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Prefeitura Municipal de Contagem
   

Transcon promove ação de conscientização com servidoras

A prevenção do câncer de mama foi lembrada em referência ao Outubro Rosa

Yuri Soares

A Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem (Transcon), adepta ao movimento Outubro Rosa desde 2015, sugeriu que os servidores fossem trabalhar com alguma peça de roupa da cor rosa, no último dia 11 e desenvolveu atividades relacionadas ao câncer de mama para explicar a importância da prevenção. O movimento internacional Outubro Rosa surgiu na década de 1990 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. 

A data é celebrada anualmente e tem como objetivo compartilhar informações sobre a doença, promovendo a conscientização e proporcionando acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, além de contribuir para a redução da mortalidade. 

Durante as atividades, a servidora Kátia Braga, que atua na Transcon há doze anos, compartilhou sua experiência e emocionou as colegas presentes. “Em 2006, logo que fui nomeada, senti que havia um caroço em meu seio esquerdo, isso ocorreu no mês de maio, mas só procurei o médico em outubro do mesmo ano, pois estava muito atarefada com o novo trabalho”, explicou. 

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A servidora Katia Braga fez um belo depoimento sobre sua experiência

 Kátia explicou que o examiná-la, o médico não localizou o caroço e solicitou uma mamografia, que também não o revelou. O doutor foi insistente e pediu uma ultrassonografia, que mostrou um caroço pequeno, porém a punção foi negativa para o câncer. Ainda assim, o médico persistiu e pediu uma core biopsia, que é um exame mais elaborado, extremamente dolorido, que finalmente identificou as células malignas.   Era câncer e havia um linfonodo infectado na axila esquerda, por isso, além da cirurgia e do esvaziamento axilar, ela teve que passar por seis sessões de quimioterapia e dois meses de radioterapia e tomar um medicamento chamado Tamoxifeno por cinco anos.

“Chorei por duas vezes: quando o médico me disse que era câncer e quando ele disse que o meu cabelo iria cair totalmente. Meu cabelo estava grande, no meio das costas para ser mais exata. Acredito que mulher nenhuma gostaria de perder o cabelo. Fiz o tratamento trabalhando, pois não quis ficar em casa pensando se iria morrer logo. Foi a melhor escolha que fiz, pois, o meu trabalho e meus colegas complementaram o apoio familiar e eu consegui vencer a doença. Hoje a única dificuldade que tenho é em me alimentar de vez em quando”, disse emocionada. 

Ao final, Kátia fez um pedido as mulheres. “Desejo que todas as mulheres que não descuidem da saúde. Procurem o ginecologista regularmente, façam o autoexame e as mamografias periódicas. Dei sorte que o ginecologista que me atende, também é mastologista, e foi insistente. Por isso hoje estou aqui contando essa história, o caroço era pequeno e o câncer estava no início, se eu tivesse deixado passar mais tempo, poderia não ter tido o mesmo desfecho”, concluiu. 

Números 

No Brasil, 79 de cada 100 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama por ano. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima que 57.960 mulheres serão acometidas pela doença no ano de 2017. O Instituto ressalta ainda que esta é a principal causa da morte de brasileiras diagnosticadas com algum tipo de câncer.

 O movimento mundial vem crescendo a cada ano, mostrando a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. É importante enfatizar que a prevenção deve ser feita ao longo dos 12 meses. No entanto, este o mês de outubro representa a causa.

 

   

REPÓRTER: Nayara Vianna   FOTO CRÉDITO: Yuri Soares    

PUBLICAÇÃO: 19/10/2017 14:58:29