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Estratégia de Saúde da Família (ESF) é ampliada no município

Cobertura aumentou de 50,13% para 65,48% em 2017. População já começa a sentir os reflexos positivos da mudança do modelo tradicional de assistência para o modelo de Saúde da Família

Pense em um local no qual a unidade básica de saúde funciona satisfatoriamente, mesmo em um contexto onde as políticas sociais universais sofrem cortes de verbas e questionamentos quanto à sua legitimidade: não, não se trata de um bairro na Suécia ou na Finlândia. É o bairro Icaivera, situado no distrito sanitário Vargem das Flores, uma região de alta vulnerabilidade social na qual cerca de sete mil pessoas vivem, como gestantes, idosos, crianças, doentes crônicos, enfim, pessoas comuns que vivem suas vidas e que esperam ser acolhidas e atendidas em suas necessidades relativas à saúde, um direito reconhecido pela lei brasileira.

Em setembro de 2017, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Icaivera, que contava com apenas uma equipe de Estratégia de Saúde da Família (ESF), passou a atuar com duas equipes, atendendo ao que é preconizado pela Portaria nº 2.436, de 21/9/2017. O documento aprova a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Gabriela Marteleto, 22 anos, esteve na UBS Icaivera hoje, terça-feira (8), para tentar uma consulta com um clínico geral. Ela diz que não passava pela unidade desde o ano de 2015 e que não sabia das mudanças, mas que aprovou as modificações e que foi muito bem atendida. “Tem muito tempo que não me consulto no posto. Antes, dava uma confusão de gente na porta e era preciso chegar muito cedo para tentar agendar. Hoje, já achei mais organizado. Vim hoje de manhã e já fui atendida no mesmo dia. Aliás, fui muito bem atendida, e a médica com quem me consultei me fez perguntas boas, que nem o médico que me acompanhava quando eu tinha plano de saúde fez. Eu achei ótimo”, afirma Gabriela.

Mudança trouxe reflexo positivo

Mudança trouxe reflexo positivo

A médica Maria de Lourdes Chaves Salgado e Silva integra uma das equipes de ESF da UBS Icaivera. Ela conta que foi convidada para atuar na unidade em setembro do ano passado, quando teve início o processo de ampliação no âmbito da Saúde da Família na referida UBS. “Atuo em medicina de Saúde da Família há 20 anos. É um tipo de medicina que não é só curativa, é também preventiva. Atualmente, está crescendo o número de primeiras consultas, de pessoas que perderam o emprego ou o plano de saúde. Quando comecei a atuar nessa área, há duas décadas, havia aquelas pessoas que nem aceitavam a visita do agente de saúde. A gente nota que, com esse novo modelo, no qual existe uma busca ativa das pessoas, elas se aproximam mais dos profissionais de saúde. Isso cria vínculo, o que contribui para a prevenção e promoção à saúde e também para os tratamentos necessários. Hoje, as pessoas não só aceitam, mas também elogiam os serviços e participam do controle social. Elas frequentam o posto não somente porque estão doentes, mas também porque estão envolvidas em atividades de prevenção e promoção à saúde”, atesta a médica generalista.

O diretor do Distrito Sanitário Vargem das Flores, Flávio Luiz dos Santos, salienta que a ampliação da ESF na unidade Icaivera era uma demanda antiga da população, formada quase exclusivamente por usuários 100% SUS (não atendidos por planos privados de saúde). “Essa nova equipe era aguardada há 12 anos. O Conselho Municipal de Saúde local é muito ativo e as pessoas buscam exercer um efetivo controle social. A porcentagem de SUS-dependência na região é de 95%. A existência de equipamentos SUS na região é fundamental”, ressalta o diretor.

Ampliação da cobertura de ESF de 50,13% para 65,48%

O município de Contagem como um todo está passando por um processo de reorganização da Atenção Básica, principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Nesse processo, a rede SUS/Contagem está se adequando à PNAB 2017 e buscando aprofundar a saúde como um direito de cidadania. Com isso, o modelo tradicional, concebido na década de 1970, que conta com alguns especialistas distribuídos de forma fragmentada e não integrada nas unidades de saúde, está sendo gradativamente substituído pela Estratégia de Saúde da Família (ESF).

O novo modelo atua a partir de uma agenda compartilhada e organizada em rede, em conformidade com as normas atuais do Ministério da Saúde (MS), e está sendo progressivamente ampliado em Contagem: no comparativo entre os anos de 2016 e 2017, a cobertura de Saúde da Família no município passou de 50,13%, para 65,48% (de 95 para 125 equipes).

Com a ESF, ocorre uma busca ativa das pessoas, por meio da visita de agentes comunitários de saúde (ACS) e da formação de vínculos com a comunidade, e o fluxo é estabelecido conforme as necessidades dos usuários e em territórios pré-estabelecidos. A ESF conta ainda com o apoio do Núcleo Ampliado à Saúde da Família (NASF), que inclui os seguintes profissionais: fonoaudiólogo, assistente social, fisioterapeuta, psiquiatra, ginecologista, pediatra, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional. A ESF tem entre seus pressupostos o reconhecimento da determinação social no processo saúde-doença e da saúde como um direito de cidadania.

Distrito Eldorado: 100% ESF

Dona Clélia Antônia Moreira aprova novo modelo

Dona Clélia Antônia Moreira aprova novo modelo

E não é só em regiões de alta vulnerabilidade que a mudança de modelo de assistência já mostra seus benefícios práticos: na UBS Eldorado, o processo de transição do modelo tradicional para ESF, que também começou em setembro do ano passado, já possibilitou que a unidade conte atualmente com três equipes de ESF, com um médico generalista durante todo o período de funcionamento (antes, havia um médico presente em só uma parte do dia) e com acolhimento de usuários e organização dos fluxos feitos pelas equipes de ESF. “A implementação das equipes de Nasf na unidade também já começou, e a expectativa é de que esses profissionais já atuem no atendimento à população a partir do próximo mês”, menciona a gerente da UBS Eldorado, Larissa Santos Silva.

Clélia Antônia Moreira, 66 anos, aposentada, conta que mora na região do Eldorado desde que nasceu e que frequenta a UBS Eldorado desde os tempos em que a unidade localizava-se em outro imóvel. Ela também conta que nos anos em que ainda não havia SUS, que foi instituído somente com a Constituição Federal de 1988, o atendimento à saúde simplesmente não existia. “Antes do SUS, era um sufoco. Não tinha médico, não tinha remédio, não tinha nada. A gente tinha que ir para Belo Horizonte para conseguir atendimento. Depois, já com o SUS, as coisas foram melhorando. Agora, com a mudança para a ESF, está excelente. Melhorou a vacinação, o laboratório e o atendimento está excelente”, assegura a usuária da UBS.

A diretora do Distrito Sanitário Eldorado, Kelly Jordane Duarte Ribeiro, afirma que a população compreendida na área de abrangência do distrito é participativa e vem se engajando nas discussões sobre utilização do SUS e da efetivação da saúde como direito. “O distrito possui uma população de aproximadamente 130 mil pessoas, sendo o maior de Contagem. Os Conselhos Municipais de Saúde locais são ativos e as pessoas participantes são empoderadas. Muitos dos prontuários novos abertos são de pessoas que perderam seus planos de saúde, que estão vindo para o SUS e aprendendo a lidar com e a defender o sistema público de saúde. Estamos tendo uma resposta muito boa da população. Hoje, 100% das nossas unidades de saúde já migraram para a ESF”, explica a diretora.

O que diz a lei sobre a Atenção Básica

A PNAB/2017 estabelece, em seu Art. 2º, que “a Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária. A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede. A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de acordo com suas necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e condicionantes de saúde”. Um dos objetivos da portaria é o de superar compreensões simplistas sobre o processo saúde-doença e a dicotomia entre assistência e promoção da saúde. A melhoria das condições de saúde da população possui múltiplos fatores condicionantes e determinantes, e a intenção da portaria é de abordar essa multiplicidade no âmbito da Atenção Básica.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elivan Félix

Data: 08/05/2018

Médicos e enfermeiros participam de curso de capacitação em urgência na atenção básica

Dividida em cinco módulos, ação busca preparar profissionais de unidades de saúde para as situações de urgência e emergência que chegam aos locais da rede de saúde que estão mais próximos da população

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades com Estratégia de Saúde da Família (ESF) são a porta de entrada do sistema público de saúde. Assim, é muito importante que os profissionais da Atenção Básica estejam aptos a estabilizar as pessoas que chegam aos postos de saúde que precisam de avaliação e tratamento imediato, de forma a equilibrar e a encaminhar esses usuários aos serviços de urgência e emergência do município. Para estarem preparados para também lidar com essas situações, é fundamental que médicos e enfermeiros das UBSs e ESFs sejam capacitados.

Pensando nisso, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está promovendo o 1º Curso de Urgência da Atenção Básica da Rede de Saúde. Dividido em cinco módulos, o curso teve início em março deste ano e se estenderá até o mês de maio.

Nesta semana, está em andamento o módulo III, de 9 a 18/4, que aborda temas como a aplicação de protocolos de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e de suporte de vida, o atendimento inicial às urgências e o reconhecimento do paciente gravemente enfermo. Até o final do curso, cerca de 300 pessoas da rede SUS/Contagem serão capacitadas, entre médicos e enfermeiros que atendem em unidades de saúde do município ligadas à atenção primária.

A aula de desta quinta-feira (12) foi dada na Sala de Integração da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Contagem e contou com a presença do assessor médico da SMS, Luiz Fernando Avelar dos Santos, do pró-reitor adjunto da PUC Contagem, Robson dos Santos Marques, do coordenador do curso de medicina da PUC Contagem, Gilmar Reis, do diretor acadêmico da PUC Contagem, Odil de Lara Pinto, e da coordenadora médica do Samu Contagem, Ana Paula Goyatá.

Luiz Fernando Avelar, que é médico cardiologista, ressaltou a importância do oferecimento do curso. “A atenção básica é o nível mais próximo da casa das pessoas. É fundamental que os profissionais das unidades de saúde possam estar preparados para fazer os encaminhamentos para a urgência e emergência”, assegurou o médico.

1º Curso de Urgência da Atenção Básica da Rede de Saúde

1º Curso de Urgência da Atenção Básica da Rede de Saúde

O pró-reitor adjunto da PUC Contagem, Robson Marques, lembrou que o curso de medicina do campus Contagem, concretizado na semana passada com a assinatura de uma portaria pelo governo federal, é um projeto que vem sendo construído há cerca de cinco anos e que conta com o apoio da atual gestão. “Na sexta-feira passada, concretizamos esse projeto, que é tão importante para a cidade. Como em Betim e em Poços de Caldas, a unidade de Contagem também passará a ofertar um curso de medicina e a previsão é de que, já no mês de agosto, 50 alunos possam começar as aulas aqui mesmo no município”, disse o pró-reitor adjunto.

A coordenadora médica do Samu Contagem, Ana Paula Goyatá, reforça que a população é a maior beneficiária desta ação. “Um dos maiores ganhos é da população: com essa iniciativa, além de poderem saber mais sobre as grades e os fluxos de atendimento de urgência e emergência, esses médicos e enfermeiros da Atenção Primária serão capacitados quanto aos procedimentos de estabilização do paciente até a chegada do Samu e o encaminhamento à rede de urgência e emergência”, atesta a médica.

O curso é promovido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Superintendência de Atenção à Saúde (Sas), a Superintendência de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Sugest) e a Superintendência de Urgência e Emergência (Surg).

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Elivan Félix

Data: 13/04/2018

 

Aberto edital para formação de cadastro de reserva de médicos

Edital foi aberto em fevereiro e tem a duração de dois anos. Formação de cadastro é fundamental para garantir a oferta de médicos nas equipes de saúde

Está aberto o Processo Seletivo Simplificado Famuc/PSS nº 01/2018 para a formação de cadastro de reserva para quadros temporários de médicos especialistas, clínicos gerais e médicos da família. O edital referente a esse processo seletivo foi aberto em 5/2, clique aqui, e tem duração de dois anos. Para participar, é preciso ter formação na área e titulação compatível com a função, quando necessário.

Os candidatos aprovados irão integrar o quadro de vagas de reserva para contratação temporária na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) / Fundação de Assistência Médica e de Urgência de Contagem (Famuc), podendo atuar em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidades de Urgência e Emergência da rede SUS/Contagem. As remunerações mensais variam entre R$ 5,3 mil e R$ 13 mil (incluindo gratificações). O tempo de duração desse tipo de contrato é de um ano.

A gestora da Atenção Básica, Danielly Aparecida de Jesus, explica que a formação de um cadastro de reserva para essas vagas é muito importante para a oferta de serviços na rede. “Muitos dos que vêm trabalhar em Saúde da Família são recém-formados. À medida que eles vão sendo aprovados nas residências, que acontecem em geral no meio e no fim do ano, vão saindo. Estamos dispostos a contratar, mas muitas vezes isso não acontece porque não há profissionais disponíveis para contratação imediata”, explica a gestora.

Para fazer a inscrição, os interessados deverão comparecer à sede da SMS/Famuc (ver endereço abaixo).
SMS Famuc
Endereço: avenida General David Sarnoff, nº 3113, bairro Cidade Industrial.
Período de inscrição: início em 5/2/2018. Duração de dois anos.
Horário: das 9h às 11h e das 14h às 16h.
Setor responsável: Recursos Humanos.
Informações: www.contagem.mg.gov.br
3362-1487 / 3362-1630 / 3361-6511
E-mail: sugest.gestao@gmail.com

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Divulgação

Data: 22/03/2018

Profissionais da saúde capacitados para diagnóstico da hanseníase

Prefeitura promove no sábado (27) ação para conscientizar a população

A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu, na quinta-feira (18), capacitação de os profissionais da atenção básica de saúde com relação a prevenção da hanseníase, especialmente para que estejam preparados para dar o primeiro diagnóstico. 

A Referência Técnica da Atenção Básica de Saúde, Ivana Andrade,  esclarece que foram diagnosticados mais de 25.000 novos casos da doença no Brasil e com isso, é importante capacitar os profissionais para que tenham maior clareza sobre os sintomas e diagnósticos iniciais. 

“Quando o diagnóstico é feito tardio, o paciente perde a sensibilidade dos nervos.  Por isso, a descoberta da doença precoce possibilita a agilidade no tratamento e mais qualidade de vida ao portador da Hanseníase”, conclui Ivana. 

A Terapeuta Ocupacional no Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz, e referência em Hanseníase no Hospital Eduardo de Menezes, Aliene Gomes, diz que ainda há o preconceito contra a doença e isso prejudica muito o tratamento, já que muitos pacientes o abandonam  , piorando o quadro clínico da pessoa.

“Teremos uma ação no dia 27 de janeiro com o intuito de conscientizar a população sobre a importância da prevenção e continuidade do tratamento”, ressaltou.

 

Repórter: Jaiderson Henrique (sob supervisão de Lucas Santos)

Foto: Fábio Silva

Data: 19/01/2018

Simpósio Municipal de Cuidados Paliativos

O evento, que aconteceu nesta quarta-feira (22), na Puc Contagem,  durante todo o dia, mobilizou 250 participantes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e especialistas na área. Além de contar com a presença de profissionais de Contagem, o simpósio reuniu também pessoas de Belo Horizonte, Betim, Divinópolis, Itaúna, Lagoa Santa, Nova Lima, Pará de Minas, Ribeirão das Neves, Sabará, Sarzedo e São João del-Rei.   

Fotos: Adelcio Barbosa

Secretaria de Saúde promove evento sobre cuidados paliativos

Simpósio reuniu pessoas de diversas cidades para discutir a importância dos cuidados a pacientes terminais e atenção domiciliar

Um dos princípios norteadores do Sistema Único de Saúde (SUS) é o da integralidade, que está relacionado à condição integral, e não parcial, de compreensão do ser humano. Isso inclui ofertar cuidados naqueles momentos em que o controle dos sintomas da dor e o suporte emocional são o pouco que resta a oferecer a alguém que está prestes a morrer.

Para esses casos, em que não há mais condições de intervenção clínica para curar e que o falecimento está à espreita, a saúde pública ainda tem muito o que fazer pela pessoa: garantir a ela uma morte digna, com auxílio à dor e ao sofrimento. Esse tipo de assistência existe e tem nome: cuidados paliativos.  

Para debater a importância dos cuidados direcionados à melhora da qualidade de vida de pacientes terminais, os desafios e potencialidades da atenção domiciliar e fomentar a troca de experiências em torno desses temas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Contagem promoveu o 1º Simpósio Municipal de Cuidados Paliativos na Atenção Domiciliar. 

O evento, que aconteceu nesta quarta-feira (22), na Puc Contagem, durante todo o dia, mobilizou 250 participantes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e especialistas na área. Além de contar com a presença de profissionais de Contagem, o simpósio reuniu também pessoas de Belo Horizonte, Betim, Divinópolis, Itaúna, Lagoa Santa, Nova Lima, Pará de Minas, Ribeirão das Neves, Sabará, Sarzedo e São João del-Rei.   

Participaram da mesa de abertura a superintendente de Atenção à Saúde (SAS) da SMS, Carolina Silva Castro, o assessor médico da SMS Luiz Fernando Avelar dos Santos, a diretora do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Contagem, Andreia Devisllanne Ribeiro, e o vereador Caxicó. 

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Diversas cidades mineiras e instituições de ensino estiveram presentes

   Cuidados paliativos para dignidade no momento da partida

A diretora SAD Contagem, Andreia Devisllanne Ribeiro, também uma das especialistas que proferiram palestra e participaram da mesa de debates, explicou que um dos grandes desafios para as equipes é o de afirmar para o paciente e seus familiares que a morte, que provavelmente se avizinha, faz parte de um processo natural da vida. “Não podemos tirar a esperança das pessoas. Mas temos que falar a verdade, explicando também que por causa das condições que levaram ao cuidado paliativo, o melhor para aquele paciente é ficar em casa”.

Desospitalização

A Atenção Domiciliar está prevista pela Portaria nº 825, do Ministério da Saúde (MS), que a institui como um componente do SUS que deve estar inserido nas políticas públicas ofertadas. Em Contagem, o SAD atende a pacientes com condições clínicas de se submeter a tratamento relacionado a clínica médica, pediatria e ortopedia no próprio domicílio, sendo uma referência em todo o país na desospitalização de pacientes ortopédicos.

Os benefícios dessa ação estão relacionados à diminuição do risco de contrair infecções hospitalares e à promoção dos cuidados no conforto do lar, possibilitando que familiares e/ou cuidadores responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes encaminhados ao SAD não precisem se deslocar até uma unidade de saúde para prestar esse auxílio. Há também os benefícios psicológicos: a desospitalização contribui para evitar sentimentos como estresse e depressão, frequentes no ambiente hospitalar. Há ainda as vantagens monetárias em relação aos recursos direcionados para tratamentos em ambiente hospitalar.

Data: 23/11/2017

Repórter: Carolina Brauer

Fotos: Adelcio Barbosa