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Aproveite para fazer gratuitamente o teste rápido de Infecções Sexualmente Transmissíveis

Mutirão fará os exames nesta sexta-feira (30 de novembro), das 8h às 16h, no Centro de Testagem e Aconselhamento do CCE Iria Diniz

No próximo sábado (1º de dezembro), é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Para marcar a data, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Programa IST/AIDS e Hepatites Virais de Contagem vai promover nesta sexta-feira (30), das 8h às 16h, um mutirão para testes rápidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/HIV. O CTA/SAE funciona no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz.

O coordenador do Programa IST/AIDS e Hepatites Virais de Contagem, Paulo Henrique Belmiro, explica como será o mutirão. “A ação é voltada para todas as pessoas que quiserem fazer o teste rápido de HIV, Sífilis e Hepatites B e C. Não é necessário fazer nenhum agendamento prévio, nem jejum, basta o interessado comparecer ao local e apresentar um documento oficial com foto. É feito um pequeno furo no dedo e o resultado sai em poucos minutos”.

De acordo com o Programa IST/AIDS e Hepatites Virais de Contagem há 1.511 adultos em tratamento no Serviço de Atendimento Especializado (SAE). Entre eles está um dos primeiros portadores do vírus que iniciaram tratamento com coquetéis em Contagem, em agosto de 2000, que prefere não se identificar.

Para comemorar os muitos anos de lutas e superações e contribuir espontaneamente para a celebração do dia de luta contra a doença, esse paciente bordou um estandarte em comemoração ao mutirão que ocorrerá na sexta. No bordado, junto a uma linda mulher negra, ele se mostra grato à equipe que o atende no Programa.

“Agradeço a Jesus, à minha família, aos médicos do SAE e do CCE Iria Diniz e principalmente à psicóloga”, disse. Ele aprendeu a bordar em uma iniciativa do CTA/SAE. “Os psicólogos me ajudaram muito. Sou homossexual e contraí o HIV. Nas primeiras vezes que entrei no consultório da psicóloga, vi outras pessoas com HIV fazendo coisas normais, como comendo juntos em uma mesa, vi que eu poderia ter uma vida normal. Resolvi ser honesto comigo mesmo e quis me tratar. Minha saúde está em dia, mesmo que eu tenha minhas limitações”.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 30/11/2018

“O pior vírus é o do preconceito”

No próximo sábado, dia 1º de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Confira a entrevista com o médico infectologista Leandro Curi, da rede SUS / Contagem, que aborda o panorama atual da doença e dá informações sobre como buscar tratamento para a doença em Contagem

Na terça-feira (27), o Ministério da Saúde (MS) lançou a campanha que celebra os 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro. De acordo com a UNAIDS, programa das Nações Unidas que atua no combate à Aids, desde o início da epidemia da doença, por volta de 1980, 35,4 milhões de pessoas no mundo morreram por causas relacionadas à doença. De lá para cá, relatórios da UNAIDS mostram que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus e que as mortes relacionadas à Aids caíram mais de 51% em 2004. Esses relatórios podem ser acessados AQUI e AQUI.

No Brasil, segundo o MS, o país também chega aos 30 anos de luta contra o HIV e Aids com queda no número de casos e óbitos. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. No total, 21 estados apresentam redução na taxa de mortalidade, entre eles, Minas Gerais. Os antirretrovirais, medicamentos usados no tratamento da doença, são totalmente financiados pelo governo federal. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta um dos melhores medicamentos do mundo para tratamento da doença, o dolutegravir.

Em Contagem, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divepi) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no ano de 2017, foram notificados 144 pacientes infectados pelo HIV e 60 casos diagnosticados de AIDS em residentes do município. Já em 2018, até a presente data, dados preliminares (sujeitos a alterações) dão conta de que foram cem pacientes infectados pelo HIV e 36 casos diagnosticados de AIDS em residentes de Contagem. Já de acordo com o Programa IST/AIDS e Hepatites Virais de Contagem, atualmente, 1.511 adultos estão em tratamento no Serviço de Atendimento Especializado.

Para falar sobre o panorama atual da doença e contribuir para a disseminação de informações em relação à prevenção e tratamento em Contagem, confira a entrevista com o médico infectologista Leandro Curi, do SAE do Programa IST/AIDS e Hepatites Virais do município, localizado no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz.

Aids e HIV são a mesma coisa?

Não. HIV é simplesmente o vírus que contamina. Se a doença se desenvolve, o que nem sempre chega a acontecer, a gente chama de Aids.

Quais são as principais formas de contágio?

Transmite-se HIV com sexo desprotegido vaginal, anal ou oral. A mãe, quando tem HIV, também poder transmitir na amamentação para a criança, e também quando ela tem HIV, no canal do parto, se ela não estiver com um bom tratamento. O HIV também é transmitido com objetos perfurocortantes contaminados, como agulhas.

E alicate de unha?

Alicate de unha e tesourinha não são uma forma de transmissão muito eficiente para HIV, mas sim para outras doenças, como Hepatites B e C. Mas no beijo, no abraço, no compartilhando talheres e copos não se transmite HIV, e nem dormir junto, sentar no mesmo assento ou compartilhar assento sanitário.

Quais são os sintomas que podem indicar que a pessoa está com o vírus da Aids? E haveria um período em que esses sintomas se manifestariam?

Como há várias formas de a pessoa apresentar o quadro de ficar doente ou não, tem gente que não tem sintoma nenhum. E isso é um perigo, porque ela transmite o HIV sem saber que tem. Em alguns casos, a pessoa pode ter problemas respiratórios, na cabeça, neurológico, ínguas, que são os linfonodos aumentados, mas que podem se passar por outras doenças virais. Então, esses sintomas não querem dizer necessariamente que se trata do HIV ou que vai dar em alguma doença. Por isso, a melhor forma de saber se existe contaminação por HIV é fazendo o diagnóstico, o teste. Se você teve atividades de risco, como sexo desprotegido por exemplos nos últimos seis meses, faça o teste, para não ter surpresas futuramente.

Então, a recomendação quanto à periodicidade de realização de teste de Aids é a testagem de seis em seis meses?

Pessoas que tiveram vários parceiros não testados devem fazer, sim, o teste de seis em seis meses, para o controle.

Qual a diferença entre o teste rápido e o convencional? Tem vantagens ou desvantagens em relação ao grau de confiabilidade do resultado?

Existem diferenças, assim como existem vários tipos de teste. Mas o teste rápido, que é uma picadinha no dedo, com resultado em 15 minutos, é bem recomendado e pode dar um resultado bem fiel. É claro que, diante de um resultado positivo, você precisa fazer outros exames confirmatórios. Mas o teste rápido é uma ótima fonte inicial de diagnóstico.

Em relação à chamada “janela imunológica”, em que a pessoa já estaria contaminada com os vírus, mas os testes ainda não seriam capazes de detectar: isso existe mesmo?

Hoje em dia, com os testes mais modernos, em pouco tempo, umas três a quatro semanas, pode-se fazer o teste e se a pessoa estiver contaminada, já aparecerá no exame. E às vezes até aparece antes, mas no momento em que tenha ocorrido a contaminação, em cerca de um mês já dá para saber. É importante dizer que se a pessoa achou que se contaminou ela tem até 72 horas desde quando teria ocorrido a contaminação para se prevenir, tomando a PEP.

O que é PEP?

PEP é a sigla para “Profilaxia Pós-Exposição ao HIV”, um medicamento profilático tomado depois da exposição. Se a pessoa teve acidentes perfurocortantes no hospital, ou em casa, ou na rua, ou teve sexo desprotegido, ela deve buscar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Contagem, em todas as UPAs. E em caso de exposição sexual feminina, a mulher deve procurar o Centro Materno Infantil (CMI). E aí a pessoa vai tomar um medicamento por 28 dias, depois de fazer exames, para prevenir que, se o vírus entrou no corpo dela, ele não se manifeste. Com isso, a gente tem grandes chances de conseguir eliminar esse vírus, para a pessoa não desenvolver a infecção.

Qual a diferença entre PEP e PrEP?

São duas siglas que significam coisas diferentes. A PEP significa “Profilaxia Pós-Exposição”, sobre a qual acabamos de mencionar. Já a A PrEP é a “Profilaxia Pré-Exposição”, voltada às pessoas que estão em situações vulneráveis e que podem usar a medicação diariamente, para prevenir a infecção. Por exemplo, as pessoas que não têm parceiro fixo, profissionais do sexo, pessoas transexuais ou que têm relacionamento com alguém que já têm o HIV e homens que fazem sexo com vários homens. São pessoas que tem maior risco de contrair o HIV e que podem usar o medicamento profilático que, com o uso da camisinha, vai dar uma excelente proteção para evitar a infecção. Isso já é uma realidade no Brasil e no mundo.

Mas a PrEP tem sempre uma indicação médica clara, correto? Critérios muito claros, porque não é qualquer pessoas que pode tomar a PrEP.

Exato. Tem que existir indicação para tal. Tem uma triagem, um encaminhamento e tem que fazer um tratamento com infectologista, assim como quem já trata o HIV.

Quais são os tratamentos utilizados atualmente? São remédios combinados, cada pessoa pode utilizar um tipo diferente de medicamento?

O tratamento consiste em vir às consultas, fazer exames corretamente, seguir claramente as orientações do médico que atende àquele paciente, usar a medicamente corretamente, como prescrito, e aí é levar basicamente uma vida normal, sempre tentando o caminho da via salutar, da vida saudável, praticando atividade física, usando proteção no sexo, para não se contaminar com outras infecções sexualmente transmissíveis, e fazendo o controle adequado. Quando esse controle está estabilizado, o retorno é de seis em seis meses, muito fácil de fazer. É muito mais fácil tratar o HIV depois de diagnosticado do que muitas outras doenças, como por exemplo o diabetes.

Mesmo que as pessoas estejam contaminadas e levem uma vida praticamente normal, se seguirem o tratamento corretamente, existem efeitos colaterais com o uso dessas medicações?

As medicações hoje, disponibilizadas no Brasil, pelo SUS, são muito boas, muito modernas. Com isso, a gente lida mais facilmente com qualquer tipo de queixa que o paciente tenha. As medicações anteriores eram muito mais agressivas para o organismo e traziam mais efeitos colaterais. Hoje em dia, a maioria dos sintomas colaterais a gente consegue segurar bem com o tratamento adequado, no consultório mesmo e com um bom tratamento clínico. Então, hoje em dia, praticamente, há pouco efeito colateral. A maioria dos meus pacientes não relata nenhum efeito colateral. Essa é a realidade de 2018. Um bom tratamento, com pouquíssimo efeito colateral e muito eficaz.

O tratamento é oferecido somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil?

A disponibilidade de medicamento vem através do governo federal. O tratamento pode ser feito com médicos da via pública ou particular, lembrando que na via pública do SUS ele é universal, ou seja, para todas as pessoas que desejarem. E a medicação é basicamente pública.

Após a descoberta do vírus, hoje em dia, após todas as melhorias em termos de tratamento, qual é a expectativa média de vida de uma pessoa com HIV que segue corretamente os tratamentos? Ou não se diz mais sobre expectativa de vida?

Essa é uma boa pergunta. Obviamente, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, quem faz tratamento adequadamente, os estudos atuais mostram, deste ano, que a qualidade e a expectativa de vida de quem tem HIV, tratando-se corretamente, aproxima-se muito da de que não tem HIV. Então, hoje em dia, vive-se bem e convive-se muito bem com o HIV. Reforço também que quem faz tratamento adequado e correto fica com a carga viral tão baixa que a pessoa chega a nem transmitir o HIV. Então, além de o bom tratamento garantir uma qualidade e expectativa de vida a longuíssimo prazo, as pessoas ficam velhinhas com saúde, com HIV, e sem transmitirem a doença. Mas, para isso, precisa-se do diagnóstico e do tratamento correto.

Hoje em dia, ainda faz sentido falar sobre “grupo de risco”, como quando a doença foi descoberta, há cerca de três décadas, e era comum associar a Aids aos homossexuais e aos hemofílicos?

Hoje em dia, não. Esse termo já está em desuso e é inclusive pejorativo. O que existe é comportamento de risco. Ou seja: qualquer pessoa está passível de se contaminar com HIV, independentemente de orientação sexual, condição sanguínea e idade: basta um descuido, uma relação desprotegida única para se contaminar.

Em Contagem, para onde as pessoas devem se dirigir para fazer testes e buscar tratamento?

Aqui em Contagem, o fluxo funciona da seguinte maneira, como na maioria dos locais no Brasil: o diagnóstico pode ser feito no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), aqui em Contagem localizado no localizado CCE Iria Diniz, nas várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pela cidade ou em consultórios particulares. Com o resultado positivo, as pessoas são encaminhadas para o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) para tratamento. No SAE, elas terão um acolhimento muito organizado, vão passar pela assistente social, que dará informações vitais sobre o tratamento e o programa, e serão encaminhadas ao médico, que dará prosseguimento ao tratamento. O CTA/SAE possui três infectologista para adulto e um infectologista pediátrico. E anexo ao SAE, há uma farmácia, onde se retira a medicação.

Por fim: qual a principal mensagem para as pessoas em relação à Aids?

Uma orientação que eu faço para todos os que eu conheço é “vamos acabar com a discriminação, vamos acabar com o preconceito, com o julgamento com os pacientes com HIV”. Porque hoje em dia, com um bom tratamento, é vida normal que segue. Com um bom tratamento, a doença vira uma condição crônica de saúde e o ciclo de transmissão é interrompido. Não tem porque ter estigma contra uma doença que nem chega a deixar a pessoa doente se houver um bom tratamento. Então, protejam-se, façam o teste e, em caso positivo, tratem-se. O pior vírus é o do preconceito.

Testagem

No dia 30/11, sexta-feira, das 8h às 16h, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da rede SUS / Contagem, instalado no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz, promoverá um mutirão para a realização de testes rápidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) / HIV.  Clique AQUI para saber mais.

 

Repórter: carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Data: 28/11/2018

Final da campanha Outubro Rosa no CCE Iria Diniz coincide com aniversário de um ano do Flores do Iria

Ao longo do mês, ao todo, uma média de 500 consultas com ginecologistas e mastologistas foi ofertada. E há muito a se comemorar nesse primeiro ano de vida do Flores: baixas taxas de absenteísmo, melhoria da adesão ao tratamento, diminuição em fila de espera e no tempo de espera para a primeira consulta

No dia 31 de outubro, o Flores do Iria, ambulatório especialmente voltado à saúde da mulher, foi inaugurado e desde então funciona nas instalações do Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz. O ambulatório integra em um só ambiente a oferta de serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama, além de consultas de pré-natal de alto risco e com mastologista.

O aniversário do Flores do Iria, comemorado no último dia 30, coincidiu com o encerramento da campanha Outubro Rosa, mês que é dedicado ao combate e à conscientização do câncer de mama e do colo de útero. E há muito a comemorar, segundo a gestora do CCE Iria Diniz, Aliny Vasconcelos.

“Ao longo do mês de outubro, foi ofertada uma média de 500 consultas com ginecologistas e mastologistas”, diz Aliny. O Flores do Iria dispõe de uma equipe de cerca de 15 profissionais, especialistas ligados à saúde da mulher, tais como ginecologistas, mastologistas e especialista em colposcopia, além de enfermeiras e técnicas de enfermagem.

Para a gestora, contudo, não é só pelas centenas de acolhimentos e atendimentos mensais que o Flores do Iria merece destaque. De acordo com Aliny, o trabalho feito ao longo de um ano permitiu baixas taxas de absenteísmo (não-comparecimento à consulta), melhoria da adesão ao tratamento, com criação de vínculos, diminuição em fila de espera e diminuição no tempo de espera para a primeira consulta.

“Realizamos uma busca ativa que resulta em uma média de 8% de ausências, bem inferior aos 40% encontrados em outras áreas ou unidades do município. Para isso, é feito um trabalho específico de acompanhamento com as usuárias, que recebem ligações para confirmar a presença. Como o trabalho também é feito buscando uma criação de vínculos, de forma humanizada e respeitosa, aumenta a adesão na continuidade do tratamento. Nossa fila de espera também diminuiu: de quase cem gestantes para uma média atual de 15. Por fim, não podemos deixar de ressaltar a diminuição do tempo de espera para a primeira consulta: as gestantes de alto risco não esperam mais do que três semanas para realizar a primeira consulta com médico ginecologista. Já as consultas com mastologista não costumam demorar mais do que 30 dias”, afirma Aliny.

Parabéns ao Flores do Iria! E um viva ao Outubro Rosa!

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Adelcio Ramos Barbosa

Data: 22/11/2018

Primavera na Saúde: Flores do Iria comemora um ano

O Flores do Iria é ambulatório especialmente voltado à saúde da mulher

Em cantinho especial do Centro de Consultas Iria Diniz nasceram flores, após um ano elas cresceram e suas raízes fortaleceram. Com palestras, dicas de beleza, bolo e ‘parabéns pra você’  as usuárias e servidoras comemoraram o primeiro aniversário do Flores do Iria. A festa realizada nessa terça-feira (30) encerrou as comemorações do Outubro Rosa, mês dedicado ao combate e conscientização do câncer de mama e colo de útero.

O Flores do Iria é ambulatório especialmente voltado à saúde da mulher. Em um só ambiente é oferecido serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama, além das consultas pré-natal de alto risco e mastologista. Mensalmente são atendidas cerca de 600 mulheres. Integra o Flores do Iria cinco ginecologistas, três mastologistas e um médico especialista em colposcopia.

A moradora do Funcionários, Ana Paula, foi uma das usuárias que participou das comemorações. Grávida de nove meses, Ana espera uma menina e faz pré-natal no ambulatório. Ela não escondeu a emoção pelo acolhimento. “Fui muito bem atendida, o médico tirou todas as minhas dúvidas, queria ter passado a gravidez toda aqui”, concluiu Ana Paula.

 Não é só pelo acolhimento que o Flores do Iria se destaca. A coordenadora do Centro de Consultas Iria Diniz, Aliny Vasconcelos, ressaltou que o absenteísmo, ou seja, o não comparecimento é baixo. “Realizamos uma busca ativa que, resulta na média é de 8% ausências bem inferior aos 40% encontrados em outras áreas ou unidades do município”.

Aliny destacou, ainda, que para chegar a esses números é feito um trabalho específico. É realizado um trabalho de acompanhamento, as usuárias recebem ligações para confirmar a presença. “Além de diminuir as faltas das pacientes. Aumenta a adesão na continuação do tratamento, pois criamos um vínculo com elas”, afirmou a coordenadora do Iria Diniz.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Adelcio Ramos Barbosa

Data: 01/11/2018

Câncer de mama não é só coisa de mulher

O alerta do aumento nos casos de câncer de mama nos homens deve ser discutido cada vez mais nos consultórios médicos

Em pleno Outubro Rosa, os médicos alertam: os homens precisam saber que o câncer de mama não é restrito apenas às mulheres. O alerta do aumento nos casos de câncer de mama nos homens deve ser discutido cada vez mais nos consultórios médicos.

Em palestra ministrada no auditório do Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz (CCE), a médica Amália Machado de Oliveira, que é mastologista na unidade, explicou a importância da “Prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama”.

Segundo ela, com o aumento de casos no público masculino, o auto-exame é fundamental na descoberta e prevenção da doença. “Embora seja ainda relativamente em menor escala, já que em cada grupo de cem mulheres, um homem é acometido pela doença, o tumor é descoberto pelo paciente em quase todos os casos”, afirma Amália.

Amália Machado destaca que existem dois tipos de câncer de mama masculino. O primeiro deles é o não invasivo, quando as células cancerígenas estão somente na camada na qual elas se desenvolvem e não se espalham para outras camadas do órgão de origem.

Já, o segundo é o câncer invasivo. Nesse estágio, as células cancerígenas invadem outras camadas do mamilo e ganham a capacidade de se espalharem para outras partes do corpo, causando metástase e oferecendo risco de morte.

Câncer de Mama

Amália  relata fatores de risco que contribuem ainda mais para o surgimento do câncer de mama. Parentes de primeiro grau (pai, mãe e irmãos) que tiveram o tumor abaixo da faixa etária de 50 anos, além daqueles que tiveram câncer de intestino, tem maior risco de desenvolver a doença.

Outro fator de risco, além do histórico familiar, como casos de câncer de mama é o consumo excessivo de álcool e alimentos hipercalóricos, cooperam para o surgimento de nódulos nas mamas masculinas.

A médica disse que o caminho da prevenção é conhecer seu corpo cada vez mais e sinalizar o que verificar de errado ao médico, pois ninguém é capaz de conhecer o seu corpo como você mesmo.

O câncer de mama é uma das doenças que mais matam no mundo e no Brasil, estando atrás do câncer de pele. A doença responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos a cada ano.  Cerca de 1% ocorre em homens.

 

Repórter: Jaiderson Henrique (Sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva

Data: 15/10/2018

CCE Iria Diniz na luta contra o câncer de mama

Aniversário de um ano do Flores do Iria será uma das ações de encerramento do Outubro Rosa

O Centro de Consultas Especializadas Iria Diniz iniciou as comemorações pelo Outubro Rosa, campanha de conscientização promovida ao longo do mês de outubro, em todo o país, que tem como objetivo alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção do câncer de mama e de colo do útero. O fechamento da ação será a comemoração de um ano do Flores do Iria.

A programação acontece durante todo o mês de outubro, com ginástica laboral, aferição de pressão, palestra com mastologistas e ginecologistas. “A equipe técnica organizou com todo carinho uma programação para esse mês que é voltado para prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero”, destacou a gestora do CCE Iria Diniz, Aliny Vasconcelos.

Flores do Iria

O Flores do Iria, inaugurado em 31 de outubro do ano passado, integra em um só ambulatório os serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama e as consultas de pré-natal de alto risco e com mastologistas de pacientes encaminhados pelas unidades de saúde de Contagem.

Os critérios para encaminhamento baseiam-se nos protocolos de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde (MS), com retornos agendados no próprio ambulatório.

 

Repórter: Lucas Santos

Foto: Divulgação

Data: 05/10/2018

Flores do Iria promove roda de conversa com abordagem nutricional na gestação de alto risco

A previsão é de que ações como essa sejam ofertadas semanalmente, trazendo temas como parto e aleitamento materno, de forma a englobar todas as aproximadamente 300 gestantes de alto risco

 

A gravidez é um período de transformações. Ao longo da gestação, o corpo da mulher passa por diversas mudanças, muitas visíveis e evidentes, como o tamanho da barriga, que aumenta para abrigar um ser humano em desenvolvimento. Algumas vezes, no entanto, essas modificações não estão tão à vista: em alguns casos, no organismo da gestante pode haver aumento de pressão e das taxas de glicose, condições normalmente difíceis de serem percebidas quando estão na fase inicial, e ganho de peso acima do recomendável.

Se em outros períodos da vida manter uma alimentação balanceada e saudável já é importante, na gravidez essa recomendação torna-se ainda mais fundamental. Não só porque o bebê precisará dos nutrientes necessários para crescer saudável, mas também porque a mãe, que está gerando uma nova vida, precisa estar bem para seguir a gestação cuidando do bebê e da própria saúde.

Atenta à necessidade de prestar orientações a gestantes que apresentam fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes e ganho de peso inadequado e têm gestações consideradas de alto risco, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu uma roda de conversa com grávidas em alto risco atualmente em atendimento no Flores do Iria, ambulatório de saúde da mulher do Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz. A ação aconteceu na quarta-feira (25), nas instalações do Iria.

Na ocasião, em um ambiente humanizado, decorado com muito carinho, cores, frutas e flores, um grupo com aproximadamente dez gestantes recebeu informações sobre condutas alimentares importantes para a prevenção e o controle da hipertensão arterial, da diabetes e do sobrepeso. A conversa foi mediada pela nutricionista na rede SUS / Contagem Cláudia Vianna.

Atualmente, há cerca de 300 gestantes de alto risco em atendimento no Flores do Iria. A ideia, explica a enfermeira-obstetra do ambulatório, Maria Aparecida de Campos, é de promover rodas de conversa semanais com essas mulheres, para oferecer não só a ação de abordagem nutricional na gestação de alto risco que ocorreu, mas também sobre temas como parto e aleitamento materno. Essas gestantes serão divididas em grupos, de forma que todas possam ter a oportunidade de receber informações e compartilhar vivências. “Essas são oportunidades em que as gestantes podem tirar dúvidas com profissionais e também entre si, compartilhando anseios e promovendo um apoio mútuo. Existe um peso no termo “gestação de alto risco”, e com ações como essa, buscamos acolher e transmitir segurança a essas mulheres”, explica Maria Aparecida. “O objetivo é acolher e prestar mais esclarecimentos a essas gestantes, oferecendo também um espaço de convivência e troca de experiências”, afirma a coordenadora do Flores do Iria, Natália Georgina Nascimento.

Saúde da mulher em ambiente integrado no CCE Iria Diniz

O Flores do Iria, inaugurado em 31/10/2017, integra em um só ambulatório os serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama e as consultas de pré-natal de alto risco e com mastologistas de pacientes encaminhados pelas unidades de saúde de Contagem. Os critérios para encaminhamento baseiam-se nos protocolos de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde (MS), com retornos agendados no próprio ambulatório. A equipe de profissionais do Flores do Iria é composta por duas enfermeiras, sendo uma enfermeira-obstetra, dois técnicos de enfermagem, um médico colposcopista, três médicos mastologistas e seis médicos obstetras.

De acordo com a diretora do CCE iria Diniz, Aliny Vasconcelos, foram realizados mais de três mil atendimentos no Flores do Iria desde que o ambulatório de saúde da mulher foi integrado e inaugurado. “Oferecemos em média 400 consultas mensais para gestantes de alto risco, divididas em primeiras consultas e retornos. Hoje nossa fila de espera é baixíssima, e as gestantes aguardam no máximo 15 dias para ter a primeira consulta com profissional obstetra do alto risco”, completa a diretora.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Data: 26/07/2018