Nova rodada de negociação entre representantes da gestão e da categoria dos médicos

Prefeito Alex de Freitas teve mais uma rodada de negociações com os médicos de Contagem na sexta-feira (5)

Ficou acordado que a maior parte das reivindicações apresentadas será respondida em 30 dias

Em mais uma rodada de negociações entre o Executivo e a categoria dos médicos da rede SUS municipal, o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, o secretário municipal de Saúde, Cleber de Faria Silva, o subsecretário de Administração, Luís André Vasconcelos, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (Sinmed-MG), Fernando Mendonça, reuniram-se na sexta-feira (5) para retomar as conversas que se iniciaram no final de março.

Em relação à maioria das reivindicações apresentadas pelos médicos, como adicional Samu, uso de férias-prêmio e pagamento de gratificações por monitoria, ficou acordado que as respostas a elas serão dadas dentro de 30 dias. Em relação a pontos que demandam mais impacto orçamentário, como a incorporação de abonos às remunerações (que passariam a ser considerados como parte do vencimento a ser pago mensalmente, após a aposentadoria), ficou acertado que o retorno será dado até o mês de junho.

O prefeito Alex de Freitas assentiu com as reivindicações apresentadas, ressaltando que é preciso ter cautela no firmamento de compromissos que gerem despesas permanentes. “As reivindicações são justas e históricas, e a categoria dos médicos, que tem papel importantíssimo no sistema de saúde, tem o entendimento das dificuldades pelas quais passam o país, o estado de Minas Gerais e o município de Contagem. As discussões sobre os rumos da previdência estão ocorrendo não só em Contagem, mas em outros municípios e estados e na Previdência geral. Precisamos seguir com os estudos de avaliação de impactos financeiros, de olho na responsabilidade fiscal e gerencial. Não é uma questão somente do município de Contagem”, pontuou o prefeito Alex de Freitas.

O presidente do Sinmed-MG, Fernando Mendonça, reconheceu que o município vem enfrentando dificuldades fiscais e frisou que as crises são oportunidades para se medir a qualidade da gestão. “Eu sei que não é possível atender a tudo o que colocamos. Não é um problema de uma só prefeitura. Estudos feitos com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que, de 2013 a 2017, houve uma queda de 16% na quantidade de beneficiários de planos de saúde na Região Metropolitana de Belo Horizonte. São aproximadamente 200 mil pessoas que ficaram sem plano de saúde. Onde essas pessoas vêm se consultar? No SUS. A crise está aí para todo mundo, e os profissionais médicos têm sofrido na pele com ela. O diferencial do bom gestor é saber administrar isso”, disse Fernando Mendonça. Uma nova assembleia dos médicos foi marcada para o dia 9 de maio.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Paulo Pereira

Data: 08/04/2019