Colaboradores da UPA JK participam de capacitação do Hospital Sírio-Libanês

A unidade está entre as 60 UPAs selecionadas pelo Ministério da Saúde para participar do treinamento

Desde maio, a rotina de quatro colaboradores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) JK conta com uma tarefa a mais. É que agora eles compõem uma turma de alunos do PROADI SUS (Projeto de identificação e tratamento precoce de sepse em pacientes adultos nas UPAs 24h) que é um treinamento disponibilizado pela Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde.

Com aulas quinzenais, o grupo formado pela gerente da UPA JK, Olívia Bonfim, o responsável técnico dos médicos responsável Euler Villela e as enfermeiras, Ruana Marília Moreira dos Santos que é a responsável técnico da Enfermagem e Cristiane de Paula Bastos, referência da Comissão de Controle de Infecção do Hospitalar e de Qualidade, se reúne na própria unidade para assistir o conteúdo ministrado à distância pelo Sírio-Libanês com o suporte do Institute for Healthcare Improvement (IHI) e do Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS).

Eles fazem parte de uma turma ainda maior com profissionais de outras 60 UPAs do Brasil, sendo dez de Minas Gerais. A seleção das UPAs para o treinamento foi feita pelo Ministério da Saúde, que também se responsabilizou pelos critérios para a definição da escolha.

“A propostas desta capacitação é apresentar e implementar melhorias de processos na assistência que permitam aos profissionais de saúde identificar precocemente quando o paciente já chega à UPA com sepse e agilizar o seu tratamento,” esclareceu Euler Villela. O clínico geral explicou ainda que a sepse é uma infecção generalizada com início em uma parte do corpo mas que se propagou e em alguns casos tem os sintomas mascarados na fase inicial. Ela é uma patologia grave e que pode matar.

A gestora da UPA JK explicou que o treinamento será uma ótima oportunidade para multiplicar o conhecimento tanto na unidade como na rede de urgência e emergência do município. “Diagnósticos de sepse requerem leitos mais equipados, como os de CTIs e, consequentemente, a transferência para o hospital de maior complexidade. Se soubermos como melhorar nossas condutas, antecipando o tratamento desses casos, estaremos fazendo uma assistência de mais qualidade para o paciente e uma gestão mais sustentável para a instituição,” destacou Olívia Bonfim.

O PROADI terá duração de um ano e meio, devendo terminar em 2020. Para agosto está previsto um encontro presencial dos participantes das aulas em São Paulo.

 

 

Foto: Divulgação

Data: 19/07/2019