Prefeitura Municipal de Contagem
   

Servidores da maternidade fazem curso sobre aleitamento materno

Atualização garante selo de qualidade emitido pelo Ministério da Saúde e Unicef

Adélcio R. Barbosa

Profissionais da maternidade passam por capacitação sobre aleitamento materno.

O Ministério da Saúde (MS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) certificam instituições de saúde públicas, no Brasil e no mundo, desde 1992 com o prêmio “Iniciativa Hospital Amigo da Criança” (IHAC). Em Minas Gerais 35 maternidades receberam o selo, entre elas está a Maternidade Municipal Juventina Paula de Jesus. Agraciada com o selo em 2005, reafirmado em 2008 e 2015, a unidade segue critérios estipulados pelo MS e Unicef para manter a titulação. Entre eles está a capacitação de toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessárias à amamentação.

Durante os dias 19 e 20 de abril, profissionais de saúde da Maternidade Municipal, como enfermeiros, terapeutas ocupacionais, residentes, médicos, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogos e fisioterapeutas receberam atualizações sobre a importância da amamentação. O curso, realizado no auditório do Centro Materno Infantil, teve carga horária de 20 horas. Além da equipe de saúde, profissionais como porteiro, recepcionistas e atendentes, também foram capacitados em curso com duração de quatro horas. “Eles não têm contato pele a pele com o bebê, mas é importante que saibam orientar que a mamadeira é prejudicial, que o bico não deve ser utilizado, que o leite artificial traz um prejuízo, inclusive com risco de morte para o recém-nascido”, explica a enfermeira neonatologista Kátia Aparecida da Fonseca, que também é presidente da Comissão de Aleitamento Materno.

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Capacitação sobre aleitamento materno é realizada para profissionais da saúde e demais trabalhadores da maternidade

 A capacitação é obrigatória e deve ser realizada semestralmente por todo profissional da saúde que trabalha com assistência a gestante e ao recém-nascido, incentivando, apoiando e protegendo o aleitamento materno. Essa foi a primeira vez que a enfermeira Andreia Carielo Ribeiro participa da capacitação. “Para nós que trabalhamos com saúde, por mais que a gente pratique no dia a dia, sempre tem uma atualização que podemos aplicar, e participar de momentos assim é um ganho”, afirma. 

Leite materno é vida

“Segundo o Ministério da Saúde, é importante que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno até seis meses de vida, sem necessidade de água, pois o leite tem 80% de água, e até dois anos, com o complemento de alimentação extra. O leite materno ajuda a diminuir a morbimortalidade infantil e a mortalidade materna, pois também melhora a saúde da mulher. Crianças podem ser amamentadas até dois, três anos, sendo prazeroso para a mãe e para a criança”, destacou Kátia Fonseca.

“Com a amamentação, o corpo da mulher vai retornar mais rápido ao que era, vai diminuir o sangramento, se houver, vai reduzir o risco de depressão pós-parto e, em termos econômicos, ela não precisará gastar dinheiro com leite artificial. Para a criança, diminui o risco de desnutrição, diarreia, infecção, gastroenterite e influência até no desenvolvimento. A ciência já comprovou que o Quociente de Inteligência (QI) dessas crianças é maior do aquelas que não foram alimentadas no seio materno. É uma criança mais saudável, que vai evoluir com mais amor e carinho”, finalizou Kátia, que trabalha há 19 anos na maternidade.

   

REPÓRTER: Jefferson Lorentz   FOTO CRÉDITO: Adélcio R. Barbosa   

PUBLICAÇÃO: 20/04/2017 17:26:52