Flores do Iria promove roda de conversa com abordagem nutricional na gestação de alto risco

A previsão é de que ações como essa sejam ofertadas semanalmente, trazendo temas como parto e aleitamento materno, de forma a englobar todas as aproximadamente 300 gestantes de alto risco

 

A gravidez é um período de transformações. Ao longo da gestação, o corpo da mulher passa por diversas mudanças, muitas visíveis e evidentes, como o tamanho da barriga, que aumenta para abrigar um ser humano em desenvolvimento. Algumas vezes, no entanto, essas modificações não estão tão à vista: em alguns casos, no organismo da gestante pode haver aumento de pressão e das taxas de glicose, condições normalmente difíceis de serem percebidas quando estão na fase inicial, e ganho de peso acima do recomendável.

Se em outros períodos da vida manter uma alimentação balanceada e saudável já é importante, na gravidez essa recomendação torna-se ainda mais fundamental. Não só porque o bebê precisará dos nutrientes necessários para crescer saudável, mas também porque a mãe, que está gerando uma nova vida, precisa estar bem para seguir a gestação cuidando do bebê e da própria saúde.

Atenta à necessidade de prestar orientações a gestantes que apresentam fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes e ganho de peso inadequado e têm gestações consideradas de alto risco, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu uma roda de conversa com grávidas em alto risco atualmente em atendimento no Flores do Iria, ambulatório de saúde da mulher do Centro de Consultas Especializadas (CCE) Iria Diniz. A ação aconteceu na quarta-feira (25), nas instalações do Iria.

Na ocasião, em um ambiente humanizado, decorado com muito carinho, cores, frutas e flores, um grupo com aproximadamente dez gestantes recebeu informações sobre condutas alimentares importantes para a prevenção e o controle da hipertensão arterial, da diabetes e do sobrepeso. A conversa foi mediada pela nutricionista na rede SUS / Contagem Cláudia Vianna.

Atualmente, há cerca de 300 gestantes de alto risco em atendimento no Flores do Iria. A ideia, explica a enfermeira-obstetra do ambulatório, Maria Aparecida de Campos, é de promover rodas de conversa semanais com essas mulheres, para oferecer não só a ação de abordagem nutricional na gestação de alto risco que ocorreu, mas também sobre temas como parto e aleitamento materno. Essas gestantes serão divididas em grupos, de forma que todas possam ter a oportunidade de receber informações e compartilhar vivências. “Essas são oportunidades em que as gestantes podem tirar dúvidas com profissionais e também entre si, compartilhando anseios e promovendo um apoio mútuo. Existe um peso no termo “gestação de alto risco”, e com ações como essa, buscamos acolher e transmitir segurança a essas mulheres”, explica Maria Aparecida. “O objetivo é acolher e prestar mais esclarecimentos a essas gestantes, oferecendo também um espaço de convivência e troca de experiências”, afirma a coordenadora do Flores do Iria, Natália Georgina Nascimento.

Saúde da mulher em ambiente integrado no CCE Iria Diniz

O Flores do Iria, inaugurado em 31/10/2017, integra em um só ambulatório os serviços de diagnóstico de alterações no colo uterino e mama e as consultas de pré-natal de alto risco e com mastologistas de pacientes encaminhados pelas unidades de saúde de Contagem. Os critérios para encaminhamento baseiam-se nos protocolos de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde (MS), com retornos agendados no próprio ambulatório. A equipe de profissionais do Flores do Iria é composta por duas enfermeiras, sendo uma enfermeira-obstetra, dois técnicos de enfermagem, um médico colposcopista, três médicos mastologistas e seis médicos obstetras.

De acordo com a diretora do CCE iria Diniz, Aliny Vasconcelos, foram realizados mais de três mil atendimentos no Flores do Iria desde que o ambulatório de saúde da mulher foi integrado e inaugurado. “Oferecemos em média 400 consultas mensais para gestantes de alto risco, divididas em primeiras consultas e retornos. Hoje nossa fila de espera é baixíssima, e as gestantes aguardam no máximo 15 dias para ter a primeira consulta com profissional obstetra do alto risco”, completa a diretora.

 

Repórter: Carolina Brauer

Foto: Fábio Silva

Data: 26/07/2018