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Ex-pacientes e colaboradores do Complexo Hospitalar plantam mudas de árvores

Ação comemorou a Semana do Meio Ambiente e procurou sensibilizar as pessoas para o cuidado e a preservação do verde

Em uma ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente (5 de junho), ex-pacientes e colaboradores do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) plantaram, na segunda-feira (3), 13 mudas de jacarandá mimoso e ipê branco e roxo no estacionamento da unidade, no bairro Cinco.

O evento promovido pelo setor de Humanização e Biossegurança do CHC, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, teve como objetivo sensibilizar as pessoas para o cuidado e preservação do meio ambiente. Cada planta recebeu dois padrinhos que foram convidados a dar seus nomes às futuras árvores e desempenhar a atividade de regá-las frequentemente, nos horários mais frescos, contribuindo para um local mais verde.

O jovem Guilherme Matheus Cândido Nunes, 13 anos, ficou feliz com o plantio do ipê branco e comprometeu-se, junto de sua mãe, a fazer visitas ao local nos domingos para aguar e acompanhar o crescimento da muda que leva seu nome. André da Silva Tito dividirá com ele essa tarefa de cuidar da planta. Ambos foram pacientes das unidades que compõem o CHC.

As enfermeiras do Centro Materno Infantil Gisele Chalub e Tatiane Lavez também combinaram um revezamento para molhar a muda durante os dias de plantão. Tatiane Lavez veio acompanhada da mãe e dos filhos para compartilhar este momento.

Para a coordenadora da Humanização no Complexo, Rejane Braga, esse foi um momento de muita emoção. “Reunimos pessoas que tiveram uma superação pessoal quanto à saúde e os funcionários que se dedicam em suas funções para o funcionamento do hospital para que juntos possam cuidar de outras vidas simbolizadas pelas árvores que tanto nos fazem bem”, comentou.

Antes do plantio, os participantes e demais convidados assistiram às palestras ministradas, no auditório, pelos assessores educacionais da Diretoria de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Rodrigo Ribeiro e Júlio Cezar de Oliveira Andrade. Na sequência, uma apresentação foi realizada por Geraldo Amâncio dos Santos, também integrante da equipe de Educação Ambiental.

 

Foto: Divulgação

Data: 04/06/2019

Dia de Luta pela Saúde da Mulher busca conscientizar a população

Contagem promove ações em prol da saúde das mulheres e busca fortalecer as políticas públicas referentes ao tema

O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher foi celebrado na terça-feira (28), com o objetivo de conscientizar e chamar a atenção da população para os problemas de saúde das mulheres. A data integra as ações dos cinco Objetivos de Desenvolvimento Humano da ONU – Igualdade de Gênero, que tem como eixo, dentre outros, garantir acesso universal à saúde sexual e reprodutiva.

De acordo com a referência técnica da Saúde da Mulher, Viviane Gade, é necessário cuidado e prevenção, pois são muitas as doenças que atingem as mulheres, sendo que as principais são: câncer de mama, câncer de colo de útero e as doenças metabólicas (hipertensão e diabetes).

A referência técnica explicou que as práticas e ações de prevenção e promoção à assistência à mulher melhoraram muito no acesso aos exames de prevenção (Papanicolau), mamografia e pré-natal de risco habitual. Ela ressalva que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Contagem estão em condições de oferecer esses serviços e atendimentos.

Viviane Gade também falou sobre a celebração da data: “O município de Contagem celebra essa data e busca durante todo ano fortalecer as políticas e ações em prol da saúde das mulheres, inclusive instituiu o Conselho Municipal da Mulher de Contagem, que é o movimento que garante a participação da mulher na discussão das políticas públicas”.

Contagem aderiu ao Programa Rede Cegonha, que visa melhorar a atenção à Saúde Materno Infantil, por meio de várias ações, como melhoria do acesso aos contraceptivos, incluindo a implantação do DIU no pós-parto imediato, a realização do teste rápido de gravidez para iniciar o pré-natal precocemente, testes rápido de HIV e sífilis, realizados na primeira consulta de pré-natal, agilizando o diagnóstico e tratamento.

Além disso, no Centro Materno Infantil (CMI), a assistência ao parto está alinhada com práticas de humanização e o estímulo ao aleitamento materno. O município também conta com a Casa da Gestante e da Puérpera (Cagep), que atende as gestantes e puérperas em situação de vulnerabilidade ou que necessite de vigilância mais frequente. Oferece também, semanalmente, visita guiada ao CMI com o objetivo de familiarizar as gestantes com o ambiente hospitalar em que ela terá o bebê.

Prevenções e cuidados

De acordo com Viviane Gade, os cuidados e prevenções que as mulheres devem tomar são:

– Realização do exame de Papanicolau, para prevenção do câncer de colo de útero;

– Rastreamento do câncer de mama;

– Realização de pré-natal de qualidade;

– Estímulo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, e até os 2 anos ou mais complementado;

– Acesso ao planejamento familiar seguro;

– Vacinação;

– Acesso a práticas de vida sexual segura: uso de preservativos;

– Acesso a cuidados e práticas de saúde física e mental;

– Cessação do tabagismo.

 

Repórter: Lorena Campos (sob supervisão de Lucas Santos) 

Data: 30/05/2019

 

Boas práticas apresentam resultados positivos na Maternidade de Contagem

Práticas como a presença de acompanhante, contato pele a pele e posições mais confortáveis reduzem a mortalidade materna

O Dia da Redução da Mortalidade Materna foi celebrado em todo o país nesta terça-feira (28). Mortalidade materna é toda morte de mulher durante a gravidez ou até 42 dias depois do parto, sem importar a duração da gestação.

Em Contagem, o Centro Materno Infantil (CMI) faz uso das Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento. A maternidade implementou o programa do Ministério da Saúde “Rede Cegonha”, que busca a redução da mortalidade materna e de bebês.

Segundo a enfermeira do CMI Gisely Abrantes, a unidade garante práticas como a presença do acompanhante em todo o período de internação para assistência ao parto, o contato pele a pele, posições mais confortáveis para o parto e o aleitamento logo nos primeiros minutos de vida. As Boas Práticas de Atenção ao Parto e ao Nascimento apresentam cada dia mais resultados. Em 2017, não foi registrada nenhuma morte materna no local, e, no ano passado, apenas uma.

A prevenção da mortalidade materna começa muito antes da gravidez. Uma gestação planejada, desejada tem uma adesão muito maior de cuidados e mesmo de assiduidade no pré-natal do que uma não planejada. “É muito importante que as mulheres façam um acompanhamento pré-natal, com uma equipe multidisciplinar da atenção básica como médicos e enfermeiras obstetras, pois, na maioria dos casos, a gestação é de baixo risco, sem complicações”, ressaltou Gisely Abrantes.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2013, o Brasil conseguiu reduzir 43% dos números de casos de mortalidade materna. As cinco principais causas são: hemorragias, hipertensão, infecções puerperais, doenças do aparelho circulatório complicadas pela gestação e o parto. Essas causas são responsáveis por mais de 70% das mortes maternas.

 

Repórter: Milla Silva (Sob supervisão de Lucas Santos)

Data: 29/05/2019

Em 19 de maio, celebra-se o Dia Nacional de Doação de Leite Humano

Data busca incentivar a doação do alimento necessário para o desenvolvimento saudável dos bebês

No dia 19 de maio, foi celebrado o Dia Nacional de Doação de Leite Humano. A data busca incentivar a doação desse alimento considerado completo e suficiente para garantir o desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros dois anos de vida.

Em Contagem, o Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus alimenta recém-nascidos internados no CTI Neonatal e demais bebês que precisam desse alimento no município. O estabelecimento faz parte da Rede Global de Bancos de Leite Humano (RBLH) e, em média, por mês, são arrecadados pelo posto 10 litros de leite humano, de lactantes em boas condições de saúde e dispostas a fazer a doação.

A contagense de Nova Contagem, Luciane Raspante Charles Pereira, de 39 anos, é uma dessas voluntárias. Desde outubro de 2018, ela faz doações e aconselha quem pode a fazer o mesmo. Mãe da Maria Clara, de oito meses, ela contou que iniciou a prática de doar leite depois que os seios ficaram doloridos, mesmo amamentando sua filha regularmente. Isso ocorria devido à produção do alimento em quantidade superior ao consumo do seu bebê. “Assim como a amamentação é importante para minha filha e fez bem para mim, também é boa para outras mães e bebês. Fico contente por estar ajudando. Isso é muito pouco em relação aos benefícios conquistados”, destacou.

Para a presidente da Comissão Permanente de Aleitamento Materno no CMI, Kátia Aparecida da Fonseca Barbosa, o leite materno, também conhecido como alimento padrão ouro, é fundamental para ajudar a salvar vidas e garantir a saúde para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso que estão internados e não podem receber o leite de suas mães.

“É por meio do leite materno cru doado que muitos bebês recebem a nutrição necessária e, por isso, a mobilização para doações durante todo ano é essencial”, reforçou Kátia Barbosa. A presidente da Comissão faz um convite para que todas gestantes, mulheres que estão amamentando e profissionais da saúde conheçam e participem da campanha “Doe leite materno, alimente a vida”, lançada pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (17).

Doação de leite em Contagem

O Posto de Coleta de Leite Humano em Contagem funciona no Centro Materno Infantil (CMI), na av. João César de Oliveira, 4495, bairro Cinco. No local, gestantes e as mulheres que amamentam são orientados sobre a ordenha, cuidados com as mamas e como doar leite.

A arrecadação das doações ocorre uma vez por semana em domicílio, de segunda a quinta-feira, pela manhã, após cadastro via telefone ou presencialmente no PCLH. São dadas às doadoras orientações e materiais, como potes esterilizados. O leite arrecadado é encaminhado para o Banco de Leite Humano Augusta Resende Barbosa, em Betim, para análise, pasteurização e distribuição.

As interessadas em fazer a doação de leite podem ligar e se cadastrar pelo telefone 3363-5300, ramais 244 e 249.

 

Foto: Divulgação

Data: 20/05/2019

Dia de Luta contra a Endometriose é marcado pela conscientização

UBSs de Contagem são a porta de entrada para o tratamento da doença

Na terça-feira (7) foi celebrado o Dia Internacional da Luta contra Endometriose. A doença atinge de 10% a 15% das mulheres em idade de reprodução (dos 15 aos 45 anos), segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose. Estima-se que pelos menos 6 milhões de mulheres sofram com a doença no país.

No município de Contagem, para procurar um ginecologista, basta ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. O paciente será encaminhado ao ginecologista responsável. Os dias de atendimentos variam em cada unidade.

Ginecologista no Centro Materno Infantil, Fábio Costa Peixoto explica que, quando não há gravidez, o endométrio descama e é eliminado na menstruação. A maior ocorrência é entre o período reprodutivo, desde a primeira menstruação até a menopausa. “Sua incidência aumenta nas mulheres inférteis e com dor pélvica crônica”, alerta o médico.

Uma das teorias para explicar o surgimento da endometriose seria que um pouco de sangue migra no sentido oposto e acaba nos ovários ou na cavidade abdominal, causando uma lesão. Uma mulher tem maior risco de desenvolver a doença se a mãe ou irmã sofrerem do mesmo mal.

A endometriose pode manifestar-se de diversas formas, como dores intensas na região pélvica, cólicas e alterações intestinais. Ela também pode ser assintomática. “Por ser uma doença um pouco difícil de ser diagnosticada, recomenda-se que as mulheres que apresentem os sintomas façam exames de imagem, assim o diagnóstico é mais certeiro. Podem ser realizados exames de sangue ou de imagens, mas o diagnóstico preciso se dá por meio de biópsia”, observa.

Tratamento

Quando o tratamento é por meio de remédios, são utilizadas drogas hormonais que suspendem a menstruação e assim diminuem os níveis de estrogênios. Nesse caso, pode-se citar o uso de pílulas combinadas, pílulas de progesterona ou medicamentos supressores da hipófise.

O tratamento cirúrgico é feito por meio da laparotomia (abertura da cavidade abdominal) ou laparoscopia (cirurgia com utilização de óticas e vídeos). As lesões endometrióticas e até mesmo órgãos como útero, ovários e partes do intestino podem ser retirados.

Entenda a doença

A endometriose é uma doença benigna inflamatória causada pelo implante de células do endométrio (camada interna do útero) na cavidade abdominal e pélvica. Em casos mais graves, a mulher pode ter infertilidade. Por isso, é essencial que, a qualquer sintoma, as mulheres procurem ajuda médica.

 

Repórter: Milla Silva (sob supervisão de Lucas Santos)

Data: 08/05/2019

CTI Pediátrico do Centro Materno Infantil celebra um ano de funcionamento

O Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Pediátrico do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, em Contagem, completou um ano nesta terça-feira (12). A unidade recebe em média 190 lactantes e crianças por mês. São nove leitos destinados ao monitoramento contínuo dos pacientes mirins que necessitam tratar infecções, pós-operatórios e terapêuticas específicas nas várias áreas da medicina. “Durante este período estivemos salvando vidas. É um trabalho pontual que impacta a saúde do município,” ressalta o pediatra do CTI, Frederico de Melo Nascimento.

Antes de serem habilitados como leitos de CTI, o setor era uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Pediátrica. Atualmente, o Centro de Tratamento Intensivo absorve demandas provenientes dos atendimentos no Pronto Atendimento Pediátrico do CMI e também das UPAS municipais e das cidades próximas: Ibirité e Sarzedo.

Segundo a coordenadora de Enfermagem do CTI Pediátrico, Renata Aparecida de Souza, a unidade faz a admissão de pacientes em estado de saúde delicado e também recepciona os pais que estão receosos com a saúde dos filhos, os quais podem permanecer no local por longo período. “Aqui o trabalho é feito com muito carinho pela equipe multiprofissional que está alinhada aos procedimentos para o gerenciamento de riscos beira leito, segurança do paciente, tratamento humanizado e respeitoso com os familiares,” explicou Renata de Souza.

Equipe comprometida

São ao todo 32 profissionais entre enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, psicólogos e serviço social para cuidar de bebês a partir dos 30 dias de nascido até 12 anos de idade. Para a enfermeira Gisele Faria, cuidar de crianças é algo especial, o que faz gostar bastante de trabalhar no CTI. Ela conta também que a equipe cresceu junta e evoluiu bastante no campo assistencial com a abertura do setor.

Jéssica Bruna de Lima, 26 anos, de São José da Varginha, mãe das gêmeas Izabela e Gabriela, agradece o cuidado e toda a atenção dada às filhas que estão internadas na unidade. As meninas têm seis meses de vida e desde o nascimento prematuro em setembro de 2018 recebem os cuidados no Centro Materno Infantil. “Graças ao trabalho da equipe e toda a aparelhagem do CTI foi possível dar a vida as minhas filhas e vê-las crescerem. Sinto me segura em deixá-las aqui quando preciso ir para casa,” contou Jéssica de Lima.

Dados

O trabalho na unidade localizada no terceiro andar do CMI não para. São 24 horas focadas em tratar de perto todas as crianças que lá estão e dar suporte as suas famílias. Durante este primeiro ano de funcionamento, a taxa média de ocupação dos leitos foi de 64%, no entanto, os meses de novembro de 2018 e fevereiro de 2019, esse índice alcançou 95% e 92% respectivamente. Somente em novembro de 2018 passaram pelo CTI Pediátrico 231 pacientes por mês.

De acordo com a diretora do Centro Materno Infantil (CMI), Cristiane Rosalina de Oliveira, cuidar das crianças dentro do município trouxe alívio aos familiares pela proximidade. “Isso foi possível com muito empenho da gestão para abertura e habilitação do CTI Pediátrico, o que nos dá motivos para festejar o primeiro ano do Centro de Terapia Intensiva e os resultados que espelham a dedicação da equipe. Nosso trabalho é fazer com que a criança receba cuidado, atenção e carinho durante o tratamento,” destacou.

 

Foto: Divulgação 

Data: 14/03/2019

Aleitamento Materno é foco de treinamento no Centro Materno Infantil de Contagem

O curso é um dos requisitos para o título da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), que a unidade mantém desde 2005

O Complexo Hospitalar de Contagem capacitou, nos dias 27 e 28 de fevereiro, a primeira turma de 2019 do treinamento “Aleitamento Materno: uma prioridade mundial”. “O curso é um dos requisitos para o título da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), que a unidade mantém desde 2005, mas, mais do que isso, é a essência do trabalho da instituição”, destaca a presidente da Comissão Permanente de Aleitamento Materno e enfermeira do CTI Neonatal, Kátia Aparecida da Fonseca Barbosa.

Segundo Kátia Aparecida, este é um treinamento frequente na unidade para que toda a equipe esteja alinhada a uma mesma orientação de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à saúde integral da criança e da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo do ano, serão capacitadas mais quatro turmas e quem já fez pode fazer novamente para atualizar-se. “As práticas do Cuidado Amigo da Mulher, previstas na Portaria n° 1.153/2014 de Ministério da Saúde, são ainda recentes e devem ser reforçadas”, ressaltou.

Conteúdos

A capacitação teve duração de 20 horas e contou com palestrantes de diversas áreas do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. Foram apresentados os temas: Bases Teóricas do Aconselhamento, com a terapeuta ocupacional Handula Janine Simões; Cuidado Amigo da Mulher, com a enfermeira obstetra Tatiane Augusta Santos Lavez; e Anatomia da Mama e Fisiologia da Lactação, com o ginecologista e obstetra William Martins de Aguiar Fontes.

Patrícia Elise Froeseler, que é doula e já esteve na unidade acompanhando algumas mães, contou que a técnica de alimentação através do copinho, apresentada pela fonoaudióloga e técnica de relactação e feeding-finger Márcia Regina Pacífico Ribeiro, trouxe muita clareza para detalhes fundamentais que no dia a dia se perdem ou são desconhecidos. “Este treinamento foi transformador. Acredito que posso ajudar muito mais agora”, avaliou.

Entre os palestrantes convidados, os temas abordados foram: Problemas Precoces e Tardios com as Mamas, apresentado pela consultora em lactação pelo Núcleo Saúde da Mulher e da Criança (IBCLC) de Contagem, Viviane dos Reis Gade da Cruz; e Iniciando a Mamada, Contato Pele a Pele e Avaliação da Mamada, pela pedagoga membro do Comitê Estadual de Aleitamento Materno de Minas Vânia Aparecida Lima.

A nutricionista da Maternidade Odete Valadares, Danielle Aparecida de Almeida Matos, também palestrou no evento sobre a Norma Brasileira de Comercialização de Substituto do Leite Materno (NBCAL). Já a enfermeira neonatal Gisely Abrantes Chalub Menezes da Mota debateu a respeito da Rede Cegonha, e a fonoaudióloga coordenadora do Comitê de Aleitamento do Hospital Julia Kubitschek, Eliane Aparecida Fonseca Ferreira, falou sobre Bicos Chupetas – Como prevenir o desmame precoce?

Para as participantes Bianka Cristina Alves Reis e Deyse Lúcia Silva, nutricionistas da Maternidade, as palestras foram bem abrangentes e os conteúdos apresentados pelos vários especialistas enriqueceram o aprendizado. “É muito importante este conhecimento. Passamos orientações corretas para as mães que, consequentemente, também são multiplicadoras desta informação”, declarou Deyse Lúcia.

Práticas na assistência

Participaram do curso 45 profissionais da assistência ao binômio mãe e filho. Além do conteúdo teórico, os participantes farão nas próximas semanas algumas práticas durante o trabalho.

A enfermeira obstetra Selma Andrade Santos afirmou que o curso foi excelente devido à diversificação da grade de conteúdos e aos colegas de várias áreas que compuseram a turma. “Temos um papel importante na vida das mães e crianças que passam por aqui e o conhecimento é essencial para isso”, finalizou Selma Andrade.

 

Foto: Divulgação

Data: 08/03/2019

Seminário “Agosto da Amamentação” reúne profissionais da Saúde

Objetivo é conscientizar sobre a importância da amamentação

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu nessa quinta-feira (23), o seminário ‘’Agosto da Amamentação’’. O evento realizado, na Nova Faculdade, tem por objetivo conscientizar os profissionais da Saúde sobre a importância da amamentação.

A enfermeira no Centro Materno Infantil (CMI), Kátia Aparecida da Fonseca, explica que “é importante incentivar o aleitamento materno e conscientizar os profissionais, para que possam desempenhar juntos com as lactantes a proteção necessária para os bebês”.

Já para a enfermeira na Atenção Básica de Saúde, Carolina Castro, o seminário contribui na relação de confiança e vínculo criado durante todo o período gestacional. “Essa conexão traz maior proximidade e humanização entre a equipe e paciente”, destacou.

O Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida.

Em Contagem, essa recomendação é repassada a risca para as gestantes. A subsecretária de Assistência à Saúde, Kênia Carvalho, destacou o carinho que Contagem tem com as mães e os recém-nascidos. “A cidade de Contagem conta com 29 leitos neonatal no Centro Materno que estão amplamente qualificados e equipados para atender às gestantes e seus bebês”, explicou.

 Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de:

  • reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos;
  • reduzir o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta;
  • proteger a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Agosto Dourado
Até o ano de 2016, apenas a 1ª Semana de Agosto era dedicada à conscientização da “Importância do Aleitamento Materno”. Em 2017, o governo federal instituiu o “Agosto Dourado”, com a lei 13.435 no Congresso Nacional, mês do Aleitamento Materno. A escolha da cor “Dourada” não foi à toa. Faz alusão à definição da OMS sobre o leite materno. Alimento de ouro para a saúde dos bebês. O leite materno é tido como um alimento padrão “ouro”.

 

Repórter: Jaiderson Henrique (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva

Data: 24/08/2018

Mais uma história de superação que a Cagep ajudou a contar

Graças a assistência prestada pela Cagep, após luta da mãe para levar gravidez adiante, menina segue firme na jornada da vida

Os mistérios do planeta são muitos e não param nunca. No ano passado, Maria Glória Arcanjo ganhou sua filha Victória Esmeralda Teixeira no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. O nascimento do bebê foi precedido por muita apreensão quanto ao futuro, porque a gravidez de Maria Glória foi conturbada e cheia de percalços. Os problemas enfrentados durante a gestação, como hipertensão arterial e até mesmo uma suspeita de embolia pulmonar, fizeram com que Maria Glória precisasse ficar internada na Casa de Apoio à Gestante e à Puérpera (Cagep) de Contagem por cerca de 90 dias, até que seu neném nascesse. Havia ainda uma suspeita de que a pequena Victória tivesse microcefalia. Um pouco da história da Maria Glória e do nascimento de Victória Esmeralda, em um dia quatro de junho, foi contada em publicação do ano passado no Portal da Prefeitura de Contagem (clique AQUI para ler).

A Cagep faz parte da rede SUS do município e abriga gestantes com gravidez de alto risco, mas que não precisam ficar internadas em um hospital, puérperas (mulheres que acabaram de se tornar mães) que ainda precisam ser observadas de perto e gestantes e puérperas com risco social. O perfil das mulheres que acessam a Cagep é variado, mas é comum passarem por lá gestantes diabéticas ou que precisam fazer repouso absoluto, ou fazer exames frequentes ou de medicamentos injetáveis diários. Também é comum passarem por lá mulheres cujos bebês já nasceram que apresentam quadro de pressão alta, ou ainda mulheres com severas dificuldades financeiras, que já receberam alta da maternidade, mas estão com seus recém-nascidos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e gestantes e puérperas com vulnerabilidade social, como adolescentes grávidas que não possuem rede de apoio familiar, além usuárias de drogas e moradoras de rua.

Hoje, cerca de um ano e dois meses após o nascimento de Victória Esmeralda, as notícias são alvissareiras, com mãe e filha comemorando glórias e vitórias: mesmo com um histórico de seis gestações marcadas por abortos, falecimentos de bebês e até ali com apenas um filho vivo, Maria Glória Arcanjo conseguiu ter sua Victória Esmeralda Teixeira graças à assistência recebida na Cagep. Hoje, 1 ano e 2 meses após o nascimento da menina, que foi acompanhada durante todo esse tempo pela equipe de profissionais do CMI por periodicidade que já foi quinzenal e era mensal, Victória Esmeralda, guerreira feito a mãe, vem mostrando um desenvolvimento neurológico satisfatório e só precisará passar pela próxima consulta de rotina com neurologista daqui a seis meses. O espaçamento entre as consultas, que gradativamente vem se tornando maior, mostra que, daqui a pouco, esse acompanhamento poderá nem ser mais necessário.

“A médica falou que está tudo bem e que agora o acompanhamento pode ser semestral. E não tem diagnóstico de microcefalia, não! Todo dia ela aprende a fazer uma bagunça nova. Graças a Deus, ela não teve sequela. Na época da gravidez, a depressão tomou conta de mim. Muita coisa podia ter dado errado. Com o tratamento que recebi na Cagep e o apoio das profissionais que lá cuidavam de mim 24 horas ao dia, como a Ângela (a enfermeira-obstetra Ângela Fátima Vieira Silva, uma das profissionais que acompanhou Maria no período em que ela esteve albergada na Cagep), deu tudo certo”, relata Maria Glória.

De acordo com a equipe médica do CMI que vem fazendo o acompanhamento de Victória, a menina apresenta um desenvolvimento neuropsicomotor normal para a idade e a medida do seu crânio não sugere microcefalia. Ainda existem exames neurológicos sendo realizados na Rede Sarah, sem resultados disponíveis, mas a equipe frisa que a evolução da criança está ocorrendo de maneira muito satisfatória.

Essa é mais uma história de superação que a Cagep ajudou a contar. Que mais e mais sementinhas da Cagep possam seguir crescendo e se desenvolvendo!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Data: 22/08/2018

Dia D da Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo e 1º Mamaço do Centro Materno mobilizam famílias em Contagem

Em Contagem, cerca de 30 mil crianças estão aptas para receberem as vacinas

Jéssica, Tatiane e Lanna saíram de casa com os filhos no último sábado com o mesmo objetivo. Incentivar outras mães a amamentarem seus filhos e vaciná-los contra a poliomielite e o sarampo. Valentina, Heitor e Caio já estão imunizados e integram a expectativa do Ministério da Saúde:  vacinar 11,2 milhões de crianças em todo o país. Em Contagem, cerca de 30 mil crianças estão aptas para receberem as vacinas.

Para incentivar o aleitamento materno e sensibilizar a população quanto à importância e seus benefícios, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu no último sábado, 18 de agosto, na praça do Iria Diniz, o primeiro Mamaço do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a Maternidade de Contagem. A iniciativa ocorre no contexto do Agosto Dourado, instituído pela a Lei nº 13.435/2017, que estabelece agosto como o Mês do Aleitamento Materno.

Em conjunto à ação, também ocorreu o Dia D de Mobilização da Campanha de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite. Mães, pais ou responsáveis também puderam aproveitar para levar as crianças de um ano a menos de cinco anos para receber as vacinas contra sarampo e poliomielite no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz. A campanha será  promovida até 31 de agosto e o atendimento está disponível  em 49 salas de vacinação, das 8h às 16h30 (clique AQUI para ver os endereços), espalhadas por todos os distritos sanitários da cidade. Para receber os imunizantes, basta apresentar o documento de identidade e o cartão de vacinação.

Campanhas são fundamentais

A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, esteve presente ao Mamaço para uma roda de conversa sobre a importância da amamentação. “O aleitamento materno é a primeira vacina que o recém-nascido recebe na sua vida. Para o bebê, o leite materno é um alimento completo e que age no combate a doenças. O colostro é a primeira imunização após o nascimento. O bebê recebe os anticorpos maternos e é colonizado com as bactérias protetoras que a mãe tem em seu organismo”, informou Kátia.

O prefeito Alex de Freitas marcou presença no evento e levou os filhos para vacinarem. “Temos que fazer a nossa parte como poder público, mas cada pai, mãe ou responsável também deve cumprir o seu papel e levar os filhos até um local de vacinação. Já trouxe as minhas ferinhas! Assim como são fundamentais as vacinas contra a poliomelite e sarampo, a primeira vacina de todas é o leite materno. Combinamos as duas campanhas para também incentivar e conscientizar as mães sobre os benefícios da amamentação e a doação para os bancos de leite”, destacou.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

O secretário Municipal de Saúde, Cleber de Faria Silva, ressaltou que o Brasil tem algumas dificuldades em relação a adesão  dos pais às campanhas de vacinação, mas Contagem está em um patamar interessante em percentagem de cobertura. “Esperamos que nesse mês alcancemos novamente a meta exigida pelo Ministério da Saúde. A SMS irá fazer todos os esforços para a cobertura e assistência às crianças, que são as principais beneficiadas. O 1º Mamaço foi idealizado com o intuito de alcançar mais mães e conscientizá-las sobre a importância da amamentação”, salientou.

Jéssica Damasceno, mãe de Valentina de 1 ano e 6 meses, fez questão de vacinar a filha e ainda participar do Mamaço. “O momento da amamentação é o mais especial que passo com ela. Trabalho e adaptei o meu tempo para estar com ela. Quero amamentar enquanto ela quiser”. Jéssica é garota propaganda da campanha e também doadora de leite materno.

A pedadoga Tatiane Silva é mãe de Heitor de 10 meses e Dante de 6 anos. Ela elogiou a iniciativa da prefeitura por em uma única ação propor duas questões importantes: a amamentação e a vacinação. “Temos que incentivar outras mães à pratica da amamentação. No início pode ser difícil e doloroso, mas não podemos desanimar porque os benefícios são inúmeros. Muitas mães desistem ou não produzem leite, mas é um vínculo muito importante tanto para criança quanto para a mãe. Amamentei o Dante até os 2 anos e o Heitor é amamentado até hoje. As mães devem insistir para garantir uma vida mais saudável para os filhos, além do amor transmitido durante a amamentação que é um momento único”, frisou.

Lanna Mara Moreira, mãe do Caio de 1 ano e 9 meses, ressaltou que divide o seu tempo na profissão de decoradora e mãe, priorizando a amamentação do filho. “Além da vacinação, a amamentação é muito importante, pois é a garantia de uma vida mais saudável dos nossos filhos e tranquilidade para os pais”, finalizou.

 

Repórter: Stella Santiago

Foto: Adelcio R Barbosa

Data: 20/08/2018