Desfile marca mais uma ação do Outubro Rosa

O vice-prefeito William Barreiro destacou a força de vontade e alegria das pacientes do Instituto Mario Penna

Servidores da prefeitura acompanharam com entusiasmo 12 guerreiras na passarela da vida

O encerramento das atividades da campanha Outubro Rosa, em Contagem, foi marcado, nesta segunda-feira (30), pelo desfile de 12 pacientes do Instituto Mário Penna, acometidas pelo câncer de mama. Na passarela, sobre um tapete vermelho estendido no hall de entrada da prefeitura, as 12 mulheres esbanjaram beleza, carisma, atitude e, principalmente, otimismo. 

Para a diretoria de Humanização do Instituto Mário Penna, Maria Ângela Ferraz, o desfile é uma iniciativa de mão dupla, importante tanto para as pacientes quanto para quem o assiste. “De uma lado, nossas pacientes receberam uma explosão de autoestima por parte dos espectadores, do outro, elas exibiram sorrisos, reforçando a importância da prevenção, do auto exame e da mamografia”, ressaltou Ferraz.

Para a diretora, o câncer  de mama é algo inerente ao sofrimento, contudo, é possível aprender a lidar com a doença e sair fortalecido. “As nossas pacientes que aqui estão hoje são modelos de superação. São mulheres que aprenderam a valorizar cada nascer do sol, cada sorriso, cada olhar fraterno. São esposas, mães, enfim, mulheres que aprenderam a se cuidar a se amar, hoje mais do que nunca”, disse.

Presente ao desfile, o vice-prefeito William Barreiro parabenizou as modelos, enfatizando que o preconceito não pode ser maior do que o amor próprio e a vontade de viver. “ O câncer acomete pessoas independente de raça,  gênero, classe social ou  região. O diagnóstico não deve ser motivador da tristeza, mas da luta, pois o que vemos aqui são mulheres guerreiras e belas”, destacou. 

Para uma das modelos, a paciente Juçara Aparecida Reis, 51 anos, o prognóstico é mais importante do que o diagnóstico. “A doença física já está em nós, então, o diagnóstico não importa mais, é com o depois que nós temos que nos preocupar. Sigo com fé, pois o câncer não é sinônimo de morte. Acho que o emocional dita muito mais as regras que o físico. Estou bem feliz por estar aqui e dizer: tudo passa, é só uma fase e o amor fraterno cura. Isso aqui é cura”, disse, apontando para os servidores que assistiram ao seu desfile.