MS), os pacientes que apresentam essas condições são classificados no Grupo B de sintomatologia da dengue.

Até o ano passado, todos os pacientes com suspeita de dengue classificados no Grupo B precisavam ser direcionados às UPAs. O motivo é que o nível de atenção primária à saúde, no qual se situam as UBSs, não estava suficientemente estruturado para realizar esse tipo de atendimento, que costuma demandar que os pacientes fiquem em observação enquanto recebem hidratação, oral ou venosa, ou que aguardem até a liberação de resultados de exames.

Agora, a Atenção Básica está em processo de estruturação para acolher esse tipo de paciente, realizando exames como hemograma e contagem de plaquetas, ofertando condições infraestruturais para esse tipo de atendimento e avaliando os usuários não só clinicamente, mas também laboratorialmente.

Para isso, todos os cerca de 150 médicos, 150 enfermeiros e 350 técnicos de enfermagem da Atenção Básica do município estão passando por capacitações para o atendimento de pessoas com sinais de dengue. Os aproximadamente 450 Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) do município, por sua vez, estão sendo orientados a encaminhar os casos suspeitos de arboviroses às UBSs e a atuar junto aos domicílios, informando aos seus moradores sobre as arboviroses, seus sinais, sintomas e riscos de agravamento.

As ações assistenciais da rede SUS/Contagem também estão sendo reorganizadas, de forma que todas as equipes da Atenção Básica realizem o atendimento inicial para dengue, com avaliação de risco e a vigilância do usuário, seja através do acompanhamento dos doentes na residência, seja por meio da detecção de casos em visitas domiciliares e, quando necessário, com o referenciamento para serviços de urgência ou unidades de observação. O objetivo é reduzir os riscos para os pacientes e melhorar a qualidade da assistência ao usuário, ao mesmo tempo em que as UPAs são desafogadas.

A referência técnica do setor de Doenças e Agravos Transmissíveis (DAT) da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Maria Viegas, explica que a medida possibilitará que os pacientes do Grupo B sejam acompanhados, se necessário, pela mesma equipe que realizou o primeiro atendimento, ao passo que, se atendidos em uma UPA, esses pacientes seriam acompanhados por equipes de plantonistas, cujos integrantes podem variar.

“As pessoas das equipes de plantão que fariam esse acompanhamento, caso ele seja preciso, não seriam necessariamente as mesmas. A possibilidade de o acompanhamento ser feito por uma mesma equipe viabiliza um acompanhamento longitudinal, no qual um mesmo avaliador pode acompanhar a pessoa ao longo do tempo. Com isso, o acompanhamento dos pacientes ganha em qualidade. Além disso, nas UPAs, o histórico do atendimento dos pacientes é registrado em fichas de atendimento, mas, se o atendimento é feito no âmbito da Atenção Básica, o histórico é todo registrado nos prontuários, o que possibilita o resgate das informações. Tudo isso melhora a qualidade da assistência ofertada”, afirma a referência técnica do DAT.

(*) Condições clínicas especiais e/ou risco social ou comorbidades: lactentes (menores de dois anos), gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares graves, diabetes mellitus, DPCO, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme), doença renal crônica, doença ácido péptica e doenças autoimunes. Esses pacientes podem apresentar evolução desfavorável e devem ter acompanhamento diferenciado, e a partir de agora esse acompanhamento pode ser feito em UBSs.

Plano de Enfretamento das Arboviroses reforça importância da identificação de sinais de alarme

O Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika) 2018/2019 é um documento elaborado pelo Comitê de Arboviroses da SMS, composto pela Vigilância em Saúde (Epidemiologia, Zoonoses e Vigilância Sanitária e em Saúde Ambiental) em conjunto com setores da Saúde como Atenção Básica, Urgência e Emergência, SAMU, Laboratório Central, Apoio Diagnóstico, Assistência Farmacêutica e Complexo Hospitalar. De acordo com o documento, o número de casos de dengue com sinais de alarme e graves identificados é muito pequeno, o que aponta para a importância da realização de exames clínicos iniciais para a identificação e atendimento de casos suspeitos de arboviroses.

“O diagnóstico se inicia no atendimento dos casos e na verificação atenta dos sinais e sintomas, que irão fornecer subsídios para uma correta suspeição e definição das próximas medidas, inclusive de contenção da infestação do vetor. Desta forma, no atendimento de pacientes suspeitos de viroses, há que se pensar em todas as arboviroses e nas diferenças existentes entre as definições de casos suspeitos para cada uma delas. Além disso, no caso de suspeita de febres hemorrágicas, não se pode descartar a possibilidade de outras doenças infecciosas como leptospirose, febre maculosa e leishmaniose. O diagnóstico laboratorial confirmatório é fundamental, mas o manejo do paciente não pode depender dele, assim a identificação de sinais de alarme é fundamental para a imediata implantação das medidas necessárias”, reforça o texto do Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika) 2018/2019.

Classificação de risco e manejo de pessoas com sinais de dengue do Ministério da Saúde

A classificação do Ministério da Saúde engloba os casos menos graves e sem sinais de alarme, enquadrados nos Grupos A (sem sangramento espontâneo ou induzido, sem condições especiais, sem risco social e sem comorbidades) e B (com sangramento de pele, espontâneo ou induzido ou condição clínica especial, ou risco social, ou comorbidades), e os casos mais graves, enquadrados nos Grupos C (presença de algum sinal de alarme, manifestação hemorrágica presente ou ausente) e D (com sinais de choque; hemorragia grave; disfunção grave de órgãos; manifestação hemorrágica presente ou ausente). Em Contagem, a partir deste ano, os Grupos A e B passam a receber atendimento nas UBSs, com hidratação nas próprias unidades dos casos do Grupo A e B.

 

Repórter: Carolina Brauer 

Foto: Adelcio Ramos Barbosa 

Data: 21/02/2019

 

Técnicos e agentes do Programa Ovitrampas fazem importante trabalho no combate às arboviroses

Monitoramento faz parte das ações para prevenir doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela

No Brasil, o início do ano costuma vir acompanhado por altas temperaturas e chuvas abundantes. E, com o período chuvoso e quente, também acende a luz amarela para o aumento dos casos das chamadas arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por insetos, como mosquitos e carrapatos. É que o verão é uma época propícia para que o mosquito Aedes encontre locais que acumulam água para colocar seus ovos. Por isso mesmo, o verão também é a época de maior risco de infecção por Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. Eliminar possíveis criadouros do mosquito é fundamental para a redução e o controle das infecções por arbovírus.

O município de Contagem possui um programa de monitoramento do Aedes aegypti e do Aedes albopictus por meio de um conjunto de ações que permitem identificar áreas de maior incidência dos mosquitos e, com base nos dados coletados, agir precisamente nos locais onde as informações indicam ser necessário, para eliminar possíveis criatórios do mosquito.

Atualmente, 100% do território da cidade estão cobertos pelas armadilhas chamadas Ovitrampas, que têm o objetivo de atrair as fêmeas do mosquito para que coloquem os ovos ali. São 517 armadilhas desse tipo, preparadas no Laboratório de Entomologia/Ovitrampas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Depois de preparadas, as armadilhas são instaladas em pontos estratégicos do município, cobrindo, cada uma, um raio de 200 metros. O monitoramento delas é constante, em ciclos quinzenais: na primeira semana, a armadilha é instalada, para que as fêmeas coloquem seus ovos. Na segunda semana, a armadilha é recolhida para contagem dos ovos e, com base na quantidade de ovos encontrada, ou na ausência deles, os técnicos podem programar mutirões localizados de limpeza, promover visitas em imóveis e orientar a população quanto à correta destinação dos objetos que podem se tornar criadouros nos locais específicos indicados pelo monitoramento.

Em torno de 200 pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente no projeto Ovitrampas, que teve início em outubro de 2017 e conta com o trabalho de veterinários, biólogos, técnicos da Funasa, supervisores de campo e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Graças a esse trabalho, o combate ao mosquito no município está avançando, como mostram os dados do início do ano: em janeiro de 2019, houve no município uma redução média de 26,9% na quantidade de ovos do Aedes encontrada no segundo ciclo do monitoramento quinzenal (segunda quinzena do mês). O motivo é que, a partir dos dados encontrados na contagem de ovos do primeiro ciclo (primeira quinzena do mês), os técnicos puderam indicar exatamente onde os agentes deveriam atuar para promover a eliminação dos possíveis criatórios do mosquito.

O veterinário na Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVZ) e coordenador do setor de Ovitrampas, Marco Túlio de Oliveira, comenta o êxito da estratégia: “Quando desencadeamos uma ação de pente-fino, a gente nota no ciclo seguinte uma redução significativa dos ovos. As armadilhas sinalizam onde está o problema. Desde o início do programa, vimos observamos uma redução do número de vetores. Graças ao monitoramento, podemos desencadear nas áreas todos os agentes para o pente-fino nos raios com maior incidência de ovos. Também estamos desenvolvendo outras armadilhas, como um dispersor de inseticida. Em Contagem, temos três tipos de armadilhas associadas, para controlar o vetor”.

 

Repórter: Carolina Brauer 

Foto: Fábio Silva 

Data: 08/02/2019

Pesquisa mostra índice médio de risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

LIRAa de abril aponta risco médio para ocorrência de arboviroses no município. Principais focos do mosquito que transmite Dengue, Zika e Chikungunya estão no ambiente doméstico. População precisa fazer sua parte, eliminando criadouros do inseto

A chegada do mês de maio costuma vir acompanhada pela diminuição gradual das chuvas que é comum aos meses mais frios e secos do ano. Mas o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, da Zika e da Chikungunya, não pode ter trégua: o Levantamento do Índice Rápido de Infestação (LIRAa) do mês de abril, feito entre os dias 2 e 6, apontou que o município de Contagem apresenta risco médio para ocorrência dessas doenças.
 
A Dengue, a Zika e a Chikungunya são doenças chamadas de arboviroses, porque são provocadas por vírus cujo ciclo de replicação depende de um artrópode, que nesses caso é o mesmo mosquito Aedes aegypti. São doenças que estão relacionadas ao ambiente doméstico, com a postura dos ovos pela fêmea do mosquito em recipientes e locais que acumulem água. Os pratinhos de vasos de plantas, pneus, garrafas destampadas e outros materiais não-biodegradáveis continuam sendo os principais criadouros do inseto.
 
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), 90% dos focos do mosquito encontra-se nas residências. Por isso, a população precisa fazer sua parte, seguindo as orientações já conhecidas de todos, como não deixar destampado nenhum local ou objeto que possa acumular água.
 
O LIRAa fornece dados importantes ao combate ao mosquito Aedes aegypti, por meio de visitas a imóveis e áreas crítica, para identificar criadouros predominantes e avaliar a situação de infestação do município. Com base nessas informações, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) direciona as ações dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e determina a programação dos mutirões de limpeza que ocorrem com o FaxinAção. O LIRAa é realizado em quatro ciclos no ano, nos meses de janeiro, abril, agosto e outubro, conforme determinação do Ministério da Saúde (MS).
 
Além do monitoramento por meio do LIRAa, a SMS também monitora a proliferação do Aedes aegypti por meio do projeto Ovitrampas, com a colocação de armadilhas para atrair as fêmeas do mosquito, para que coloquem os ovos nessas armadilhas.
 
O diretor de Vigilância e Controle de Zoonoses da SMS, José Renato de Rezende Costa, reforça a necessidade de engajamento das pessoas no combate ao mosquito. “Os vasos de plantas e os inservíveis ou reciclados continuam sendo os principais focos do mosquito nas residências e estabelecimentos do município. É muito importante que toda a população e o poder público trabalhem ainda mais juntos para o controle e combate ao mosquito, pois só assim poderemos vencer esta luta. A possibilidade de transmissão dessas doenças é real”, salienta o técnico. De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde da SMS, em 2017, o município registrou 354 casos confirmados de Dengue e 7 de Chikungunya, com 2 casos de Zika ainda em investigação.
 
No gráfico abaixo, é possível identificar os principais focos de criadouros do mosquito encontrados no município e seus respectivos percentuais de ocorrência:
 
 
 
Fonte: Superintendência de Vigilância em Saúde – Diretoria de Epidemiologia – Secretaria Municipal de Saúde de Contagem
 
 
Fique atento e elimine já os focos do mosquito!
 
Cuidados dentro das casas e apartamentos:
 
– Tampe os tonéis e caixas d’água;
 – Mantenha as calhas sempre limpas;
 – Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
– Mantenha lixeiras bem tampadas;
 – Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
 – Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
 – Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
 – Retire água acumulada na área de serviço e atrás da máquina de lavar roupa.
 
Área externa
 
– Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
 – Limpe ralos e canaletas externas;
– Mantenha a atenção em bromélias, babosas e outras plantas que podem acumular água;
– Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
– Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.
 
(fonte: Ministério da Saúde – ANS)
 
Repórter: Carolina Brauer
 
Data: 03/05/2018