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Seminário “Agosto da Amamentação” reúne profissionais da Saúde

Objetivo é conscientizar sobre a importância da amamentação

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu nessa quinta-feira (23), o seminário ‘’Agosto da Amamentação’’. O evento realizado, na Nova Faculdade, tem por objetivo conscientizar os profissionais da Saúde sobre a importância da amamentação.

A enfermeira no Centro Materno Infantil (CMI), Kátia Aparecida da Fonseca, explica que “é importante incentivar o aleitamento materno e conscientizar os profissionais, para que possam desempenhar juntos com as lactantes a proteção necessária para os bebês”.

Já para a enfermeira na Atenção Básica de Saúde, Carolina Castro, o seminário contribui na relação de confiança e vínculo criado durante todo o período gestacional. “Essa conexão traz maior proximidade e humanização entre a equipe e paciente”, destacou.

O Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida.

Em Contagem, essa recomendação é repassada a risca para as gestantes. A subsecretária de Assistência à Saúde, Kênia Carvalho, destacou o carinho que Contagem tem com as mães e os recém-nascidos. “A cidade de Contagem conta com 29 leitos neonatal no Centro Materno que estão amplamente qualificados e equipados para atender às gestantes e seus bebês”, explicou.

 Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de:

  • reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos;
  • reduzir o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta;
  • proteger a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Agosto Dourado
Até o ano de 2016, apenas a 1ª Semana de Agosto era dedicada à conscientização da “Importância do Aleitamento Materno”. Em 2017, o governo federal instituiu o “Agosto Dourado”, com a lei 13.435 no Congresso Nacional, mês do Aleitamento Materno. A escolha da cor “Dourada” não foi à toa. Faz alusão à definição da OMS sobre o leite materno. Alimento de ouro para a saúde dos bebês. O leite materno é tido como um alimento padrão “ouro”.

 

Repórter: Jaiderson Henrique (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva

Data: 24/08/2018

Mais uma história de superação que a Cagep ajudou a contar

Graças a assistência prestada pela Cagep, após luta da mãe para levar gravidez adiante, menina segue firme na jornada da vida

Os mistérios do planeta são muitos e não param nunca. No ano passado, Maria Glória Arcanjo ganhou sua filha Victória Esmeralda Teixeira no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. O nascimento do bebê foi precedido por muita apreensão quanto ao futuro, porque a gravidez de Maria Glória foi conturbada e cheia de percalços. Os problemas enfrentados durante a gestação, como hipertensão arterial e até mesmo uma suspeita de embolia pulmonar, fizeram com que Maria Glória precisasse ficar internada na Casa de Apoio à Gestante e à Puérpera (Cagep) de Contagem por cerca de 90 dias, até que seu neném nascesse. Havia ainda uma suspeita de que a pequena Victória tivesse microcefalia. Um pouco da história da Maria Glória e do nascimento de Victória Esmeralda, em um dia quatro de junho, foi contada em publicação do ano passado no Portal da Prefeitura de Contagem (clique AQUI para ler).

A Cagep faz parte da rede SUS do município e abriga gestantes com gravidez de alto risco, mas que não precisam ficar internadas em um hospital, puérperas (mulheres que acabaram de se tornar mães) que ainda precisam ser observadas de perto e gestantes e puérperas com risco social. O perfil das mulheres que acessam a Cagep é variado, mas é comum passarem por lá gestantes diabéticas ou que precisam fazer repouso absoluto, ou fazer exames frequentes ou de medicamentos injetáveis diários. Também é comum passarem por lá mulheres cujos bebês já nasceram que apresentam quadro de pressão alta, ou ainda mulheres com severas dificuldades financeiras, que já receberam alta da maternidade, mas estão com seus recém-nascidos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e gestantes e puérperas com vulnerabilidade social, como adolescentes grávidas que não possuem rede de apoio familiar, além usuárias de drogas e moradoras de rua.

Hoje, cerca de um ano e dois meses após o nascimento de Victória Esmeralda, as notícias são alvissareiras, com mãe e filha comemorando glórias e vitórias: mesmo com um histórico de seis gestações marcadas por abortos, falecimentos de bebês e até ali com apenas um filho vivo, Maria Glória Arcanjo conseguiu ter sua Victória Esmeralda Teixeira graças à assistência recebida na Cagep. Hoje, 1 ano e 2 meses após o nascimento da menina, que foi acompanhada durante todo esse tempo pela equipe de profissionais do CMI por periodicidade que já foi quinzenal e era mensal, Victória Esmeralda, guerreira feito a mãe, vem mostrando um desenvolvimento neurológico satisfatório e só precisará passar pela próxima consulta de rotina com neurologista daqui a seis meses. O espaçamento entre as consultas, que gradativamente vem se tornando maior, mostra que, daqui a pouco, esse acompanhamento poderá nem ser mais necessário.

“A médica falou que está tudo bem e que agora o acompanhamento pode ser semestral. E não tem diagnóstico de microcefalia, não! Todo dia ela aprende a fazer uma bagunça nova. Graças a Deus, ela não teve sequela. Na época da gravidez, a depressão tomou conta de mim. Muita coisa podia ter dado errado. Com o tratamento que recebi na Cagep e o apoio das profissionais que lá cuidavam de mim 24 horas ao dia, como a Ângela (a enfermeira-obstetra Ângela Fátima Vieira Silva, uma das profissionais que acompanhou Maria no período em que ela esteve albergada na Cagep), deu tudo certo”, relata Maria Glória.

De acordo com a equipe médica do CMI que vem fazendo o acompanhamento de Victória, a menina apresenta um desenvolvimento neuropsicomotor normal para a idade e a medida do seu crânio não sugere microcefalia. Ainda existem exames neurológicos sendo realizados na Rede Sarah, sem resultados disponíveis, mas a equipe frisa que a evolução da criança está ocorrendo de maneira muito satisfatória.

Essa é mais uma história de superação que a Cagep ajudou a contar. Que mais e mais sementinhas da Cagep possam seguir crescendo e se desenvolvendo!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Data: 22/08/2018

Dia D da Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo e 1º Mamaço do Centro Materno mobilizam famílias em Contagem

Em Contagem, cerca de 30 mil crianças estão aptas para receberem as vacinas

Jéssica, Tatiane e Lanna saíram de casa com os filhos no último sábado com o mesmo objetivo. Incentivar outras mães a amamentarem seus filhos e vaciná-los contra a poliomielite e o sarampo. Valentina, Heitor e Caio já estão imunizados e integram a expectativa do Ministério da Saúde:  vacinar 11,2 milhões de crianças em todo o país. Em Contagem, cerca de 30 mil crianças estão aptas para receberem as vacinas.

Para incentivar o aleitamento materno e sensibilizar a população quanto à importância e seus benefícios, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu no último sábado, 18 de agosto, na praça do Iria Diniz, o primeiro Mamaço do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a Maternidade de Contagem. A iniciativa ocorre no contexto do Agosto Dourado, instituído pela a Lei nº 13.435/2017, que estabelece agosto como o Mês do Aleitamento Materno.

Em conjunto à ação, também ocorreu o Dia D de Mobilização da Campanha de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite. Mães, pais ou responsáveis também puderam aproveitar para levar as crianças de um ano a menos de cinco anos para receber as vacinas contra sarampo e poliomielite no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz. A campanha será  promovida até 31 de agosto e o atendimento está disponível  em 49 salas de vacinação, das 8h às 16h30 (clique AQUI para ver os endereços), espalhadas por todos os distritos sanitários da cidade. Para receber os imunizantes, basta apresentar o documento de identidade e o cartão de vacinação.

Campanhas são fundamentais

A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, esteve presente ao Mamaço para uma roda de conversa sobre a importância da amamentação. “O aleitamento materno é a primeira vacina que o recém-nascido recebe na sua vida. Para o bebê, o leite materno é um alimento completo e que age no combate a doenças. O colostro é a primeira imunização após o nascimento. O bebê recebe os anticorpos maternos e é colonizado com as bactérias protetoras que a mãe tem em seu organismo”, informou Kátia.

O prefeito Alex de Freitas marcou presença no evento e levou os filhos para vacinarem. “Temos que fazer a nossa parte como poder público, mas cada pai, mãe ou responsável também deve cumprir o seu papel e levar os filhos até um local de vacinação. Já trouxe as minhas ferinhas! Assim como são fundamentais as vacinas contra a poliomelite e sarampo, a primeira vacina de todas é o leite materno. Combinamos as duas campanhas para também incentivar e conscientizar as mães sobre os benefícios da amamentação e a doação para os bancos de leite”, destacou.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

O secretário Municipal de Saúde, Cleber de Faria Silva, ressaltou que o Brasil tem algumas dificuldades em relação a adesão  dos pais às campanhas de vacinação, mas Contagem está em um patamar interessante em percentagem de cobertura. “Esperamos que nesse mês alcancemos novamente a meta exigida pelo Ministério da Saúde. A SMS irá fazer todos os esforços para a cobertura e assistência às crianças, que são as principais beneficiadas. O 1º Mamaço foi idealizado com o intuito de alcançar mais mães e conscientizá-las sobre a importância da amamentação”, salientou.

Jéssica Damasceno, mãe de Valentina de 1 ano e 6 meses, fez questão de vacinar a filha e ainda participar do Mamaço. “O momento da amamentação é o mais especial que passo com ela. Trabalho e adaptei o meu tempo para estar com ela. Quero amamentar enquanto ela quiser”. Jéssica é garota propaganda da campanha e também doadora de leite materno.

A pedadoga Tatiane Silva é mãe de Heitor de 10 meses e Dante de 6 anos. Ela elogiou a iniciativa da prefeitura por em uma única ação propor duas questões importantes: a amamentação e a vacinação. “Temos que incentivar outras mães à pratica da amamentação. No início pode ser difícil e doloroso, mas não podemos desanimar porque os benefícios são inúmeros. Muitas mães desistem ou não produzem leite, mas é um vínculo muito importante tanto para criança quanto para a mãe. Amamentei o Dante até os 2 anos e o Heitor é amamentado até hoje. As mães devem insistir para garantir uma vida mais saudável para os filhos, além do amor transmitido durante a amamentação que é um momento único”, frisou.

Lanna Mara Moreira, mãe do Caio de 1 ano e 9 meses, ressaltou que divide o seu tempo na profissão de decoradora e mãe, priorizando a amamentação do filho. “Além da vacinação, a amamentação é muito importante, pois é a garantia de uma vida mais saudável dos nossos filhos e tranquilidade para os pais”, finalizou.

 

Repórter: Stella Santiago

Foto: Adelcio R Barbosa

Data: 20/08/2018

Semana Mundial da Amamentação chama a atenção para importância do aleitamento materno

Leite materno é capaz de reduzir ocorrência de infecções e de mortes por causas evitáveis em crianças com menos de cinco anos. Amamentação exclusiva é recomendada até os seis primeiros meses de vida, mas aleitamento pode e deve prosseguir até os dois primeiros anos de idade ou mais

A amamentação é um ato de amor, no qual mãe e bebê estabelecem um vínculo profundo de afeto. E ela vai além, proporcionando uma vida mais saudável para as crianças e para as mães que amamentam. Com o objetivo de reforçar a importância do leite materno para o desenvolvimento e a proteção da criança, o Brasil e mais de 150 países comemoram a Semana Mundial da Amamentação. Celebrada entre os dias 1 e 7 de agosto, a campanha deste ano, que acontece sob o slogan “Amamentação é a base da vida”, busca conscientizar a população sobre os benefícios para a saúde da criança e da mulher.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta e protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. E para a mulher, pesquisas indicam que o ato de amamentar atua diminuindo as chances de desenvolvimento dos cânceres de mama e de ovário.

Jéssica Damasceno Zeferino é mãe da pequena Valentina, que nasceu no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a maternidade de Contagem, em 20 de fevereiro de 2017. Jéssica foi doadora por cerca de seis meses do Rota do Leite, iniciativa do município que coleta o leite humano oriundo de doações e o encaminha para a pasteurização no Banco de Leite da cidade de Betim.

No dia seguinte ao nascimento de Valentina, Jéssica participou da reunião de sensibilização oferecida na maternidade sobre a importância da amamentação, oportunidade na qual puérperas e familiares também recebem orientações sobre os cuidados necessários ao recém-nascido e sobre doação de leite. A participação nas reuniões de grupo, que atualmente acontecem nas instalações do CMI todos os dias da semana, às 13h30, é voluntária. À ocasião, Jéssica disse, após participar do encontro, que a experiência tinha sido muito válida, “principalmente em relação à amamentação. Estou amamentando e, se possível, vou inclusive doar leite. Até ordenhadeira eu já tenho em casa. Acho que a amamentação ajuda não só a fortalecer o elo que tenho com minha filha, mas também na recuperação do meu próprio corpo”, afirmou Jéssica.

E o vaticínio de Jéssica acabou se confirmando: ela não só se tornou doadora do Rota do Leite, seguindo os passos da mãe e da avó, que segundo Jéssica foram amas de leite, mas também se tornou a madrinha da campanha em favor da amamentação promovido pela Prefeitura de Contagem em 2017.

Hoje, um ano e cinco meses após o nascimento de Valentina, embora não participe mais do Rota do Leite, Jéssica conta que segue firme com a amamentação da filhota. “Eu trabalho e estudo e passo muitas horas do dia longe de casa. Mas, depois do trabalho e antes da faculdade, eu ainda a amamento, e também antes de dormir. É até hoje um momento único com a Valentina”, relata a mãe.

Jéssica está certíssima: o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que os bebês sejam amamentados até os dois primeiros anos de vida ou mais, sendo o leite materno o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida. Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

Um viva à Jéssica e à Valentina!

Amamentação cruzada pode transmitir doenças
 
A presidente do Comitê de Aleitamento Materno do CMI, Kátia Fonseca, chama a atenção para o fato de que a prática de amamentar filhos de outras mulheres, atualmente conhecida como “amamentação cruzada”, pode trazer riscos à criança, uma vez que o leite materno pode transmitir infecções como o HIV. “As amas de leite eram figuras muito comuns antigamente. Mas, hoje, sabe-se que essa prática pode trazer riscos. A recomendação é de que as mães procurem o posto de coleta de leite humano do CMI para se informar sobre doação de leite humano”, ressalta a técnica.

Agosto Dourado e Mamaço em Contagem

No Brasil, a amamentação ganhou mais um estímulo no mês de agosto: a Lei nº 13.435/2017, que institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno. Em Contagem, está prevista uma ação de incentivo ao aleitamento materno para sensibilizar a população quanto à importância do aleitamento. Será o primeiro Mamaço de Contagem, quando um grupo de mães se reunirá, ainda neste mês, para amamentar seus bebês em público.

Acompanhe no Portal da Prefeitura de Contagem e no Blog De bem com a vida, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a divulgação da data, horário e local do Mamaço.

 

Já atualizou seus dados na Unidade Básica de Saúde?

É através do seu contato telefônico que a equipe de saúde comunica o agendamento de consultas, exames e cirurgias marcados. Se o seu telefone não estiver atualizado no seu cadastro, que fica na sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, isso pode prejudicar o contato para que você seja avisado. Por isso, manter o cadastro atualizado na UBS é fundamental.

Procure a sua UBS e atualize seus dados! A renovação cadastral é prática e rápida.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Data: 03/08/2018

Saúde promove treinamento Método Canguru no Centro Materno Infantil

Iniciativa do Complexo Hospitalar de Contagem integra esforços de estímulo à Atenção Humanizada voltada ao recém-nascido prematuro e/ou de baixo peso em atendimento no CMI, promovendo o contato pele a pele entre mãe/pai e bebê por meio da capacitação a aproximadamente 60 pessoas

O nascimento de uma criança é um momento de adaptação e aprendizagem para a mãe, o bebê e as pessoas que os cercam. A mãe, o pai e os responsáveis pela assistência à criança que acaba de chegar ao mundo precisam desenvolver comportamentos para cuidar do pequeno de forma eficiente e segura, principalmente se o neném tiver nascido antes de 37 semanas de gravidez (prematuro) ou com baixo peso (inferior a 2,5 kg): nesses casos, se não houver uma assistência humanizada e de qualidade, o risco de mortalidade neonatal aumenta. O estímulo ao contato pele a pele precoce entre mãe/pai e bebê apresenta-se como um procedimento seguro, acessível e capaz de gerar benefícios para todos, mesmo nos casos em que a criança ainda não pode receber alta hospitalar e precisa permanecer internada. 
 
O Método Canguru (MC), iniciativa que integra a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso e faz parte da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde (MS), busca melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) precoce entre a mãe/pai e o bebê, de forma gradual e progressiva. Essa conduta favorece vínculos afetivos, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê. A mãe também é beneficiada, porque tem sua autoconfiança fortalecida. A aplicação do método também beneficia a gestão dos serviços hospitalares, por meio do uso eficaz e eficiente dos leitos de cuidado intensivo.
 
Para implementar esse método, é preciso que os profissionais envolvidos estejam aptos a promovê-lo. Nesse sentido, é fundamental a oferta a esses trabalhadores de capacitações para promoção do contato pele a pele entre mãe/pai e bebê. Atenta a essa necessidade, a gestão do Complexo Hospitalar de Contagem promove hoje e amanhã (31/7 e 1/8), das 8h às 18h, no auditório do Complexo Hospitalar, o Treinamento Método Canguru.
 
Ao longo da terça e quarta-feira, participarão da capacitação 60 pessoas, entre residentes multiprofissionais, técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, fisioterapeutas, gestores, assistentes sociais e nutricionistas, a maioria servidores no Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. A organização do evento está sob coordenação das tutoras do Método Canguru no CMI, Tatiane Vaz, enfermeira intensivista neonatal, Handula Janine, terapeuta ocupacional, e Magali Damasceno, pediatra intensivista neonatal.
 
Os conteúdos abordados estão relacionados a protocolos do Método Canguru no CMI, aspectos psicoafetivos do recém-nascido prematuro e outros assuntos relacionados ao tema, e estão sendo aplicados por meio de palestras ministradas pelas tutoras do método no CMI e outras palestrantes, todas mulheres. O objetivo, explica Tatiane, “é promover a qualidade do desenvolvimento dos profissionais envolvidos na assistência ao recém-nascido”. “Todo recém-nascido pode se beneficiar do Método Canguru, em especial, os recém nascidos pré-termos e de baixo peso”, completa Magali.
 
As tutoras do Método Canguru no CMI relatam que há muitas experiências exitosas com o método no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil conta com 27 unidades de referência no Método Canguru, uma para cada unidade federativa nacional (embora nem todas estejam totalmente credenciadas pelo Ministério da Saúde). 
 
Em Minas Gerais, a referência é a maternidade Odete Valares. Mas o CMI de Contagem vem se firmando no desenvolvimento de um trabalho de excelência no Método Canguru, assegura a terapeuta ocupacional Handula Janine. “O trabalho feito aqui compromete-se com o treinamento e o desenvolvimento das equipes com foco no Método Canguru, evidências científicas e em consonância com a Política Nacional de Humanização”, pontua Janine.
 
Atual gestão investiu na ampliação da capacidade de leitos Canguru
 
Para que a mãe tenha maior proximidade com o recém-nascido que ainda depende de cuidados, em janeiro de 2017, a atual gestão da maternidade reativou três leitos na Unidade de Cuidado Intensivo (UCI) neonatal Canguru. Ao longo da gestão do prefeito Alex de Freitas, esse número foi sendo ampliado e, atualmente, o Centro Materno Infantil conta com dez leitos exclusivos para o Método Canguru. Trata-se de uma ala voltada a bebês que necessitam de acompanhamento médico, mas que não dependem da estrutura de um CTI.
 
De 2017 até aqui, a Prefeitura de Contagem investiu cerca de R$ 7 milhões no Complexo Hospitalar, o que possibilitou a transferência de toda a pediatria do Complexo, que antes funcionava nas instalações do Hospital Municipal, para o prédio do Centro Materno infantil (CMI), um local com ambiência muito mais apropriada para os cuidados em saúde da mulher e da criança.
 
Graças a todo esse investimento, atualmente, segundo a diretoria técnica, o CMI conta com 16 leitos de observação (sendo nove de maior permanência/complexidade e sete de observação de curta permanência) no pronto-atendimento infantil, 34 leitos de enfermaria pediátrica, dez de UTI pediátrica, 20 de UTI neonatal, dez de UCI neonatal e dez leitos de Canguru. O CMI conta ainda com seis salas de pré-parto, parto e puerpério (PPP) e 62 leitos de alojamento conjunto.
 
Repórter: Carolina Brauer
 
Foto: Fábio Silva
 
Data: 31/07/2018
 

Projeto Cuidar começa a funcionar em Contagem

Iniciativa visa auxiliar e orientar os usuários que utilizam serviços de saúde

Bruna Ferreira, 9º período de enfermagem, é uma das selecionadas para participar do ‘Projeto Cuidar’. Popularmente conhecido como ‘Posso Ajudar?’, a iniciativa realizada pela Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, visa auxiliar e orientar os usuários que utilizam serviços de saúde.

A estudante de enfermagem destacou que “o projeto é uma oportunidade de colocar o conhecimento em prática”. Além disso, ela ressalta que será uma forma de levar conhecimento e informação para a população. Bruna está atuando no Pronto Atendimento Infantil, no Centro Materno Infantil.

O secretário de Saúde, Cléber de Faria Silva, recebeu nessa quinta-feira (21) os estudantes selecionados. Cléber reforçou a importância do ‘Projeto Cuidar’ para o município. “Será uma oportunidade única para que os estudantes vivenciem de perto o dia a dia das Unidades de Saúde, sendo facilitadores no momento em que o usuário necessita de um atendimento”, conclui o secretário.

O secretário de Saúde ainda ressaltou que o projeto já foi implantado em vários municípios do país e já obtiveram resultados positivos. “Com o apoio do prefeito Alex de Freitas, a Saúde conseguiu tirar do papel essa iniciativa em Contagem”.

O projeto inicialmente selecionou 14 estudantes de Enfermagem. Sendo que 10 atuarão nas Unidades de Pronto Atendimento, e quatro no Centro Materno Infantil, em horários alternados. No total, 63 estudantes se inscreveram, 24 compareceram ao processo. A seleção foi feita em duas etapas: teórica (prova) e prática.

Antes que o projeto iniciasse, os futuros enfermeiros passaram por um treinamento para conhecer o cotidiano das unidades de saúde e de como deverá ser o atendimento. O objetivo da Secretaria de Saúde é implementar esse projeto em outras unidades de saúde de Contagem.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Adélcio Ramos

Data: 21/06/2018

Maternidade promove curso de capacitação a técnicos de enfermagem e enfermeiros da Unidade Neonatal

Principal objetivo é ajudar a salvar a vida dos recém-nascidos gravemente enfermos que necessitam de reanimação

Nesta semana, o Complexo Hospitalar de Contagem realiza a Capacitação em Atendimento às Urgências e Emergências na Unidade Neonatal do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus. A iniciativa é voltada aos técnicos de enfermagem e enfermeiros da Unidade Neonatal do CMI. Para que os profissionais ligados a essas funções de todos os plantões tivessem a oportunidade de participar, a ação foi ministrada em três dias, de 12 a 14/6.

O objetivo é o de capacitar profissionais novatos e reciclar os que já atuavam no local, uniformizando condutas da equipe multiprofissional da unidade neonatal do CMI e buscando a garantia da qualidade de assistência. Entre 15 e 20 pessoas foram capacitadas em cada dia, totalizando 54 profissionais. A Unidade Neonatal do CMI conta com 20 leitos de UTI Neonatal, 20 de UCI Neonatal e dez de UCI Canguru.

A enfermeira do CTI Neonatal Tatiane Ferreira Vaz, uma das facilitadoras dos conteúdos trabalhados, explica que a ação integra a proposta da maternidade de Contagem de promover capacitações periódicas junto às equipes, e que o principal objetivo nesse caso gira em torno dos esforços em salvar a vida dos recém-nascidos gravemente enfermos que necessitem de reanimação. “Com isso, fomentamos um ciclo de melhoria contínua, agregando valor à assistência interdisciplinar, organizando o atendimento, prevenindo eventos de imperícia, imprudência ou negligência e garantindo a qualidade de assistência”, explica Tatiane. A enfermeira enfatiza ainda que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (2016), os países devem assegurar que a vida de cada recém-nascido é prioritária, sendo a qualificação no atendimento a esse público parte desses esforços.

A técnica de enfermagem no CTI neonatal do CMI Luciana Mesquita de Oliveira, uma das profissionais que participaram da iniciativa, resume a importância das contribuições da capacitação ao cotidiano de profissionais, cuja atuação é fundamental para a batalha travada pela vida de seres tão pequenos: “O curso vai ajudar no dia a dia da vivência das intercorrências que acontecem dentro do CTI. Poder contar com uma equipe mais capacitada ajuda no atendimento e evita situações que podem agravar o quadro da criança”.

Colaboração: Elvira Angel

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio Ramos

Data: 15/06/2018

Teste do pezinho deve ser feito ainda na primeira semana de vida do bebê

Exame é capaz de diagnosticar precocemente enfermidades que, muitas vezes, demoram a apresentar os primeiros sintomas

Nesta quarta-feira, dia 6 de junho, é Dia Nacional do Teste do Pezinho. O exame é realizado através da coleta do sangue retirado com uma picadinha feita no calcanhar dos bebês nos primeiros dias de vida.

A pequena punção no pezinho pode fazer alguns pequeninos chorarem, mas é importante para diagnosticar precocemente enfermidades que podem demorar a apresentar os primeiros sintomas de doenças, melhorando as chances de tratamento e reduzindo danos dos futuros cidadãos. Gratuito e ofertado pela rede SUS, o exame é realizado em qualquer unidade de saúde do município.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde (MS), o teste deve ser feito na primeira semana de vida do bebê, preferencialmente no quinto dia após o nascimento. Além do teste de detecção, o SUS oferta ainda o atendimento com médicos especialistas para tratamento gratuito, ao longo da vida, para as doenças detectadas.

A pediatra e coordenadora da Neonatologia do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, Renata Vieira Faria Couto, reforça a importância da realização do exame. “Com o teste, é possível diagnosticar precocemente enfermidades que, muitas vezes, demoram a apresentar os primeiros sintomas”, explica a médica.

O teste do pezinho é capaz de detectar condições como:

– hipotiroidismo congênito;
– anemia falciforme;
– fenilcetoneina;
– hiperplasia adrenal congênita;
– fibrosecistica;
– deficiência de biotinidase.

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elvira Angel

Data: 06/06/2018

Contagem capacita doulas para atuarem na saúde

As 34 mulheres que participam dos cinco dias de capacitação são orientadas por psicólogas, médicas, enfermeiras

Missão, essa foi a palavra usada por Geralda Conceição, moradora do Industrial, que participa da Capacitação de Doulas, realizada pela Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria de Saúde, realizada nessa semana (4 a 8). “Pedi a Deus uma missão. Após acompanhar a gestação da minha sobrinha, me despertou essa vontade de aprofundar nessa função”.

O curso é voltado paras a mulheres que já são doulas, e para as que foram chamadas para essa missão pela primeira vez. “Elas terão a oportunidade de aprender sob a função, em uma Maternidade que é referência no estado”, destacou o superintendente do Complexo Hospitalar, João Pedro Laurito Machado.
Ao todo, 34 mulheres participam dos cinco dias de capacitação. Elas são orientadas por psicólogas, médicas, enfermeiras. As participantes da capacitação estarão aptas a orientar e atender gestantes e puérperas (pós-parto) nas questões relacionadas a parto e ao aleitamento materno, cuidados da mulher e do bebê, parto humanizado entre outros temas.

A gestora da Maternidade de Contagem, Cristiane Rosalina, destacou a importância das doulas para o dia-a-dia do Centro Materno. “O trabalho delas é imprescindível, seja com uma massagem, acolhimento, uma palavra amiga. Só de elas segurarem a mão das futuras mamães na hora do parto já é um diferencial”, concluiu Cristiane.

O que é Doula?
A palavra doula vem do grego e significa “mulher que serve”. O termo é utilizado para referir-se à mulher, sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Em Contagem, as doulas atuam a mais de 10 anos na maternidade municipal, guerreiras, elas são fundamentais na hora do parto.

Repórter: Lucas Santos

Foto: Adelcio R. Barbosa

Data: 05/06/2018

Inscrições abertas para o programa de “Doulas Voluntárias”

São 20 vagas disponíveis para mulheres a partir dos 21 anos de idade, com disponibilidade de horário, para atuarem no Centro Materno Infantil

Você sabe o que é uma doula? A palavra “ doula” vem do grego “mulher que serve”. Atualmente, a palavra é aplicada às mulheres que auxiliam físico e emocionalmente às gestantes antes, durante e após o parto. A presença e o suporte dessas profissionais nesse momento, onde há uma busca pela humanização e valorização dos partos naturais, é muito importante. Pensando nisso, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria de Saúde, abre inscrições para curso de capacitação de Doulas Voluntárias.

As inscrições se encerram em 18 de maio. Estão sendo ofertadas 20 vagas para mulheres a partir dos 21 anos de idade, com disponibilidade de horário, para atuarem no Centro Materno Infantil.

A psicóloga e coordenadora do Programa Doulas, Cecília Magna Machado, explica como será o procedimento. “O primeiro contato é para alinhar expectativas das candidatas e não tem caráter de reprovação”. Segundo ela, a proponente à vaga precisa ter disponibilidade de cumprir escala de 12 horas uma vez por semana.

“A candidata aprovada no processo, passa por uma capacitação que tem duração de 20 horas com profissionais do Centro Materno Infantil, objetivando orientações da função a ser exercida, bem como segurança no trabalho”, completa Cecília.

Dedilda Maria Silva Gomes, 60 anos, atua como doula na Maternidade desde 2010. Ela orienta às mães e seus companheiros sobre o processo do parto, ajuda nas massagens e posições que podem melhor auxiliar a paciente. “É uma dedicação total a mãe que muitas vezes é inexperiente e não sabe como agir em determinadas situações”, diz.

O que a doula faz?

A doula orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Ela explica os procedimentos comuns e ajudam a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas. Após o parto, a doula faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

O Ministério da Saúde adotou como estratégia o parto humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS), capacitando e qualificando as doulas. Essa ação visa garantir uma gestação e parto saudáveis, deixando a gestante mais tranquila quanto aos benefícios do parto, bem como orientando e sanando todas as dúvidas da gestante.

Clique aqui e faça sua inscrição. Para mais informações entre em contato: (31) 3356-5807.

 

Reportagem: Jaiderson Henrique (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva

Data: 11/05/2018